“No copy”

Intrigados com o pequeno protesto feito pela estilista Ana Paula Ávilla e Silva no começo do desfile da Confraria, fomos perguntar o que ela buscava com ele, para saber se tínhamos entendido direito.
Por que o protesto com as bolsas “falsificadas” no começo do seu desfile?
O setor calçadista é uma indústria muito prostituída. A gente vê marcas de peso no Brasil vendendo réplicas, as pessoas nem sabem mais o que copiam ou criam. E desde o começo eu nunca quis seguir uma linha normal. Na hora de criar, eu dou uma volta pelo mundo para ter uma idéia geral de tendência, volto e desenho todas as minhas idéias. Se não fossem criações mesmo, originais, eu não teria conseguido vender agora para a França, Itália e Japão.
