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30/07/2009 - 12:12

Chico Anysio x “Casseta & Planeta” x “CQC”: fios de uma polêmica

A recente discussão pública entre Danilo Gentili e Rafinha Bastos, do CQC, com Helio de la Peña, do “Casseta & Planeta” chama a atenção para um fato raro, mas não inédito: discussões sérias entre pessoas especializadas em fazer o público rir.

A última grande polêmica entre humoristas brasileiros tem origem no final dos anos 80, do século passado, quando a turma do “Casseta & Planeta” começou a atuar na Rede Globo. Depois de participarem como redatores do “TV Pirata”, os humoristas fizeram uma primeira tentativa de programa próprio com “Dóris para Maiores”, que não deu muito certo, e em 1992 começaram o humorístico que até hoje é exibido na emissora.

Em resposta ao impacto inicial do programa, muito bem recebido por público e crítica, Chico Anysio fez críticas pesadas à turma do “Casseta & Planeta”. Para o veterano humorista, Bussunda & Cia faziam um tipo de humor elitista, “só para a zona Sul” do Rio, em contraposição ao seu humor, de caráter popular.

O sucesso de Ibope do programa dos Cassetas mostra que a crítica de Chico Anysio era injusta. O veterano humorista, inclusive, fez uma participação especial no programa dos rivais em 2002, mas até hoje os trata com ironia e afirma que só fazem sucesso porque estão na Globo.

Em dezembro de 2008, à revista “Rolling Stone”, Chico, “encostado” pela emissora desde 2001, disse: “Preciso me desabituar a ver TV aberta, não gosto de humor na TV aberta. Na Globo, o que tem é o ‘Zorra Total’, que é um projeto meu, e o ‘Casseta e Planeta’. O programa deles não mudou muito, mudou?”

Em maio deste ano, extensa reportagem de Patrícia Kogut em “O Globo” procurou mostrar que a turma do “Casseta & Planeta” havia, finalmente, superado o luto pela traumática morte de Bussunda, ocorrida em plena Copa do Mundo de 2006, e dado início a uma nova fase. Um dos depoimentos colhidos pela repórter é de Marcelo Tas.

O capitão do “CQC” é apresentado como contemporâneo dos “cassetas”, mas de “outra turma”. Reproduzo o trecho da reportagem que cita Tas e as suas observações sobre os humoristas:

- Quando o “Casseta” estourou no horário nobre da Globo, me senti vitorioso como parte daquela geração. Eles concluíram a subida da montanha e cravaram a bandeirinha lá no topo. Nós temos histórias separadas, embora o Ernesto Varella (personagem de Tas na TV nos anos 80) tenha feito aparições no “Dóris para maiores”. Enquanto eles criavam o “Casseta” numa sala, eu trabalhava ao lado, no “Programa legal”, da Regina Casé e do Luiz Fernando (Guimarães). O Guel (Arraes) era o comandante dos dois times – lembra Tas.

Ele se diz amigo dos “cassetas”, embora já tenham sido apontados como rivais, e cita ainda uma identificação de geração. Mas acha que seu caminho é diferente:
 
- Eles misturam ficção com vida real, usam fantasias e maquiagem, têm personagens. Nós, no “CQC”, fazemos um humor de outra natureza, mais documental, vamos na realidade. Os jovens humoristas do “CQC” são herdeiros de Varella.

Sem querer chegar a uma conclusão, deixo apenas duas observações. É possível pensar que as duas polêmicas expressam choques de geração e visões diferentes sobre humor na televisão. Nada muito grave, mas surpreendente, porque não temos o hábito de ver humoristas discutindo publicamente, como pessoas normais, sem humor.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): televisão Tags: , , , , , ,
28/06/2009 - 11:09

Rubinho Barrichello é alvo de piada até no Twitter

Rubens Barrichello é um personagem fascinante, para o bem e para o mal. É alvo permanente de críticas e, sobretudo, de piadas por conta de seu desempenho algo errático, para não dizer frustrante, nas pistas. De um modo geral, o piloto reage com fleuma às ironias – o que conta muitos pontos a seu favor.

Rubinho estreou no Twitter na última terça-feira, 23 de junho, alguns dias depois de Nelsinho Piquet. No dia seguinte, passei 17 horas conectado na nova rede social com o objetivo de escrever uma reportagem para o Último Segundo, Um dia no Twitter, publicada neste domingo.

Fiquei impressionado com a quantidade de piadas dedicadas a Rubinho e seu perfil no Twitter. Cheguei a pensar em propor à turma do Casseta & Planeta a realização de um concurso de piadas sobre o piloto. Helio de la Peña, autor de um dos gracejos sobre o assunto, poderia organizar. Ou então Felipe Andreoli, do CQC, autor de outra piada. Reproduzo abaixo algumas que rolaram na rede na última quarta-feira e uma, a última, que li na sexta-feira:

@julianoromao: É impressão minha ou depois q o @rubarrichello entrou no Twitter….o Twitter ficou mais lento?!?!?! Hahaha

@pedrotourinho: Em ultimo lugar não fico mais, @rubarrichello no twitter!

@andreolifelipe: Parece: impossível, mas sim dá pra ficar atrás do Rubinho…é só segui-lo no twitter. Agora vai…(@rubarrichello).

@jaymefreitas: O Barrichello gosta do twitter porque pelo menos aqui alguém o segue

@renatacarolina: Meu computador está mais lento que o Barrichello na F1 ;(

 @bernardoleitao: Rubens Barrichello se rende ao Twitter http://migre.me/2M8O Bem que eu notei o twitter esta mais lento

@rafaMONDINI: E olha que não é muito difícil seguir o Barrichello ein! Difícil é conseguir não ficar na frente dele! Hahahahaha

@nettaum86: Barrichello é o “segundo” piloto brasileiro a ter twitter… que sina hein.. eu tento segui-lo.. mas eu sempre o ultrapasso!.. =P

@RicaPerrone: Rubinho Barrichello – O segundo brasileiro na F-1 a ter um Twitter. É impressionante… hahahahahaha

@lapena: rubinho tá no twitter.(@rubarrichello).ele só segue uma pessoa. acho que é o piloto inglês jenson button

@Cardoso: Fora Sarney, Fora Gilmar, Fora reitora da USP… se sair todo mundo, o Rubinho chega em primeiro?

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet, televisão Tags: , , , , ,
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