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	<title>Mauricio Stycer &#187; Fifa</title>
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		<title>Fifa proíbe propaganda religiosa e adverte o Brasil</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 15:06:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com alguma discrição, a “Folha de S.Paulo” noticia neste sábado que a Confederação Brasileira de Futebol recebeu na sexta-feira, 10, um ofício da Fifa “afirmando que não irá mais permitir mensagens religiosas em comemorações de jogadores durante suas competições”.
A notícia, em duas notas curtas na seção Painel FC, se completa com a informação que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com alguma discrição, a “Folha de S.Paulo” noticia neste sábado que a Confederação Brasileira de Futebol recebeu na sexta-feira, 10, um ofício da Fifa “afirmando que não irá mais permitir mensagens religiosas em comemorações de jogadores durante suas competições”.</p>
<p>A notícia, em duas notas curtas na seção Painel FC, se completa com a informação que a Fifa, “detectou” ter ocorrido “propaganda religiosa no caminho para a tribuna de honra após a seleção vencer a Copa das Confederações”.</p>
<p>O recebimento do ofício da Fifa se dá menos de duas semanas após a partida decisiva, contra os Estados Unidos, concluída com um culto religioso no centro do gramado, sob a liderança do zagueiro e capitão Lucio.</p>
<p>Dois dias depois da partida, o jornal “O Estado de S.Paulo” informou que a atitude da seleção brasileira havia provocado reclamações de entidades filiadas a Fifa, como a Associação Dinamarquesa de Futebol, e também críticas na imprensa britânica.</p>
<p>Na ocasião, o jornalista Jamil Chade escreveu: “A Fifa confirmou ao ‘Estado’ que mandou um alerta à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.”</p>
<p>Um texto publicado neste blog, <a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/2009/07/02/fervor-religioso-nos-gramados-causa-constrangimento/" target="_blank">Fervor religioso nos gramados causa constrangimento</a>, gerou quase 400 comentários – muitos deles negativos. Um grande número de comentaristas enxergou no texto uma crítica à liberdade de expressão religiosa, quando, na verdade, o que está em discussão é a propaganda e o proselitismo religioso em espaços públicos frequentados por pessoas de diferentes credos.</p>
<p>O ofício da Fifa avança em relação ao alerta de duas semanas atrás e, tudo indica, gerará uma reação em cadeia. A principal conseqüência, imagino, será a proibição aos jogadores de exibir em campo, mesmo depois dos jogos, camisas com inscrições religiosas, como as usadas por Lucio, Kaká e cia depois da final da Copa das Confederações.</p>
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		<title>Fervor religioso nos gramados causa constrangimento</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2009 13:39:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/07/atletas-cristo.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4498" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/07/atletas-cristo-300x133.jpg" alt="" width="300" height="133" /></a>As cenas de fervor religioso exibidas pela seleção brasileira depois da conquista da Copa das Confederações ainda repercutem no mundo. Ao ver os jogadores brasileiros ajoelhados rezando no meio do gramado, comandados pelo zagueiro Lucio, um narrador da rede britânica BBC observou que o capitão da seleção “parecia um pregador evangélico pela emoção com que proferia cada palavra”. Em <a href="http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/2009/06/religiao.shtml" target="_blank">texto</a> publicado em seu blog, no site da BBC, o jornalista Ricardo Acampora escreveu:</p>
<p><em>“Num lugar como a Grã-Bretanha, onde o povo está acostumado a conviver respeitosamente com diferentes religiões, surpreende o fato de atletas usarem a combinação entre um veículo de grande penetração como a televisão e a enorme capacidade de marketing da seleção brasileira, para divulgar mensagens ligadas a crenças, seitas ou religiões.”</em></p>
<p>E disse ainda:</p>
<p><em>“Se arriscam a serem confundidos com emissários de pregadores dispostos a aumentar o número de ovelhas de seus rebanhos às custas do escrete canarinho, como emissários evangélicos em missão. Para os críticos deste tipo de atitude, isso soa oportunismo inadequado e surpreende ver que a Fifa não se opõe a que jogadores se descubram do &#8220;manto sagrado&#8221; que os consagrou para exibir suas preferências religiosas.”</em></p>
<p>A repercussão negativa não se restringiu à Inglaterra. O jornal “O Estado de S.Paulo” <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090702/not_imp396540,0.php" target="_blank">informa</a> nesta quinta-feira que a Fifa “mandou um alerta à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos”.  Escreve o jornalista Jamil Chade:</p>
<p><em>&#8220;Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes europeus hoje. Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir a seleção brasileira.&#8221;</em></p>
<p>Ouvido pelo jornal, Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa, confirmou que pediu à Fifa que tome providências no sentido de reprimir manifestações como as realizadas pela seleção brasileira na África do Sul.</p>
<p>Como no domingo, depois de Brasil e Estados Unidos, nesta quarta-feira, ao final de Corinthians e Internacional, alguns jogadores da equipe paulista vestiram sobre o uniforme uma camiseta com as palavras “I Love Jesus”. Mas, diferentemente do que ocorreu na Copa das Confederações, foram manifestações isoladas, e não houve em campo nenhum ato religioso promovido pelo grupo corintiano.</p>
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		<title>Uso de vídeo em partidas deveria ser aceito?</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 15:39:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Fifa promete divulgar ainda nesta terça-feira um comunicado em resposta ao protesto do Egito relativo à marcação do pênalti que decidiu a partida contra o Brasil, na primeira rodada da Copa das Confederações.
Como se sabe, o lance ocorreu no finalzinho da partida. Daniel Alves cobrou falta pelo alto, a bola sobrou para Lúcio, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Fifa promete divulgar ainda nesta terça-feira um comunicado em resposta ao protesto do Egito relativo à marcação do pênalti que decidiu a partida contra o Brasil, na primeira rodada da Copa das Confederações.</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/06/juiz-egito.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4461" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/06/juiz-egito-300x194.jpg" alt="" width="300" height="194" /></a>Como se sabe, o lance ocorreu no finalzinho da partida. Daniel Alves cobrou falta pelo alto, a bola sobrou para Lúcio, que chutou em direção ao gol. A bola provavelmente ia para o fundo das redes, mas foi desviada pelo braço direito de Ahmed Al Muhamadi, saindo pela linha de fundo. O árbitro inglês Howard Webb, imediatamente, apontou escanteio a favor do Brasil – marcação idêntica à do auxiliar. Os jogadores do Brasil cercaram Webb, pedindo o pênalti. As imagens da TV mostram que, num primeiro momento, o árbitro rechaçou a reclamação, mas em seguida voltou atrás de sua decisão e, então marcou pênalti e expulsou Ahmed Al Muhamadi. Foi, então, a vez de os egípcios cercarem o árbitro em protesto (foto).</p>
<p>O que se passou entre a marcação inicial e a seguinte é o xis da questão. Tudo indica que Webb foi alertado pelo quarto árbitro, o australiano Matthew Breeze. Não terá ocorrido problema algum se Breeze apenas viu que foi pênalti e advertiu Webb do erro que ele estava cometendo. O que se suspeita, porém, é que Breeze teria visto a repetição do lance num monitor de tevê – que não deixa dúvidas sobre o pênalti.</p>
<p>O uso de imagens de vídeo para esclarecer dúvidas no meio de uma partida de futebol é uma idéia colocada em discussão já há muito tempo. Utilizado nas ligas de basquete e futebol americano, o recurso é vetado pela Fifa. O presidente da entidade, Joseph Blatter, já se manifestou mais de uma vez contrário a esta possibilidade. O uso de imagens gravadas é hoje aceito apenas em tribunais esportivos, para auxiliar na punição de agressões ocorridas em campo, mas não relatadas na súmula dos árbitros.</p>
<p>Na final da Copa do Mundo de 2006, o árbitro Horacio Elizondo não viu a cabeçada de Zidane em Materazzi, mas foi advertido a respeito pelo quarto árbitro, o espanhol Luis Medina Cantalejo. O técnico da França, na ocasião, acusou Cantelejo de ter recorrido a um vídeo para ver a agressão, o que obrigou a Fifa a divulgar um comunicado negando que isso tenha ocorrido. Aposto que este será o tom do comunicado que a entidade divulgará hoje sobre a polêmica marcação do pênalti contra o Egito. (<strong>atualizado às 13h54</strong>: a Fifa rejeitou o protesto dos egípcios, afirmando que Webb <a href="http://esporte.ig.com.br/futebol/2009/06/16/fifa+rejeita+protesto+de+egipcios+sobre+lance+de+penalti+6760946.html" target="_blank">não recebeu</a> apoio da tevê)</p>
<p>Qual é a opinião do leitor: a Fifa deveria aceitar o uso de imagens de vídeo durante uma partida para esclarecer dúvidas?</p>
<p><strong>Crédito da foto</strong>: AP</p>
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		<title>Recorde da Copa de 1994 reforça lobby americano por 2018</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 13:35:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como relatei aqui no blog há duas semanas, os Estados Unidos estão seriamente empenhados em ganhar o direito de hospedar a Copa do Mundo de 2018 ou 2022 – ambas as sedes serão anunciadas conjuntamente pela FIFA no ano que vem.
Nesta terça-feira, o lobby americano encorpou definitivamente, com o anúncio que o presidente Barack Obama [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como relatei aqui no blog há duas semanas, os Estados Unidos estão seriamente empenhados em ganhar <a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/2009/03/31/eua-entram-na-disputa-para-sede-da-copa-de-2018-ou-2022/" target="_blank">o direito de hospedar a Copa do Mundo de 2018 ou 2022</a> – ambas as sedes serão anunciadas conjuntamente pela FIFA no ano que vem.</p>
<p>Nesta terça-feira, o lobby americano encorpou definitivamente, com o anúncio que o presidente Barack Obama entregou pessoalmente ao presidente da FIFA, Joseph Blatter, uma carta na qual fala da sua ligação com o futebol, que jogou na infância “numa rua suja” de Jacarta, na Indonésia, e que tinha a capacidade de “unir as crianças” da sua vizinhança. Hoje, como pai, escreve Obama, “eu vejo o mesmo espírito de unidade nos campos onde minhas próprias filhas jogam futebol em Chicago”.</p>
<p><em>Parêntesis que interessa ao Brasil: Obama também está pessoalmente empenhado em garantir a Chicago, que disputa com o Rio de Janeiro, o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016. O presidente americano enviou recentemente um vídeo no qual defende a candidatura da cidade onde se projetou como político (era senador pelo Estado de Illinois).</em></p>
<p>A favor do lobby americano junto à FIFA pesam, também, os números que o país pode exibir da sua primeira experiência com o futebol. Embora tenha sido um evento que provocou pouco interesse da mídia e tenha aparentemente passado quase em brancas nuvens, a Copa de 1994 mobilizou diferentes comunidades hispânicas no país, lotando os estádios.</p>
<p>Tanto o público total quanto a média de espectadores por jogos disputados foram recordes – até hoje não superados. Até 1994, ano da Copa nos EUA, eram disputadas 52 partidas por competição, contra 64, a partir de 1998. Mesmo assim, o público total que compareceu aos jogos em 1994 (3,59 milhões) foi superior ao público da Copa de 2006 (3,36 milhões), disputada na Alemanha, que ostenta o segundo melhor resultado.</p>
<p>Veja a tabela abaixo, com dados da FIFA sobre a média de público por jogo.</p>
<p><strong>Alemanha</strong> (2006) – 52.491 espectadores<br />
<strong>Coréia e Japão</strong> (2002) – 42.269 <em>(Japão: 44.957; Coréia: 39.580)</em><br />
<strong>França</strong> (1998) – 43.517<br />
<strong>EUA</strong> (1994) – 68.991<br />
<strong>Itália</strong> (1990) – 48.411<br />
<strong>México</strong> (1986) – 46.297<br />
<strong>Espanha</strong> (1982) – 35.698</p>
<p>Fonte: FIFA</p>
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