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24/07/2009 - 14:33

Socorro! O BBB9 volta a assombrar

Vou fazer uma confissão pessoal: ando atormentado por um pesadelo – o de que o “BBB9” ainda não acabou. Na tarde desta última quinta-feira, vi gritar na Internet uma notícia impressionante: “Naiá negocia posar nua na Playboy”.  Algumas horas depois, no afã de acalmar os fãs mais agitados, a revista divulgou um comunicado à imprensa: “A Playboy, ao contrário do que vem sendo noticiado, não está em negociação com a BBB Naiá.”

Mas o tormento continua. Na tarde desta sexta-feira, chegou a seguinte notícia na minha caixa postal: “Josy grava no Midas Studios”.  Abro o e-mail e lá está a boa nova: a ex-BBB está gravando um disco. A “música de trabalho”, ou seja, aquela que vai encher os nossos ouvidos, tem o criativo nome de “Fall in Love Again”. E mais: informa a sua assessoria que, “apesar de muito tempo confinada na casa do programa, a cantora não pode demonstrar alguns de seus talentos, como o de tocar piano muito bem”.

A semana já havia começado com uma bomba: Francine rompeu o namoro com Max, disse que faltava “pegada” ao rapaz e chegou à conclusão que foi usada pelo colega de confinamento durante o programa. Com gravidade, Francine denunciou: “Ele é um produto. As caretas são sempre as mesmas e isso não é à toa. Enquanto o produto vender, para que mudar?”.

O campeão do BBB respondeu: “Pra quem disse que nunca me machucaria ou me denegriria, taí. Lamento tudo isso. Dizer que eu usei para me promover? Eu ganhei o BBB mais difícil de todos, com conduta, respeito e ética!”

O que Flavio anda pensando disso tudo? Ainda não comentou a separação, mas no último fim-de-semana foi fotografado junto com Max numa festa no Morro da Urca, no Rio de Janeiro. Vamos aguardar o seu pronunciamento…

E Ana Carolina? A loirinha está envolvida no lançamento de uma revista masculina, a “Vip”, que a estampa na capa, protegendo os seios com os braços, e a legenda: “A estrela que nasceu no Big Brother 9”. Convidada a comentar a separação de Max e Francine, seus rivais no programa, ela disse: “Nunca acreditei, nunca vi amor entre eles. Eu via uma amizade, sem carinho de homem e mulher”.

Descobri que Ana Carolina está tão atrapalhada com sua carreira que não tem tempo de deixar São Paulo para visitar o pai, preso em Santa Catarina, acusado de participar de uma quadrilha que explora caça-níqueis. “Ele é inocente e está com a consciência tranquila, assim como eu”, disse ela.

A partir da semana que vem, e até o início de agosto, todos esses personagens vão ceder espaço à Priscila, cuja capa na próxima edição da “Playboy” já está sendo divulgada. A grande atração, parece, é uma foto do piercing que ela conserva em local inacessível aos simples mortais. Vai bombar, como se diz.

Para o pesadelo se completar só falta Mirla e Norberto aparecerem para assombrar. Bate na madeira.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Crônica, televisão Tags: , , , , , , , , ,
12/02/2009 - 09:33

BBB9 – A leitora pega o crítico no contrapé e o deixa mudo

A pedido da Alessandra Blanco, uma das minhas editoras no iG, estou vivendo, há um mês, a experiência inédita de assistir cotidianamente o Big Brother Brasil. Minhas críticas são publicadas normalmente aos domingos, depois que o programa define quais candidatos irão para o paredão, e às terças, após a eliminação de um deles.

Confesso que tem sido uma experiência altamente desafiadora, já que a qualidade do programa é inversamente proporcional à audiência. Tenho me esforçado, buscando chamar a atenção para alguns problemas recorrentes, como, por exemplo, a falta de assunto dos candidatos, o baixo nível dos temas tratados e a forma como a Globo conduz o programa.

Nesta última semana, produzi dois textos. No primeiro, “Boninho, faça alguma coisa para animar esse jogo!”, escrevo sobre o tédio em que se encontra o programa, expresso claramente na falta de calor e emoção nos rostos e nos gestos dos quatro casais formados na casa. “Tudo parece tão sério e profissional”, observei, que o programa está dando sono. No segundo, “O vilão Ton, o chuchu Mirla e os heróis de Bial”, falo do meu espanto depois da eliminação de Newton com 21 milhões de votos e dos meros 1,5 milhão recebidos por Mirla, uma candidata que, em um mês, falou pouco mais de cinco frases completas. Ainda neste texto, aponto a dificuldade de ser irônico num ambiente como este, pouco dado a sutilezas.

Estava razoavelmente satisfeito com meu esforço até ler o comentário da leitora que assina Sandra. Escreveu ela: “Suas críticas sempre são motivos de reflexão, mas, falando sério, refletir sobre o BBB não é lá grande coisa!”. Sandra me pegou no contrapé e me deixou mudo. Por alguns momentos, cheguei a achar que ela me deu um xeque-mate e cogitei, até, desistir da empreitada. Pensando desde quarta-feira em dizer algo para a leitora, porém, mudei de idéia e elaborei isso aqui:

Sandra, acho que você tem razão, em parte. Talvez o BBB não mereça o esforço de uma reflexão mais séria – talvez eu esteja, realmente, chovendo no molhado, como se diz. Ao mesmo tempo, me pergunto se não é possível tentar (atenção, estou dizendo “tentar”, o que não quer dizer “conseguir”) produzir algum tipo de reflexão num ambiente em que predominam apenas os elogios e os xingamentos. Além do mais, acho que programas desse tipo nos ensinam a entender melhor a nossa cultura e a indústria do entretenimento.

Será que eu convenci a Sandra?

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , ,
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