Lounges vizinhos…

Entre um desfile e outro, não dá para ler o jornal, mas a gente consegue fazer uma pausa para clicar o lounge vizinho.
Ontem à noite, depois do desfile de Giselle Nasser, ela entrou ao vivo com a Chris Nicklas para o GNT Fashion.

Entre um desfile e outro, não dá para ler o jornal, mas a gente consegue fazer uma pausa para clicar o lounge vizinho.
Ontem à noite, depois do desfile de Giselle Nasser, ela entrou ao vivo com a Chris Nicklas para o GNT Fashion.
Veja as fotos do desfile da Iódice. Provavelmente é isso que você vai encontrar nas prateleiras da loja nos próximos meses.

A marca de Valdemar Iódice fez um desfile de moda vendável. Nada de ousadias e arroubos de inovação. Eram vestidos curtinhos, com brilho, de cetim e paetê. O desfile começou em tons básicos: bege, cinza, gelo e branco. Aos poucos as cores entraram em cena: azuis, laranjas e verdes cítricos, enchendo os olhos da platéia.
O diferencial ficou nos decotes nas costas acompanhandos de golinhas ajustadas ao pescoço, e nos recortes no ombro e saboneteiras.
A beleza de Daniel Hernandez deixou o destaque para o que deve ser observado: as roupas: maquiagem quase nada, bem suave, e o cabelo penteado pra trás valorizou a coleção e também as modelos (o que é Bárbara Berger?! Belíssima e onipresente…)
Ciranda das modelos ao fim do desfile. Perdoem as cabeças na foto, estávamos na segunda fila…

Agora, com tanta beleza e elegância na passarela, destoou o sapato, de plataforma e salto altíssimo com tiras de plástico transparente. Não era bonito, podem acreditar.
O próximo desfile é de Glória Coelho, às 13h no Iguatemi. Vamos tentar despencar até lá!
Ramelas tiradas, olheiras escondidas com muito make up, café da manhã leve para não dar barriga…cá estamos nós para o quarto dia de SPFW! Com um pouquinho de atraso (marcado para 11h), logo mais teremos Iódice para abrir os desfiles.
Dia de sol lá fora e de muitas celebridades aqui dentro da Bienal. Ivete Sangalo (a preferida de Thais, editora da home do nosso especial), Raica de Oliveira, Camila Pitanga, Isabeli Fontana, outras…e a gente, claro. É só o terceiro dia e já estamos só o pó. Algumas festas começam a pipocar, as olheiras começam a despontar.
E nós, guerreiros que somos, depois dos sete desfiles de hoje divulgamos os eleitos nas categorias Voto Sim (nossos preferidos), Oi? (o que a gente não entendeu) e Justo (correto e sem grandes coisas):
Voto Sim: Neon, de Dudu Bertholini e Rita Comparato, com sua festa no gueto bem estampada e colorida.
Oi?: Também na Neon, com todo um clima de alegria, festa, samba, Ivete…e Radiohead de trilha sonora? Valei-me.
Justo: Cori, por Alexandre Herchcovitch. Por mais que ele não consiga se desgrudar do tema, foi uma coleção muito boa e a mulher verão continua forte, independente e ousada, sem jamais perder a classe.
Momento Spotlight: o peito de fora de Camila Pitanga! Manteve a pose e não parou nem para botar a roupa no lugar.
Amanhã o vai e vem começa às 11h . Força! Confira o line-up:
SÁBADO – 16/06
11h00 – Iódice
13h00 – Gloria Coelho (Iguatemi)
15h30 – Caio Gobbi
16h30 – Jefferson Kulig
17h30 – Lorenzo Merlino
19h00 – André Lima
20h15 – V.Rom
21h15 – Lino Villaventura

Depois de esbarrar em Costanza Pascolato (Nada elegante né? Mas a essa altura, acho que mereço crédito), seguimos para o último desfile do dia.
Tudo poderia ter sido um sonho, já que a hora é mesmo de dormir. Ótimo astral para começar a noite, o desfile da Giselle Nasser.
Um passeio pelo céu estrelado que inspiraram a cartela de cores e as estampas. Muito azul, marinho, preto, cinza, violeta, laranja e pink.
O desfile começa na noite com cores mais sóbrias e vai clareando nos tons solares e estampas em tié dye para relembrar o Big-Bang.
A modelagem coloca o vestido como a peça chave dessa estação. Os comprimentos são disformes com barras arredondadas e cortes irregulares.
O caimento é mais durinho, por causa da organza de seda que vem misturada com tule, cetim ou jersey. Tudo bem diferente da silhueta vlumosa que estamos vendo por aqui.
Entre altos (nem tantos altos, mas deve ser a hora) e baixos do desfile, o dia e a noite de Gisele Nasser que trouxe para o verão 2008 “Stella: do latim, estrela. Aquela que está no alto”.
Luzes apagadas, apertem os cintos, segurem seus brindes, lá vai Giselle Nasser.

A Zigfreda resolveu esquecer todas as referências e partir do marco zero nessa coleção. “The Zero Years – The Dance for Change” é uma viagem no início dos tempos.
O resultado foi um verão cheio de estampas e mosaicos com cortes retos e comprimentos curtos.
Na cartela, as cores são fortes e vibram mais ainda com os tecidos brilhantes. O magenta puxa uma aquarela de azuis cromaqui e verde ácido e segue para as nuances em pêssego, cinzas, branco, verdes e tons metalizados.
A silhueta é ampla com detalhes assimétricos e elásticos. A coleção vem jovem e com muito bom humor através das mochilas, bolsos e capuz.
O cetim reinou no desfile com algumas coisas em tafetá, linho, algodão e bambu.
Sai com a sensação de que os anos 0 deveriam ser mais clássicos, eruditos, mas talvez a marca tenha razão. O começo, na verdade pode ser o reinício dos tempos e o ponto de partida por ser qualquer um, mesmo que a coleção tenha quem “que” de futurista.

Cori, por Alexandre Herchcovitch