Recorde da Copa de 1994 reforça lobby americano por 2018
Como relatei aqui no blog há duas semanas, os Estados Unidos estão seriamente empenhados em ganhar o direito de hospedar a Copa do Mundo de 2018 ou 2022 – ambas as sedes serão anunciadas conjuntamente pela FIFA no ano que vem.
Nesta terça-feira, o lobby americano encorpou definitivamente, com o anúncio que o presidente Barack Obama entregou pessoalmente ao presidente da FIFA, Joseph Blatter, uma carta na qual fala da sua ligação com o futebol, que jogou na infância “numa rua suja” de Jacarta, na Indonésia, e que tinha a capacidade de “unir as crianças” da sua vizinhança. Hoje, como pai, escreve Obama, “eu vejo o mesmo espírito de unidade nos campos onde minhas próprias filhas jogam futebol em Chicago”.
Parêntesis que interessa ao Brasil: Obama também está pessoalmente empenhado em garantir a Chicago, que disputa com o Rio de Janeiro, o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016. O presidente americano enviou recentemente um vídeo no qual defende a candidatura da cidade onde se projetou como político (era senador pelo Estado de Illinois).
A favor do lobby americano junto à FIFA pesam, também, os números que o país pode exibir da sua primeira experiência com o futebol. Embora tenha sido um evento que provocou pouco interesse da mídia e tenha aparentemente passado quase em brancas nuvens, a Copa de 1994 mobilizou diferentes comunidades hispânicas no país, lotando os estádios.
Tanto o público total quanto a média de espectadores por jogos disputados foram recordes – até hoje não superados. Até 1994, ano da Copa nos EUA, eram disputadas 52 partidas por competição, contra 64, a partir de 1998. Mesmo assim, o público total que compareceu aos jogos em 1994 (3,59 milhões) foi superior ao público da Copa de 2006 (3,36 milhões), disputada na Alemanha, que ostenta o segundo melhor resultado.
Veja a tabela abaixo, com dados da FIFA sobre a média de público por jogo.
Alemanha (2006) – 52.491 espectadores
Coréia e Japão (2002) – 42.269 (Japão: 44.957; Coréia: 39.580)
França (1998) – 43.517
EUA (1994) – 68.991
Itália (1990) – 48.411
México (1986) – 46.297
Espanha (1982) – 35.698
Fonte: FIFA



