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	<title>Mauricio Stycer &#187; Cabra Marcado para Morrer</title>
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		<title>Eduardo Coutinho, “Moscou” e o cinema como aventura</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 17:27:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[É uma estreia modesta, a sinalizar que se trata de um biscoito fino. Duas salas no Rio, duas em São Paulo, duas em Belo Horizonte, uma em Santos e uma em Recife. Oito salas, no total, exibem a partir desta sexta-feira o mais recente filme de Eduardo Coutinho, “Moscou”.
Chamá-lo de maior documentarista brasileiro tornou-se um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É uma estreia modesta, a sinalizar que se trata de um biscoito fino. Duas salas no Rio, duas em São Paulo, duas em Belo Horizonte, uma em Santos e uma em Recife. Oito salas, no total, exibem a partir desta sexta-feira o mais recente filme de Eduardo Coutinho, “Moscou”.</p>
<p>Chamá-lo de maior documentarista brasileiro tornou-se um pleonasmo, uma repetição desnecessária. Com “Cabra Marcado para Morrer”, na década de 80, e a série de filmes que realizou nos últimos dez anos (“Edifício Master”, “Peões”, “Santo Forte”, “Jogo de Cena” etc), Coutinho colocou seu nome num lugar de destaque da história do cinema nacional.</p>
<p>Não dá sinais de acomodação, felizmente. Aos 75 anos, apresenta “Moscou” sem saber exatamente que filme realizou. Por três semanas, registrou os ensaios da peça “As Três Irmãs”, de Anton Tchecov (1860-1904), pelo grupo Galpão, sob a direção de Enrique Diaz, convidado especialmente para a tarefa. O espectador é informado desde o início que o tempo seria insuficiente para montar a peça e que os atores estão ali com o objetivo de serem filmados, ensaiando cenas e fazendo exercícios teatrais.</p>
<p>“Moscou” não é, portanto, um filme sobre os bastidores de uma encenação. O que é, então? Na longa entrevista que concedeu ao <strong>Último Segundo</strong>, em abril, Coutinho esboça algumas respostas. Uma boa pista está, acredito, nesta resposta:</p>
<p>“O século XX começa com Tchecov. Parecia que ia terminar com Brecht (1898-1956) e termina com Beckett (1906-1989). Não tem mais palavras. Nos últimos 20 anos, é um teatro de diretor, não precisa nem de texto. Para o bem e para o mal. Foi então que pensei: quero fazer um filme anti-utópico, que é a visão do Tchecov.”</p>
<p>Convido quem não leu na ocasião a ler a entrevista, talvez antes de ir ao cinema. Na primeira parte, com o título <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mauricio_stycer/2009/04/01/eduardo+coutinho+lamenta+o+fim+das+utopias+5255022.html" target="_blank">Eduardo Coutinho lamenta o fim das utopias</a>, o cineasta relata sobre as inquietações que teve durante e após as filmagens, quando montou uma primeira versão de “Moscou” com quatro horas e quarenta minutos, posteriormente reduzidas para 90 minutos.</p>
<p>A conversa com Coutinho, realizada num 1º de abril, teve uma longa introdução, sobre o contexto político da realização de seu documentário mais famoso, “Cabra Marcado para Morrer”. Para facilitar a leitura, separei essa parte num outro texto, intitulado <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mauricio_stycer/2009/04/01/eduardo+coutinho+revela+bastidores+historicos+de+cabra+marcado+para+morrer+e+do+globo+reporter+5255030.html" target="_blank">Eduardo Coutinho revela bastidores históricos de Cabra e do Globo Repórter</a>.</p>
<p>De quebra, no primeiro link, o leitor encontra também o trailer de “Moscou”.</p>
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		<title>Entrevista é arte? Ou técnica? Ou sorte?</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Apr 2009 16:54:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[As Três Irmãs]]></category>
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		<category><![CDATA[Elza]]></category>
		<category><![CDATA[Globo Repórter]]></category>
		<category><![CDATA[Moscou]]></category>
		<category><![CDATA[Sergio Rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[Tchecov]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa é para os jornalistas, profissionais e estudantes, que eventualmente passam por aqui. A entrevista é uma arte? Ou uma técnica? Ou uma combinação dos dois? Há vários aspectos em jogo numa entrevista e não será aqui que você ouvirá uma aula sobre o assunto. Mas, ao comentar duas entrevistas que fiz esta semana, gostaria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa é para os jornalistas, profissionais e estudantes, que eventualmente passam por aqui. A entrevista é uma arte? Ou uma técnica? Ou uma combinação dos dois? Há vários aspectos em jogo numa entrevista e não será aqui que você ouvirá uma aula sobre o assunto. Mas, ao comentar duas entrevistas que fiz esta semana, gostaria de refletir um pouco sobre questões ligadas a este ofício.</p>
<p>Primeiro, quero fazer uma defesa da entrevista por e-mail. Técnica relativamente nova, usada há não mais que 15 anos, a entrevista por e-mail não substitui, evidentemente, a entrevista cara a cara, mas pode ser muito útil. Primeiro, em situações nas quais o entrevistado mostra-se reticente em conversar com o jornalista. Para quebrar o gelo, eventualmente, aceito enviar as minhas perguntas por e-mail, desde que eu tenha o direito de fazer novas perguntas depois que as respostas forem enviadas.</p>
<p>Também recorro a entrevistas por e-mail quando o tema central é uma discussão de ideias, o que ocorre, com frequência, na área cultural. A entrevista por e-mail deixa o entrevistado à vontade para pensar com calma antes de responder e, normalmente, produz reflexões ricas – eventualmente mais ricas do que na situação cara a cara. Perde-se o contato com a fonte, importante fonte de informações, mas ganha-se em densidade.</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/04/sergio-rodrigues-1.jpg"></a><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/04/sergio-rodrigues-11.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-4292" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/04/sergio-rodrigues-11-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>É o que eu acho que ocorreu na <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mauricio_stycer/2009/04/02/a+historia+de+elza+a+jovem+comunista+que+o+pcb+matou+5273982.html" target="_blank">entrevista</a> com o jornalista e escritor Sérgio Rodrigues, a propósito de seu novo livro, o romance “Elza, a Garota”, no qual ele relata a história da jovem militante do PCB, na década de 30, morta a mando do partido por suspeita de traição.</p>
<p>Qualquer estudante de primeiro ano sabe que, independente do formato da entrevista (pessoal, por telefone, por e-mail), é obrigatório ter uma espécie de roteiro em mãos, com as perguntas (ou temas, ao menos) a serem colocadas.  Mas, tão importante quanto, é estar preparado para as situações que fogem ao previsto. E aí, não há muito o que ensinar – é preciso jogo de cintura, sagacidade, conhecimento e sorte.</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/04/eduardo-coutinho-moscou-2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4293" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/04/eduardo-coutinho-moscou-2-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Na última terça-feira entrevistei o cineasta Eduardo Coutinho. O tema da entrevista era o seu mais recente filme, “Moscou”, no qual ele documenta o trabalho do grupo Galpão, durante três semanas, ensaiando a peça “As Três Irmãs”, de Tchecov, sob a direção de Enrique Diaz. O meu dever de casa consistiu em assistir o filme três dias antes, reler a peça e pesquisar informações sobre o trabalho do Galpão e de Diaz.<br />
 <br />
Diante de Coutinho, antes de fazer a primeira pergunta que preparei, observei em voz alta, logo depois de anotar no meu caderninho, que estávamos no dia 31 de março, 45º aniversário do golpe militar de 1964. Coutinho olhou para mim e disse: “E também 25 anos da primeira sessão de ‘Cabra Marcado para Morrer’”. Eu reagi com um “ah, é?”, dando início a uma longa conversa sobre a história de seu filme mais importante, ao longo da qual Coutinho me contou alguns episódios inéditos e também bastidores do programa &#8220;Globo Repórter&#8221;, onde ele trabalhava na ocasião.</p>
<p>Para minha sorte, eu havia assistido à primeira sessão oficial de “Cabra”, em novembro de 1984, no FestRio. Também conhecia, por acompanhar a área, a maioria dos personagens e eventos citados por Coutinho, de maneira que consegui acompanhar o seu relato e, eventualmente, interrompê-lo com perguntas e pedidos de esclarecimento. Enfim, resultou, na minha opinião, numa entrevista que guardarei com orgulho.</p>
<p>Depois de quase meia hora (eu tinha direito a 40 minutos), interrompi Coutinho e disse que devíamos falar sobre “Moscou”. Começamos então o que poderia chamar de uma nova entrevista, sobre o seu mais recente filme. Ao cabo de 50 minutos de conversa, eu tinha duas entrevistas no meu gravador – motivo pelo qual optei em simplesmente editá-las assim, em duas partes.    <br />
 <br />
O resultado da entrevista sobre “Moscou” pode ser lido <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mauricio_stycer/2009/04/01/eduardo+coutinho+lamenta+o+fim+das+utopias+5255022.html" target="_blank">aqui</a>  e a conversa sobre “Cabra Marcado para Morrer” está <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mauricio_stycer/2009/04/01/eduardo+coutinho+revela+bastidores+historicos+de+cabra+marcado+para+morrer+e+do+globo+reporter+5255030.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
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