Na Estação dos livros, um convite à leitura | Mona Dorf
quinta-feira, 22 de julho de 2010 Entrevista, Exposições, Literatura | 10:53

Na Estação dos livros, um convite à leitura

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Não, não se trata de uma biblioteca. Também não é a Bienal do Livro, tampouco as livrarias espaçosas que andam cada vez mais convidativas. Trata-se de uma bela coleção de livros, com nomes e títulos de peso que invadiu o espaço de uma Estação que costuma abrigar pinturas em suas paredes. 

Na Estação Pinacoteca, gente que faz a cena cultural: os poetas Ferreira Gullar, Paulo Vanzolini, o arquiteto Oscar Niemeyer, os artistas Carybé, Maria Bonomi, Maureen Bisiliat, Lasar Segall, Oswald de Andrade, William Faulkner, Jorge Luis Borges… só para citar alguns. Eles aparecem  em livros, imagens e textos estrategicamente situados para atrair o olhar e curiosidade do leitor. Como bem disse certa vez Jo Soares, num Roda Viva: “Com o livro, existe o prazer de ler, o prazer de ter, de comprar. E o prazer de pegar.” 

E isso se aplica bem aos livros da Imprensa Oficial que programou inclusive um canto, o Espaço do Leitor, onde os livros podem ser manuseados, folheados.


Nas paredes, frases de João Guimarães Rosa, Saramago, Jean-Paul Sartre, Graciliano Ramos, Cortázar, Shakespeare, Borges, Victor Hugo, Lobo Antunes, entre outros ajudam a despertar e a consolidar a paixão pela leitura. De Guimarães Rosa: “Toda ação principia mesmo é por uma palavra pensada”.

A Imprensa Oficial é conhecida pela qualidade de sua impressão e bom gosto quem podem ser apreciados  em O Romanceiro da Inconfidência, com desenhos de Renina Katz, no livro que traz a obra completa de Leon Ferrari, editado com a Edusp e Cosac ou ainda nas belas fotobiografias como a de Clarice, e a recente Viva Pagu, com fotos, textos e escritos da irreverente Patrícia Galvão, musa modernista.

Para Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, a iniciativa amplia a possiblidade de fruição dos belos exemplares publicados pela empresa, já que a Estação Pinacoteca é muito visitada: “ É um prazer dar nossa contribuição e colocar à disposição do público, parte dos mais belos e procurados livros publicados pela empresa. Nossa proposta foi criar ambientes para instigar os visitantes e provocar  sua interação com a linguagem e a palavra”.

São mais de 300 títulos, distribuídos por 400 m², edições que representam várias áreas do conhecimento. A curadoria é de Cecília Scharlach, coordenadora editorial da Imprensa Oficial. O arquiteto Haron Cohen assina a direção de arte e a produção gráfica é de Alex Wissenbach.

Vitrines com prêmios, peças gráficas, convites, marcadores de páginas, postais e bonecos mostram o processo de produção até a impressão. Na mostra, livros da parcerias da Imprensa Oficial com editoras universitárias e instituições culturais, como a Biblioteca Nacional, a Pinacoteca do Estado, Academia Brasileira de Letras, o Museu Afro Brasil, o Instituto Tomie Ohtake, o Instituto Moreira Salles.

Tem ainda os títulos da famosa Coleção Aplauso, que hoje pode ser baixada na internet, com as biografias de nossos mais renomados artistas. Dos mais atuais como Sérgio Ricardo: canto vadio e Célia Helena: atriz visceral, passando pelo vencedor do Jabuti, Raul Cortez, Beatriz Segall, Tonia Carrero, até os primeiros exemplares, como Sérgio Cardoso: imagens de sua arte ou Maria Della Costa: seu teatro, sua vida.


Em todo acervo, há obras premiadas como o vencedor do Jabuti, Monteiro Lobato livro a livro, de Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini e Resmungos, de Ferreira Gullar, premiado pela Câmara Brasileira do Livro. Em todas as edições, impressiona a excelência gráfica. Agora é só ir lá conferir!  E apreciar, tem para todos os gostos: Arte sacra colonial, barroco memória viva; Caixa Modernista , da gravura à arte pública (organização de Jorge Schawartz, Maria Bonomi); Mestres do modernismo; Roupa de artista: o vestuário na obra de arte (Cacilda Teixeira da Costa), Igrejas paulistas:  barroco e rococó; Fotógrafos franceses em São Paulo na primeira metade do século XX; Joias da Mata Atlântica; Escritos sobre arte, Tinhorão, o legendário; Impressões de Carybé nas suas visitas ao Benin (1969-1987).

Há ainda resgate de nossa memória histórica, jornalística e política através de edições institucionais de interesse gráfico-editorial e uma vitrine com os jornais antigos como o Ex, com a notícia da morte de Vladimir Herzog.

Exposição de Livros da Imprensa Oficial
Até  15 de agosto.
Local: Estação Pinacoteca
Endereço: Largo General Osório, 66 – Centro, São Paulo
Datas e horários: Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h
Grátis aos sábados

Notas relacionadas:

  1. A arte da gravura por três mestres no Museu Lasar Segall
  2. Pinacoteca de São Paulo: parada obrigatória
  3. A moda na arte
Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Exposições, Literatura Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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4 comentários para “Na Estação dos livros, um convite à leitura”

  1. Parabens, um convite a leitura

    “Seja você, não procure ser seu próximo” Titulo Blog Paulo Coelho

    Disso que nos precisamos acalmar os espíritos em vida lendo, estando vivo, cuidando do próximo como cuidamos dos cachorros, para não sermos alvos de nos mesmos

    Morte do cachorro foi feliz na escolha para refletir a morte humana

    Pelo que se vê escuta assiste lê no presente, as pessoas estão tendo mais sentimentos pelos animais irracionais do que pelos racionais

    Isso esta ficando claro antes durante e depois de falecidos, isso esta acontecendo por uma única razão, os irracionais não contestam, os racionais contestam

    Exemplos

    No programa Mais você Globo, só da ela porque chorou falando da morte da bala perdida que já matou muitas pessoas e vai matar mais se deixar de falar porque acontecem as mortes das balas perdidas

    Que de perdidas as balas, não tem nada, porque todos nos sabemos por que existem as balas perdidas, porque estamos ficando serem irracionais, enquanto, os animais estão começando a ficar racionais

    No programa no ar da Record, saiu a matéria sobre a ONG que faz tratamento para drogados, dizendo que o tratamento e uma droga, realmente tem razão em se tratando de drogas meter o pau fazer uma critica ate certo ponto leviana por induz mexendo com o sentimento

    Onde diz Jesus salva droga mata, sim droga mata qualquer drogado eles sabem disso tanto que a maioria dos drogados vivem repetindo não pedi para nascer, já que nasci sem pedir tenho direito a tudo

    Pessoas viciando fácil ficam mais frágeis, ficando mais inseguras difíceis de tratar e com matérias como essa fica mais difícil quando devia ficar mais fácil, ainda ficando seguras

    Porque quem mais assiste a matérias negativas são os próprios viciados em todas as drogas os drogados a procura de uma cura, acabam assistindo mais matérias desfavoráveis a eles mesmos

    Quando todos deviam se unir em volta desse problema, para achar uma solução em conjunto que chegasse num consenso dando condições a essa ONG ter a verdadeira condição dar tratamento altura

    Porque tratar de drogados e outra droga, porque eles não respeitam regras nem eles mesmos levando a vida por um fio, como se a vida não valesse nada

    Como respondeu Andrea Matarasso, enquanto insistir em colocar gente que precisa de ajuda no lugar dos que podem ajudar, não vai acontecer nada

    Tentei por varias vezes colocar uma ONG no ar, porem nunca tinha recurso disponível quando aparecia, a condição era essa liberamos o valor de tanto, ficamos com 60% e se vira com notas frias para justiçar os 60%

    No presente a futura ONG vai ter um núcleo financeiro próprio com vários sub-nucleos financeiro um vai ser com 30% semelhante ao PVB http://www.projetovendabrasil.com.br/?p=12899, outro habitacional com 30% semelhante a essa http://www.aftb-oscip.org/ ID=033087, terceiro sub-nucleo vem do seguro, que vai financiar o sistema PSB de ressocialização humana, esta na ficção a teoria que pode virar realidade se nos queremos solução, isso e mais que possível http://www.ficcaoglobalizada2015br.blogspot.com/ a previdência social podia implantar o segundo teto da aposentadoria virtual, e solução certa para nos, ficando como a compensação bancaria o que sobra divide para todos receber, o falta desconta de todos, assim nunca vai ter saldo negativo nem juros que tira a renda dos aposentados, esta próximo o dia da aposentadoria acabar, entrando no lugar a distribuição de renda em vida

    Onde na ficção esta escrito o roteiro para quem tem ter mais, para quem não tem começar a ter

    Casa para quem tem casa, e casa para quem não tem casa
    Escola para quem tem escola, escola para quem não tem escola
    Terra para quem tem terra, terra para quem não tem terra
    Medidas de prevenção para quem tem prevenção, medidas de prevenção para quem não tem prevenção
    Remédio para quem tem remédio, remédio para quem tem remédio
    Tratamento para drogados viciados em tudo que tem condições, tratamento para drogados viciados em tudo sem condições

    A multiplicação das lixeiras iria financiar o projeto PSB, com cada lixeira privada iria contribuir com R$ 10 (dez reais) por mês, sendo que os padrinhos que iriam apadrinhar quantos cidadãos de ruas quisessem adotar pagando valores múltiplos de dez reais, com laboratórios de lixos nas ruas

    http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2010/07/22/morreu-o-gordo-meu-melhor-amigo/

    http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2010/07/22/bolsa-familia-tem-impacto-maior-na-reducao-da-desigualdade-do-que-a-previdencia-diz-fgv/#comment-42562

    Claro que a bolsa vai estar mais em evidencia distribuindo renda em vida, que estimula e não depois do perto do fim da vida, uma renda desestimulante, que nem paga meio plano de saúde

    Algo que vai se suceder no mundo, fim da aposentadoria por uma renda durante a vida, morre acaba não tem transferência nem das heranças, porque todos recebem em vida, vai ficar semelhante à compensação bancaria nascidos versos falecidos

  2. [...] também para a arte popular, primitiva brasileira e está sendo mostrada pela primeira vez na Estação Pinacoteca. É uma das coleções particulares mais representativas do melhor de nossos pintores, mas também [...]

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