Nós somos um povo falante, um povo oral
Ronaldo Correia de Brito estará na FLIP 2010, em Paraty, na mesa Fábulas contemporâneas com Beatriz Bracher e Reinaldo Moraes e mediação de Cristiane Costa, na quinta-feira, 05/08, 15h. Ele aproveita a festa para lançar um novo livro de contos Retratos Imorais, também pela Editora Alfaguara, sobre o qual conta mais no vídeo, que gravamos em São Francisco Xavier, na Serra da Mantiqueira. “Nós somos um povo falante, somos um povo oral. Não podemos nos desfazer desse legado. Eu, se não fosse escritor, seria necessariamente um contador de histórias.”
Médico de formação, o cearense Ronaldo Correia de Brito encantou a plateia de leitores ao abrir o Festival da Mantiqueira, Diálogos com Literatura, em fim de maio, dizendo que todos os narradores são grandes mentirosos. Para justificar, contou como resolveu escrever a história da morte do seu avô, no Livro dos Homens ‘Da morte de Francisco Vieira’. Ele preenchia os vazios da memória, com a imaginação: “Escrever é trabalhar com a memória inventada, jamais com a história!”.
Ronaldo Correia de Brito esteve na Flip em 2006. Antes publicou: As noites e os dias (1996), Faca (2003), Pavão misterioso (2004) e Livro dos homens (2005). Em seu último romance, Galileia, vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura em 2009, ele constrói sua história a partir do cruzamento do imaginário sertanejo e da cultura popular nordestina com a modernidade.
Três escritores, três vozes distintas, três narrativas de uma nova geração
Ronaldo Correia de Brito cria um sertão mítico ao estilo das parábolas bíblicas. Beatriz Bracher brinca com o idioma, cuida do texto e escreve contos intimistas. Reinaldo Morais fala do universo underground paulistano e da rotina urbana desregrada, drogas e álcool. O que aproxima três vozes tão distintas? Para a curadoria, o fato de figurarem entre as mais densas e originais da literatura brasileira e já terem conquistado seu público. Só isso já bastaria para justificar o diálogo que travam em Paraty.
Leia mais:
Contagem regressiva para a Flip
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Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Festivais Literários, Literatura, Prêmios Tags: Galiléia, Prêmio SP de Literatura, Retratos Imorais, Ronaldo Correa de Brito
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Mona, sou educadora, Coordenadora Pedagógica e venho participando de cursos e palestras que abordam essa questão da oralidade da “língua portuguesa” brasileira… adorei a entrevista com Ronaldo Brito. Sou fã de contadores de história e acredito nesse recurso como ferramenta preciosa na educação… e aproveitando já faço meus cumprimentos pela peça Eu, Clarice… tomara esteja em cartaz aqui pelo interior, em breve! Grande abraço!
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