SHOÁ, por um mundo mais tolerante
Muito já se escreveu para tentar entender o que foi uma das piores tragédia da história da humanidade. Pensadores e escritores como Walter Benjamim, Elie Wiesel, Primo Levi são eles mesmos vítimas do Holocausto… Memoriais e Museus como o Yad Va Shem em Jerusalem, o de Berlim e Washington tentam recontar essa história de genocídio, traduzida em imagens e números de mortes vergonhosos. Aqui no Brasil, foi montada no SESC Pompeia, a maior e mais didática mostra já vista no país. É o ponto de partida para suscitar reflexões sobre os diversos genocídios que ocorreram, e ainda ocorrem nos dias de hoje. Contribuir para um mundo mais tolerante.
À medida que a geração de sobreviventes da guerra está morrendo, aumenta a preocupação com a possibilidade de esquecimento da tragédia que foi a segunda guerra mundial e da negação dos campos de extermínio e do nazismo. Uma equipe de educadores realiza visitas monitoradas para grupos escolares e público em geral.
Projetada e concebida por três jovens uruguaios, “Shoá, Memória e Legado do Holocausto” aconteceu em Montevidéu em 2008 e foi trazida ao Brasil por idealização do empresário William Rozenbaum Trosman, um dos organizadores da itinerância no país. A mostra percorrerá todo circuito SESC.
Além do acervo proveniente da exposição do Uruguai, está exposto material sobre o tema produzido no Brasil: filmes, livros, estudos, obras de artes plásticas, peças de museus brasileiros e depoimentos de sobreviventes que residem no país. A mostra conecta passado e presente, estabelece um diálogo entre os povos, ressaltando as diferenças culturais existentes no Brasil e questões ligadas a direitos humanos e tolerância.
Recursos audiovisuais interativos mostram os acontecimentos históricos da Segunda Guerra Mundial, provocada pelo regime nazista de Adolf Hitler que pregava a superioridade da raça ariana. Por conta do racismo e antissemitismo, levados ao extremo, judeus, ciganos, armênios, gays, minorias políticas e críticos do regime nazista foram perseguidos e mortos em campos de concentração, em vários países da Europa. Videos, como esse abaixo, mostram o horror da matança e abordam questões como a coexistência e os direitos humanos.
Documentário Mensagens para um Futuro mais Tolerante com depoimentos de sobreviventes do holocausto colhidos no Brasil para o acervo da USC Shoah Foundation Institute for Visual History and Education, de Steven Spielberg.
Shoá – Reflexões por um mundo mais tolerante
Local: SESC Pompeia
Endereço: R: Clélia, 93, São Paulo
Datas e horários: Terça a sábado, das 10h às 21h30. Sábado, domingo e feriado, das 10h às 19h.
Até 4 de julho
Entrada gratuita
Orkut





Uma exposição tão importante deveria ser em português e não castelhano, afinal estamos no Brasil né ?
Caro Alfred, a exposição que está no Sesc Pompéia é em português. Ela tem conteúdos da mostra montada no Uruguai, mas aqui no Brasil aumentou de tamanho com materiais produzidos aqui mesmo. E com a memória de sobreviventes brasileiros. Algumas das fotos que estão na nossa galeria são da mostra Uruguaia. Ok?
Obrigada pela participação!
A reportagem e as fotos são uma ótima introdução para quem pretenda visitar esta muito bem documentada mostra sobre o Holocausto. Parabens.
ok, mas nós já estamos cansados . voces mesmos nos cansaram disso.
não queremos mais saber , não queremos mais perder tempo com isso , temos assuntos mais importantes para gastar nosso tempo em vez de enfrentar o sistema de mídia eterna sobre o holocausto.
O HOLOCAUSTO EXISTIU , SEM DÚVIDA !!!!!
mas a nota de 5 réis também existiu !!!! estão entendendo agora ?
há fatos israelenses mais importantes acontecendo agora e não temos tempo para gastar mais com isso.
perdoem-nos , mas é isso aí. voces nos cansaram.
um forte abraço a todos.
Antonio,
Você pode conhecer e ter lido sobre o assunto, mas creio que há muita gente que desconhece o genocídio, sobretudo nas novas gerações.
Temos até um presidente do Irã que nega a ocorrência do Holocausto!
A importãncia dessa mostra é jogar luz sobre um período de trevas, talvez o mais tenebroso da história da humanidade.
Quando houve o 11 de setembro, as TVs mostraram ao vivo o ataque das torres e o desespero das pessoas. Até que ponto pode chegar a intolerãncia.
O horror dos campos de concentração foi registrado pelas cãmeras do exército americano quando a guerra terminou, assim mesmo os alemães tentaram esvaziar os campos e não deixar rastro.
Sobreviventes que conseguiram escrever, deixaram relatos dos suplícios a que foram submetidos.
Os registros servem também para isso, para levantar discussões e infelizmente, mostar o que o ser humano foi capaz de fazer ao próximo.
Se você for ver a mostra do SESC, tenho certeza que concordará comigo: que isso nunca mais se repita.
Abs Mona
“As histórias importam. Muitas histórias importam. As histórias têm sido usadas para desprover e tornar maligno. Mas as histórias também podem ser usadas para potenciar e humanizar. As histórias podem quebrar a dignidade de um povo. Mas as histórias também podem reparar essa dignidade quebrada.”
(escritora africana, Chimamanda Adichie)
Exposições como essa, “Shoá – por um mundo mais tolerante” é cada dia mais atual, infelizmente. O conceito de que ao se repetir uma mentira inumeras vezes, a mentira transforma-se em verdade deve ser sempre combatido, não fosse assim o apatheid ainda dominaria a hoje festejada Africa do Sul, só para dar um exemplo de fatos mais recentes.
ok , mona concordo , sobretudo quanto ao presidente do irã.
discordo sobre a origem das cameras , não era o exercito americano que chegou lá primeiro e segundo feodr digigov , 12 dias após o exercito russo ter libertado awchiwitz , chegou um pelotao de 12 soldados perdidos , sem munição e gasolina,do exercito americano.
meu tio avo era motorista do exercito russo que tomou o campo.
mas deixe pra lá…
os mortos devem descansar em paz.
que seja assim.
Olá Mona,
Você tem muita razão quando diz que há pessoas que desconhecem este fato trágico da História.
Parabéns pelo seu trabalho.
Um abraço,
Andrea
[...] o ator e diretor Dan Stulbach dá três dicas para a coluna: a exposição Shoá por um mundo mais tolerante sobre o holocausto, até 04 de julho, no Sesc Pompéia em São Paulo. No cinema, a mais recente [...]
Mona, o que você disse é uma grande verdade, espero ver a exposição e conhecer um pouco mais dessa história
abs
Valéria
Acho um absurdo como muitos ignoram o fato de milhões de pessoas terem morrido no Holocausto e acham que existem fatos mais importantes, o que esquecem de lembrar é que todos os fatos são importantes, a violência, a crise, as guerras etcs; e que o principio sempre é a intolerância, os judeus, ciganos, homossexuais e tantos outros não pediram para serem perseguidos e mortos por essa intolerância e muito menos serem lembrados, mas aconteceu e é fato, a vida dessas pessoas não iremos resgatar, mas a memória da perseguição,do assassinato em massa, da intolerância, preconceito e maldade essa sim, porque estar um dia com a sua família na sua casa e der repente ser levado a um campo de concentração e ser exterminado, é pouco? Enfim, adorei a exposição!!! Shoá, reflexões por um mundo mais tolerante, tem que ser levado a diversos paises e que o ser humano não canse de lembrar que ele possa ser tolerante, para que a morte dessas pessoas não caia em esquecimento, pois podemos dar o mínimo do nosso “precioso tempo” para lembrar, pois os sobreviventes não esquecem
Estive na mostra é saí de lá mais uma vez me perguntando o porque de certos absurdos acontecerem. Como uma idéia tão desumana pôde ser disseminada e colocada em prática com apoio maciço da população? Tudo isso nos faz refletir sobre coisas atuais, que se não combatidas podem tomar proporções tão grandes e tão desastrosas quanto aquela. Sabemos que não foi somente nesse momento da história que o ser humano demonstrou toda sua capacidade destrutiva. É preciso ficar atentos com a disseminação de idéias de superioridade, intolerância, preconceito e tantas outras capazes de gerar conflitos desnecessários. Somos todos iguais, ninguém é perfeito e ninguém é superior ou inferior a ninguém. Somos seres humanos e devemos nos conscientizar e nos respeitar mutuamente. A cor da pele, nacionalidade, religião, sexo, orientação sexual, ou o time de futebol e tantas outras diferenças não podem ser usadas como desculpas para o cometimento de atrocidades.
Pense nisso: Ontem foram os judeus, amanhã a intolerância pode se voltar contra qualquer um… e por qualquer motivo…
E´fato historico que determinados grupos agiram com maior crueldade do que os proprios alemaes por ocasiao do Holocauso , como por exemplo ,os poloneses e ucranianos , que participaram “docemente constrangidos” principalmente do trabalho mais sujo dos campos de exterminio. Se a recordacao da eliminacao de 6 milhoes de pessoas , de criancas , mulheres e idosos i ( que nunca devera ser apagada da memoria do mundo civilizado ) cansa o Antonio Digigov , ele deve estar cansado da vida e dos principios morais e eticos que devem rege-la..
A proposito ,qual a origem de Digigov ?
Armênios não foram vítimas do Holocausto, mas de outro genocídio perpetrado pelos otomanos durante a 1ª Guerra. As vítimas por motivos racistas foram os judeus e os ciganos. Também, atingiu os eslavos.