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	<title>Mauricio Stycer &#187; seleção brasileira</title>
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		<title>Um elogio ao mau humor do técnico Dunga</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 14:24:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como muita gente, também não tenho a menor simpatia por Dunga, mas reconheço que ele está fazendo um bom trabalho, até o momento, à frente da seleção brasileira. E um dos seus mais notórios defeitos, o mau humor crônico, tem se revelado uma ferramenta interessante no esclarecimento de alguns problemas crônicos do ambiente que cerca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/09/capa-brasil-x-argentina.jpg"></a><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/09/dunga.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4618" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/09/dunga-300x238.jpg" alt="" width="300" height="238" /></a>Como muita gente, também não tenho a menor simpatia por Dunga, mas reconheço que ele está fazendo um bom trabalho, até o momento, à frente da seleção brasileira. E um dos seus mais notórios defeitos, o mau humor crônico, tem se revelado uma ferramenta interessante no esclarecimento de alguns problemas crônicos do ambiente que cerca a CBF e a seleção.</p>
<p>Dunga talvez seja o técnico da seleção com pior relacionamento com a mídia que já houve. Nos seus confrontos com jornalistas, acabou explicitando uma queixa que sempre foi notória, mas ninguém ousava fazer em público, sobre privilégios concedidos à Rede Globo.</p>
<p>Esta semana, o alvo do mau humor do técnico foi o seu próprio empregador, a CBF. Como se sabe, a entidade concedeu a empresas patrocinadoras da seleção o direito de montar dois camarotes no campo de treinamento da seleção, em Teresópolis. A iniciativa, inédita, resultou num estranho clima de festa, bem às vésperas de um jogo contra a Argentina.</p>
<p>Nesta quarta-feira, Dunga manifestou-se de forma dura contra a CBF, ainda que não tenha citado o nome da entidade. “Todo mundo cria um circo e nós vamos para dentro do picadeiro. E aí a gente tem de dar a resposta pelo circo que os outros criaram”.</p>
<p>Como bem observou Silvio Barsetti, no “Estadão” desta quinta-feira, o clima de festa em Teresópolis lembrou a preparação do Brasil pouco antes do início da Copa de 2006, em Weggis, na Suíça. A bagunça que ocorreu na ocasião costuma ser apontada como uma das causas do fracasso da seleção na Alemanha.</p>
<p>Com seu mau humor, Dunga colocou o dedo na ferida, mais uma vez.</p>
<p><strong>                                                +</strong>        <strong>+</strong>        <strong>+</strong></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/09/capa-brasil-x-argentina.jpg"></a>Mudando de assunto, mas ainda falando de seleção brasileira. Em meados de julho, foi lançado o livro “Brasil x Argentina – Histórias do maior clássico do futebol mundial (1908-2008)”. Trabalho exaustivo do jornalista Newton Cesar de Oliveira Santos, como escrevi no iG Esporte, o estudo mostra que <a href="http://esporte.ig.com.br/futebol/2009/07/23/em+50+dos+jogos+entre+brasil+e+argentina+houve+brigas+mostra+estudo+7458960.html" target="_blank">em 50% dos jogos entre os dois países houve brigas</a>. Também fiz uma entrevista com Santos, na qual ele defende que o jeito argentino de ofender os brasileiros, chamando-os de “macaquitos”, é <a href="http://esporte.ig.com.br/futebol/2009/07/23/macaquitos+e+mais+chacota+do+que+racismo+defende+o+autor+de+brasil+x+argentina+7458961.html" target="_blank">mais chacota do que racismo</a>. Recomendo a leitura.</p>
<p><strong>Crédito da foto</strong>: Divulgação/Vipcomm</p>
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		<title>Fervor religioso nos gramados causa constrangimento</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 13:39:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/07/atletas-cristo.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4498" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/07/atletas-cristo-300x133.jpg" alt="" width="300" height="133" /></a>As cenas de fervor religioso exibidas pela seleção brasileira depois da conquista da Copa das Confederações ainda repercutem no mundo. Ao ver os jogadores brasileiros ajoelhados rezando no meio do gramado, comandados pelo zagueiro Lucio, um narrador da rede britânica BBC observou que o capitão da seleção “parecia um pregador evangélico pela emoção com que proferia cada palavra”. Em <a href="http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/2009/06/religiao.shtml" target="_blank">texto</a> publicado em seu blog, no site da BBC, o jornalista Ricardo Acampora escreveu:</p>
<p><em>“Num lugar como a Grã-Bretanha, onde o povo está acostumado a conviver respeitosamente com diferentes religiões, surpreende o fato de atletas usarem a combinação entre um veículo de grande penetração como a televisão e a enorme capacidade de marketing da seleção brasileira, para divulgar mensagens ligadas a crenças, seitas ou religiões.”</em></p>
<p>E disse ainda:</p>
<p><em>“Se arriscam a serem confundidos com emissários de pregadores dispostos a aumentar o número de ovelhas de seus rebanhos às custas do escrete canarinho, como emissários evangélicos em missão. Para os críticos deste tipo de atitude, isso soa oportunismo inadequado e surpreende ver que a Fifa não se opõe a que jogadores se descubram do &#8220;manto sagrado&#8221; que os consagrou para exibir suas preferências religiosas.”</em></p>
<p>A repercussão negativa não se restringiu à Inglaterra. O jornal “O Estado de S.Paulo” <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090702/not_imp396540,0.php" target="_blank">informa</a> nesta quinta-feira que a Fifa “mandou um alerta à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos”.  Escreve o jornalista Jamil Chade:</p>
<p><em>&#8220;Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes europeus hoje. Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir a seleção brasileira.&#8221;</em></p>
<p>Ouvido pelo jornal, Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa, confirmou que pediu à Fifa que tome providências no sentido de reprimir manifestações como as realizadas pela seleção brasileira na África do Sul.</p>
<p>Como no domingo, depois de Brasil e Estados Unidos, nesta quarta-feira, ao final de Corinthians e Internacional, alguns jogadores da equipe paulista vestiram sobre o uniforme uma camiseta com as palavras “I Love Jesus”. Mas, diferentemente do que ocorreu na Copa das Confederações, foram manifestações isoladas, e não houve em campo nenhum ato religioso promovido pelo grupo corintiano.</p>
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		<title>Uma campanha para ajudar Marinho Chagas</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 16:31:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A empresa que fornece material esportivo ao ABC, de Natal, começa a vender neste sábado, 13, uma camisa especial, destinada a arrecadar fundos para auxiliar o ex-jogador Marinho Chagas, de 57 anos.
Um dos maiores jogadores da história do Rio Grande do Norte, Marinho iniciou a sua carreira no pequeno Riachuelo, depois atuou pelo ABC – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/06/marinho-botafogo.gif"><img class="alignleft size-medium wp-image-4454" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/06/marinho-botafogo.gif" alt="" width="116" height="229" /></a>A empresa que fornece material esportivo ao ABC, de Natal, começa a vender neste sábado, 13, uma camisa especial, destinada a arrecadar fundos para auxiliar o ex-jogador Marinho Chagas, de 57 anos.</p>
<p>Um dos maiores jogadores da história do Rio Grande do Norte, Marinho iniciou a sua carreira no pequeno Riachuelo, depois atuou pelo ABC – hoje na Série B do Brasileiro –, transferiu-se em 1970 para o Náutico (PE) e, dois anos depois, chegou ao Botafogo, onde se consagrou. Lateral esquerdo arrojado, dono de um chute muito forte, foi titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1974, disputada Alemanha. Também atuou no Fluminense, no Cosmos (EUA) e no São Paulo.</p>
<p>Uma reportagem muito triste, exibida no programa “<a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1186020-15852,00.html" target="_blank">Esporte Espetacular</a>”, no domingo (7), mostrou Marinho no hospital, de avental verde, falando de alcoolismo. Internado já há três semanas com problemas respiratórios e complicações relacionadas à hepatite C, ele agora é alvo desta campanha beneficente, promovida pela ERK.</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/06/marinho-chagas-1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4455" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/06/marinho-chagas-1-161x300.jpg" alt="" width="161" height="300" /></a>A camisa custa R$ 20 e a arrecadação destina-se a ajudar nos custos do tratamento de saúde a que o ex-jogador está se submetendo. A camisa mostra na frente uma imagem de Marinho com a camisa da seleção brasileira e o seguinte texto: “O verdadeiro craque não desiste nunca. Luta sempre. Um gol pela vida”. Atrás, o número 6, usado por ele nos times que passou, e a mensagem: “Eu torço por você!”.</p>
<p>Marinho ficou muito marcado, sobretudo em São Paulo, pela briga que teve com o goleiro Leão, nos vestiários, após a derrota do Brasil para a Polônia, no jogo que decidiu o terceiro lugar na Copa de 74. O goleiro responsabilizou um dos avanços do lateral na partida pelo gol sofrido pela seleção.</p>
<p>Lembrar de Marinho por causa deste episódio diminui muito o seu tamanho real. Foi um jogador tão importante que, com frequência, ao montar listas com o melhor time da história do Botafogo, muita gente opta por colocar Nilton Santos como zagueiro (onde atuou no final da carreira) para acomodar também Marinho.</p>
<p><strong>Em tempo</strong>: A camisa será vendida, em Natal, na loja do ABC. Interessados de outros lugares devem enviar um e-mail para <a href="mailto:eurekanatal@yahoo.com.br">eurekanatal@yahoo.com.br</a>, informando o endereço completo, para que a ERK possa calcular o valor do frete, via Sedex, e passar os dados bancários para depósito.</p>
<p><strong>Em tempo 2</strong>: Endosso aqui a sugestão do jornalista <a href="http://twitter.com/zobaran" target="_blank">Eduardo Zobaran</a>, enviada para o meu <a href="http://twitter.com/mauriciostycer" target="_blank">Twitter</a>: por que o Botafogo não lança uma camisa especial em homenagem a Marinho?</p>
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		<title>O &#8220;grupo&#8221; aceitaria um argentino na seleção brasileira?</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 17:05:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em abril de 2008, estive em Lisboa. Era dia de Sporting x Rangers, pela Copa da Uefa. A cidade estava em festa, repleta de escoceses bebendo desde o início da manhã e de lisboetas então entusiasmados com a chance de se classificar para as semifinais do torneio. Felipão ainda era o técnico da seleção de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em abril de 2008, estive em Lisboa. Era dia de Sporting x Rangers, pela Copa da Uefa. A cidade estava em festa, repleta de escoceses bebendo desde o início da manhã e de lisboetas então entusiasmados com a chance de se classificar para as semifinais do torneio. Felipão ainda era o técnico da seleção de Portugal, cargo que iria trocar dois meses depois pelo comando do Chelsea.</p>
<p>Naquela manhã, peguei um táxi no centro de Lisboa para ir ao Mosteiro dos Jerónimos. O velho taxista estava animadíssimo. Falava com admiração dos jogadores brasileiros que atuam em Portugal, especialmente do atacante Liedson, o craque do Sporting. Era Liedson pra cá, Liedson pra lá, até que a conversa caiu em Felipão. “Ele mudou a seleção. É um grande técnico”, começou o taxista, emendando vários elogios ao técnico. De repente, porém, ele vira levemente a cabeça e me diz: “Mas não acho correto uma seleção nacional ser dirigida por um estrangeiro”.</p>
<p><em>(Em tempo: o jogo de ida, em Glasgow, foi 0 a 0 e o de volta, naquele 10 de abril, acabou com a vitória dos visitantes por 2 a 0 e a eliminação do Sporting.)</em></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/03/amauri.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4199" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/03/amauri-234x300.jpg" alt="" width="234" height="300" /></a>Lembro desta história ao ler no iG Esporte <a href="http://esporte.ig.com.br/futebol/2009/03/06/jornal+revela+complo+para+amauri+nao+defender+a+azzurra+4557949.html" target="_blank">reportagem sobre a resistência à idéia de convocar o atacante Amauri</a> para a seleção italiana. Além de Gattuso, que já havia se manifestado (“Ele esperava ser chamado pelo Brasil, é justo que jogue na seleção brasileira”), a rejeição a Amauri quase já configura um complô, mostra a “Gazzetta dello Sport” nesta sexta-feira.</p>
<p>Outros atacantes cotados para jogar na seleção, naturalmente, não vêem com bons olhos a possibilidade de o brasileiro vestir a Azzurra. São citados Iaquinta, Di Natale e Del Piero. O goleiro Buffon, diz o jornal, apoia Amauri, “mas ele é juventino”, lembra a “Gazzetta”. Além disso, segundo o jornal, o técnico Marcelo Lippi é muito sensível ao que pensam os jogadores – e Gattuso é um dos líderes da seleção.</p>
<p>É verdade que jogadores brasileiros já atuaram por seleções de outros países – mas a coisa pesa em lugares com tradição e história. Sei que estou pisando em terreno espinhoso aqui. Confesso que me causaria espanto, num primeiro momento, ver um argentino jogar na seleção brasileira. Tenho certeza que me acostumaria com a idéia – especialmente se fosse um craque. Mas, me pergunto: e o &#8220;grupo&#8221; comandado por Dunga, o que diria? Gostaria de saber a opinião de Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Lucio etc: o que você acha de um argentino na seleção brasileira?</p>
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