Ruído
Jefferson de Assis, querido de Paulo Borges e “new face” do SPFW não escolheu nenhum tema para sua coleção, embora tenha prometido muito glamour.
O começo surpreendeu, com uma música alta, só piano e voz e uma modelo entrando sobre um piano que andava pela passarela. Até aí tudo lindo.
Mas quando a música foi ficando cada vez mais experimental, gritada e insuportável, aqueles pianos pareciam nunca chegar ao fim da passarela e só conseguíamos ver um lado da roupa, a angústia tomou conta. Érika Palomino tampou os ouvidos. Os fotógrafos se alvoroçaram.
Quando uma modelo entrou segurando uma tuba (sim, de música) que sugava seus cabelos eu pensei estar em um desfile de carnaval do interior.
Nesse clima, o que vimos das roupas foi simpático e ousado, até. Muito jeans, vestidos, peças bem curtas (mostrando a “poupa”, vez ou outra), o jogo com peças em louça, amarelo e ouro.
“Colants de jérsei com amarrações e as peças em jeans são jogos com a forma, revelando volumes, aberturas e acabamentos versáteis”.
As viseiras de louça, quando pretas, davam um ar de crupiê e a boina parecia um pinico. A maquiagem era meio junkie, carregada e colorida.
Estranho. Talvez a cenografia tenha prejudicado um pouco o não-tema das roupas.
Autor: moda - Categoria(s): Sem categoria Tags: