Sobre torcida, patriotismo e comentários dos leitores
O leitor que assina Martinelli pergunta: “Poxa, Stycer, você é a favor ou contra um brasileiro torcer por outro?” Acho que está aí, nesta indagação irritada, mas educada, a chave para compreender o meu comentário de ontem à tarde, depois de assistir a transmissão do GP Brasil de F-1 pela televisão. Não tenho nada contra um brasileiro torcer por outro, muito pelo contrário. Entendo perfeitamente – e respeito – todos os leitores que escreveram para dizer que, como Galvão Bueno, estavam torcendo por Massa e secando Hamilton. Mas acho que todo cidadão tem o direito de torcer – ou não torcer – por quem quiser. Critiquei o fato de a narração tentar transformar a transmissão de uma corrida numa disputa de todo um povo contra um piloto de outra nacionalidade, ou de uma pátria contra outras. Não vejo uma prova de F-1 dessa forma – até porque os pilotos representam fabricantes de carros, frequentemente de nacionalidades diferentes das suas. E, não à toa, ao final da corrida, executa-se o hino do país do piloto vencedor bem como do país do construtor do carro.
Aproveito para esclarecer que aceito todo tipo de críticas ao meu trabalho, menos ofensas pessoais. O mesmo vale para comentários sobre pessoas citadas. Por esse motivo, exclui uma centena de comentários agressivos, com palavrões, ou mensagens de cunho racista. Peço desculpas caso algum tenha passado, e agradeço ser alertado quando isso ocorrer.



