EUA entram na disputa para sede da Copa de 2018 ou 2022
Está menos longe do que parece. As candidaturas dos países que desejam abrigar as Copas do Mundo de 2018 e 2022 devem ser apresentadas ainda este ano e a decisão da FIFA será anunciada conjuntamente no ano que vem. Como a Copa de 2010 será na África do Sul e a de 2014 está programada para o Brasil, presume-se que o torneio de 2018 será disputado no Hemisfério Norte, mais precisamente na Europa.
A Inglaterra é uma candidata já declarada a sediar a Copa de 2018. Holanda e Bélgica, que planejavam propor uma candidatura em conjunto, assim como Espanha e Portugal, não contam com a simpatia do presidente da FIFA, Joseph Blatter, que já disse preferir que a Copa seja realizada em um único país.
Se, tudo indica, a Copa de 2018 será mesmo disputada na Europa, as apostas seguem abertas para a Copa de 2022. A candidatura mais conhecida, até o momento, é da Austrália. A favor do país, com pouquíssima tradição futebolística, pesa o fato de a Oceania jamais ter sido sede do evento. Também já se mencionou o interesse do Qatar, Indonésia e Japão em abrigarem a Copa.
Nesta semana, os Estados Unidos confirmaram o seu interesse e entraram abertamente na disputa. O ex-secretário de Estado (equivalente ao cargo de ministro das Relações Exteriores) Henry Kissinger assumiu o posto de “embaixador” da candidatura numa entrevista à imprensa americana. Kissinger terá 99 anos em 2022 e, por isso, bem-humorado, disse que terá “obrigação moral” de estar vivo até lá.
A candidatura americana tem peso, naturalmente, em função do poder econômico do país, do esforço que vêm fazendo para popularizar o esporte e do sucesso que o futebol encontrou entre as mulheres. Por outro lado, os EUA abrigaram a Copa há relativamente pouco tempo, em 1994 – e foi um evento que despertou muito pouco interesse dentro do próprio país. O futebol ainda está longe de ser um esporte popular nos EUA.
Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Esporte Tags: 2010, 2014, 2018, 2022, África do Sul, Austrália, Brasil, Copa do Mundo, EUA, Inglaterra, Joseph Blatter


