segunda-feira, 13 de dezembro de 2010 Entrevista, Literatura | 19:32

O relato psicótico de Bráulio Mantovani

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Depois de escrever boa parte dos  roteiros dos maiores sucessos nacionais, Bráulio Mantovani, lança seu primeiro livro, um “relato psicótico”, perturbador que transita entre ficção e realidade, sanidade e  loucura.

O roteirista, de Tropa de Elite 1 e 2, indicado ao Oscar pelo pelo roteiro de Cidade de Deus, comemora também o lançamento da sexta edição da revista Dicta&Contradicta onde seu artigo “Eu não sou o Capitão Nascimento” disseca um dos personagens mais emblemáticos da cena nacional, o capitão do Bope, Rodrigo Pimentel.  

O texto de seu primeiro romance Perácio – Relato Psicótico (Editora Leya) passou por vários tratamentos, como costuma ocorrer quando escreve para o cinema,  e surgiu de várias visitas a uma institução psiquiátrica, onde ele entrevistou internos.  Na paralela, ele faz  entrevistas com ex-agentes da ditadura, com a finalidade de escrever o roteiro para um diretor “genial” e brinca consigo próprio.

A narrativa mistura sonho e realidade com teorias da conspiração. Ao longo  da trama, Bráulio deixa-nos a pergunta: o que leva alguém a enlouquecer? Ao ponto de você questionar tudo, desconfiar de si mesmo, temer o banal, e se perguntar: qual o limite da sanidade?

Bráulio Mantovani

Paulistano, Bráulio é membro da Academy of Motion Pictures, Arts and Sciences, do Writers Guild of America (WGA), e um dos fundadores da Autores de Cinema (AC), a Associação Brasileira dos Escritores de Cinema. Pelo roteiro de Cidade de Deus, foi indicado ao Oscar, em 2004. Assinou, entre outros, o roteiro de Última Parada: 174 e colaborou em Linha de Passe e O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias. É coautor de Vips, vencedor do prêmio de melhor filme no Festival de Cinema do Rio (2010), e dos roteiros de Tropa de Elite (Urso de Ouro no Festival de Berlim em 2008) e de Tropa de Elite 2 , a maior bilheteria desde a retomada do cinema brasileiro, em 1995.

Título: Perácio
Autor: Bráulio Mantovani
Editora: Leya
Ano da Obra: 2010
Ano edição: 2010
Edição: 1ª
Nº de páginas: 224

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Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Literatura Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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9 comentários para “O relato psicótico de Bráulio Mantovani”

  1. [...] This post was mentioned on Twitter by Anapaula Ziglio, iG Cultura. iG Cultura said: Mona Dorf: O relato psicótico de Braulio Mantovani http://bit.ly/fuuyuQ [...]

  2. Hildon Meirelles disse:

    Mona é linda de morrer, mas não entende absolutamente nada de literatura… É uma lástima…

  3. Mona Dorf disse:

    Engraçado, nunca pensei que era preciso entender de literatura…
    Sinceramente, acho extremamente elitista acreditar que alguns entendem de literatura, de arte, mais do que outros.
    Isso me remete ao tempo em que só escribas, religiosos e depois, o clero estabelecido e os nobres tinham acesso ao livro e ao conhecimento.
    Alguns privilegiados, ungidos eram detendores do saber…
    É um pensamento retrogrado, que remonta a tempos passados.
    As pessoas gostam ou não gostam de certos livros, obras, de alguns autores. Podem iniciar a leitura, interromper, abandonar e partir pra outra.
    Obrigada pelo comentário e não continue visitando a coluna! Mona

  4. Cassio disse:

    Mona, não ficou muito claro se o senhor que postou o primeiro comentário entende de literatura, imagina-se que sim, afinal ele não teria como avaliá-la. Mas fica claro que ele não entende muito de educação e gentileza. Isso sim é uma lástima. Prova que a literatura pela literatura, e mesmo a arte pela arte, de nada serve se não foca no outro, se não tem como objetivo primeiro o crescimento e amadurecimento individual e a integração de toda a sociedade.
    Sucesso pra você e parabéns por seu trabalho.

  5. Maria disse:

    Valeu, Mona !
    Vc é sp legal. Este seu artigo tá ótimo, vale o que promete: informação, curiosidade e, ai,… seus leitores podem se interessar e ver se gostam – bem livre, bem legal.
    O comentário infeliz é de alguém que tem pouco a fazer e qdo faz – PISA !
    Bjus
    Mar

  6. Márika disse:

    Mona é uma das pessoas mais cultas que tive o prazer de conhecer e trabalhar junto! Os entendidos de literatura que escrevam livros, por favor…

  7. Lene Ring disse:

    Nao eh preciso entender de Literatura para escrever sobre Literatura. Claro que nao. Por isso vou comecar a escrever sobre Psicologia, Filosofia, Medicina, Direito. Nao eh preciso entender de nada disso para escrever. Eh por isso que a internet e as estantes estao cheias de bobagens. Um monte de gente que nao entende de um determinado assunto resolve escrever sobre ele.

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