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	<title>Mauricio Stycer &#187; Quem Quer Ser um Milionário?</title>
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	<description>iG, o mundo é de quem faz</description>
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		<title>A leitora desconstrói &#8220;Quem Quer Ser um Milionário?&#8221; e relata sua viagem pela Índia em meio a bombas</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 11:41:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[Paquistão]]></category>
		<category><![CDATA[Quem Quer Ser um Milionário?]]></category>

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		<description><![CDATA[Em busca de um olhar mais crítico sobre “Quem Quer Ser um Milionário?”, a geógrafa Renata Neder acabou parando aqui no blog – imagino que graças a um texto que escrevi recentemente, falando mal do filme, o grande vencedor do Oscar 2009. O comentário de Renata é bem mais profundo e bem escrito que o meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/slumdog3.jpg"></a>Em busca de um olhar mais crítico sobre “Quem Quer Ser um Milionário?”, a geógrafa Renata Neder acabou parando aqui no blog – imagino que graças a um texto que escrevi recentemente, <a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/2009/02/22/%e2%80%9cquem-quer-ser-um-milionario%e2%80%9d-miseria-com-mao-pesada/" target="_blank">falando mal</a> do filme, o grande vencedor do Oscar 2009. O comentário de Renata é bem mais profundo e bem escrito que o meu breve texto, motivo pelo qual resolvi reproduzi-lo abaixo. Eis o que ela escreveu:<br />
 <br />
<em><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/slumdog4.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4171" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/slumdog4-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a>Fui assistir “Quem Quer Ser um Milionário?” ontem e saí do cinema pasma&#8230; O filme é sofrível. Um duplo desrespeito: à Índia e ao espectador, que ele visivelmente subestima.  Não ligo nem um pouco para as premiações do Oscar e nem acho que isso é parâmetro para a qualidade de um filme, mas ver um filme desses ser premiado e aclamado pelo público é mesmo lamentável.<br />
 <br />
O filme consegue tocar as grandes questões problemáticas da tão complexa sociedade indiana de maneira caricata e estereotipada. O filme é simplista ao extremo. O filme retrata a pobreza, exploração infantil, violência contra a mulher, conflitos entre hindus e muçulmanos, dentre outras coisas, de maneira tão rasteira que chega a ser uma ofensa. </em></p>
<p><em>Uma das pérolas é a frase de Jamal sobre a morte da mãe em um conflito de cunho religioso (aliás também retratado de maneira inacreditavelmente estúpida&#8230;): “Se não existisse Rama e nem Alá, a minha mãe ainda estaria aqui”. Não sou uma grande conhecedora da história indiana, mas estava trabalhando com um grupo muçulmano paquistanês na Índia quando ocorreram os atentados em Mumbai (em novembro de 2008) e tive a oportunidade de ver de perto o quão mais complexa é essa questão do que nossos olhos ocidentais podem supor&#8230;<br />
 <br />
O pior de tudo é que o filme pretende ser um filme sério, sensível. Quer emocionar a platéia. E a platéia se deixa envolver por um filme tecnicamente muito bom, fotografia linda, trilha sonora perfeita e, acima de tudo, pelo suposto retrato da realidade de um lugar exótico para eles, e se emociona. Além da superficialidade, do maniqueísmo, das simplificações e das estereotipias, o que sobra ali? Nada&#8230; </em></p>
<p><em>Parte da platéia chegou a aplaudir na sessão de cinema&#8230; Chego a me perguntar o que está havendo com as pessoas. Que platéia é essa que aplaude um filme desses? Eu disse antes que o filme subestimava os espectadores, mas o pior é pensar que eu ingenuamente superestimei os espectadores de hoje em dia.<br />
 <br />
<a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/caminho-das-indias-3.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4172" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/caminho-das-indias-3-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>E já que estamos falando em Índia, por que não falar do show de absurdos em doses diárias que é “Caminho das Índias”?<br />
 <br />
Sabe o que me lembrei agora? Do grande alvoroço que um episódio dos <a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/simpsons-brasil-2.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-4173" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/simpsons-brasil-2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>“Simpsons” provocou pelo Brasil que retratou. E olha que era apenas um episódio dos “Simpsons”  &#8211; que, vale dizer,  tem uma proposta bem diferente tanto do filme quanto da novela. Aposto que as mesmas pessoas que criticaram o Brasil dos “Simpsons” são as que hoje aplaudem “Slumdog Millionaire”.<br />
 <br />
Os bons jornalistas e formadores de opinião devem ser os primeiros a ficar em alerta com essa falta de massa crítica e estupidificação dos espectadores. É claro que, nesse quesito, haveria muitos outros grandes exemplos para dar (inclusive o programa que você hoje assiste diariamente para fazer a crônica no site), mas esse filme não dá pra deixar passar em branco. E a novela também não.<br />
 <br />
</em>Enviei um e-mail a Renata pedindo autorização para publicar o texto acima e solicitando que ela explicasse melhor o que foi fazer na Índia. Fiquei curioso e imaginei que os leitores do blog poderiam também se interessar. O que começou como uma discussão sobre cinema acabou se transformando numa aula sobre Índia, Paquistão e a relação entre habitantes destes dois países rivais. Compartilho com os leitores o segundo texto enviado por Renata:</p>
<p><em>Trabalho em uma ONG internacional da área de direitos humanos na equipe de Direito à Alimentação. Trabalhamos com alguns projetos de desenvolvimento rural, um deles é um projeto de troca de experiências entre agricultores. O objetivo desse projeto é disseminar tecnologias sociais (práticas e técnicas agrícolas desenvolvidas pelos próprios agricultores) de baixo custo. </em></p>
<p><em>Fazemos um diagnóstico dos problemas enfrentados por agricultores em uma determinada área e levamos agricultores de outra área, ou país, que tenham desenvolvido práticas que ajudem a enfrentar problemas semelhantes. Por exemplo, levamos agricultores do semi árido brasileiro que desenvolveram excelentes técnicas de captação de água e manejo para uma região de seca em Moçambique. O processo em si é muito interessante, chamamos de aprendizagem horizontal: ao invés de você levar um agrônomo, você leva agricultores para trocarem experiências com agricultores.<br />
 <br />
Desculpa a looonga explicação, mas isso era para explicar o que eu fazia na Índia&#8230; Estávamos levando agricultores paquistaneses para o campo em Vidharva (perto de Nagpur, a maior cidade do estado de Maharashtra depois de Mumbai). Vidharva é uma região de alto índice de suicídio de agricultores que se endividaram ao plantar algodão transgênico. Os agricultores no Paquistão usam algodão não-transgênico e por isso fizemos essa troca de experiências.<br />
 <br />
<a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/mumbai-atentados-2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4174" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/mumbai-atentados-2-300x165.jpg" alt="" width="300" height="165" /></a>Infelizmente, estávamos saindo de Delhi para Nagpur quando os atentados aconteceram e não fomos autorizados pela polícia em Nagpur sequer a deixar o hotel, muito menos fazer o trabalho de campo. Você certamente está familiarizado com a delicadeza da questão entre Paquistão e Índia, e pode imaginar a situação complicada que é estar com sete paquistaneses muçulmanos na Índia quando um atentado daqueles ocorreu. O Estado de Maharashtra estava em alerta vermelho máximo e diante disso tudo ficou muito complicado.</em></p>
<p><em>Fomos todos interrogados pela polícia e infelizmente não fomos autorizados a fazer o trabalho de campo como planejado. Isso é uma longa história, mas é interessante dizer uma coisa. A primeira vista pode parecer loucura uma troca de experiências entre paquistaneses e indianos, certo? A primeira vez que me propuseram isso no trabalho, com minha ainda limitada visão, apesar de minhas andanças pelo mundo, eu pensei: “O que haveria para trocar? Afinal, eles não se odeiam?”</em></p>
<p><em>E foi incrível ter a experiência de estar durante todo aquele tempo com os paquistaneses por Delhi e Nagpur. Porque existe uma identidade muito maior, ou, se não maior, pelo menos diferente, dessa dada pelo estado nacional. Um agricultor da região de Punjab no Paquistão se identifica diretamente com um punjabi indiano: falam o mesmo dialeto, conhecem a mesma territorialidade, cantam as mesmas músicas.<br />
 <br />
Quando vi os agricultores indianos e paquistaneses sentados juntos conversando sobre plantio de algodão, acesso a mercado, rentabilidade, adubo&#8230; percebi que apesar dos maniqueísmos hindu x muçulmano, indiano x paquistanês, várias trocas são possíveis porque afinal o ser humano é muito mais do que qualquer dessas dicotomias. Percebi mesmo que a gente de longe olha para aquele mundo aparentemente exótico (no sentido de que nos é desconhecido) e simplifica questões muito mais complexas para que elas se encaixem no que conseguimos compreender.<br />
 <br />
Bom, Maurício, acho que já te aluguei demais né? Só queria contextualizar um pouco a ida à India e o meu trabalho.<br />
</em> <br />
Obrigado, Renata, pelas informações e pela oportunidade de dividir essa sua “lição”  humanista com outros leitores – algo que a internet, de fato, facilita muito. </p>
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		<title>Oscar 2009: Errei todas as previsões, com muito orgulho</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 15:16:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Oscar 2009]]></category>
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		<description><![CDATA[Dei poucos palpites antes do Oscar, mas posso dizer, com orgulho, que errei todos. Não gostei nem um pouco de “Quem Quer Seu um Milionário?”, o grande vencedor da noite, com oito prêmios, incluindo melhor filme e melhor diretor. Preferia que a estatueta de melhor ator ficasse com Mickey Rourke, mas quem ganhou o prêmio foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/penn-3.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4158" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/penn-3-206x300.jpg" alt="" width="206" height="300" /></a>Dei poucos palpites antes do Oscar, mas posso dizer, com orgulho, que errei todos. <a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/2009/02/22/%e2%80%9cquem-quer-ser-um-milionario%e2%80%9d-miseria-com-mao-pesada/" target="_blank">Não gostei nem um pouco</a> de “Quem Quer Seu um Milionário?”, o grande vencedor da noite, com oito prêmios, incluindo melhor filme e melhor diretor. <a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/2009/02/21/senn-penn-ou-mickey-rourke-quem-leva-o-oscar/" target="_blank">Preferia que a estatueta de melhor ator ficasse com Mickey Rourke</a>, mas quem ganhou o prêmio foi Sean Penn. Cheguei a defender que <a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/2009/01/22/faltou-coragem-para-indicar-%e2%80%9cwall-e%e2%80%9d-como-melhor-filme/" target="_blank">“Wall-E” deveria disputar a categoria de melhor filme</a>, o que não ocorreu, e a produção da Pixar também não se deu muito bem, vencendo apenas em uma (melhor animação) das seis categorias que disputou.</p>
<p>Não cheguei a escrever, mas achava que o Oscar de atriz coadjuvante deveria ir para Viola Davis (“Dúvida”) ou Taraji P. Henson (“Benjamin Button”) – ganhou Penélope Cruz (“Vicky Cristina Barcelona”). E não achava óbvio, como quase todo mundo, que Heath Ledger (“O Cavaleiro das Trevas”) deveria levar o prêmio. Gostei muito de Josh Brolin (“Milk”), de Philip Seymour Hoffman (“Dúvida”) e até de Robert Downey Junior (na comédia maluca “Trovão Tropical”).</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/kate1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4157" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/kate1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Numa única categoria, caso eu votasse no Oscar, minha indicação coincidiria com a vontade dos eleitores da Academia: Kate Winslet como melhor atriz, por sua atuação em “O Leitor”. Enfim, para sorte de todo mundo, eu não voto no Oscar – no máximo, dou alguns palpites, como fiz na noite de domingo e madrugada desta segunda-feira, na <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/tempo_real4/" target="_blank">transmissão em tempo real</a> da festa pelo iG.</p>
<p>Ao lado do editor Carlos Augusto Gomes, dei pitacos e comentei alguns prêmios. Nunca tinha participado de uma cobertura em tempo real antes. Coisas da Internet – adorei. Um resumo dos meus comentários na noite pode ser lido no texto <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mauricio_stycer/2009/02/23/notas+soltas+sobre+o+oscar+2009+4263999.html" target="_blank">Notas soltas sobre o Oscar 2009</a>, publicado às 3 da manhã desta segunda-feira.</p>
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		<title>“Quem Quer Ser um Milionário?”: miséria com mão pesada</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Feb 2009 16:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Danny Boyle]]></category>
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		<category><![CDATA[Quem Quer Ser um Milionário?]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma advertência inicial: Se você ainda não assistiu o filme, talvez seja melhor não ler este comentário. Não que eu conte o final do filme, mas posso estragar o prazer da descoberta.
Leio nos jornais que “Quem Quer Ser um Milionário?” superou “O Curioso Caso de Benjamin Button” nas bolsas de apostas para o Oscar de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Uma advertência inicial</strong>: <em>Se você ainda não assistiu o filme, talvez seja melhor não ler este comentário. Não que eu conte o final do filme, mas posso estragar o prazer da descoberta</em>.</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/slumdog-3.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4152" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/slumdog-3-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Leio nos jornais que “Quem Quer Ser um Milionário?” superou “O Curioso Caso de Benjamin Button” nas bolsas de apostas para o Oscar de melhor filme. Imagino as razões. Não gosto de nenhum dos dois, mas a “mensagem” embutida no filme de Danny Boyle me desagrada muito, ao passo que a fábula de David Fincher não me afeta em nada, é apenas melosa.</p>
<p>“Quem Quer Ser um Milionário?” acompanha a vida de três crianças nascidas numa favela de Mumbai. A capital financeira da Índia é, também, mostra o filme, habitat de uma população miserável, submetida às mais degradantes condições de vida e de todo um universo de exploradores, em torno.</p>
<p>Para sublinhar a miséria e as duras condições de vida dessa população favelada, o filme vai, literalmente, <a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/slumdog.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-4153" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/slumdog-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>jogar o protagonista numa fossa, entre outras cenas lamentáveis (vou poupar o leitor da descrição delas) em que Boyle, com a mão pesando uma tonelada, tenta nos convencer a ter piedade de seus protagonistas.    </p>
<p>Narrada de forma engenhosa, a fábula mostra, desde o início, o esforço de um dos meninos no sentido de explicar como acertou as difíceis perguntas formuladas no concurso de televisão que ele participa. A questão central é: como um garoto miserável, capaz apenas de servir chá num call-center, pode acertar perguntas tão difíceis?</p>
<p>A resposta a cada pergunta foi aprendida da pior forma possível, na luta pela sobrevivência. O menino que passou pelas piores coisas da vida aprendeu alguma coisa em cada uma dessas suas “tarefas de Hércules” e, como se manteve íntegro e honesto, finalmente, vai encontrar a redenção num programa de perguntas na televisão. Não bastasse, a sua trajetória alimenta a esperança de milhões de outros miseráveis que se reúnem em frente à televisão para assistir o programa. Triste.</p>
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