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25/10/2009 - 08:45

Como confiar no namoro

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“Tenho 17 anos e tenho uma namorada (esposa) de 16, moramos juntos há um ano e quatro meses, mas tivemos que nos separar por causa da mãe dela, que é um saco. No momento estou morando sozinho e ela com a mãe.

Não tenho muito tempo para ficar com ela, pois trabalho na área de informática e também tenho carteira assinada em uma loja de ambiente planejados. Meu tempo é muito pouco para ficar com ela, e isso me deixa meio preocupado.

Brigamos muito por esse motivo, a tal ‘desconfiança’ sempre convive com a gente. Eu sou muito ciumento e ela também. Sempre que posso ligo pra ela, mas como estamos em lugares diferentes, não matamos a saudade.

Acho que até aí deu pra entender. Gostaria de saber se há uma forma que possamos ser mais confiantes um no outro, ‘no amor que um sente pelo outro’, pois cada vez que brigamos é como se um balde de água caísse no fogo do nosso amor.

Me Ajuda. Ficarei grato!”

Antes de mais nada, vocês não se acham muito novos para assumir um compromisso tão importante? É claro que vão chover comentários dizendo que idade não tem nada a ver, mas a gente só percebe que não era a hora certa quando os anos passam.

Confiar no outro é muito fácil quando você fica o tempo todo por perto. A pessoa está ali, na sua frente, e você pode observar cada passo que ela dá. Mas será que isso é confiar de verdade? Na minha opinião, não é!

A gente só pode dizer que confia no namoro quando toparia ficar longe, sem se ver e, ainda assim, teria certeza dos seus sentimentos e dos que o outro sente por você. Não é fácil, é um trabalho que requer tempo, paciência e um pouco de fé – porque ter fé no outro é muito mais difícil do que ter fé religiosa, por exemplo.

Para ajudar vocês a enfrentarem a distância, vou dar algumas dicas que podem facilitar as coisas, fazer com que doa menos, seja mais simples encarar o porvir e vocês possam rir das dificuldades e dúvidas de hoje.

Brinque com a saudade
Use a distância e a falta que a outra pessoa faz como um joguinho para deixar as coisas mais divertidas sem cair na rotina. Troquem mensagens no celular, ligações inesperadas, mande um e-mail no meio do dia com uma foto bonitinha…

Pequenas coisas de quem está longe podem mudar totalmente a relação. São coisas que precisam vir dos dois lados; não adianta um só se importar. Criem um jogo: a cada dia vocês contam uma história do passado de vocês, sobre a infância, a família ou o dia em que você começou a comer jiló. Vocês vão conhecer muito melhor o outro.

Descubra qual é o “meio do caminho”
E faça com que os horários de vocês batam. Não são 10 minutos que te farão morrer! Acorde mais cedo, durma mais tarde… Passe na casa dela de surpresa e leve um chocolate pra vocês comerem juntos e depois vá embora.

Não adianta largar tudo e ficar horas junto, porque aí vocês estarão atrapalhando o resto do dia e isso vai ter relexo no trabalho, estudo e, principalmente, na mãe dela.

Teve uma época em que meu namorado fazia faculdade e trabalhava em dois empregos. Era o último ano do curso, hora de TCC e a gente sofria para conseguir um tempinho para se ver. Uma das saídas era marcar encontros no meio do caminho: nós dois precisávamos passar por uma certa estação de metrô, então combinávamos o horário e assim a gente podia se ver e dar pelo menos um abraço e um beijinho!

Otimize o tempo
Quando vocês estiverem juntos, estejam realmente juntos. Não adianta nada estar ali fisicamente e a cabeça ficar voando para as coisas do trabalho. Tenha o fim de semana com um grande aliado: talvez 48 horas se multipliquem de uma maneira mágica e vocês consigam aproveitar muito a companhia.

Faça com que a sogra fique do seu lado
Mostre para sua sogra que você não é tão moleque quanto ela pensa. Demonstre que, apesar de ter apenas 17 anos, você sabe muito bem a importância das coisas e nunca desviaria o caminho da sua namorada. Converse com a gata e explique que não adianta brigar. Deixe os amigos perto e os inimigos mais perto ainda – no momento, sua sogra não é bem uma amiga…

Aceite andar no escuro
E saiba que pode ser que você bata o dedinho na quina da cama. Só que vale a pena tentar. A gente só pode confiar em alguém se fechar os olhos, dar as mãos e resolver seguir em frentes juntos, ignorando todas as pessoas que cruzarem o caminho.

Existem caras lindos que ela vai olhar, assim como tem milhares de meninas gostosas que chamarão sua atenção, só que isso não faz com que vocês se amem menos ou quer dizer que um de vocês pensa em trair. Entender que o mundo não para porque vocês namoram é a chave para confiar em si e no outro. Quem escolheu estar junto foram vocês, existe um motivo bem grande: o amor.

O conselho: sejam felizes! Não fiquem se importando com a distância, a proximidade, o tempo, a mãe dela ou as pessoas de fora. Pensem em vocês. Estejam juntos por uma ligação muito maior, além do físico. Sintam-se conectados pelas ideias, pelos sentimentos. Só que esse tipo de coisa que não posso te ensinar a fazer, é algo que acontece com o tempo, a maturidade e a prática.

Quando você tem dores no joelho e precisa fortalecer o músculo da coxa para melhorar o problema, o que você faz? Pratica uma atividade física para que ele vá ficando mais forte e consiga aguentar cada vez mais esforço, certo? O coração é um músculo, pratiquem vários exercícios de confiar, amar, dar um jeitinho… E quando você menos esperar ele estará beeeeem forte e nada vai abalar com facilidade a estrutura do relacionamento que vocês construíram.

Você tem alguma dúvida sobre garotas? Mande um e-mail para carol.patrocinio@ig.com.br e venha ler a resposta aqui!

Autor: Carol Patrocinio - Categoria(s): Dúvida de leitor Tags: , , , , , , , , , , , , ,
30/04/2009 - 08:30

Ela tem a idade da minha mãe

“Bom, inicialmente, me chamo Robson, tenho 21 anos de idade e moro numa cidade com 20 mil habitantes…

Mas meu caso é que estou gostando de uma mulher de 44 anos, idade de minha mãe, mas fico com receio, sei lá, idade, né… 

Ela também está gostando de mim… E agora, o que faço?

Obrigado se puder responder”

Robson, namorar uma mulher mais velha não é brincadeira… Acho que nós, garotas, ficamos mais malucas conforme amadurecemos; mas é claro que também ficamos MUITO mais interessantes!

Existe, sim, um preconceito por causa de idade, mas também existe em relação aos namoros interraciais, homossexuais, entre baixinhos e mulheres altas (e vice-versa) e mais diversos tipos. As pessoas não conseguem entender – e muitas delas, nem respeitar – o que é diferente. Mas sabe o que importa? A felicidade!

Por que a gente procura uma pessoa para ser nossa companheira? Para ser feliz, para se sentir completo, para dividir as coisas… E, sinceramente, o que alguém tem a ver com isso? Quem sabe o que sente é você e mais ninguém!

Vou contar uma coisinha sobre mim: eu sou branquela – como você pode ver na foto – e meu namorado é negro. Quando a gente começou a sair, todo mundo olhava, era assustador. Chegou ao ponto de pessoas comentarem com ele que eu era branca, como se ele não tivesse notado. Algumas pessoas perguntavam pra mim: “você está namorando um negro?”. E isso incomodava muito. Só que depois de um tempo a gente aprendeu a ignorar os olhares, os comentários; o amor falou mais forte. Quando o sentimento é verdadeiro, tudo é bem mais simples do que parece no início, eu garanto!

“Moro numa cidade com 20 mil habitantes”
Isso pode ser uma coisa que complique a vida de vocês. As pessoas comentam e algumas delas têm uma cabeça totalmente provinciana – não que não existam pessoas assim nas grandes cidades, claro.

O que você precisa se perguntar é: vale a pena receber os olhares de reprovação? Vocês gostam um do outro ao ponto de passar por cima do preconceito?

“Idade de minha mãe”
Robson, como é a relação com sua mãe? Com certeza algum psicólogo diria que você pode estar buscando um contato maior com uma figura materna e tal. Eu, que não sou psicóloga, apenas tento entender um pouquinho sobre sentimentos e motivações, te digo: você gosta dessa mulher em todos os sentidos?

O que quero dizer é se você gosta da companhia dela, do toque, do beijo, do sexo… Algumas vezes a gente confunde tudo e acaba admirando tanto alguém que nos sentimos apaixonados mas, no fundo, não é paixão e sim querer ter a pessoa por perto, como amiga, talvez.

“E agora, o que faço?”
Se você fizer uma análise bem profunda vai poder responder essas coisas. Você tem tesão por essa mulher ou apenas pelo cérebro dela e o que ela representa? Está aí a resposta de qual caminho seguir.

O conselho: se você notar que gosta realmente dela como mulher, como namorada, vai fundo! Convide-a para sair, tomar um café, uma cerveja, ir ao cinema ou um jogo de futebol. Descubra do que ela gosta e aja como faria com garotas da sua idade. Meninas, independente da idade, cor, credo ou classe social, gostam das mesmas coisas: sentirem-se desejadas e amadas.

Se você notar que é apenas admiração, deixe isso claro, torne-se amigo dela e seja feliz. Amizades podem fazer tão bem ao coração quanto paixões. Aliás, amizades são paixões sem interesses físicos, não são?

Depois volta aqui pra contar pra gente o que rolou, qual foi sua descoberta e como anda esse relacionamento de vocês, qualquer que seja o que ele tenha se tornado!

Se rolar alguma dúvida sobre meninas, pode mandar um e-mail pra carol.patrocinio@ig.com.br e vir ler a resposta aqui! 

Autor: Carol Patrocinio - Categoria(s): Dúvida de leitor Tags: , , , , , , , , ,
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