Universidades privadas na mira da literatura policial
Depois de inúmeros estudos na área da comunicação, Felipe Pena resolveu arriscar-se pelo terreno da ficção. Sua estréia, o romance policial “O Analfabeto que Passou no Vestibular” é, na verdade, instrumento para uma séria denúncia sobre a precariedade do ensino nas universidades privadas brasileiras. Como ele conta em entrevista ao Ultimo Segundo, publicada nesta quarta-feira, o seu alvo é “a mercantilização do ensino, que se intensificou absurdamente nos últimos anos com essa abertura de capital das universidades, que agora lançam ações na Bolsa de Valores”.
Em todo caso, quem se interessa apenas por literatura policial, vai encontrar em “O Analfabeto que Passou no Vestibular” um esforço sério, ainda que irregular, de prender o leitor com uma trama divertida e criativa. Pena paga tributos explícitos a Rubem Fonseca e Luiz Alfredo Garcia Rosa, entre outros, mas consegue deixar a sua marca, na naturalidade com que seus personagens transitam pelo ambiente universitário, que o autor parece conhecer muito bem.



