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10/06/2009 - 12:20

Estamos em recessão, mas em boa companhia

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“Definitivamente, alguma coisa está acontecendo. Voltamos a comer comida de cachorro”.

A crise econômica, como não poderia deixar de ser, tornou-se um dos temas prediletos dos cartunistas da “New Yorker”. O cartoon acima, genial, a meu ver, está na edição de 1º de junho da revista.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Brasil, Cultura, Mundo, jornalismo Tags: , , ,
20/10/2008 - 11:24

Efeitos inusitados da crise nos EUA: menos desodorante, mais laxante

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Ao afetar os bolsos dos cidadãos, a crise econômica acaba tendo reflexos também nos corpos e mentes das pessoas. Reportagem publicada neste domingo no New York Times ouve economistas, sociólogos e psicólogos para avaliar efeitos inusitados da situação econômica.

Um psicólogo analisou as listas de músicas mais tocadas e concluiu que, em tempos de crise, as pessoas preferem ouvir canções longas, lentas com temas mais profundos, enquanto em fase de bonança os hits preferidos são mais rápidos e animados.

Um estudioso dos hábitos de consumo contatou que, em tempos de prosperidade econômica, cresce, por exemplo, a venda de desodorantes, porque as pessoas saem mais de casa, e em tempos de recessão aumenta o consumo de laxantes – porque as pessoas, sob estresse, acabam sofrendo mais de prisão de ventre, explica o especialista.

Sem perder de vista a ironia, a reportagem observa que qualquer coisa pode servir de indicador econômico. Um estudo feito entre plantadores de café, na Colômbia, mostrou, por exemplo, que a queda abrupta do preço do produto tem efeitos na redução da mortalidade infantil. A explicação é que nessa situação os pais têm mais tempo para ficar em casa e cuidar dos filhos.

A saúde melhora em tempos de recessão, diz um economista. “A taxa de mortalidade cai, as pessoas fumam menos, bebem menos e se exercitam mais. Os acidentes de trânsito diminuem, o que não é uma surpresa, porque as pessoas dirigem menos. Ataques do coração diminuem, problemas nas costas diminuem. As pessoas têm mais tempo para preparar refeições saudáveis em casa. Quando a economia piora, a poluição diminui”, diz Christopher Ruhm.

Lembra o economista, porém: “As pessoas ficam mais saudáveis, mas não estão mais felizes. Aumentam as taxas de suicídio e a saúde mental pode piorar”.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): jornalismo Tags: , ,
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