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07/07/2009 - 17:57

Twitter faz piada no “showneral” de Michael Jackson

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A homenagem fúnebre a Michael Jackson foi ”o” assunto desta tarde de terça-feira nas tevês e na Internet. Como não poderia deixar de ser, o “showneral”, como alguém definiu, foi acompanhado minuto a minuto (ou segundo a segundo) no Twitter. Muita gente se emocionou com a homenagem, muita gente reclamou dos excessos e muita gente achou graça de tudo isso.

Tenho grande admiração por quem é capaz de ver humor mesmo nas situações mais difíceis. Por isso, com todo respeito a quem se comoveu com a cerimônia, publico abaixo as melhores piadas que colhi no Twitter ao longo das duas horas de homenagem a Michael Jackson.

@lapena: sacanagem! rabecão do michael jackson não fez o moonwalk…

@Cardoso: Segurança forte no enterro do MJ. Besteira, ele é legal, quem iria tentar matá-lo?

@alexprimo: Uma última homenagem legal seria carregar o caixão do MJ fazendo moonwalking. ;-P

@dafnesampaio: nem morto eu queria a mariah carey…

@ruivamuller: Escuto I’ll Be There e lembro de Sandy e Jr. Ninguém merece…

@christianpior: Gente, qdo a Xuxa morrer será q vai ser igual? Show das ex-paquitas na casa rosa?? Não quero nem pensar…. Meu coração já se comprime!

@fernandomolica: E se a moda do velórioshow pegar? Com todo o respeito: imagina o enterro de próceres da música sertaneja. Vida longa para eles!

@Cardoso: Estou prevendo uma enorme liquidação de luvas de lantejoula -mão direita- amanhã.

@verbofeminino: Da série verbo masculino: um barrigudo meio flácido aqui ao lado vê Brook Shields na TV e diz, sabe o quê? “Como ela está velha!” Pode?Pode.

@pedrow: admiro a praticidade. jennifer hudson, por exemplo, já tá com aquela roupinha pré-parto.

@silviamarques: Datena e a outra não sabem quem é a Jennifer Hudson. Que mico. //mas o Theo Becker eles sabem.

@barbaragancia: Tá tudo meio desengonçado, mas também, mesmo sendo a capital do entretenimento, os caras só tiveram uma semana e pouco pra ensaiar

@r_rrodrigues: O funeral do MJ tá mais agitado que a missa do Padre Marcelo Rossi. Falta agora o defunto querer dar uma de Lázaro!

@christianpior: Brooke Shields tá chorando pq cancelaram Lipstick Jungle…

@davidbutter: Puta merda. O Jermaine Jackson é a versão crescida do minicraque Jorge Henrique, do Curíntia.

@pablovillaca: No funeral do Michael Jackson, quem está ficando soterrado é o Twitter.

@ascanioseleme: michael never stopped giving, disse a oradora. michael nunca parou de dar, traduziu cristiana pelagio. faz sentido, diria ancelmo gois.

@doni: Hoje vejo o que o funeral do Mussum poderia ter sido. :-( (hahahhahahahaaaha)

@Cardoso: A Fox está repetindo! So Michael Jackson para ter um funeral com BIS!

Deixei passar alguma boa? Pode mandar que eu incluo…

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Cultura, Internet Tags: , , , ,
26/06/2009 - 00:03

“Maicô!”, “Maicô!”, “Maicô!”

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Fui encarregado pela “Folha de S.Paulo”, em 15 de outubro de 1993, de escrever a matéria principal sobre o primeiro show de Michael Jackson em São Paulo, no estádio do Morumbi. No dia seguinte, o jornal publicou um caderno especial chamado “Megashows”, de quatro páginas, dedicado à cobertura do evento.

Relendo o texto, escrito na correria, em poucos minutos depois do encerramento do show, vejo que não guardei nenhuma lembrança especial do evento – sinal de que não gostei do espetáculo. Reproduzo-o abaixo:

Michael chora no palco e leva fãs à histeria

Uma megahisteria tomou conta do Morumbi, ontem, às 21h34, quando Michael Jackson deu finalmente início ao megashow mais esperado do ano no Brasil. Até que ele aparecesse no palco e começasse a cantar ainda se passaram quase dez minutos, período em que a platéia estimada entre 70 mil e 80 mil pessoas chegou ao delírio, como num jogo de futebol, gritando “Maicô”, “Maicô”.

Exatamente às 23h30, 115 minutos após essa apoteose – e aos gritos de “I love you”, “I love you” – Michael Jackson abandonou o megapalco armado no estádio, deixando a platéia entre perplexa e frustrada. Em Buenos Aires, há uma semana, o cantor se exibiu durante duas horas e vinte minutos e cantou um bis (“Man in the Mirror”).

A parafernália de efeitos – explosões de fogos, cascatas de luzes, fumaça colorida etc. e tal – precede a voz de Jackson em cada música e serve como senha para a histeria da platéia alcançar níveis beatlemaníacos. Antes de cantar pela primeira vez, Jackson chega a ficar três minutos estático no centro do palco, provocando delírio e desmaios entre o público.

Ao começar a cantar “Jam” – a música que abre “Dangerous” – o impacto causado pelo volume de som acaba escondendo a voz de Jackson. Entre a terceira e a quarta música (“Human Nature” e “Smooth Criminal”), a platéia colocada na arquibancada, a mais distante do palco, chega a ensaiar um corinho de “aumenta o som!”. Esse problema acompanhou todo o show.

Por alguns segundos, às 21h48, Jackson se dirige à platéia, perguntando em inglês: “Como vão vocês?”. Evidentemente, a resposta foi apenas um grunhido de milhares de vozes.

Às 21h30, quatro minutos antes do início do show, o capitão da Polícia Militar Flavio Jarí Depieri estimava o público no Morumbi em cerca de 70 mil pessoas (86 mil ingressos foram colocados à venda). No meio da música “I Just Can´t Stop Loving You”, como previsto, Michael puxa uma menina da platéia, ela balbucia um “I Love you” e se agarra firme no astro. Ao fim da canção, Jackson se ajoelha e demonstra estar chorando. Diz: “I love you”. Foi lindo.

Cerca de 50 pessoas desmaiaram entre a primeira e terceira música do show, somando-se às cerca de 250 pessoas que desmaiaram antes do início. A maioria dos atendidos pelo Unicor apresentavam os mesmos sintomas: falta de ar, fraqueza e crise de choro. Todos tomaram água com açúcar e voltaram para o gramado. Para chorar com Michael Jackson.

(Publicado na “Folha de S.Paulo” em 16 de outubro de 1993. Colaborou Luiz Carlos Duarte.)

Em tempo: A magnífica foto, prejudicada por meu scanner caseiro, é de Antonio Gaudério

Em tempo 2: Publiquei no Último Segundo, no final da noite de quinta-feira, o texto Michael Jackson não morreu, com minhas previsões sobre a transformação do músico em mito.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Cultura, jornalismo Tags: , , , , ,
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