SHOÁ, por um mundo mais tolerante | Mona Dorf
terça-feira, 8 de junho de 2010 Entrevista, Exposições | 10:56

SHOÁ, por um mundo mais tolerante

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Muito já se escreveu para tentar entender o que foi uma das piores tragédia da história da humanidade. Pensadores e escritores como Walter Benjamim, Elie Wiesel, Primo Levi são eles mesmos vítimas do Holocausto… Memoriais e Museus como o Yad Va Shem em Jerusalem, o de Berlim e  Washington  tentam recontar essa história de genocídio, traduzida em imagens e números de mortes vergonhosos. Aqui no Brasil, foi montada no SESC Pompeia, a maior e mais didática mostra já vista no país. É o ponto de partida para suscitar reflexões sobre os diversos genocídios que ocorreram, e ainda ocorrem nos dias de hoje. Contribuir para um mundo mais tolerante.


À medida que a geração de sobreviventes da guerra está morrendo, aumenta a preocupação com a possibilidade de esquecimento da tragédia que foi a segunda guerra mundial e da negação dos campos de extermínio e do nazismo. Uma equipe de educadores realiza visitas monitoradas para grupos escolares e público em geral.

Projetada e concebida por três jovens uruguaios,  “Shoá, Memória e Legado do Holocausto” aconteceu em Montevidéu em 2008 e foi trazida ao Brasil por idealização do empresário William Rozenbaum Trosman, um dos organizadores da itinerância no país. A mostra percorrerá todo circuito SESC.

Além do acervo proveniente da exposição do Uruguai, está exposto  material sobre o tema produzido no Brasil: filmes, livros, estudos, obras de artes plásticas, peças de museus brasileiros e depoimentos de sobreviventes que residem no país. A mostra conecta passado e presente, estabelece um diálogo entre os povos, ressaltando as diferenças culturais existentes no Brasil e questões ligadas a direitos humanos e tolerância. 

Recursos audiovisuais interativos mostram os acontecimentos históricos da Segunda Guerra Mundial, provocada pelo regime nazista de Adolf Hitler que pregava a superioridade da raça ariana. Por conta do racismo e antissemitismo, levados ao extremo, judeus, ciganos, armênios, gays,  minorias políticas e críticos do regime nazista foram perseguidos e mortos em campos de concentração, em vários países da Europa. Videos, como esse abaixo, mostram o horror da matança e abordam questões como a coexistência e os direitos humanos.

Documentário Mensagens para um Futuro mais Tolerante com depoimentos de sobreviventes do holocausto colhidos no Brasil para o acervo da USC Shoah Foundation Institute for Visual History and Education, de Steven Spielberg.

 

Shoá – Reflexões por um mundo mais tolerante
Local: SESC Pompeia
Endereço: R: Clélia, 93, São Paulo
Datas e horários: Terça a sábado, das 10h às 21h30. Sábado, domingo e feriado, das 10h às 19h.
Até 4 de julho
Entrada gratuita

Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Exposições Tags: , , , , , , , ,

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15 comentários para “SHOÁ, por um mundo mais tolerante”

  1. Alfred Delatti disse:

    Uma exposição tão importante deveria ser em português e não castelhano, afinal estamos no Brasil né ?

  2. Mona Dorf disse:

    Caro Alfred, a exposição que está no Sesc Pompéia é em português. Ela tem conteúdos da mostra montada no Uruguai, mas aqui no Brasil aumentou de tamanho com materiais produzidos aqui mesmo. E com a memória de sobreviventes brasileiros. Algumas das fotos que estão na nossa galeria são da mostra Uruguaia. Ok?
    Obrigada pela participação!

  3. abrahão rosenberg disse:

    A reportagem e as fotos são uma ótima introdução para quem pretenda visitar esta muito bem documentada mostra sobre o Holocausto. Parabens.

  4. ok, mas nós já estamos cansados . voces mesmos nos cansaram disso.

    não queremos mais saber , não queremos mais perder tempo com isso , temos assuntos mais importantes para gastar nosso tempo em vez de enfrentar o sistema de mídia eterna sobre o holocausto.

    O HOLOCAUSTO EXISTIU , SEM DÚVIDA !!!!!

    mas a nota de 5 réis também existiu !!!! estão entendendo agora ?

    há fatos israelenses mais importantes acontecendo agora e não temos tempo para gastar mais com isso.

    perdoem-nos , mas é isso aí. voces nos cansaram.

    um forte abraço a todos.

  5. Mona Dorf disse:

    Antonio,

    Você pode conhecer e ter lido sobre o assunto, mas creio que há muita gente que desconhece o genocídio, sobretudo nas novas gerações.
    Temos até um presidente do Irã que nega a ocorrência do Holocausto!

    A importãncia dessa mostra é jogar luz sobre um período de trevas, talvez o mais tenebroso da história da humanidade.
    Quando houve o 11 de setembro, as TVs mostraram ao vivo o ataque das torres e o desespero das pessoas. Até que ponto pode chegar a intolerãncia.
    O horror dos campos de concentração foi registrado pelas cãmeras do exército americano quando a guerra terminou, assim mesmo os alemães tentaram esvaziar os campos e não deixar rastro.
    Sobreviventes que conseguiram escrever, deixaram relatos dos suplícios a que foram submetidos.
    Os registros servem também para isso, para levantar discussões e infelizmente, mostar o que o ser humano foi capaz de fazer ao próximo.
    Se você for ver a mostra do SESC, tenho certeza que concordará comigo: que isso nunca mais se repita.
    Abs Mona

  6. “As histórias importam. Muitas histórias importam. As histórias têm sido usadas para desprover e tornar maligno. Mas as histórias também podem ser usadas para potenciar e humanizar. As histórias podem quebrar a dignidade de um povo. Mas as histórias também podem reparar essa dignidade quebrada.” 
    (escritora africana, Chimamanda Adichie)

  7. Exposições como essa, “Shoá – por um mundo mais tolerante” é cada dia mais atual, infelizmente. O conceito de que ao se repetir uma mentira inumeras vezes, a mentira transforma-se em verdade deve ser sempre combatido, não fosse assim o apatheid ainda dominaria a hoje festejada Africa do Sul, só para dar um exemplo de fatos mais recentes.

  8. antonio disse:

    ok , mona concordo , sobretudo quanto ao presidente do irã.
    discordo sobre a origem das cameras , não era o exercito americano que chegou lá primeiro e segundo feodr digigov , 12 dias após o exercito russo ter libertado awchiwitz , chegou um pelotao de 12 soldados perdidos , sem munição e gasolina,do exercito americano.
    meu tio avo era motorista do exercito russo que tomou o campo.
    mas deixe pra lá…
    os mortos devem descansar em paz.
    que seja assim.

  9. Andrea disse:

    Olá Mona,

    Você tem muita razão quando diz que há pessoas que desconhecem este fato trágico da História.
    Parabéns pelo seu trabalho.
    Um abraço,
    Andrea

  10. [...] o ator e diretor Dan Stulbach dá três dicas para a coluna: a exposição Shoá por um mundo mais tolerante sobre o holocausto, até 04 de julho, no Sesc Pompéia em São Paulo. No cinema, a mais recente [...]

  11. Valéria disse:

    Mona, o que você disse é uma grande verdade, espero ver a exposição e conhecer um pouco mais dessa história
    abs
    Valéria

  12. Dany disse:

    Acho um absurdo como muitos ignoram o fato de milhões de pessoas terem morrido no Holocausto e acham que existem fatos mais importantes, o que esquecem de lembrar é que todos os fatos são importantes, a violência, a crise, as guerras etcs; e que o principio sempre é a intolerância, os judeus, ciganos, homossexuais e tantos outros não pediram para serem perseguidos e mortos por essa intolerância e muito menos serem lembrados, mas aconteceu e é fato, a vida dessas pessoas não iremos resgatar, mas a memória da perseguição,do assassinato em massa, da intolerância, preconceito e maldade essa sim, porque estar um dia com a sua família na sua casa e der repente ser levado a um campo de concentração e ser exterminado, é pouco? Enfim, adorei a exposição!!! Shoá, reflexões por um mundo mais tolerante, tem que ser levado a diversos paises e que o ser humano não canse de lembrar que ele possa ser tolerante, para que a morte dessas pessoas não caia em esquecimento, pois podemos dar o mínimo do nosso “precioso tempo” para lembrar, pois os sobreviventes não esquecem

  13. Eliana Guimarães disse:

    Estive na mostra é saí de lá mais uma vez me perguntando o porque de certos absurdos acontecerem. Como uma idéia tão desumana pôde ser disseminada e colocada em prática com apoio maciço da população? Tudo isso nos faz refletir sobre coisas atuais, que se não combatidas podem tomar proporções tão grandes e tão desastrosas quanto aquela. Sabemos que não foi somente nesse momento da história que o ser humano demonstrou toda sua capacidade destrutiva. É preciso ficar atentos com a disseminação de idéias de superioridade, intolerância, preconceito e tantas outras capazes de gerar conflitos desnecessários. Somos todos iguais, ninguém é perfeito e ninguém é superior ou inferior a ninguém. Somos seres humanos e devemos nos conscientizar e nos respeitar mutuamente. A cor da pele, nacionalidade, religião, sexo, orientação sexual, ou o time de futebol e tantas outras diferenças não podem ser usadas como desculpas para o cometimento de atrocidades.
    Pense nisso: Ontem foram os judeus, amanhã a intolerância pode se voltar contra qualquer um… e por qualquer motivo…

  14. Sydney F Rebello disse:

    E´fato historico que determinados grupos agiram com maior crueldade do que os proprios alemaes por ocasiao do Holocauso , como por exemplo ,os poloneses e ucranianos , que participaram “docemente constrangidos” principalmente do trabalho mais sujo dos campos de exterminio. Se a recordacao da eliminacao de 6 milhoes de pessoas , de criancas , mulheres e idosos i ( que nunca devera ser apagada da memoria do mundo civilizado ) cansa o Antonio Digigov , ele deve estar cansado da vida e dos principios morais e eticos que devem rege-la..
    A proposito ,qual a origem de Digigov ?

  15. José disse:

    Armênios não foram vítimas do Holocausto, mas de outro genocídio perpetrado pelos otomanos durante a 1ª Guerra. As vítimas por motivos racistas foram os judeus e os ciganos. Também, atingiu os eslavos.

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