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	<title>Mauricio Stycer &#187; O Globo</title>
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		<title>Quando o Itamaraty perseguia alcoólatras e homossexuais</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 14:47:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Bernardo Mello Franco]]></category>
		<category><![CDATA[homossexuais]]></category>
		<category><![CDATA[Itamaraty]]></category>
		<category><![CDATA[O Globo]]></category>
		<category><![CDATA[Vinicius de Moraes]]></category>

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		<description><![CDATA[Além das restrições à liberdade e da perseguição feroz a opositores políticos, a ditadura brasileira mais recente (1964-1985) serviu para diferentes acertos de contas e caças às bruxas. Um dos episódios mais chocantes, muito conhecido, mas pouco documentado, ganhou luz extraordinária neste domingo, graças a uma reportagem de Bernardo Mello Franco, publicada no jornal “O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Além das restrições à liberdade e da perseguição feroz a opositores políticos, a ditadura brasileira mais recente (1964-1985) serviu para diferentes acertos de contas e caças às bruxas. Um dos episódios mais chocantes, muito conhecido, mas pouco documentado, ganhou luz extraordinária neste domingo, graças a uma reportagem de Bernardo Mello Franco, publicada no jornal “O Globo” (infelizmente, não disponível para leitura na Internet).</p>
<p>Com base em documentos do Arquivo Nacional, o repórter descreve as atividades de uma Comissão de Investigação Sumária, instalada dentro do Ministério das Relações Exteriores, que deu origem a 44 cassações em abril de 1969, no maior expurgo da história da diplomacia brasileira. Perderam o cargo 13 diplomatas, oito oficiais de chancelaria e 23 servidores administrativos.</p>
<p>Em vez de perseguir comunistas ou simpatizantes da esquerda, como fizeram diferentes órgãos públicos na época, incluindo várias universidades, o Itamaraty foi atrás de funcionários por conta de seus comportamentos na vida privada.</p>
<p>As principais vítimas da comissão foram os homossexuais. Também foram perseguidos diplomatas com vida “desregrada” ou pouco convencional – caso de Vinicius de Moraes, cassado por ser boêmio.</p>
<p>Criada pelo então ministro José de Magalhães Pinto (1909-1996) e chefiada por Antonio Cândido da Câmara Canto, a comissão manifestou publicamente sua homofobia na justificativa da demissão de 7 dos 15 pedidos de demissão de diplomatas: “Pela prática de homossexualismo, incontinência pública escandalosa”. Em três casos, relata Mello Franco, a justificativa da demissão foi “incontinência pública escandalosa, decorrente do vício de embriaguez”.</p>
<p>Outros dez diplomatas, “suspeitos de homossexualismo”, deveriam ser submetidos a “cuidadoso exame médico e psiquiátrico” – sugestão acatada também por Magalhães Pinto.</p>
<p>A reportagem descreve com mais detalhes o caso de Vinicius de Moraes – o mais famoso personagem da degola. O poeta conseguiu manter o bom humor mesmo neste momento negro. Ao saber que as demissões atingiram homossexuais e boêmios, apressou-se em dizer: “Eu sou alcoólatra!” </p>
<p>Por coincidência, a mesma edição de “O Globo” que traz esta importante reportagem publica, oito páginas adiante, um anúncio da família Magalhães Pinto, convidando para missa pelo centenário do nascimento do político mineiro, a ser realizada nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro.</p>
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		<title>Botafoguense se desespera sempre, mas não desiste nunca</title>
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		<pubDate>Tue, 05 May 2009 23:07:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Botafogo]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Folha de S.Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Gente Boa]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Ferreira dos Santos]]></category>
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		<category><![CDATA[Painel do Leitor]]></category>
		<category><![CDATA[vice-campeão]]></category>

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		<description><![CDATA[Não pretendia escrever sobre o desempenho do Botafogo nas finais do Carioca, mas duas manifestações de botafoguenses, que só tive a oportunidade de ler na noite desta terça-feira, me obrigam a ocupar o espaço deste blog para tratar do meu time.
Na coluna “Gente Boa”, assinada por Joaquim Ferreira dos Santos, em “O Globo”, leio que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não pretendia escrever sobre o desempenho do Botafogo nas finais do Carioca, mas duas manifestações de botafoguenses, que só tive a oportunidade de ler na noite desta terça-feira, me obrigam a ocupar o espaço deste blog para tratar do meu time.</p>
<p>Na coluna “Gente Boa”, assinada por Joaquim Ferreira dos Santos, em “O Globo”, leio que Carlos Leal, dono da editora Francisco Alves, desistiu de editar um livro de arte sobre o Botafogo. Ele ia fazer 27 livros – agora só vai fazer 26. Fala Leal: “Dizem que tem coisas que só acontecem ao Botafogo. A covardia e a incompetência nunca estiveram entre essas coisas. Esse time e essas diretorias não merecem um livro de arte. Como falar do passado sem falar do presente? Ser tri-vice é demais.”</p>
<p>Na coluna “Painel do Leitor”, na “Folha de S.Paulo”, leio a carta de Fernando Cezar: “Joguei a toalha. Chutei o balde. Peguei o meu boné e fui embora. Chega de ir aos jogos do Botafogo. Agora faço parte da maior torcida do Brasil, a Sofá-fogo. Só vou assistir às partidas do alvinegro com amigos botafoguenses, também desiludidos, todos sentadinhos em um confortável sofá. Perder uma classificação nos pênaltis na Copa do Brasil, em pleno Engenhão, para o Americano, não foi o suficiente para que o nosso Botafogo aprendesse. Logo em seguida deixa de conquistar um título estadual, também nas penalidades máximas (&#8230;). Assim não dá! Para mim chega. Só volto a frequentar estádios depois que o Botafogo for campeão.”</p>
<p>Sou obrigado a confessar a minha perplexidade com os dois desabafos. Minha língua coça de vontade de dizer: não são botafoguenses de verdade.</p>
<p>O botafoguense se desespera, sim, com o time, mas a história o ensinou a ser um cético, não se iludir. O botafoguense sabe, sempre, que as chances de ganhar são infinitamente menores que as de perder.</p>
<p>O botafoguense sonhava com uma goleada sobre o Americano no Engenhão, mas tinha certeza, no íntimo, que aquela era mais uma das tragédias anunciadas na história do time.</p>
<p>O botafoguense tinha esperanças, em sua relação de amor e ódio com Cuca, que o pé frio na história fosse o técnico. Mas, a maior concentração de torcedores supersticiosos do planeta, no fundo, desconfiava que, talvez, quem sabe, o supersticioso Cuca seria a pessoa ideal para seguir à frente da equipe.</p>
<p>Quando, na Tribuna da Imprensa do Pacaembu, soube que o primeiro tempo da final terminara com derrota de 2 a 0, juro que vi o filme. Sabia que o Botafogo empataria a partida e perderia o título nos pênaltis. Por força do hábito, penso sempre o pior, quando imagino o que pode acontecer com o Botafogo em campo.</p>
<p>Fiquei triste, tristíssimo, mal-humorado na noite de domingo. Dormi mal, não quis ler o jornal na segunda-feira, mas ontem mesmo, na internet, já procurava saber sobre a lista de reforços que Ney Franco apresentou à diretoria. Do que li, nada me deu muitas esperanças. Como sempre, estou pronto para continuar a sofrer.</p>
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		<title>Woody Allen: A insegurança do artista aos 74 anos</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 16:41:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[O Globo]]></category>
		<category><![CDATA[Whatever Works]]></category>
		<category><![CDATA[Woody Allen]]></category>

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		<description><![CDATA[Em excelente entrevista a Marília Martins, nesta terça-feira, em “O Globo”, Woody Allen fala de seu novo filme, “Whatever Works”, que marca a volta do cineasta à Nova York, depois de quatro produções na Europa. Allen diz que evitou os cartões postais de Manhattan e filmou “uma Nova York da crise econômica”.
Em outra passagem da entrevista, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em excelente entrevista a Marília Martins, nesta terça-feira, em “O Globo”, Woody Allen fala de seu novo filme, “Whatever Works”, que marca a volta do cineasta à Nova York, depois de quatro produções na Europa. Allen diz que evitou os cartões postais de Manhattan e filmou “uma Nova York da crise econômica”.</p>
<p>Em outra passagem da entrevista, ele fala da dificuldade de conseguir filmar hoje nos Estados Unidos. É muito caro, diz, “até mesmo para mim, que tenho filmes de orçamento barato”. Por esse motivo, o cineasta volta em breve à Londres, para filmar uma comédia romântica com Nicole Kidman, Anthony Hopkins e Antonio Banderas, e cogita, no futuro, filmar no Brasil:</p>
<p>“São conversas ainda preliminares. É claro que precisaria estudar um pouco sobre o país para ver um roteiro que se adapte bem por lá. Mas estou interessado em fazer este filme no Brasil, se a oferta da produção seguir adiante”, diz (um resumo da entrevista pode ser lido <a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/04/28/woody-allen-confirma-interesse-em-filmar-no-brasil-755474622.asp" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p>Mas a parte que eu mais gostei foi o seguinte diálogo. Pergunta: “E como foi a reação da platéia na estréia de ‘Whatever Works’?” Resposta: “Bem, não vi. Eu subi ao palco, tirei umas fotos e saí dali correndo para jantar com minha mulher, enquanto as pessoas viam o filme. Depois, veio um monte de gente até o restaurante apertar a minha mão. Eles disseram que gostaram, mas eu nunca sei.”</p>
<p>Woody Allen tem 74 anos e já fez 45 filmes. Ainda fica nervoso quando estréia um filme e inseguro em relação ao que pensam da sua obra. Eis um artista, ainda inquieto, preocupado em criar e eternamente insatisfeito. De tirar o chapéu!</p>
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