A literatura em quadrinhos vem ganhando impulso no Brasil nos últimos anos, com versões de obras clássicas em HQ, mas também, com o lançamento de histórias originais como é o caso da graphic novel Cachalote, da Companhia das Letras, que como outras grandes editoras criou um selo especial para o “genêro” sob a batuta de André Conti.
Conti conta que se apaixonou pelo projeto assim que o recebeu. E revela: Cachalote inaugura uma linha de quadrinhos para adultos da editora. Outros títulos virão por aí, juntando bons escritores com quadrinistas.
HQ em alta, parceria de sucesso, ferramenta web
“Dois anos e meio em produção, para testar uma série de técnicas, inúmeras reuniões para definir o roteiro com Galera, muito skype, muita troca de email já que um morava em São Paulo, outro em Porto Alegre”, explica Coutinho cujos desenhos são um show à parte.
É a história de um playboy mimado, alienado da realidade, expulso de casa e enviado à Europa para se virar sozinho. A história de um jovem vendedor de uma loja de ferragens, adepto da dominação sexual que descobre que a linda garota por quem ele se apaixona é frágil e suscetível aos seus fetiches…
Além da trama, da técnica, a continuidade
Assim como no cinema, a continuidade de uma cena para a outra é o maior desafio, sobretudo quando o cenário contém inúmeros itens!
Rafael nos conta mais sobre o processo de trabalho: Dieta escrava de 8 horas por dia, durante mais de 2 anos! Ele comenta que sua grande inspiração foi o americano Robert Crumb, que ele acompanhou com seu traço na última Flip. ”Fui muito influenciado pelo Robert Crumb e por vários de sua geração. Sou fascinado pelo quadrinho underground, depois descobri os franceses, espanhois, os japoneses… Enfim, gosto mesmo dos que fazem quadrinho autoral para adultos” .
Daniel Galera nasceu em São Paulo, em 1979, e vive em Porto Alegre. Atende pelo twitter por @Ranchocarne! É escritor e tradutor. Publicou os livros Mãos de Cavalo, que virou longa de Beto Brant e Cordilheira, finalista do Jabuti, entre outros.
Rafael Coutinho nasceu em São Paulo, em 1980. Suas histórias em quadrinhos foram publicadas nas antologias Bang Bang e Irmãos Grimm. No twitter é @Raffa_Coutinho.
O boom e o embalo da literatura em quadrinhos também entrou em discussão no último dia da Fliporto 2010, em Olinda. Com mediação do jornalista Xico Sá, Daniel Galera e Rafael Coutinho, autores de Cachalote, participaram da mesa ao lado de João Lim, Ragú e Domínio público (Via Lettera e DCL).
“Nos somos as cantoras do rádio, levamos a vida a cantar…” Quem for ver o espetáculo musicalLamartine Baboque reestreiou agora aos sábados ( até 18 de fevereiro ) no SESC CONSOLAÇÃO vai conhecer uma outra faceta da atriz e apresentadora Domingas Person.
Domingas Person nos dá uma canja, a capella!
Com texto de Antunes Filho, direção de Emerson Danesi, a peça é encenada pelo grupo CPT (Centro de Pesquisa Teatral) foi sucesso de público e crítica em 2010.
O espetáculo homenageia um dos maiores compositores da Música Popular Brasileira, Lamartine Babo, que se consagrou por sua criatividade, humor e irreverência. No enredo, uma banda recebe a misteriosa visita de um senhor e sua sobrinha enquanto ensaia as inesquecíveis canções de Lamartine Babo.
Lamartine Babo
“No dia 10 de Janeiro de 1904 nasci num berço todo dourado e na rua mais bonita do Rio de Janeiro. Daí, comecei a engatinhar, a caminhar para frente. Com intuição da música, de tão precoce que eu era, nem maestro Pixinguinha, com seus lindos choros de flauta, poderia competir comigo…Eu chorava demais.”
Assim começava Lamartine de Azeredo Babo a contar sua própria vida em um dos tantos programas de rádio que comandava. Sempre com muita alegria e um humor inconfundível.
Nascido em 1904, Lamartine Babo foi um dos mais importantes compositores do Brasil. Lalá, como era conhecido, foi autor de diversas marchinhas carnavalescas como O teu cabelo não nega, Linda morena, A marchinha do grande galo e Cantores de rádio. Torcedor fanático do America Football Club, foi responsável pelo hino não só deste como também dos principais times do futebol carioca entre eles Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo.
Suas músicas foram interpretadas por Carmen Miranda, Francisco Alves, Mario Reis entre tantos outros “famosos” da época.
Músicas
1 – Ressurreição dos Velhos Carnavais – Lamartine Babo
2 – AEIOU – Lamartine Babo
3 – Cantores do Rádio – Lamartine Babo
4 – Marchinha do Galo – Lamartine Babo
5 – Hino do Flamengo – Lamartine Babo
6 – Hino do América – Lamartine babo
7 – Hino do Carnaval Brasileiro – Lamartine Babo
8 – Serra da Boa Esperança – Lamartine Babo
9 – Chegou a Hora da Fogueira – Lamartine Babo
10 – Aí Ein? – Lamartine Babo
11 –Uma andorinha não faz verão – João de Barro e Lamartine Babo
Lamartine Babo
SESC CONSOLAÇÃO
Sábados, às 16h.
Até 18/02.
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 60 minutos
A Vai-Vai entra no sambódromo hoje ás 2 horas da madrugada, com o tema Mulheres que Brilham. Acompanhar o desempenho dessa escola na avenida equivale a assistir a um Fla-Flu ou a uma final que envolve o Corinthians, para falar de um time paulista. É muita paixão, muita emoção. E tudo começa nos ensaios na rua, à céu aberto, em pleno bairro do Bixiga.
Fernando Capuano e Juliana Cogo retrataram a emoção que envolve os integrantes da escola, num curta que agora percorre os festivais internacionais, a começar pelo de Tribeca, em NYC.
Com apenas um curta-metragem nas costas, o jovem cineasta estreou no documentário e já ganhou um prêmio pelo seu longa de estreia! Nada menos do que o Prêmio de melhor documentário, eleito pelo público da 35 Mostra de Cinema, público cinéfilo, exigente. Quando comento que não é nada fácil fazer um filme sobre escola de samba, pois todos os anos somos inundados por imagens bélissimas de carnaval pelo televisão, ele simplifica o desafio: ” Quis fugir do óbvio, mostrar quem são as pessoas que estão por trás da escola “.
Em Vai-Vai 80 anos nas ruas, Fernando fez muito mais. Consegue depoimentos emocionantes mesclados com momentos fantásticos, como quando os músicos da Vai-Vai se juntam à Orquestra Bachiana de João Carlos Martins, para tocar a quinta sinfonia de Bethovem. Emociona com as imagens vibrantes dos ensaios de rua ou os enquadramentos dos integrantes da velha guarda contando a história a escola. Assim como a combinação inédita do samba com a música erudita, do casamento improvável entre descentes de italianos e negros, nasceu uma nação apaixonada pelo que faz.
Ao terminar o documentário, queremos mais. Fora a vontade de sair no próximo ensaio de rua. Os depoimentos dos integrantes jovens ou velhos são impagáveis: ” É mais fácil eu largar da minha pretinha do que do meu Corinthians, do que da minha Vai-Vai! ” Precisa dizer mais sobre essa paixão? Como diz o samba tradição da escola, do Geraldo Filme: quem nunca viu o samba amanhecer, vai no Bexiga pra ver, vai no Bexiga pra ver…
Autor: Mona Dorf - Categoria(s):Cinema, EstreiaTags:
Ela ficou conhecida como a musa do modernismo… Apesar de só ter 12 anos em 22, na passagem da efeméride da Semana de Arte Moderna, não dá para não falar sobre ela. Jornalista, escritora, militante política e mulher de teatro, Patrícia Galvão (1910-1962) lutou com paixão em várias trincheiras. Feminista, avant la lettre, inspirou o movimento modernista e sacrificou sua vida pessoal familiar. A jovem casou com Oswald de Andrade, inspirou artistas como Tarsila do Amaral e partiu para a Russia, depois de se filiar ao partido comunista.
Para quem gosta de presentear com livros que fazem vista, o chamado coffee table book, aqui vai a nossa indicação: Viva Pagu – Fotobiografia de Patrícia Galvão. A merecida homenagem que ganhou nos cem anos de seu nascimento, é uma fotobiografia com rico material iconográfico, textos e belas imagens, cartas e outros documentos inéditos, uma coedição da Imprensa Oficial do Estado e da Editora Unisanta.
“A vontade de ir fundo, as grandes paixões e as grandes angústias, a ousadia, o inconformismo foram marcantes nela e em sua obra, até o fim de sua vida.” De fato, uma trajetória apaixonante e inspiradora…
Lúcia Maria Teixeira Furlani é Mestre e Doutora em Psicologia da Educação, autora de Pagu – Livre na imaginação, no Espaço e no Tempo, Croquis de Pagu, A Claridade da Noite e dos infantis Tudo É Possível e O Segredo da Longa Vida, entre outros. É presidente da Universidade Santa Cecília e presidente do Centro de Estudos Pagu Unisanta, em Santos onde existem mais de 3000 documentos sobre a musa.
Recursos multimídia para encantar o jovem
Na Lúcia quer contribuir para tornar o jovem protagonista: ” Os questionamentos e sonhos de Pagu podem ser um meio de fazer a nova geraçâo compreender suas próprias inquietações; incentivá-la a se expressar, e desenvolver por meio da arte, da cultura e da literatura, as promessas que trouxe consigo, ao vir a este mundo “. É o chamado “empodeiramento” através do exemplo de Pagu!
Palavras, sons, imagens como forma de despertar a imaginação e a criatividade, debates e atividades, mediadas pelas obras e a trajetória de Pagu; vídeos baseados em livros escritos por Lúcia, – produzidos pela Unisanta, como esse, baseado no livro homônimo de Lúcia e dirigido por Rudá de Andrade, primeiro filho de Pagu – formam o arsenal multimídia para despertar as pessoas, através dessa figura tão bela e instigante, que morreu precocemente, depois de sofrer na prisão.
Até 26 de fevereiro, o Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em Santa Teresa, mostra a memória e a arte gráfica dos rótulos de cachaça.
Na exposição, o público pode ver exemplares de rótulos desde de 1940 do acervo de Egeu Laus, curador da exposição.
Os rótulos de cachaça contam fatos da nossa história, mostrando um Brasil profundo (e nem sempre visível), mas inscrito e enraizado solidamente na cultura popular brasileira.
O espaço é dotado de quatro salas de exposições, auditório e possui um acervo fotográfico referente a Laurinda Santos Lobo. Palestras e degustação de cachaça turbinam a mostra.
Como todos sabemos, a cachaça faz parte da cultura brasileira e até hoje atrai todas as classes sociais em um objetivo comum, mas o interessante da exposição fica por conta da estética dos rótulos, que para se comunicar com tanta gente usava uma linguagem simplista e estereotipada, que fazia bem esse papel com todos os segmentos da sociedade.
Os rótulos eram feitos muitas vezes pelos próprios donos dos alambiques de forma amadora e por ser um produto genuinamente brasileiro, conseguiu criar uma estética com características nacionais. No geral, os rótulos continham santos católicos em imagens e a na sua tipografia, quando não, era a sensualidade feminina – pin ups -de forma bastante estereotipada que se destacava.
Veja abaixo o vídeo com alguns dos rótulos expostos e a entrevista com o curador da exposição, Egeu Laus.
Uma outra característica do rótulo, esta compartilhada com uma vasta produção de efêmeros e embalagens no Brasil, é a impressão litográfica, mantida até pelo menos os anos 50/60 do século 20.
“Os rótulos da nossa cachaca tem sido objeto de pesquisa por conta do interesse de historiadores na nova história material, focada nos temas da vida cotidiana, a vida privada. Se por um lado, os rótulos da cachaça contam a própria história do Brasil – não há grande acontecimento que não tenha sido homenageado em alguma marca de cachaça (fundação de Brasília, Copa do Mundo, etc.); por outro, o design contemporâneo tem aprofundado seu olhar para a nossa cultura material popular como reação à uniformidade das estéticas ocidentais transnacionais”, comenta Egeu Laus, gestor cultural, designer e pesquisador de Memória Gráfica Brasileira.
Degustação de cachaça
Dia 16 de fevereiro (quinta), tem palestra com degustação sobre “Como reconhecer e desgustar as melhores cachacas” às 19 horas no auditorio. O evento será conduzido pelo Cachacier Manoel Agostinho Lima Novo – autor do livro Viagem ao Mundo da Cachaça. Após a palestra haverá uma degustação orientada pelo palestrante com cachaças produzidas no Estado do Rio de Janeiro.
Evento grátis. Inscricões por telefone.
Dia 26 de fevereiro (domingo), tem degustação de encerramento da exposição às 19 horas.
Centro Cultural Laurinda Santos Lobo
Rua Monte Alegre 306, Santa Teresa
De 2 de janeiro a 26 de fevereiro
Terça a Domingo, das 10h ás 19h
Classificação: livre – entrada gratuita
Fones: 2215.0618 e 2224.3331
Veja outras exposições realizadas no Instituto Tomie Ohtake:
Os 136 anos de nascimento do autor são celebrados através do projeto “Outros Contextos” com um espetáculo teatral, bate-papos e uma exposição.
Os painéis apresentam a vida e obra de Rainer Maria Rilke, fotos em ordem cronológica destacam passagens da história do poeta tcheco. Há ainda poemas traduzidos por Manuel Bandeira, José Paulo Paes, Cecília Meireles e Augusto de Campos.
A peça Cartas a um Jovem Poeta é interpretada pelo ator Ivo Muller às segundas e terças, às 20h.
“Cartas a um Jovem Poeta” é uma viagem pelo mundo do famoso poeta Rainer Maria Rilke. A peça tem como ponto de partida a troca de correspondência entre o poeta e um jovem, indeciso se abraça a carreira militar ou a literatura.
Os temas abordados: a formação humana, a criação artística, o auto-conhecimento e a importância do contato com a natureza mostram a atualidade da obra de um dos maiores escritores do século 20 que inspira gerações.
A atriz Domingas Person atua como produtora desse monólogo com supervisão da atriz Arieta Corrêa e co-direção de Claudio Cabral. Segundo ela, a montagem é inédita e não há notícia de outras adaptações para o teatro.
O ator Ivo Müller conta que sua paixão por Rilke nasceu após a leitura de Cartas a um Jovem Poeta. A partir daí, pensou o em adaptar a obra para o teatro: “Durante semanas passei a sonhar com a peça”. Sem conseguir dormir, ele voltou para a sala de ensaios e depois de 4 meses de trabalho intenso, o sonho resultou na peça.
Vai ser nesta segunda e terça-feira ( 16 e 17 ) dentro do Projeto Música no Cinema, do Conexão Vivo que a capital baiana vai poder ver de perto, a carioca Silvia Machete. Ela dividirá o palco com a baiana Manuela Rodrigues, que apresenta o repertório do disco Uma outra Qualquer PorAí.
Silvia com seu show Extravaganza recebeu o prêmio de Melhor show de 2010 da APCA (Associação dos Críticos Paulistas de Artes) e seguiu em turnê por várias capitais em 2011.
A cantora aprendeu muito na escola do Circo, nos seus tempos de artista de rua, na França onde viveu 10 anos.
Cantora acrobata, com humor inteligente, é dada a malabarismos e invencionices! “Quando a gente se apresenta na rua, tem que agradar a todo tipo de público: crianças, velhos, jovens, pobres, ricos”. Mas nada na sua performance chama mais a atenção do que a voz impecável.
Os fãs podem conferir seu talento no DVD gravado em maio, em São Paulo, com direito a todas piruetas da sapeca Silvia Machete.
A direção é do experiente Roberto de Oliveira, (Ex-TV Cultura – Futura – TV Globo), que dirigiu o primeiro DVD de Silvia Machete, Eu não sou nenhuma santa, lançado em 2008, e DVDs de Chico Buarque, Mart´nália, Elis Regina, Marcos Valle.
Silvia Machete ficou na lista das melhores cantoras do Jornal O Globo, em 2010.
Sua performance de palco tem muita personalidade e arrebata, como podemos ver pelo divertido vídeo abaixo.
O repertório de Extravaganza tem a canção “Feminino Frágil”, fruto da parceria de Silvia Machete com Erasmo Carlos, e incluída na trilha da novela global Morde & Assopra. A canção americana “Underneath the Mango Tree”, “Sábado e Domingo” (Domenico Lancellotti e Alberto Continentino); “Meu Carnaval” (Silvia Machete e Marcio Pombo); “Curare” (Bororó), “Manjar de Reis” (Nelson Jacobina/Jorge Mautner) e “Tropical Extravaganza” (Fabiano Krieger) têm presença garantida no roteiro.
A banda de Silvia Machete é formada por Fabiano Krieger na guitarra, Bruno Di Lullo no baixo, João di Sabatto na bateria e Arthur Dutra no vibrafone – os CHUCHUZINHOS.
Conexão Vivo
Local: Cine Cena Unijorge
Endereço: Shopping Itaigara – Salvador
Data: 16 e 17 de janeiro,
Horário: 20h
Classificação: Livre
Com 25 anos de experiência, a fotógrafa Fifi Tong, autora do livro Origem – Retratos de Família no Brasil, que já mereceu destaque aqui na coluna, resolveu aproveitar as férias do mês de janeiro e abrir seu estúdio para uma oficina de fotografia para crianças, a partir de seis anos de idade.
“A ideia é que os alunos não só aprendam como utilizar uma câmera, mas principalmente a descobrir o olhar fotográfico”. Para isso, Fifi promove uma série de atividades como foto-colagem, quebra-cabeça e jogo da memória. Tudo utilizando a fotografia como suporte.
“No primeiro dia, eles aprendem a diferença entre fotografia e desenho. Depois, ganham uma câmera com filme para fotografar os amiguinhos e praticar em casa”. Fifi conta que o que mais atrai os baixinhos são os aparelhos do estúdio fotográfico: “eles ficam fascinados com o barulho do flash”. Ela revelou outras curiosidades do curso na entrevista para o Blog.
Na oficina, as crianças aprendem sobre luz, cores, composição, texturas e até cultivam o gosto pela arte. Fifi ensina às crianças o “foto escambinho”, em que elas trocam uma foto delas por outra do colega. “Uma maneira de criar o hábito de possuir e colecionar fotografia, como os fotógrafos profissionais”, explica.
No último dia, eles são estimulados a escolher suas melhores fotos e montar uma exposição, com direito a visitação dos pais, tios e avós. E ainda levam um álbum, porta-retrato, colagem, tudo feito por eles, e um certificado do curso. Pura diversão para a garotada! Confira nas fotos do último curso realizado no começo do ano.
Fotografia só para menores Custo das oficinas: 2 parcelas de R$ 300,00
Manhãs: 16, 17, 18, 19 ( das 9h às 12h ) Tardes: 23, 24, 25, 26 ( das 14h às 17h )
Faixa etária: grupos de 6 a 12 anos
Local: Rua Santa Justina, 583- Vila Olímpia
Contato: (11) 3849 4216/ (11) 8443 5753
É muita responsabilidade lançar um segundo romance depois de uma estreia tão triunfal. Tatiana Salem Levy ainda não se recuperou do sucesso da estreia! Seu primeiro livro A chave de casa mereceu todos os elogios da crítica, foi traduzido e publicado em Portugal, França, Espanha, Italia e Turquia. Ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura em 2008 e foi finalista do Jabuti e Zaffari & Bourbon de Literatura.
Nessa entrevista, ela comenta o peso da aclamação precoce e lê um trecho do novo romance pulicado pela Record, Dois Rios.
A primeira grande retrospectiva de Fernando e Humberto Campana, organizada pelo prestigiado Vitra Design Museum, Alemanha, com curadoria de Mathias Schwartz-Clauss, em 2009, chega ao Centro Cultural Banco do Brasil – São Paulo, depois de viagem pelo mundo e consagração internacional.
Dividida em nove núcleos, ela mostra a variedade de materiais usados pelos irmãos. Para o curador, a exposição Anticorpos enfatiza especialmente o método de trabalho dos Campana, elucidando não só suas estratégias artísticas e fontes de inspiração como também questões recorrentes em suas produções.
Madeira, ferro, arame, couro, cristais, vidro, pelúcia… nenhum material desafia a criatividade sem limites dos irmãos Humberto e Fernando Campana. Hoje, o que interessa são as fibras naturais, matéria prima do Brasil.
Demoraram para fazer sucesso no Brasil. Hoje são unamidade lá fora. Seus móveis, peças e cadeiras, viraram objetos do desejo, em edições assinadas e limitadas, agora estão nos acervos do Museu de Arte Moderna de São Paulo, MoMA, em Nova Iorque, Centre Georges Pompidou, em Paris, além do Vitra Design Museum, em Weil am Rheim.
Durante essa minha conversa com eles, aproveitei para sentar na minha cadeira predileta!
Inovação. Modernidade…o laboratório de idéias dos irmãos Campana fez inúmeras parcerias com o design industrial. Já trabalharam para empresas como Edra, Alessi, Artecnica, Melissa, Grendene, Lacoste, H. Stern, Plus Design, entre outras. Mas o que eles gostam mesmo é da parceria com projetos sociais. A cidade de Esperança, na Paraíba, ficou conhecida no mundo inteiro, depois que suas bonecas de pano viraram a Poltrona Multidão, assinada pelos irmãos. Como bem disse D. Ruth Cardoso nesse documentário: “Nós temos raízes populares e a arte contemporânea dos irmãos Campana… a cadeira é o objeto que simboliza essa integração”.
A Vermelha Chair, hoje cartão de visita da dupla, cartão postal do MOMA, começou a ser produzida apenas 7 anos depois que foi criada. O reconhecimento, mesmo, só veio depois que assinaram uma sandália Melissa! com comunidades no Orkut, redes sociais, e tudo mais. A exposição sobre a trajetória de 20 anos de trabalho e os processos de criação Anticorpos viajou pelo mundo. E outra com trabalhos de vidro e cristais de Murano esteve perto de Londres, em Waddesdon.
A mega exposição contempla desde a biografia de Fernando e Humberto, com textos, filmes, fotos até peças que marcaram o início da carreira dos designers.
Exposição: Anticorpos – Fernando e Humberto Campana – 1989 – 2009 – CCBB_SP
Até 15 de janeiro de 2012, de terça a domingo das 9h às 21h.
Programa Educativo. Agendamento prévio de segunda a sexta pelo tel.: (11) 3113.3649