segunda-feira, 3 de maio de 2010 Entrevista, Redes Sociais | 10:59

Redes sociais são praças de wannabes…

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…e o Twitter reúne os sintéticos e os superficiais

O publicitário Walter Longo faz uma interessante análise do comportamento gerado pela rede e alerta: ” As mídias sociais, hoje, estão criando fenômenos sociólogicos preocupantes: a criação de “tribos” que compartilham de uma mesma opinião, sem dar chance a outros tipos de pensamentos é perigosa para a cultura do homem. ”
A partir do momento, em que as pessoas só seguem quem concorda com elas, ficam cada vez mais fechadas e menos abertas ao contraditório. 

” Antigamente as pessoas podiam sentar juntas na frente de uma televisão e acabar gostando de um programa ao qual foram obrigadas a assistir. Com isso, a mídia de massa nos obriga a rever nossos conceitos, pensar sobre coisas em que não tinhamos pensado. ” completa Longo, eleito 4 vezes melhor profissional do Ano, no Prêmio Caboré. Fã dos 140 caracteres do microblog, confessa que testa a tuitosfera, colocando coisas que não pensa só para ver como reagem os internautas. A violência das reaçôes é assustadora.
” Diferente da mídia de massa que obrigava as pessoas a refletirem, as redes sociais fazem com que os grupos apenas reafirmem convicções e podem conduzir à intolerância”.

Twitter reúne os sintéticos e os superficiais

Duas tribos diferentes convivem na mesma praça: uma cultua a profundidade sintética e outra a generalidade, por isso a divisão entre followers e os que são seguidos. O Twitter faz das pessoas “mídias poderosas”. Ao mesmo tempo, que une, também nos distancia: ” O Twitter nos deixa mais perto de quem gosta de nós e mais longe de quem gostamos. Vivemos um momento excepcional com o conhecimento disponível a apenas um clique! “.
Não resta a menor dúvida.

Walter Longo

É Vice-Presidente de Estratégia e Inovação do Grupo Newcomm, holding de comunicação do Grupo WPP que inclui as agências Young & Rubicam, Wunderman, Energy, entre outras.
Membro de vários conselhos de empresas de telecomunicações, sócio de diversas empresas de mídia digital, escreveu os livros Tudo que você queria saber sobre propaganda e ninguém teve paciência de explicar e O Marketing na Era do Nexo

Notas relacionadas:

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  2. Twitter é Hai Kai da internet
Autor: Mona Dorf - Categoria(s): Entrevista, Redes Sociais Tags: , , ,

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20 comentários para “Redes sociais são praças de wannabes…”

  1. joelson disse:

    Concordar contigo seria um “wannabes” ou ? . ou um mero twitero.
    Disrcordo só em um detalhe no seu texto, que é sobre a mídia de massa nos obrigar a refletir, nunca vi mídia no Brasil fazer pessoas refletirem, mudou muito pos Joao Batista Figueiredo, foi se arrastando mas nunca teve um cunho de fazer raciocinar. (TV)

    WANNABES (mais uma palavra em (ingles)para o vocabulario para terra brasilis

    Felicidades e parabens pelo vosso texto

  2. Uma pequena recaída serve de sinal de alerta, mesmo com a taxa na mão pede uma atenção na defesa

    Porque o ataque e perfeito com toda tranqüilidade que tem

    E a prova vem com o próximo jogo

    Deixando a defesa como ataque, ficando por muito tempo na frente dos adversários, ate atingirem o mesmo nível dessa molecada que tem tudo dos adultos na cabeça

    Estimulando as mudanças não só no futebol como no comportamento da nossa temperatura serve para população pensar bem nas futuras mudanças à frente

  3. Redes sociais não são as pragas, elas são a solução para acabar com as pragas

    Mas quem quer solução precisa produzir o argumento que convença ate as pragas deixarem de serem pragas

    Sugestão para os políticos corrigir, brechas

    Todos fazem igual a mesma coisa em todas as brechas

    E a mídia cobrar resultado

    Ficarem preocupados mais com as soluções certas e definitivas do que dos atalhos incertos

    Link Diz leis para lan houses “Lan houses vão ter regras de funcionamento” isso vai ser mais uma ficção do que propriamente uma solução, porque a solução não esta na lans houses e sim na educação dos nossos descendentes sem querer tampar o buraco com a peneira

    Essa lei só vem para atrapalhar a solução porque os políticos deviam aprovar a lei do cadastro nacional que iria proteger das malvadezas todos os nossos descendentes

    Porque a internet esta detonando todo tipo de situações entre elas a corrupção desvio etc.

    E quem enganava o IP não engana mais, porque identifica de onde enganou e identificado o telefone, mas também se sabe na praça que os internautas na maioria são a solução de tudo, porque meia dúzia não tem como controlar tudo para identificar certos desvios de comportamento

    Também e de conhecimento de todos nos no presente que as comunidades compartilham acesso a internet via conexão sem fio, superando as internets de acesso que cada dia esta diminuindo

    Se queremos solução devemos cuidar de quem não decide esta nascendo precisando aprender melhor que nos para não ficar igual a nos, deixando tudo correr solto

    Devemos criar e transformar tudo que funciona ainda no presente em videogames de aprendizado passo a passo desde a faxina de uma escola ate a finalização financeira

    Assim com tudo, e solução para as próximas gerações saber disso dos partidos políticos dos sindicatos de todas as categorias das igrejas de todas as crenças etc. ate tudo virar videogames educativo das coisas certas e positivas

    Esta bem claro e visível as intenções de certos eleitos e não eleitos mas que cutucam por debaixo dos panos sem aparecer o porque do travamento da liberdade de expressão verbal e eletrônica que esta curando as pessoas acomodadas e viciadas na moleza e na preguiça de tanto pegar agora todos nos queremos uma parte dessa pegada

  4. Marcelo Peron Pereira disse:

    Twitter

    Superfícies de ordens crescentes, logarítimicas, que se dobram; planos, os mais comuns e os mais bizarros; peles, contra as quais colidem palavras desgarradas, pensamentos nômades, votos de felicidade e desejos de morte. Não há hierarquias, um mais elevado, ou um mais profundo; um nobre e o ignóbil de que se irmana. Pele, apenas pele, superfície com fundo e desprovida de profundidade, como a porta diuturna de cada casa, que corriqueira, sem pretensões, institui a cidade labirinto onde haveremos de nos perder. (by marceloperonsp )

  5. Andre Vidiz disse:

    Mona, muito legal a entrevista. De fato ele tinha algo a dizer sobre o assunto.
    Concordo com ele que na internet é muito fácil fechar os olhos pro que é diferente e deixar de pensar, só não sei até que ponto a mídia de massa é diferente. Não vejo o Jornal Nacional incentivando qualquer tipo de discussão.
    Acho que esta iniciativa de procurar e tentar entender o diferente para aprender e melhorar o que somos é algo individual, que pode ser ensinado, incentivado, etc, mas que depende da pessoa e não do meio (JN ou mídia social). Aqueles que se acostumaram a se fechar em seu mundo sempre irão desqualificar qualquer opinião diferente (provavelmente a atribuindo a um grupo que não o seu próprio) e continuar na mesma. Mas, de fato, o alerta do entrevistado é importante e real.

  6. Mona Dorf disse:

    Oi André,

    Que legal que vc assistiu a entrevista e refletiu sobre o que o Walter falou. A gente sabe que a internet é um campo fértil para racismo, antissemitismo e grupos políticos que apoiam ou desqualificam alguém ou uma causa. Podemos ver isso nas campanhas políticas que aparecem já na web. Interessante é ouvir o Walter Longo explicar como pode haver acirramento de posições tomadas e fechamento/intolerância para o diferente, o outro, o contraditório como ele chama.
    Concordo com você que nem o JN, nem a Tv de um modo geral estimulam a discussão. Mas achei interessante ele dizer que a TV ao reunir numa sala várias pessoas diante da mesma tela, – pelo menos antigamente era assim – pode acabar despertando a atenção de alguém que não estava interessado inicialmente no assunto, fazê-lo mudar de opinião, pelo simples fato de ter sido exposto ao tema sem querer, ao fazer companhia para os outros.
    Daí a comparação web ( solitária ) com a mídia de massa, que aliás, pode ser tão virulenta quanto.
    bom saber que voc~e acompanha a coluna!
    Bjs M

  7. Gui Bohmer disse:

    Publicitário não é sociólogo! Aliás, são os reis da comunicação em massa! Ele tem razão ao criticar o uso q se faz da internet, mas isso é só um retrato de nossa sociedade.
    Toma o efeito pela causa. O Walter Benjamim ia ajudar muito…
    tks.

  8. heddy dayan disse:

    Walter Longo curte o Curto. Sim, ele tem razão qto ao poder atômico de quem tuita, aquele que gosta de ser per seguido. Ainda fico com o charme indiscreto do face, onde cada vez mais estou tendo retorno ao conhecer e aprofundar o perfil de pessoas essenciais para minha rede de trabalho, o da comunicação visual e escrita. Heddy dayan.

  9. Mona Dorf disse:

    Fato é que a síntese é um desafio! É uma arte, falar bem com poucas palavras, conseguir atrair o leitor ou internauta em 140 caracteres, você não acha?

    Abs M

  10. Não concordo nem discordo. Muito pelo contrário.

    Brinks, mas… Fato é que as redes apenas proporcionam um comportamento natural e convergente. Talvez, o maior perigo não seja a convergência. E nem mesmo a agressividade do indivíduo ao ser contrariado.

    O problema ainda é nossa natureza, cerne da espécie. Somos primitivamente assim. Não vejo o problema explicitado como “o problema”. Vejo como o catalisador.

    Ou não.

  11. Não acho que as midias sociais, o twitter ou qualquer outra ferramenta tenha o poder de alienar as pessoas.
    Antes da internet se eu não gostasse da coluna do Diogo Mainardi na Veja eu parava de ler nas próximas semanas (um unfollows offline) e sempre aconteceu assim: alguém fala o que eu não gosto ou leio um livro que não curti simplesmente dspenso e não compro/leio mais.
    Antes a culpa era que a TV, o videogame, a revista que alienava as pessoas e que elas deveriam ler livros.
    Como aprendi no primeiro dia de faculdade: os meios se complementam e aí vai da pessoa se complementar com informação, não importando de onde ela vem.
    Gosto bastante do Walter Longo, mas acho que dessa vez ele quis falar alguma coisa que ele não pensava (ou que não pensou muito!)….Ou não!

  12. Regiane OLiveira disse:

    Olâ estou aqui na aula de web na CASA DO ZEZINHO e vi o video e eu adorei sinceramente não tenho palavras pra dizer o quanto foi intereçante esse video esta de parabéns

  13. stephanie disse:

    Concordo sim que a internet deveria ser um meio para nos relacionarmos e aprender a conviver umas com as outras.
    Pois pessoas deixam de te seguir no twitter, ou deixa de ser seu amigo no orkut porque vc falou que não gosta de uma banda de rock, ou daquele cantor do momento
    Então adorei a reportagem

  14. jenyssis disse:

    achei super interessante. porque não só na midia sofremos preconceito como no trabalho na escola em ‘casa’. e tal é a nossa realidade nem todos e nem a gente aceitamos as diferenças nossas , por isso junta-se a qm te compriendes.

  15. [...] This post was mentioned on Twitter by Flavia Rodas. Flavia Rodas said: Veja isso @leocianconi http://tinyurl.com/2ezdrbr Pontos de vista bem interessantes. [...]

  16. Eu gosto de argumentos na contra mão.
    Mas estes não estão chegando a nenhum lugar.
    A pluralização dos espaços públicos é fundamental para a democracia.
    Culpar o twitter pelo analfabetismo funcional de boa parte dos brasileiros é um absurdo.
    Eu já li muita besteira do Andrew Keen no Culto ao Amador, mas os argumentos dele ao menos tinham mais embasamento. Não dá pro Walter Longo entrar neste debate apenas com suas credenciais de homem das massas.
    Recomendo um pouco mais de Habermas à Seth Godin, pra começar.

  17. [...] também: Redes sociais são praças de wannabes… Autor: Mona Dorf – Categoria(s): Entrevista, Redes Sociais Tags: Atos Origin, emissão de carbono, [...]

  18. Cristiano disse:

    Bom, depende da forma que você utiliza as redes sociais. Você pode usar o microblog pra criar conteúdo, expor ideias e até mesmo discordas das impostas por outros usuarios. Eu não sou um grande fã de redes sociais, mas acho que para usar é necessário saber como. O que a maioria das pessoas faz é meramente seguir, concordar mesmo sem entender e postar o que faz de trivial no dia-a-dia. Conheço várias pessoas que tem muitos seguidores e postam “estou escovando os dentes”. Acho que nem sempre quem segue está atras de conteúdo e nem quem é seguido se preocupa em apresentar conteúdo.

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