
O modelinho reality show virou moda, entrou para o mundo da moda e ganhou versão tupiniquim.
E já que o país vem despontando no mundo fashion e exportando tops cada vez mais bem sucedidas, o programa promete (ou pelo menos prometia)!
- Não adianta ser cara e corpo legal, tem que ter “personalismo”, tem que saber como falar! – diz Andrea, candidata de Passo Fundo, RS.
Pelo menos na edição, as candidatas parecem ter na ponta da língua a fórmula mágica para virar a próxima Gisele Bündchen.
No meio do post, a amiga Ligia Helena que também posta nesse blog, entra no msn direto de um outro evento em Florianópolis:
- Saí correndo para chegar ao hotel antes das 21h para assistir a estréia.
Ligia Helena não conseguiu entender como e por que a produção do programa selecionou uma candidata com 100 cm de quadril. Alexandre Herchcovitch também não.
- Elas estão todas um pouco roliças, né? – disse o estilista repetidas vezes.
Mas Ligia Helena e Alexandre têm seu ponto. Todo mundo sabe que uma top de passarela não vai ter sucesso algum com 100 cm de quadril (1 metro como ironiza Herchcovitch repetidas vezes).
No meio da polêmica contra a anorexia, selecionar uma participante com o corpo típico da mulher brasileira para depois esculachar a candidata pode não ter um retorno politicamente correto para as meninas e mulheres telespectadoras.
- Imagina as menininhas que estão assistindo, vão achar que estão imensas com 100 cm de quadril! – Indigna-se Ligia Helena.
Quanto às candidatas ainda é cedo para saber quem são as favoritas para o prêmio (200 mil reais, contrato com a Ford Models e a capa da Elle), mas já dá para se divertir um pouco com elas.
Entre Isabella, que deu um show de autoconfiança e chegou falando de boca cheia sobre seu corpão e competições com pitadas de inveja, já rolou até acusações de racismo.
- Eu não sou mulata. Mulata é uma mistura de mula com égua, cavalo!
Só para esclarecer, segundo o verbete do Aurélio, mulato é filho de pai branco e mãe preta, ou vice-versa. O termo é correto, apesar de ter um radical que gera duplo sentido e Ana Paula da Costa preferir ser denominada como negra.
No meio de meninas tão novas que sonham em virar top model, já deu para sentir que o clima vai esquentar.
O programa terminou com a eliminação baseada num ensaio fotográfico em cima do Copan e com muuuuito, mas muuuito vento. É tempo de Marilyn Monroe!
Aliás, a gente esperava um pouquinho mais do ensaio; mais do fotógrafo que dirigiu pouco as modelos; mais da direção de Pazetto; mais de Alexandre que se limitou a falar do tamanho do quadril das candidatas; mais de Fernanda Motta com pouca naturalidade e mais de Paulo Borges que apesar de ter sido anunciado como jurado, não deu as caras na estréia.
Mas esse foi só o primeiro episódio. Temos a série inteira pela frente e vamos ficar aguardando.
Quanto à participação de Alexandre Herchcovitch, Lucasof nos informou que ele deveria estar com pressa para gravar e aflito com a vida, já que tinha que desfilar em NY, correr pra China e depois pra Semana de Moda do México, onde fica para o Dia dos Mortos.
Vai ver é isso mesmo. A cabeça dele estava em outro lugar.
Na hora da eliminação…
Justiças e injustiças à parte, fica a modelo com o quadril largo e mais 12 participantes. Depois de um suspense, a última chance fica com Isabella.
- Você tem que acreditar em você Isabella! – falou Fernanda, imitando Tyra Banks, ao selecionar a última candidata do dia.
- Eu acredito. Eu acredito! – diz a modelo aos prantos.
Isabella é a mesma participante que chegou se vangloriando de seu corpão.
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