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	<title>Mauricio Stycer &#187; BR-3</title>
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		<title>Descendo o rio Tietê com o Teatro da Vertigem</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 15:21:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Araujo]]></category>
		<category><![CDATA[Bernardo Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[BR-3]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
		<category><![CDATA[Evaldo Mocarzel]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro da Vertigem]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/10/Mostra-Selo1.jpg" alt="Mostra Selo" width="120" height="60" class="alignleft size-medium wp-image-4874" />Conhecido por suas montagens ousadas e originais, longe dos palcos tradicionais, o Teatro da Vertigem, dirigido por Antonio Araujo, já apresentou espetáculos em uma igreja (“O Paraíso Perdido”), num hospital (“O Livro de Jô”) e numa prisão (“Apocalipse 1.11”). </p>
<p>Nenhuma encenação foi tão arrojada, no entanto, e exigiu tanto do grupo, quanto “BR3”, que se passa dentro do fétido rio Tietê e às suas margens, em São Paulo. A montagem consumiu um longo período de preparação, com laboratórios na favela Brasilândia, em São Paulo, e uma viagem da companhia a Brasília e Brasiléia, no Acre. Estes três locais, todos iniciados com as letras “BR”, formam o eixo central da peça, cuja dramaturgia foi desenvolvida pelo escritor Bernardo Carvalho. </p>
<p><img src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/10/BR3-vertigem-300x187.jpg" alt="BR3 vertigem" width="300" height="187" class="alignleft size-medium wp-image-4883" />“BR3” estreou em fevereiro de 2006, com a ambição de fazer uma longa temporada, mas ficou apenas dois meses e meio em cartaz, em função do rompimento do contrato com o dono do barco que conduzia o público pelo rio, e onde se passavam várias cenas da peça. O Vertigem ainda encenou “BR3” na Baia de Guanabara, no Rio de Janeiro, por um breve período.</p>
<p>A frustração pela acidentada trajetória do espetáculo é compensada, ao menos em parte, pelo trabalho do cineasta Evaldo Mocarzel. Jornalista e documentarista, diretor do premiado “À Margem da Imagem”, Mocarzel registrou uma das encenações de “BR3” e, de quebra, ainda realizou um documentário sobre a montagem.</p>
<p>Mesmo para quem assistiu a peça, no rio Tietê, o filme de Mocarzel oferece atrativos. Com várias câmeras, ele registra belíssimas imagens e ângulos que o público, no barco que corria o rio, não teve a oportunidade de ver. Já o documentário, com os depoimentos de todos os envolvidos na montagem, do diretor aos técnicos, expõe o processo de trabalho do Vertigem.</p>
<p>Em alguns depoimentos, especialmente os de Antonio Araujo, Bernardo Carvalho e de alguns atores, somos capazes de sentir as tensões envolvidas no corajoso percurso do Vertigem. O trabalho de Mocarzel resulta de grande importância pelo registro da montagem e pelo esforço de entender os seus meandros.</p>
<p><em>Nesta sexta-feira, será a única oportunidade de ver os dois filmes encadeados. Às 17h20, o documentário será exibido no MIS e, na sequência, às 19h, passa a montagem da peça. Também estão programadas sessões separadas dos dois filmes. No dia 31, às 14hs, no HSBC Belas Artes, será exibida a peça. E no dia 3, às 13h30, no Espaço Unibanco, o documentário.</em></p>
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