“A Fazenda”: Uma reflexão sobre os sentidos da imitação
Para alegria dos leitores que reclamaram dos meus textos sobre o “BBB9”, não pude dedicar a mesma atenção ao reality show “A Fazenda”, da Record. Assisti apenas alguns episódios e não cansei de me espantar com a semelhança, em inúmeros aspectos, com o reality global.
Não é novidade nenhuma que o projeto da Record leva em conta, numa mão, a grade da Globo – um fenômeno que transparece em inúmeros programas, tanto na área de entretenimento quanto de jornalismo.
Assistindo ao duelo entre Dado Dolabella e Danni Carlos no último episódio de “A Fazenda” me dei conta, no entanto, de algo talvez óbvio, mas que vinha me passando despercebido: o sucesso da imitação de uma emissora pela outra só ocorre porque há uma cumplicidade de desejos entre a Record e o seu público – este último quer ver na sua tela uma imitação da emissora líder, com tudo que há de tosco nela. Convido os visitantes deste blog a lerem texto que escrevi a respeito, defendendo essa idéia, intitulado Público deseja que a Record imite a Globo, publicado na segunda-feira, 24, no Último Segundo.
Para quem, por acaso, tiver interesse em mais textos sobre o assunto, escrevi sobre ”A Fazenda” em três outras ocasiões: na desastrada estréia, quando Dado e Britto Jr. discutiram publicamente por causa de um remédio e no dia em que descobri que o cachorro do programa era parte de uma ação de merchandising.



