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15/06/2009 - 13:17

Faltou dizer sobre Brasil 4 x 3 Egito: resultado injusto

Apesar da torcida e do patriotismo de sempre, Galvão Bueno conseguiu se dar conta, aos 35 minutos do segundo tempo, que o resultado (3 a 3) se explicava não apenas por conta da atuação do Brasil: “Joga melhor o Egito”, admitiu.

Tudo mudou aos 45 minutos do segundo tempo. Num lance em que a bola pareceu ter saído (e a tevê não exibiu replay), Daniel Alves partiu para a área e foi derrubado. Na sequência, o pênalti, que o juiz não viu, mas foi levado a assinalar – sabe-se lá por quem. 4 a 3.

Como de hábito, quando o Brasil tem dificuldades em campo, a “culpa” é sempre de alguém. Galvão criticou Alexandre Pato e Gilberto Silva. E a falta de “atitude” da seleção. Arnaldo Cesar Coelho achou de bom tom acrescentar: “Não podemos justificar o resultado pela arbitragem”.

Falcão, é bom que se diga, em mais de um momento deixou de lado o seu jeito “chuchu” de comentar futebol, e observou: o Egito jogava bem, entrou com “outra postura” no segundo tempo, passou a atuar com três atacantes e mudou a formar de marcar a seleção brasileira.

Uma análise séria deveria incluir as palavras de Milton Leite, no SporTV: “uma atuação horrorosa do Brasil”, ou de Paulo Cesar Vasconcelos, na mesma emissora: “a pior atuação do Brasil no ano”.

Uma análise isenta deveria concluir com as seguintes palavras: “resultado injusto”.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Esporte, televisão Tags: , , , , , , , ,
30/04/2009 - 12:15

Jogo do Palmeiras sai do ar antes do final

A noite da torcida palmeirense em São Paulo foi de angústia e desespero. Não apenas com o time, que só conseguiu fazer o gol salvador aos 42 minutos do segundo tempo, mas também com a SportTV (via NET), única emissora a transmitir a partida, que cortou o sinal do jogo um ou dois minutos depois do gol, ainda faltando uns cinco minutos para o apito final (foi até os 48 do segundo tempo).

Ocorreu algum problema técnico, ainda não explicado (aguardo notícias da Globosat, a quem pedi esclarecimentos), que levou a emissora a começar a transmitir um campeonato de motociclismo, se não me engano, enquanto o Palmeiras suava para garantir o 1 a 0.

O consolo, para quem se deu conta, é que no momento da pane no SporTV havia terminado a partida entre Corinthians e Atlético (PR), e a Globo passou a exibir o jogo do Palmeiras

Aliás, tente deixar a paixão esportiva de lado por um minuto e responda rápido: o que é mais importante, uma partida que decide vaga nas oitavas de final da Libertadores ou um jogo de ida nas oitavas de final da Copa do Brasil? Dando nome aos bois: o que é mais importante, Colo Colo x Palmeiras ou Atlético (PR) x Corinthians?

Para a Rede Globo, que optou por transmitir (do estúdio, em São Paulo) o jogo na Arena da Baixada, a resposta parece óbvia. O que atrai mais audiência? Ronaldo ou Keirrison? Corinthians ou Palmeiras?

Pensando assim, eu não também não teria dúvidas. O Corinthians tem muito mais torcedores que o Palmeiras, o que significa dizer, dá mais Ibope. Mas audiência deve ser o único critério a orientar decisões deste tipo?

Atualizado às 14hs: A assessoria de imprensa da Globosat, em resposta à minha indagação, informa: “O problema foi com o sinal da operadora (no meu caso, a NET São Paulo). Não foi um problema do SporTV”. Argumentei, porém, que no momento em que o jogo saiu do ar, entraram comerciais e, em seguida, teve início a transmissão de um outro evento esportivo. Ou seja, não fiquei sem o sinal do SporTV.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Esporte, televisão Tags: , , ,
23/04/2009 - 14:17

Troféu Sinceridade – V

“Se não fez esse, desiste.”

Exclamação do ótimo narrador do SporTV (não registrei o nome; se alguém souber, me avise, por favor) ao ver Kleber Pereira perder a enésima chance na derrota do Santos para o CSA, pela Copa do Brasil.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Esporte Tags: , ,
16/10/2008 - 00:44

A importância de chamar as coisas pelo nome

Outro dia comentei aqui sobre a dificuldade em que Cleber Machado se meteu ao ter que narrar um jogo do Corinthians ao mesmo tempo em que três dos quatros principais times da Série A disputavam partidas do campeonato. Na noite desta quarta-feira, dia de Brasil e Colômbia no Maracanã, Cleber deu um banho na transmissão da Globo. Sóbrio, logo aos 20 minutos do primeiro tempo, teve a coragem de dizer: “A Colômbia está mandando no jogo. Parece até que a partida é em Bogotá, não no Rio de Janeiro”.

No SporTV, a diversão coube a Muller. O ex-atacante estava inspirado. Aos 9 minutos do segundo tempo, depois de Elano errar uma jogada pela enésima vez, ele se soltou: “Será que eu vou ter que ir lá bater a falta? Eu e o Júnior?” No final do jogo, sobrou para Gilberto Silva: “ Esperava o que do Gilberto Silva? É um jogador limitado”.

Já Cleber, na Globo, ousou criticar até Robinho – uma espécie de Pelé para certa crônica esportiva. “(Se) está num dia em que o drible não está saindo, deveria mudar o repertório”.

Irritado, Junior, no SporTV, fez coro: “A seleção brasileira jogou assim: chutão para cima”.

Até Falcão, o mais vaselina de todos os comentaristas, foi sincero esta noite: “O grande Kaká está fazendo falta, porque hoje não está tão grande assim”. No fim do jogo, também disse: “O Brasil não teve competência para ganhar”.

Seria bom se fosse sempre assim, não apenas quando a seleção joga como o Olaria.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): televisão Tags: , , , , , , ,
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