Esforço antipirataria não impede venda de “Bruno” a R$ 5
O combate à pirataria digital tem se revelado uma luta inglória. Como relatei no blog, os grandes estúdios de Hollywood estão se desdobrando no esforço de evitar que os seus filmes sejam pirateados – o que ocorre, muitas vezes, antes mesmo do lançamento.
Uma das medidas antipirataria – talvez a mais antipática delas – seja a vigilância sobre os jornalistas que assistem filmes em sessões privadas, semanas ou meses antes da estréia oficial. Nas sessões para imprensa de “Harry Potter” e “Bruno”, em São Paulo, o controle contou com a ajuda de detectores de metais e seguranças dentro da sala, visando impedir que algum jornalista filmasse, com câmeras ou celulares, os filmes na tela.
O crítico Anthony Lane, da “New Yorker”, revelou na edição de 20 de julho da revista, que antes de assistir “Bruno” foi obrigado a assinar um documento em que se comprometia “a não blogar, twittar ou colocar no Facebook pensamentos sobre o filme antes de 6 de julho de 2009” (quatro dias antes da data da estréia nos EUA).
Nesta sexta-feira, 14 de agosto, dia da estréia de “Bruno” no Brasil, camelôs já vendem, em plena Avenida Paulista, cópias piratas do filme por R$ 5. Levando três DVDs, sai por R$ 12. Pechinchando, o camelô vende três por R$ 10. Entre as opções, além do mais recente filme de Sacha Baron Cohen, ele oferece o recém-lançado “Era do Gelo 3”, bem como “Inimigos Públicos”. Pelo preço de um também é possível comprar, num único DVD, os dois filmes da franquia “Se Eu Fosse Você”. “Acabando o um, começa o dois”, explica o vendedor.
Em tempo: Escrevi sobre “Bruno” e os filmes da era do cinema mudo nesta sexta-feira no Último Segundo.



