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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008 Sem categoria | 19:32

Ai que preguiça de Jefferson Kulig…

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O release do desfile dizia que em suas criações “encontra-se como meio de pesquisa um conceito não anatômico de leitura tipográfica, não de um solo, mas de um universo”, o da mulher. Nessa hora já franzimos as sobrancelhas.

Depois vinha a parte em que falava das estampas: “em seu prolixo discurso e falando de multiculturalismo e biodiversidade, as estampas ilustram suas idéias”. Eram dentes-de-leão – em referencia à internet – e temas tropicais. Ui!

No vai e vem de modelos, não faltaram as cordas e fiapos, presentes em todos os desfiles anteriores de Kulig, e as sandálias-bota. As roupas pareciam aqueles tensores, para quando machucamos algo, só que para o corpo inteiro.

Pensem no filho de um estilista (e não vale Pedro Lourenço!) visitando o ateliê do pai e fazendo uma roupa com todos os restinhos de tecido, em cortes e tamanhos dos mais variados, pregando as coisas daquele jeito confuso que as crianças têm, e ilustrando com um assessório de pescoço que parecia a estrutura de um cocar. Era mais ou menos isso o desfile.

Os tecidos usados foram TK-borracha, seda, algodão, lã, jersey nas cores preto, violeta, amarelo, vermelho e tons de verde, bege e fuligem, em formas de movimento truncado.

Nem Ana Paula padrão na primeira fila animou a coisa. O que salvava é que, também no release, ele falava sobre humor e tolerância. Só assim!

Autor: moda Tags:

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