Publicidade

sábado, 29 de março de 2008 Sem categoria | 01:43

Capital Fashion Week – Dia II

Compartilhe: Twitter

Hoje o dia começou com uma exibição de jóias e os pivôs de Luiza Brunet, que anunciavam uma virada no que seria mostrado aqui no segundo round de desfiles do Capital Fashion Week.


O pivô!

O conceito de identidade na moda já foi debatido por Gloria Kalil, Jum Nakao, Alexandre Herchcovitch, Collin McDowell (crítico de moda do Sunday Times Style), Thais Losso, eu, você, nossos amigos e quase todo mundo. Mas é exatamente ele que pode ser o “turning point” para a moda aqui desse pedaço de chão (e do Brasil).

E essa é uma cidade que tem essa vocação, que nasceu dessa forma. A idéia de se construir uma cidade do nada não é original, mas Brasília é tão majestosa, de cinza pulsante e curvas provocantes, tão única que acaba se sobressaindo. E assim deve ser a sua moda, que hoje mostrou saber pegar uma idéia que não é original mas fazer com maestria e dar um toque que a torne única. Talvez essa seja sua vocação também para o “corte e costura”.

A designer Carla Amorim mostrou sua coleção de jóias batizada de “Sagrado”, com dez novas peças em ouro amarelo, rosa ou branco e inspiração religiosa. Anéis e pulseiras em formato de terço, medalhinhas de santos, escapulários, pingentes do Espírito Santo, tudo muito católico, mas com resultado agradável. E a charmosa e sorridente modelo “vintage” Luiza Brunet.


Luiza Brunet para Carla Amorim

Na seqüência teve Cia do Lacre, trabalho de 52 mulheres de baixa renda do Riacho Fundo, aqui no Distrito Federal, que transformam lacres de latinhas de alumínio em bolsas, colares, pulseiras, almofadas, tapetes e cortinas. E o produto final passa longe de ser pobre ou brega! As bolsas e carteiras eram finíssimas, as flores feitas com o lacre recoberto por linha colorida ou preta davam o acabamento em golas, vestidos e xales. Variações das mais diversas, com o distanciamento entre os lacres, o sentido como são usados, o modo como são unidos, o reflexo da luz. Acabamento impecável, resultado muito simpático. Haja lacre!


A bolsa que ganhei da Cia do Lacre

Apoena veio ok, sem grandes sustos. Branco X preto, verde, vermelho, bordados e estampas florais que lembravam chenile (se não o eram), geométricas e xadrez. Um casaco com super volume nas mangas foi o que se viu de mais diferente.


Encerramento do desfile da Apoena

Se o começo foi com acessórios, o encerramento seguiu a linha. A Confraria: luxury bags manufactory fez as mulheres da platéia suspirarem de vontade. A marca, que afirma categoricamente não abrir mão da exclusividade e ter como lema “no copy”, começou o desfile com um pequeno protesto, mostrando bolsas com adesivos colados com nomes que parodiavam grandes marcas (à la Cavalera, luxo para todos!). Foco na linha em junco, sempre presente. A fibra natural trazida da Amazônia é trançada no interior de Goiás, em uma cooperativa montada pela empresa especialmente para essa finalidade. E todas querem a maxi bolsa berinjela. Ou a quadradinha azul. Ou a trançada colorida. Todas parecem querer alguma nos comentários na saída. Outra vez ótimo acabamento, ótima execução, incentivo à produção e materiais locais. Ponto!


Bolsa e sapato da Confraria

Voltamos para casa acabados, após um jantar com direito a alguns minutos de black out na casa do Presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal (sogro da estilista Ana Paula Ávilla e Silva, dona da Confraria). Daqui a pouco a saga continua!

Autor: moda Tags:

Nenhum comentário, seja o primeiro.

 

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

* Campos obrigatórios


 

Responder comentário


* Campos obrigatórios