Os 136 anos de nascimento do autor são celebrados através do projeto “Outros Contextos” com um espetáculo teatral, bate-papos e uma exposição.
Os painéis apresentam a vida e obra de Rainer Maria Rilke, fotos em ordem cronológica destacam passagens da história do poeta tcheco. Há ainda poemas traduzidos por Manuel Bandeira, José Paulo Paes, Cecília Meireles e Augusto de Campos.
A peça Cartas a um Jovem Poeta é interpretada pelo ator Ivo Muller às segundas e terças, às 20h.
“Cartas a um Jovem Poeta” é uma viagem pelo mundo do famoso poeta Rainer Maria Rilke. A peça tem como ponto de partida a troca de correspondência entre o poeta e um jovem, indeciso se abraça a carreira militar ou a literatura.
Os temas abordados: a formação humana, a criação artística, o auto-conhecimento e a importância do contato com a natureza mostram a atualidade da obra de um dos maiores escritores do século 20 que inspira gerações.
A atriz Domingas Person atua como produtora desse monólogo com supervisão da atriz Arieta Corrêa e co-direção de Claudio Cabral. Segundo ela, a montagem é inédita e não há notícia de outras adaptações para o teatro.
O ator Ivo Müller conta que sua paixão por Rilke nasceu após a leitura de Cartas a um Jovem Poeta. A partir daí, pensou o em adaptar a obra para o teatro: “Durante semanas passei a sonhar com a peça”. Sem conseguir dormir, ele voltou para a sala de ensaios e depois de 4 meses de trabalho intenso, o sonho resultou na peça.
“Nos somos as cantoras do rádio, levamos a vida a cantar…” Quem for ver o espetáculo musicalLamartine Baboque reestreia agora aos sábados ( até 18 de fevereiro ) no SESC CONSOLAÇÃO vai conhecer uma outra faceta da atriz e apresentadora Domingas Person.
Domingas Person nos dá uma canja, a capella!
Com texto de Antunes Filho, direção de Emerson Danesi, a peça é encenada pelo grupo CPT (Centro de Pesquisa Teatral) foi sucesso de público e crítica em 2010.
O espetáculo homenageia um dos maiores compositores da Música Popular Brasileira, Lamartine Babo, que se consagrou por sua criatividade, humor e irreverência. No enredo, uma banda recebe a misteriosa visita de um senhor e sua sobrinha enquanto ensaia as inesquecíveis canções de Lamartine Babo.
Lamartine Babo
“No dia 10 de Janeiro de 1904 nasci num berço todo dourado e na rua mais bonita do Rio de Janeiro. Daí, comecei a engatinhar, a caminhar para frente. Com intuição da música, de tão precoce que eu era, nem maestro Pixinguinha, com seus lindos choros de flauta, poderia competir comigo…Eu chorava demais.”
Assim começava Lamartine de Azeredo Babo a contar sua própria vida em um dos tantos programas de rádio que comandava. Sempre com muita alegria e um humor inconfundível.
Nascido em 1904, Lamartine Babo foi um dos mais importantes compositores do Brasil. Lalá, como era conhecido, foi autor de diversas marchinhas carnavalescas como O teu cabelo não nega, Linda morena, A marchinha do grande galo e Cantores de rádio. Torcedor fanático do America Football Club, foi responsável pelo hino não só deste como também dos principais times do futebol carioca entre eles Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo.
Suas músicas foram interpretadas por Carmen Miranda, Francisco Alves, Mario Reis entre tantos outros “famosos” da época.
Músicas
1 – Ressurreição dos Velhos Carnavais – Lamartine Babo
2 – AEIOU – Lamartine Babo
3 – Cantores do Rádio – Lamartine Babo
4 – Marchinha do Galo – Lamartine Babo
5 – Hino do Flamengo – Lamartine Babo
6 – Hino do América – Lamartine babo
7 – Hino do Carnaval Brasileiro – Lamartine Babo
8 – Serra da Boa Esperança – Lamartine Babo
9 – Chegou a Hora da Fogueira – Lamartine Babo
10 – Aí Ein? – Lamartine Babo
11 –Uma andorinha não faz verão – João de Barro e Lamartine Babo
Lamartine Babo
SESC CONSOLAÇÃO
Sábados, às 16h.
Até 18/02.
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 60 minutos
Vai ser nesta segunda e terça-feira ( 16 e 17 ) dentro do Projeto Música no Cinema, do Conexão Vivo que a capital baiana vai poder ver de perto, a carioca Silvia Machete. Ela dividirá o palco com a baiana Manuela Rodrigues, que apresenta o repertório do disco Uma outra Qualquer PorAí.
Silvia com seu show Extravaganza recebeu o prêmio de Melhor show de 2010 da APCA (Associação dos Críticos Paulistas de Artes) e seguiu em turnê por várias capitais em 2011.
A cantora aprendeu muito na escola do Circo, nos seus tempos de artista de rua, na França onde viveu 10 anos.
Cantora acrobata, com humor inteligente, é dada a malabarismos e invencionices! “Quando a gente se apresenta na rua, tem que agradar a todo tipo de público: crianças, velhos, jovens, pobres, ricos”. Mas nada na sua performance chama mais a atenção do que a voz impecável.
Os fãs podem conferir seu talento no DVD gravado em maio, em São Paulo, com direito a todas piruetas da sapeca Silvia Machete.
A direção é do experiente Roberto de Oliveira, (Ex-TV Cultura – Futura – TV Globo), que dirigiu o primeiro DVD de Silvia Machete, Eu não sou nenhuma santa, lançado em 2008, e DVDs de Chico Buarque, Mart´nália, Elis Regina, Marcos Valle.
Silvia Machete ficou na lista das melhores cantoras do Jornal O Globo, em 2010.
Sua performance de palco tem muita personalidade e arrebata, como podemos ver pelo divertido vídeo abaixo.
O repertório de Extravaganza tem a canção “Feminino Frágil”, fruto da parceria de Silvia Machete com Erasmo Carlos, e incluída na trilha da novela global Morde & Assopra. A canção americana “Underneath the Mango Tree”, “Sábado e Domingo” (Domenico Lancellotti e Alberto Continentino); “Meu Carnaval” (Silvia Machete e Marcio Pombo); “Curare” (Bororó), “Manjar de Reis” (Nelson Jacobina/Jorge Mautner) e “Tropical Extravaganza” (Fabiano Krieger) têm presença garantida no roteiro.
A banda de Silvia Machete é formada por Fabiano Krieger na guitarra, Bruno Di Lullo no baixo, João di Sabatto na bateria e Arthur Dutra no vibrafone – os CHUCHUZINHOS.
Conexão Vivo
Local: Cine Cena Unijorge
Endereço: Shopping Itaigara – Salvador
Data: 16 e 17 de janeiro,
Horário: 20h
Classificação: Livre
Com 25 anos de experiência, a fotógrafa Fifi Tong, autora do livro Origem – Retratos de Família no Brasil, que já mereceu destaque aqui na coluna, resolveu aproveitar as férias do mês de janeiro e abrir seu estúdio para uma oficina de fotografia para crianças, a partir de seis anos de idade.
“A ideia é que os alunos não só aprendam como utilizar uma câmera, mas principalmente a descobrir o olhar fotográfico”. Para isso, Fifi promove uma série de atividades como foto-colagem, quebra-cabeça e jogo da memória. Tudo utilizando a fotografia como suporte.
“No primeiro dia, eles aprendem a diferença entre fotografia e desenho. Depois, ganham uma câmera com filme para fotografar os amiguinhos e praticar em casa”. Fifi conta que o que mais atrai os baixinhos são os aparelhos do estúdio fotográfico: “eles ficam fascinados com o barulho do flash”. Ela revelou outras curiosidades do curso na entrevista para o Blog.
Na oficina, as crianças aprendem sobre luz, cores, composição, texturas e até cultivam o gosto pela arte. Fifi ensina às crianças o “foto escambinho”, em que elas trocam uma foto delas por outra do colega. “Uma maneira de criar o hábito de possuir e colecionar fotografia, como os fotógrafos profissionais”, explica.
No último dia, eles são estimulados a escolher suas melhores fotos e montar uma exposição, com direito a visitação dos pais, tios e avós. E ainda levam um álbum, porta-retrato, colagem, tudo feito por eles, e um certificado do curso. Pura diversão para a garotada! Confira nas fotos do último curso realizado no começo do ano.
Fotografia só para menores Custo das oficinas: 2 parcelas de R$ 300,00
Manhãs: 16, 17, 18, 19 ( das 9h às 12h ) Tardes: 23, 24, 25, 26 ( das 14h às 17h )
Faixa etária: grupos de 6 a 12 anos
Local: Rua Santa Justina, 583- Vila Olímpia
Contato: (11) 3849 4216/ (11) 8443 5753
É muita responsabilidade lançar um segundo romance depois de uma estreia tão triunfal. Tatiana Salem Levy ainda não se recuperou do sucesso da estreia! Seu primeiro livro A chave de casa mereceu todos os elogios da crítica, foi traduzido e publicado em Portugal, França, Espanha, Italia e Turquia. Ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura em 2008 e foi finalista do Jabuti e Zaffari & Bourbon de Literatura.
Nessa entrevista, ela comenta o peso da aclamação precoce e lê um trecho do novo romance pulicado pela Record, Dois Rios.
A primeira grande retrospectiva de Fernando e Humberto Campana, organizada pelo prestigiado Vitra Design Museum, Alemanha, com curadoria de Mathias Schwartz-Clauss, em 2009, chega ao Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo, depois de viagem pelo mundo e consagração internacional.
Dividida em nove núcleos, ela mostra a variedade de materiais usados pelos irmãos. Para o curador, a exposição Anticorpos enfatiza especialmente o método de trabalho dos Campana, elucidando não só suas estratégias artísticas e fontes de inspiração como também questões recorrentes em suas produções.
Madeira, ferro, arame, couro, cristais, vidro, pelúcia… nenhum material desafia a criatividade sem limites dos irmãos Humberto e Fernando Campana. Hoje, o que interessa são as fibras naturais, matéria prima do Brasil.
Demoraram para fazer sucesso no Brasil. Hoje são unamidade lá fora. Seus móveis, peças e cadeiras, viraram objetos do desejo, em edições assinadas e limitadas, agora estão nos acervos do Museu de Arte Moderna de São Paulo, MoMA, em Nova Iorque, Centre Georges Pompidou, em Paris, além do Vitra Design Museum, em Weil am Rheim.
Durante essa minha conversa com eles, aproveitei para sentar na minha cadeira predileta!
Inovação. Modernidade…o laboratório de idéias dos irmãos Campana fez inúmeras parcerias com o design industrial. Já trabalharam para empresas como Edra, Alessi, Artecnica, Melissa, Grendene, Lacoste, H. Stern, Plus Design, entre outras. Mas o que eles gostam mesmo é da parceria com projetos sociais. A cidade de Esperança, na Paraíba, ficou conhecida no mundo inteiro, depois que suas bonecas de pano viraram a Poltrona Multidão, assinada pelos irmãos. Como bem disse D. Ruth Cardoso nesse documentário: “Nós temos raízes populares e a arte contemporânea dos irmãos Campana… a cadeira é o objeto que simboliza essa integração”.
A Vermelha Chair, hoje cartão de visita da dupla, cartão postal do MOMA, começou a ser produzida apenas 7 anos depois que foi criada. O reconhecimento, mesmo, só veio depois que assinaram uma sandália Melissa! com comunidades no Orkut, redes sociais, e tudo mais. A exposição sobre a trajetória de 20 anos de trabalho e os processos de criação Anticorpos viajou pelo mundo. E outra com trabalhos de vidro e cristais de Murano esteve perto de Londres, em Waddesdon.
A mega exposição contempla desde a biografia de Fernando e Humberto, com textos, filmes, fotos até peças que marcaram o início da carreira dos designers.
Exposição: Anticorpos – Fernando e Humberto Campana – 1989 – 2009 – CCBB_SP
Até 15 de janeiro de 2012, de terça a domingo das 9h às 21h.
Programa Educativo. Agendamento prévio de segunda a sexta pelo tel.: (11) 3113.3649
A obra Passageiro do fim do dia, do autor brasileiro Rubens Figueiredo, foi a grande vencedora do Prêmio Portugal Telecom de Literatura 2011. O segundo lugar foi atribuído ao escritor português Gonçalo Tavares, com o livro Uma viagem à Índia, e Minha guerra alheia, de Marina Colasanti, obteve o terceiro lugar do pódio.
Passageiro do fim do dia
Este romance de escritura primorosa narra um percurso. É o que se opera na consciência de Pedro durante uma viagem de ônibus para o bairro do Tirol, na periferia pobre da cidade onde mora – uma espécie de panela de pressão de violência e injustiça sistemática. É lá que mora Rosane, sua namorada.
De radinho no ouvido, lendo a intervalos, ele observa o que se passa dentro do ônibus e fora nas ruas. No fim da viagem ele não será mais o mesmo: ele revê durante o trajeto, os fatos de sua vida, seus afetos, e o mundo opressivo em que está imerso não deixa dúvida sobre a importância de Rubens Figueiredo no cenário literário contemporâneo no Brasil.
O autor
Nasceu no Rio de Janeiro em 1956. Formado em letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro, é tradutor e professor de português e tradução literária. Cronista e romancista, é autor de As palavras secretas, Barco a seco, ambos prêmio Jabuti, Contos de Pedro e O livro dos lobos (Companhia das Letras), entre outros. A obra do autor brasileiro já tinha ganho o Prêmio São Paulo de Literatura como melhor livro do ano.
2009: “Ó” (Nuno Ramos); “Acenos e afagos” (João Gilberto Noll) e “A arte de produzir efeito sem causa” (Lourenço Mutarelli)
2008: “O filho eterno” (Cristovão Tezza) “Antonio” (Beatriz Bracher) empatado em segundo lugar com “Eu hei-de amar uma pedra” (António Lobo Antunes)”; O sol se põe em São Paulo” (Bernardo Carvalho)
2007: “Jerusalém” (Gonçalo M. Tavares); “História natural da ditadura” (Teixeira Coelho); “Macho não ganha flor” (Dalton Trevisan)
Com apenas um curta-metragem nas costas, o jovem cineasta estreou no documentário e já ganhou um prêmio pelo seu longa de estreia! Nada menos do que o Prêmio de melhor documentário, eleito pelo público da 35 Mostra de Cinema, público cinéfilo, exigente. Quando comento que não é nada fácil fazer um filme sobre escola de samba, pois todos os anos somos inundados por imagens bélissimas de carnaval pelo televisão, ele simplifica o desafio: ” Quis fugir do óbvio, mostrar quem são as pessoas que estão por trás da escola “.
Em Vai-Vai 80 anos nas ruas, Fernando fez muito mais. Consegue depoimentos emocionantes mesclados com momentos fantásticos, como quando os músicos da Vai-Vai se juntam à Orquestra Bachiana de João Carlos Martins, para tocar a quinta sinfonia de Bethovem. Emociona com as imagens vibrantes dos ensaios de rua ou os enquadramentos dos integrantes da velha guarda contando a história a escola. Assim como a combinação inédita do samba com a música erudita, do casamento improvável entre descentes de italianos e negros, nasceu uma nação apaixonada pelo que faz.
Ao terminar o documentário, queremos mais. Fora a vontade de sair no próximo ensaio de rua. Os depoimentos dos integrantes jovens ou velhos são impagáveis: ” É mais fácil eu largar da minha pretinha do que do meu Corinthians, do que da minha Vai-Vai! ” Precisa dizer mais sobre essa paixão? Como diz o samba tradição da escola, do Geraldo Filme: quem nunca viu o samba amanhecer, vai no Bexiga pra ver, vai no Bexiga pra ver…
Autor: Mona Dorf - Categoria(s):Cinema, EstreiaTags:
Marcelo Mirisola lançanesta segunda-feira, às 19h, na Mercearia São Pedroseu novo romance Charque, pela Editora Barcarolla, e com menu gastronômico e tudo: carne de sol desfiada puxada na manteiga com cebola. O tradicional point de escritores na Vila Madalena promete lotar ainda mais para receber o irreverente Mirisola que trocou São Paulo pelo Rio sem o ônus de perder os admiradores da sua literatura.
Sobre Charque
“É uma continuação, e não uma “releitura”, ele abomina esse termo do Azul do Filho Morto, e o melhor: ele não começa onde o Azul do Filho Morto terminou, mas a partir da primeira página. Trata-se, pois, da autobiografia de um reincidente, cuja vida e a obra, às vezes, coincidem ipsis-litteris com os poucos acertos e os muitos enganos que andei cometendo por aí”, afirma, irreverente e corajoso, como sempre.
Marcamos um papo com Mirisola, num dos ambientes, que ele mais gosta, e conversamos sobre toda sua trajetória, embalados por um bom vinho.
Conversas etílicas…
O escritor que já viveu em Florianópolis, São Paulo e agora no Rio, não economiza o verbo, nem na escrita na hora de falar do meio literário. Debochado, Mirisola fala nesse trecho de Memórias da Sauna Finlandesa,editora 34, da Flip, onde é persona non grata. “Cada vez, há menos escritores brasileiros. Não sei porque vão lá, acho que em busca de vale refeição!”. Brinca que ainda vai merecer ser entrevistado por Edney Silvestre.
Mirisola lê trecho de Memórias da Sauna Finlandesa
Desde pequeno, o Rio de Janeiro é um lugar proibido para um paulistano. Memórias trata muito disso daí porque não ir para o Rio de Janeiro e por que estabelecer as bases de todos os traumas, preconceitos, de todos os entraves da infância no Boqueirão em Santos. Memórias da Sauna Finlandesa não deixa de ser autobigráfico. “É um livro de contos que fala da água suja do Rio Pinheiros que um garoto de classe média alta bebeu nos anos 70 e 80. É o resultado disso tudo”, acrescenta Mirisola. Memórias é a história de um garoto filho de comerciantes prósperos em São Paulo, meio que caipira morrendo de medo do Rio de Janeiro. Um dia veio para cá, se apaixonou pelo Rio, teve um caso de amor no Rio de Janeiro, viveu isso tudo no Rio de Janeiro, levou um pé na bunda, e voltou para São Paulo triste, mas apaixonado pelo Rio…
… A história de um cara que bebeu a água suja do Rio Pinheiros e veio depois beber a água suja aqui de Copacabana.”
Você sabe o que é musica Klezmer? O Kleztival - em sua segunda edição, muito maior esse ano – está aí para mostrar. A abertura foi no Sesc Pompéia sábado passado e o encerramento acontece no Clube Hebraica nesse domingo.
A música judaica se desenvolveu em várias vertentes. A música klezmer tem como característica básica ser a mais alegre e festiva, sendo originária dos judeus do norte e leste do continente europeu. Era tocada nas aldeias e ghettos por músicos e violinistas, não só no telhado nos séculos XVIII e XIV…
Revivida a partir da década de 1970, a klezmer hoje possui seguidores em todo o mundo, inclusive no Brasil, que incluem inovações em suas obras, fazendo fusão com outros ritmos, sem, no entanto, perder a identidade e as características originais.
Abertura da segunda edição do Kleztival, evento promovido pelo Instituto da Música Judaica-Brasil, para divulgar a música de origem judaica da vertente klezmer. A apresentação foi no Sesc Pompéia, com a presença de alguns dos artistas mais importantes do gênero, como o brasileiro Patavinas Jazz Club com Nicole Borger, e o grupo americano The Klezmatics, vencedor de um Grammy!
Nessa quinta-feira, teve no Museu da Casa Brasileira, mais um show com diversos grupos nacionais e estrangeiros, mostrando o mesmo tipo de pot-pourri judaico em performances originais, com o Trio in Canto, Neshume Bruder, Polina e Merlin Shepherd e Klezmorim (UK).
A direção musical do Kleztival, que não tem fins competitivos, está a cargo do trompetista americano Frank London, líder do The Klezmatics, com direção executiva por conta dos brasileiros Nicole e Edgar Borger.