A dica de filme desse final de semana é para quem gosta, também de História. Encenado e produzido por profissionais do cinema que têm muito envolvimento com de moda (Kirsten Dunst e Sofia Coppola), a história da turbulenta vida da monarcaconta (e mais precoce rainha da França) Maria Antonieta, casada com o Rei Louis XVI. Sem conseguir a atenção do marido (supostamente ele não se interessava muito por mulhetes), e impossibilitada de cumprir sua missão de conceber um herdeiro, ela achou na criação de um estilo arrojado, um jeito de firmar sua posição de rainha da França: modismos ao extremos, cores, flores, penas, exageros, metros e metros de tecidos, maquiagens, perucas… Assim sendo, ela se tornou, na época, a mulher mais bem vestida, mais bem penteada e mais bem maquiada (entendendo-se “bem”, no caso, sinônimo de excesso incontrolado, barroco e prá lá de fantasioso). Na vida real, Antonieta usava vestidos de festa com armações nos quadris que mediam quase 4 metros, revestidos de pedras preciosas, laços, apliques, rendas e peles de cima a baixo, em monumentais criações de Rose Bertin, costureira que ela transferiu de uma loja em Paris para dentro do palácio. No cinema, bom… É melhor alugar o DVD é conferir por conta própria.
- Não vista “vintage”dos pés até a cabeça. A idéia não é sair por aó com um figurino de época.
- O mais legal é quando misturamos peças antigas com itens modernos. Sem restrições.
- Quem ainda resiste a idéia de usar roupas antigas, pode incrementar a produção com acessórios. Óculos com formatos inusitados, colares, brincos e pulseiras vistosas, bolsas e sapatos de outras épocas são algumas opções para um look indivudual.
Para quem pensa que o boyfriend blazer (aquele maxi paletó super tendência na temporada de inverno 2010), vale contar que ele não tem exatamente como origem o armário dos namorados e maridos (como seu próprio nome sugere).
No final da década de 1930, início dos anos 1940, jovens negros e hispano-americanos do Harlem, nos Estados Unidos, não sentiam que a Segunda Guerra Mundial dizia lá muito respeito à realidade em que eles viviam e, nessa época, acabou surgindo um estilo bem pouco patriótico – já que usava grande quantidade de tecido (bem contra as regras de racionamento impostas pela Alemanha nazista aos Estados Unidos e à Europa – : os zoot suits, ou melhor, jaquetas que iam até os joelhos, com ombros eram enormes e calças super largas com pregas e cintura ia quase no peito.
O estilo era considerado tão ofensivo que, constantemente, os zoot-suiters (como eram conhecidos os moços que se aventuravam a usar tal look) eram espancados por policiais, que os consideravam cidadãos fora da lei com seus ternos subversivos. (!!!).
Olha só, o “boyfriend blazer” em 1940 e Miranda Kerr, atual angel da Victoria´s Secret na mesma tendência em 2010…
O hábito de vestir roupas de brechó (de segunda mão) começou com os estudantes franceses dos anos 1960, que tentavam compensar a falta de dinheiro com criatividade. Quando a Prada reprisou sucessos do passado em suas coleções de roupas e acessórios, a partir de 1996, o “estilo brechó“chegou ao auge. Comprar em lojas de roupas usadas pode ser bem vantajoso por conta do preço (bem menos $$$), porém, é preciso estar super atento para não ficar com look fantasia e nem abarrotar o armário com peças que jamais serão usadas! =)
Por isso, aqui vão algumas dicas rápidas para quem pretende se aventurar no mundo vintage:
- Para fazer compras em brechós é necessário tempo. Diferente do shopping (que tem a vitrine toda preparadinha para captar nossa atenção e tem vendedoras prontinhas para criar looks), em uma loja de segunda mão tem que ter paciência para encontrar aqueles “achados”.
- Mesmo em brechós, vale a pena procurar qualidade. Alguns defeitos e desgastes podem ser ignorados, afinal, é necessário lembrar que aquelas peças já foram usadas…
- Prove tudo. Não confie no tamanho descrito na peça. As medidas e os tamanhos mudam conforme as décadas.
- Peças que precisam de consertos ou reformas são arriscadas. Além de resultado mini questionável, podem custar bem mais que o preço da peça.
- É bom verificar os acabamentos, especialmente as bainhas. Se estão gastas, vai ser impossível aumentar o comprimento.
- Fique de olho nos forros e as cavas internas. Não leve nada com manchas!
- Botões e aviamentos originais também são importantes. Adaptar a peça com botões modernos pode mudar totalmente a cara da roupa.
- Aproveite peças em couro! Bem tratadas, mantém a aparência por muitas décadas.
Recentemente tive a oportunidade de conhecer o acervo de moda da Rede Globo, que ficado Projac (Central de Produções da Globo em Jacarepaguá), no Rio de Janeiro. Por lá, mais de 100 mil peças estão à disposição de atores e figurantes – peças transformadas, customizadas e novas. Extremamente bem cuidadas, elas ficam em um espaço de cerca de 1.800 metros quadrdos. Fora isso, existe uma equipe de costura com cerca de 50 funcionários – que em tempos de muito movimento pode chegar a 100 – que produz mais de 1.500 peças mensalmente. Só para se ter uma idéia: por novela, rodam cerca de 5 mil peças de roupa (entre aquelas que entram no acervo e aquelas vindas de produção). Comparado esse dado à uma escola de samba (que produz em média 4 mil fantasias por ano), dá pra se ter uma idéia do ritmo frenético desse acervo, não é mesmo?
A seguir, algumas fotos do acervo (encantado) da Rede Globo:
O acervo da Rede Globo: mais de 100 mil peças em 1.800 metros quadrados
As peças são organizadas por décadas. Essa arara é de 1950
Detalhes na parte da frente de cada década: mini aula de história da moda
Ala de sapatos para os figurantes
Para os protagonistas, há um atelier com cerca de 50 costureiros. Roupas especiais para os destaques das novelas
A dica de filme para o final de cenama é a obra de Achim Bornhak, “Vida Selvagem”, de 2006. O filme é, na verdade, uma história de amor baseada na vida da lendária top model (e groupie) alemã Uschi Obermaier, símbolo sexual da geração de 68. Script marcado por sexo, drogas e, claro, muito rock’n'roll. Um poquinho da trama: aos 16 anos, Uschi se torna uma figura notória na cena noturna de Munique. Ela, que antes trabalhava em um laboratório de fotografia eem Munique, conhece Rainer Langhans e decide se mudar com ele para Berlim. Por lá, ela começa a fazer parte da ”Kommune 1″, a primeira organização política comunista da Alemanha (!!!). Só que Uschi não queria lá saber de muita politicagem e sim de festa, muita festa! Ela chega a se envolver, inclusive, com Mick Jagger e Keith Richards. Espere looks underground!
A verdade é que acessórios são multiplicadores de roupas. Um vestido usado com determinado colar, fica diferente daquele “montado”com maxi-brincos, que já não é o mesmo quando usado com anéis poderosos. Pensando nisso, vai rolar aqui no História da Moda uma sequência de 3 posts falando de, claro, aneis, brincos e colares! Assim a gente entende um poquinho de onde surgiram, quem usou, e fica gostando cada vez mais desse item de moda que enche as sacolas das consumistas de plantão. Vamos começar pelos aneis! Afinal, não é só no dia em que somos pedidas em casamento que caimos de amores por ele, não é mesmo? Rs Rs
Um dos primeiros a adotar o anel foi o povo asiático da Suméria. (Os sumerianos também foram os primeiros habitantes da Mesopotâmia). Nessa época (por volta de 2500 a.C), os aneis eram feitos de ouro com incrustação da pedra lápis-lazúli.
Depois deles, vieram os gregos: eles gostavam de peças mais grossas e abauladas, com incrustação de grandes pedras redondas. Já na Idade Média, era mais comum encontrar forma ovais.
(1) Anel sumérico de cerca de 2500 a.C, feito de ouro e pedras azuis
(2) Anel minóico, feito de ouro e lápis-lazúli
(3) Anel grego de cerca de 300 a.C
(4) Anel de prata romano
(5) Anel medieval, cerca de 1300 a.C, de ouro com incrustação de safira
(6) Anel medieval (1450) de prata
(7) Anel de 1620 feito de ouro com incrustação de esmeraldam circundada de brilhantes
(8) Anel de 1650 com diamante em trapézio assentado em diagonal sobre base quadrada de ouro
(9) Anel vitoriano (século XIX) com pedra preciosa incrustada em longa chapa vertical
(10) Anel anglo saxão com arabesco en relevo sobre base convexo ângular
(11) Anel de 1550, feito em ouro com arabesco em baixo relevo
Dá próxima vez que vocês passarem por uma loja de acessórios, brinquem de identificar que anel tem inspiração em que época. Diversão garantida!
Clássico dos clássicos para quem gosta de moda e cinema, o filme A Bela da Tarde (Belle de Jour), de 1967, dirigido por Luis Buñuel, conta a estória de Séverine – uma mulher linda, rica, bem casada – que decide viver uma vida dupla trabalhando em um pequeno bordel…
Quem dá vida à personagem é ninguém menos que Catherine Deneuve. A atriz, amiga íntima de Yves Saint Laurent, escolheu peças do estilista para o figurino do filme… O resultado? Elegância e sofisticação que inspiram looks até os hoje. “Ele cria para as mulheres de vida dupla. A roupa de dia ajuda a nos apresentarmos num mundo cheio de estranhos. Permite ir para todo lado sem chamar demasiada atenção, nos dá força graças a sua natureza masculina. No entanto, a noite, quando podemos escolher com quer queremos estar, nos tornamos sedutoras”, disse certa vez o cineasta francês François Truffaut.
Vira e mexe a gente fala sobre lugares legais onde é possível comprar roupas antigas. Então, olha que legal: essa semana o vídeo em destaque do site da Vogue norte-americana, o Style.com, é exatamente uma gravação no próprio evento! Com direito à explicação da organizadora da feira mais o palpite de duas designers de moda viciadas em comprar roupa antiga.
O título do filme é exatamente: Por que é tão legal comprar roupas vintage! Ah, ele está em inglês e não tem legenda. =(
Desde que Karl Lagerfeld colocou suas modelos de clog na temporada de verão 2010 da Chanel, eis que o tamanco virou febre e tendência fashionsista no verão europeu.
Prêt-a-porter verão 2010 da Chanel
Clog na vitrine da Prada na George V, em Paris, em junho de 2010
Clogs em pés de celebridades
Clog significa tamanco em inglês. São altas plataformas de madeira, que podem ser vazadas ou não, e apresentam diferentes formatos. Também podem ser encontrados em forma de sapatilha, com altos solados, ricamente bordados, forrados e pintados. Também são chamados de clogs os tamancos tipicos usados pelos alemães, bretões, holandeses e franceses, feitos de madeira, com bico pontudo virado para cima e solado mais baixo.
(1) Clog bretão esculpido em madeira com tiras de couro
(2) Clog chinês de menino, coberto por seda e bordado em azul e preto
(3) Chopine com sola alta e maciça usada no século XV na Itália
(4) Clog suiço de madeira
(5) Clog japonês com salto vazado negro e sola de palha trançada
Conheça mais de História da Moda em roupas, acessórios e beleza. A redação do iG Moda mostra como o passado e o presente podem estar bem perto no universo fashion.