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	<title>Mauricio Stycer &#187; Internet</title>
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		<title>Menino no balão: um “viral” que deu errado</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 17:53:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
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		<category><![CDATA[menino no balão]]></category>
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		<description><![CDATA[O caso do menino que (não) sumiu no balão permanece na mídia mesmo depois dos 15 minutos de fama obtidos pelos envolvidos. A razão é a perseguição legal aos pais do garoto, que possivelmente serão presos e processados por fraude.
A proliferação de boatos e notícias falsas ganhou grande impulso na era da Internet – e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O caso do menino que (não) sumiu no balão permanece na mídia mesmo depois dos 15 minutos de fama obtidos pelos envolvidos. A razão é a perseguição legal aos pais do garoto, que possivelmente <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/10/19/os+pais+do+menino+do+balao+vao+se+entregar+a+policia+8877907.html">serão presos</a> e processados por fraude.</p>
<p>A proliferação de boatos e notícias falsas ganhou grande impulso na era da Internet – e mais ainda nestes tempos de Twitter, em que a informação circula quase na velocidade da luz.</p>
<p>Na confusão instalada nos dias de hoje, misturam-se diferentes tipos de fraudes. Há de tudo, para todos os gostos, desde vídeos publicitários disfarçados até “informações” plantadas com o objetivo de prejudicar políticos, artistas ou jornalistas.  </p>
<p>O caso do menino no balão se enquadra na categoria das mentiras que, em tese, não fazem mal a ninguém e, ao final, podem até ser engraçadas. Para usar a linguagem do meio, foi um “viral”.</p>
<p>Nesta categoria, conseguir disseminar um vídeo ou uma informação falsa na rede tornou-se motivo de glória para seus autores – normalmente publicitários ou humoristas profissionais, que vivem disso e divertem a audiência com seus “virais” e piadas.</p>
<p>Segundo a polícia, a história do balão teria sido pensada com o objetivo de chamar a atenção para a família e promover um futuro “reality show”. A ser verdade esta versão, não é difícil imaginar onde Richard e Mayumi Heene tiveram a ideia. A velocidade com que a história se disseminou, transformando-os em questão de horas em celebridades mundiais, mostra que pensaram corretamente.</p>
<p>O problema no caso, e esta é a lição que outros inventores de notícia devem tirar da história, é que o “sumiço” do menino colocou a engrenagem do Estado (polícia, bombeiros etc) em ação. Deixou de ser apenas uma brincadeira com o objetivo de chamar a atenção para se transformar num trote, que causou prejuízos a terceiros.</p>
<p>Em resumo, ninguém pode impedir você de lutar desesperadamente pelos seus 15 minutos de fama, mas você pode ser preso se envolver as pessoas erradas na brincadeira.</p>
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		<title>Crítico de cinema: profissão em extinção?</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 12:47:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
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		<category><![CDATA[New York Times]]></category>
		<category><![CDATA[nova mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Levantamento do jornal “The Salt Lake Tribune” indica que ao menos 55 críticos de cinema foram demitidos ou mudaram de área na imprensa americana desde 2006. O dado, citado em reportagem na edição dominical do “New York Times”, ilumina um aspecto da crise que afeta os jornais americanos e, em particular, ajuda a compreender uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Levantamento do jornal “The Salt Lake Tribune” indica que ao menos 55 críticos de cinema foram demitidos ou mudaram de área na imprensa americana desde 2006. O dado, citado em reportagem na edição dominical do “<a href="http://www.nytimes.com/2009/06/07/weekinreview/07barnes.html?ref=weekinreview" target="_blank">New York Times</a>”, ilumina um aspecto da crise que afeta os jornais americanos e, em particular, ajuda a compreender uma mudança significativa que vem ocorrendo na relação de Hollywood com a imprensa.</p>
<p>O “New York Times” dedica-se a tentar entender a perda de importância dos jornais – e o crescimento da influência dos blogs – no processo de divulgação dos filmes pelos grandes estúdios. O sinal mais aparente deste fenômeno – importante pelo volume de recursos que Hollywood movimenta em marketing – é que os jornais contribuem cada vez menos com aquelas publicidades repletas de frases retiradas de críticas.</p>
<p>Uma das mais antigas ferramentas de marketing de um filme, a citação tirada de uma crítica de cinema (coisas como “eletrizante” “imperdível”, “muito engraçado”, “ri do início ao fim”) já foi motivo de muita polêmica. Há alguns anos, descobriu-se que um estúdio, a Sony, havia publicado um anúncio com uma frase inventada, dita por um crítico que não existia. Também é comum tirar palavras ou frases de contexto, mudando o sentido do que o crítico quis dizer para realçar qualidades inexistentes de um filme.</p>
<p>O que inquieta o “New York Times” agora é o fato de que os grandes estúdios de Hollywood preferem recorrer a críticas publicadas em blogs do que em jornais. Escreve o diário:</p>
<p><em>“Os seis grandes estúdios gostam de ir à Internet em busca de frases para usar em publicidade porque há uma variedade muito grande de sites de onde tirar a palavra ou a frase certa. Alguns sites, é claro, são sérios. Outros, incluindo sites como </em><a href="http://www.aintitcool.com/" target="_blank"><em>Ain´t It Cool News</em></a><em>, não fazem segredo do seu olhar de &#8216;animador de torcida&#8217; em relação a alguns gêneros de filmes”.</em><br />
 <br />
Em outras palavras, raciocina o “New York Times”, os estúdios preferem recorrer a sites e blogs porque eles tratam os filmes de forma mais generosa e complacente que os jornais. O grande diário americano está, evidentemente, fazendo uma generalização injusta, já que há também muitos críticos em jornais que funcionam mais como “animadores de torcida” do que, propriamente, como analistas sérios e isentos.</p>
<p>Em todo caso, dois entrevistados do jornal reforçam a tendência de recorrer a sites e blogs no lugar dos jornais na leitura das críticas de cinema. Um vice-presidente da Universal, Michael Moss, diz ao jornal: “Alguns dos melhores críticos de cinema e a maioria das boas críticas são encontradas online”.</p>
<p>Já Mike Vollman, presidente de marketing da MGM e United Artists, afirma que vai preferir se basear mais em blogs do que na revista “Time” para promover o remake do filme “Fama”.  “A realidade, e lamento dizer isso para você, é que os jovens que vão ao cinema são mais influenciáveis por um blog do que por um crítico de jornal”.</p>
<p>A reportagem, em resumo, confirma as previsões mais pessimistas dos que enxergam na revolução promovida pela nova mídia um sinal de empobrecimento e decadência cultural. Ainda assim, o próprio “New York Times” reconhece que há sites “sérios”, publicando textos sobre cinema com o mesmo grau de rigor que os jornais ditos de prestígio.</p>
<p>E o Brasil? – algum leitor perguntará. O problema, ainda que em grau menor, até porque a indústria de cinema nacional é minúscula comparada a Hollywood, já aparece por aqui. Ainda estamos, pelo que observo, numa etapa anterior. Há um crescimento impressionante de sites e blogs dedicados ao cinema, mas o mercado ainda observa com desconfiança, procurando entender – e separar o joio do trigo de toda essa movimentação. Em todo caso, é possível observar que alguns produtores já utilizam frases retiradas de sites e blogs para divulgação de seus filmes.</p>
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		<title>“Newsweek” muda para sobreviver na Era da Informação</title>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2009 13:25:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Newsweek]]></category>
		<category><![CDATA[reforma]]></category>
		<category><![CDATA[semanais de informação]]></category>

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		<description><![CDATA[A notícia tem dois dias, o que é uma eternidade em tempos de Internet, mas acho que ainda vale a pena comentar. A revista “Newsweek”, a segunda grande revista semanal americana de informações, depois da “Time”, chegou às bancas nesta segunda-feira totalmente reformulada.
No editorial, intitulado “Uma nova revista para um mundo em transformação”, o editor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A notícia tem dois dias, o que é uma eternidade em tempos de Internet, mas acho que ainda vale a pena comentar. A revista “Newsweek”, a segunda grande revista semanal americana de informações, depois da “Time”, chegou às bancas nesta segunda-feira totalmente reformulada.</p>
<p>No editorial, intitulado “<a href="http://www.newsweek.com/id/197888" target="_blank">Uma nova revista para um mundo em transformação</a>”, o editor Jon Meachan anuncia na primeira linha: “Não é segredo que o negócio do jornalismo está enfrentando problemas. Instituições veneráveis estão diante de um futuro incerto”.</p>
<p>De uma sinceridade impactante, Meachan observa: “Achamos importante o que fazemos, mas no fim das contas o que interessa mais é se você pensa o mesmo e, pensando assim, se considera que o nosso trabalho vale o investimento do seu tempo”.</p>
<p>O editor fala em “reinvenção” da “Newsweek”, uma revista que pertence ao mesmo grupo do jornal “Washington Post”, outro ícone do jornalismo americano (revelou o caso Watergate), também passando por dificuldades.</p>
<p>As revistas semanais surgiram para organizar e dar sentido ao noticiário dos jornais diários. Com o tempo, ganharam diferentes formas e projetos, mas permaneceram como uma alternativa ao leitor interessado em, uma vez por semana, adquirir informações e conhecimento mais aprofundados sobre o que ocorreu nos sete dias anteriores.</p>
<p>À medida em que a internet começou a fornecer notícias em tempo real bem como opiniões e análises “instantâneas”, o modelo dos jornais foi colocado em xeque, observa Meachan, levando muitos diários a optarem por uma “revistização”, ou seja, reportagens mais densas e análises mais ambiciosas.</p>
<p>O editor da “Newsweek” não teme a concorrência dos jornais – afinal, sugere, o leitor não tem tanto tempo, durante o dia, para ler jornais com cara de revista. O papel que cabe a uma revista semanal neste momento é justamente aprofundar a sua vocação: reportagens de fôlego e ensaios críticos.</p>
<p>“Sabemos que você sabe o que é notícia. Não pretendemos ser o seu guia no caos da Era da Informação. O que podemos oferecer é um trabalho cuidadoso para a descoberta de fatos novos e para o estímulo de pensamentos inesperados”, promete Meachan. Tomara que consiga.</p>
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		<title>O falso poema de Drummond que circula na Internet</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 14:16:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Alberto Caeiro]]></category>
		<category><![CDATA[atribuição errada]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade]]></category>
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		<category><![CDATA[Guardador de Rebanhos]]></category>
		<category><![CDATA[Recomeçar]]></category>

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		<description><![CDATA[Em meio à discussão sobre o BBB9, quinta-feira, aqui no blog, um leitor que assina Valdeir postou, a título de comentário, um longo texto em forma de poesia, intitulado “Recomeçar”, assinado por Carlos Drummond de Andrade. O texto começa assim: “Não importa onde você parou… em que momento da vida você cansou… Recomeçar é dar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/drummond-4.jpg"></a><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/drummond-4.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4125" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/drummond-4-122x150.jpg" alt="" width="122" height="150" /></a>Em meio à <a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/2009/02/12/bbb9-%e2%80%93-a-leitora-pega-o-critico-no-contrape-e-o-deixa-mudo/" target="_blank">discussão sobre o BBB9</a>, quinta-feira, aqui no blog, um leitor que assina Valdeir postou, a título de comentário, um longo texto em forma de poesia, intitulado “Recomeçar”, assinado por Carlos Drummond de Andrade. O texto começa assim: “Não importa onde você parou… em que momento da vida você cansou… Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…”. Em outra passagem, lê-se: “Um novo curso… ou aquele velho desejo de aprender a pintar… desenhar… dominar o computador… ou qualquer outra coisa… Olha quanto desafio… quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando”.</p>
<p>Algumas horas depois, ainda pegando fogo a discussão sobre o BBB, o leitor que assina Bruno enviou a seguinte mensagem: “Não consegui achar uma referência concreta, mas aposto a minha cabeça que o poema supracitado num dos comentários NÃO é do Drummond. Pelo amor de Deus, parem de disseminar textinhos toscos de auto-ajuda vagabunda como se fossem obra de grandes autores!!! E se o texto de fato for do Drummond (probabilidade ínfima), então ele escreveu coisa ruim também, porque este é sofrível. Mauricio, por favor, não deixe isso passar impune aqui. Propagação de ignorância é crime, e seu blog não é lugar pra isso.”</p>
<p>Estimulado por Bruno, resolvei investigar. A simples menção no Google a Carlos Drummond de Andrade e “Recomeçar” traz quase 27 mil citações. Há inúmeras versões do poema recitadas em vídeo, no You Tube, e em centenas de sites e blogs. Pesquisando mais, acabei chegando ao site <a href="http://www.meuanjo.com.br/" target="_blank">“Meu Anjo”</a>, mantido pelo programador Paulo Roberto Gaefke. Ali, é possível ler que o texto, na verdade, é de autoria do próprio Gaefke. Bem humorado, ele respondeu ao e-mail que enviei, em busca de um esclarecimento: “Drummond deve revirar na tumba ao ver o meu texto com o nome dele”, disse.</p>
<p>Autor de dois livros de poemas, publicados por conta própria, o programador mantém o site desde abril de 2000. Até 2002, assinava as suas mensagens apenas com um bordão – “eu acredito em você” – e o seu primeiro nome, Paulo. “Daí virou uma festa”, ele conta. “Cada um repassava acrescentando um ponto e diversas mensagens minhas (mais de 2 mil) estão por ai sem a devida paternidade&#8230; como ‘Revolução da Alma’, que atribuem a Aristóteles (sic), ‘Paciência’, atribuída ao Jabor, e a clássica ‘Recomeçar’ (que também é conhecida por ‘Faxina na Alma’)”.</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/fernando-pessoa-22.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4128" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/02/fernando-pessoa-22-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Para surpresa de Gaefke, ao final do seu texto, em algum momento no ano de 2003, alguém acrescentou os versos “Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura” e assinou “Carlos Drummond de Andrade”. Tal citação foi entendida como se o texto inteiro fosse de Drummond, e se espalhou como praga pela Internet. Mas, lembra o verdadeiro autor do texto, nem esses versos são do poeta mineiro, mas de Fernando Pessoa (estão em “O Guardador de Rebanhos”, de Alberto Caeiro).</p>
<p>Conta Gaefke: “Quando eu pesquisei no Google a primeira vez, tomei um susto. Esse texto estava em mais de 50 mil sites com autoria de Drummond. E para provar que era meu foi uma briga&#8230;”. Registre-se que, pesquisando na Internet, encontrei várias mensagens de Gaefke em blogs e sites que publicaram o seu texto como sendo de Drummond, alertando os autores para o engano.</p>
<p>Encerro, então, este post com a reprodução do belo poema de Caeiro:</p>
<p><strong>VII &#8211; Da Minha Aldeia</strong><br />
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo&#8230;<br />
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer<br />
Porque eu sou do tamanho do que vejo<br />
E não, do tamanho da minha altura&#8230;<br />
Nas cidades a vida é mais pequena<br />
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.<br />
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,<br />
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe <br />
de todo o céu,<br />
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos <br />
nos podem dar,<br />
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Internet supera jornais como fonte de notícias nos EUA</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 12:48:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[fonte de notícias]]></category>
		<category><![CDATA[jornais]]></category>
		<category><![CDATA[New York Times]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma pesquisa do Pew Research Center for the People and the Press, um instituto especializado em estudos sobre mídia, indica que a Internet superou os jornais como principal fonte de noticias para os americanos em 2008. Em resposta a pergunta “onde você obteve a maioria das notícias nacionais e internacionais”, 40% dos entrevistados apontaram a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/01/quadro-internet.gif"><img class="alignleft size-medium wp-image-3361" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/01/quadro-internet.gif" alt="" width="300" height="295" /></a>Uma pesquisa do <a href="http://people-press.org/report/479/internet-overtakes-newspapers-as-news-outlet" target="_blank">Pew Research Center for the People and the Press</a>, um instituto especializado em estudos sobre mídia, indica que a Internet superou os jornais como principal fonte de noticias para os americanos em 2008. Em resposta a pergunta “onde você obteve a maioria das notícias nacionais e internacionais”, 40% dos entrevistados apontaram a web contra 35% dos que indicaram a mídia impressa.</p>
<p>Foram entrevistadas 1.489 pessoas, que podiam nomear mais de uma mídia na resposta. O resultado, lembra o <a href="http://www.nytimes.com/2009/01/05/business/media/05drill.html?ref=media" target="_blank">New York Times</a>, não representa um declínio da popularidade dos jornais – que cresceram um ponto percentual em relação à pesquisa realizada de 2007 (<em>clique no quadro ao lado</em>). O que chama a atenção foi o salto dos que indicaram a Internet como a sua fonte primária de notícias – de 24%, em 2007, para os atuais 40% dos entrevistados.</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/01/tv-internet.gif"><img class="alignright size-medium wp-image-3362" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/01/tv-internet.gif" alt="" width="293" height="243" /></a>A televisão, com 70%, ainda é a principal fonte de notícias nacionais e internacionais. Mas, para os entrevistados com idades entre 18 e 29 anos (<em>clique no quadro ao lado</em>), internet e tevê já rivalizam como a principal maneira de se informar: 59% dos entrevistados nessa faixa etária afirmam que encontram na web a maior parte das notícias que os interessam, mesmo percentual dos que citam a tevê. Na pesquisa anterior, em setembro de 2007, o resultado foi bem diferente nesta faixa etária: 68% citaram a televisão contra 34% que mencionaram a internet.  </p>
<p>Um diretor do Pew Center, ouvido pelo New York Times, credita o resultado da pesquisa à eleição presidencial. “As pessoas normalmente não querem a visão geral de uma eleição. Querem seguir o seu candidato, selecionando e escolhendo o que querem ver de uma forma que a mídia <em>mainstream</em> não permite”, diz Michael Domock.</p>
<p>Na visão de Domock, a cobertura política funciona bem com recursos interativos, como pesquisas promovidas pela internet e comentários, enquanto, diz ele, “a guerra no Iraque é um assunto bem contado por jornais e televisões”.</p>
<p><strong>Atualizado às 12h de 6 de janeiro de 2009.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Como diria uma amiga, “é a glória!”</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 10:44:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[etiqueta]]></category>
		<category><![CDATA[Gloria Kalil]]></category>

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		<description><![CDATA[No início do mês, cansado de receber convites para participar das mais diversas redes sociais (Plaxo, hi5, Linkedin etc), usei este blog para me dirigir à Glória Kalil, maior autoridade em etiqueta do país. Minha dúvida era a seguinte: como os convites sempre partem de algum amigo ou conhecido, eu devo aceitá-los, mesmo sem disposição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No início do mês, cansado de receber convites para participar das mais diversas redes sociais (Plaxo, hi5, Linkedin etc), <a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/2008/09/01/uma-carta-para-gloria-kalil/" target="_blank">usei este blog</a> para me dirigir à Glória Kalil, maior autoridade em etiqueta do país. Minha dúvida era a seguinte: como os convites sempre partem de algum amigo ou conhecido, eu devo aceitá-los, mesmo sem disposição para participar? Posso ignorar o convite? Devo avisar quem está me convidando que não tenho interesse? E ainda escrevi: “Sou um pobre coitado em matéria de redes sociais &#8211; nem no Orkut eu estou!  Me ajude, Glória.”</p>
<p>Eis que, duas semanas depois, para honra deste blog, Glória respondeu em <a href="http://chic.ig.com.br/materias/498001-498500/498480/498480_1.html" target="_blank">um e-mail muito gentil e didático</a>. “É um tema complexo”, ela ensina. “E novo”, acrescenta. Depois de sair a campo e ouvir diversos internautas a respeito, Gloria dá a resposta definitiva: ao receber um convite desses, “você não só deve esquecer o assunto como qualquer tentativa de ser gentil e responder pode colocá-lo no incômodo papel de otário”. E disse mais:</p>
<p><em>- Estamos num outro mundo, caro Maurício. Na vida real o RSVP é uma obrigação. No virtual, ele é substituído por rituais mais velozes e menos formais. É bom, portanto, você se livrar logo de qualquer tipo de pudor, e adotar este moderno desprezo aos convites indesejados. Ainda por cima porque muito outros chegarão.</em></p>
<p>Para finalizar, Glória ainda disse:</p>
<p><em>- Como você vê, a amolação é democrática e ataca todo mundo. Sinta-se, portanto, livre para acionar o delete com delícia e tranqüilidade.</em></p>
<p>Então, estamos combinados assim: fique à vontade se quiser me convidar para participar de uma rede social, mas não espere resposta. Muito obrigado, Glória.</p>
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		<title>Uma carta para Gloria Kalil</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 19:59:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[etiqueta]]></category>
		<category><![CDATA[Gloria Kalil]]></category>

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		<description><![CDATA[Caríssima Gloria,
Escrevo esta carta para tentar esclarecer uma dúvida sobre etiqueta – na internet. Como proceder quando você recebe o convite para participar de uma rede social e não está interessado? Fico aflito porque os convites para ser “amigo” de alguém, normalmente, não vêm em spam anônimo, mas partem de algum amigo ou conhecido. Devo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caríssima Gloria,</p>
<p>Escrevo esta carta para tentar esclarecer uma dúvida sobre etiqueta – na internet. Como proceder quando você recebe o convite para participar de uma rede social e não está interessado? Fico aflito porque os convites para ser “amigo” de alguém, normalmente, não vêm em spam anônimo, mas partem de algum amigo ou conhecido. Devo aceitar o convite, mesmo sem disposição para participar? Posso ignorar o convite? Devo avisar quem está me convidando que não tenho interesse?</p>
<p>Nas últimas semanas recebi vários convites para ingressar no Plaxo, no hi5 e no Linkedin. Sou um pobre coitado em matéria de redes sociais &#8211; nem no Orkut eu estou!  Me ajude, Gloria.</p>
]]></content:encoded>
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