O pretinho nada básico de Lino Villaventura
O Lino é assim: um desfile só com roupas de festa, depois um só com looks brancos, depois outros todo colorido e agora: preto. Só preto!
A ”cor” mais elegante do vestuário trouxe uma coleção com um clima de mistério como um filme NOIR. Para os não-cinéfilos, esse é um termo usado para descrever os filmes de Hollywood na década de 40 e começo dos 50, onde prevalece o submundo escuro e sombrio do crime e da corrupção.
Mas voltando ao mundo féxon, Lino ligou esse pensamento à obscuridade dos pensamentos que antecedem a criação de uma coleção. Do release: “as ideias surgem, se confundem. As formas se fragmentam e se misturam”.
O resultado é uma coleção que até pode ser minimalista no quesito cor, mas não tem nada de clean nas padronagens. Todos os tecidos são altamente trabalhados com bordados, cortes e recortes.
“Enfim fiz a vontade dos meus pensamentos e da minha imaginação: por mais que eu insista em tentar mudar – quando a ideia se instala – se impõem de maneira brutal e incisiva. Como adoro preto e adoro um filme NOIR, essa vontade veio com prenúncios de realização e felicidade”. Do release escrito pelo próprio Lino Villaventura.
O ponto surpresa do desfile veio no final quando os modelos voltaram à passarela e algumas peças vieram coloridas. As peças duas faces, e na outra tecidos chineses com brilho e cor.
“Essa ideia de virar o tecido do avesso é demais”, disse José Simão para Erika Palomino.



























