<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Mauricio Stycer &#187; Atiq Rahimi</title>
	<atom:link href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/tag/atiq-rahimi/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer</link>
	<description>iG, o mundo é de quem faz</description>
	<lastBuildDate>Wed, 25 Nov 2009 13:15:57 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Um pouco de pimenta: Atiq Rahimi e Bernardo Carvalho</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/2009/07/03/um-pouco-de-pimenta-atiq-rahimi-e-bernardo-carvalho/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/2009/07/03/um-pouco-de-pimenta-atiq-rahimi-e-bernardo-carvalho/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 21:07:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Atiq Rahimi]]></category>
		<category><![CDATA[Bernardo Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Flip]]></category>
		<category><![CDATA[Paraty]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/?p=4500]]></guid>
		<description><![CDATA[Como outras festas literárias, a de Paraty é um local mais para divulgaçäo e promoçäo de livros e escritores do que propriamente para debates profundos e confrontos de idéias. A natureza do evento é festiva – e essa é uma das suas principais atraçöes. A outra é o cenário da festa – a encantadora Paraty.
De [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/07/selo_flip.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4501" src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/07/selo_flip.jpg" alt="" width="90" height="31" /></a>Como outras festas literárias, a de Paraty é um local mais para divulgaçäo e promoçäo de livros e escritores do que propriamente para debates profundos e confrontos de idéias. A natureza do evento é festiva – e essa é uma das suas principais atraçöes. A outra é o cenário da festa – a encantadora Paraty.</p>
<p>De certa forma, a mesa que abrigou o escritor afegäo Atiq Rahimi e o brasileiro Bernardo Carvalho acrescentou uma pimenta a este clima festivo. Intitulado “O Avesso do Realismo”, e mediado pela crítica Beatriz Resende, o encontro propiciou o confronto de duas visöes muitos opostas sobre literatura.</p>
<p>Educado em francês e radicado na França, Rahimi defendeu a idéia de que a literatura é universal. Contou do seu encanto, na infância, no Afeganistäo, ao ler os clássicos franceses e defendeu: “O escritor está condenado a ultrapassar fronteiras, a ser errante.”</p>
<p>Carvalho imediatamente rebateu, falando da resistência de diferentes culturas nacionais hegemônicas em aceitarem literaturas de outros países. Também defendeu a posiçäo que a literatura que interessa näo é a universal, mas a particular, que surpreende. “Na arte tem coisas mais interessantes que os bons sentimentos”, disse, arrancando aplausos.</p>
<p>O afegäo sentiu o golpe e recorreu ao francês Roland Barthes, para quem “sempre há um desastre pessoal que nos leva a desastres universais”. Em seguida, disse: “Näo é uma questäo de bons sentimentos, mas projetar-se na sociedade. Falo das minhas próprias feridas.”</p>
<p>Beatriz Resende propôs entäo uma questäo sobre o tema da guerra, presente tanto nos romances de Rahimi quanto no mais recente de Carvalho, “O Filho da Mäe”, passado na Rússia e na Tchechênia. O brasileiro contou que sempre se impressionou com uma frase do cineasta Jean-Luc Godard, para quem “se o mundo fosse governado pelas mulheres, näo haveria guerra”. “Náo é verdade”, disse Carvalho. “O amor incondicional é a origem das guerras. Quem ama também mata. Defendendo os seus filhos”.</p>
<p>Rahimi contou de seu retorno ao Afeganistäo, em 2002, procurando as suas “pegadas”, sem encontrar nada. “Tudo acaba. Descobri essa energia quando voltei. É essa idéia que dá energia às pessoas para viver.”</p>
<p>Carvalho falou da descoberta, em suas viagens, do medo. “Descobri que o medo é um motor importante da minha literatura. O medo distorce a realidade”, explicou.</p>
<p>Um encontro, enfim, mais de desencontros do que encontros, mas interompido pelo tempo. A brevidade do evento näo permitiu que as divergências evoluíssem para um debate.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/2009/07/03/um-pouco-de-pimenta-atiq-rahimi-e-bernardo-carvalho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
