2010 | Mauricio Stycer
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31/03/2009 - 10:33

EUA entram na disputa para sede da Copa de 2018 ou 2022

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Está menos longe do que parece. As candidaturas dos países que desejam abrigar as Copas do Mundo de 2018 e 2022 devem ser apresentadas ainda este ano e a decisão da FIFA será anunciada conjuntamente no ano que vem. Como a Copa de 2010 será na África do Sul e a de 2014 está programada para o Brasil, presume-se que o torneio de 2018 será disputado no Hemisfério Norte, mais precisamente na Europa.

A Inglaterra é uma candidata já declarada a sediar a Copa de 2018. Holanda e Bélgica, que planejavam propor uma candidatura em conjunto, assim como Espanha e Portugal, não contam com a simpatia do presidente da FIFA, Joseph Blatter, que já disse preferir que a Copa seja realizada em um único país.

Se, tudo indica, a Copa de 2018 será mesmo disputada na Europa, as apostas seguem abertas para a Copa de 2022. A candidatura mais conhecida, até o momento, é da Austrália. A favor do país, com pouquíssima tradição futebolística, pesa o fato de a Oceania jamais ter sido sede do evento. Também já se mencionou o interesse do Qatar, Indonésia e Japão em abrigarem a Copa.

Nesta semana, os Estados Unidos confirmaram o seu interesse e entraram abertamente na disputa. O ex-secretário de Estado (equivalente ao cargo de ministro das Relações Exteriores) Henry Kissinger assumiu o posto de “embaixador” da candidatura numa entrevista à imprensa americana. Kissinger terá 99 anos em 2022 e, por isso, bem-humorado, disse que terá “obrigação moral” de estar vivo até lá. 

A candidatura americana tem peso, naturalmente, em função do poder econômico do país, do esforço que vêm fazendo para popularizar o esporte e do sucesso que o futebol encontrou entre as mulheres. Por outro lado, os EUA abrigaram a Copa há relativamente pouco tempo, em 1994 – e foi um evento que despertou muito pouco interesse dentro do próprio país. O futebol ainda está longe de ser um esporte popular nos EUA. 

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Esporte Tags: , , , , , , , , , ,
18/02/2009 - 10:18

Brasil investe em esportes de inverno. Faz sentido?

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Em tom bem-humorado, escrevi no blog em 30 de janeiro sobre o desafio internacional que colocou frente a frente, na disputa por uma vaga no Campeonato Mundial, as equipes de curling de Brasil e Estados Unidos. Curling é aquele esporte que junta, numa pista de gelo, quatro homens agasalhados de cada lado, cada um com uma espécie de rodo na mão, e um disco pesado de granito no meio.

Bom, eis que, por causa do súbito interesse que demonstrei pelo curling, sou avisado que representantes do Comitê Olímpico Brasileiro estão neste momento no Canadá, participando de uma reunião preparatória com vistas aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010, que se realizarão entre 12 e 28 de fevereiro, em Vancouver.

Mais que isso, leio no site do próprio COB que “o Comitê Olímpico Brasileiro vem desenvolvendo uma série de atividades no apoio à preparação da delegação brasileira na busca pelas vagas olímpicas, como o aumento do repasse de verbas da Lei Agnelo/Piva às Confederações Brasileiras de Desportos na Neve e no Gelo.” Cada confederação (a de desportos na neve e a de desportos no gelo) recebeu R$ 285 mil em 2008 e vai receber R$ 600 mil em 2009.

Também aprendi que o COB conseguiu, junto ao Programa Solidariedade Olímpica Internacional do Comitê Olímpico Internacional, bolsas para nove atletas que pretendem disputar os Jogos de 2010. Cada um recebe US$ 1.500 por mês. São atletas que praticam patinação artística, skeleton, bobsled, snowboard, esqui alpino, cross country e biathlon.

Todo esse esforço se explica, segundo o COB, porque “o Brasil vem evoluindo gradativamente e alcançando resultados inéditos em competições internacionais nos esportes de inverno”. Que resultados são esses? Diz o COB: em Turim, nos Jogos de Inverno de 2006, o Brasil ficou entre os dez no snowboard. Na prova de boardercross,  Isabel Cark “superou rivais de países de maior tradição na modalidade e conquistou um histórico nono lugar”. Brasiiillllll!!!!!

Em tempo: Não custa lembrar que a participação da equipe de bobsled da Jamaica nos Jogos de Inverno de 1988, em Calgary, no Canadá, rendeu uma comédia impagável, “Jamaica Abaixo de Zero”, com John Candy, já falecido, no papel de técnico do time. Quem sabe, um dia não chegamos lá…

 

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Esporte Tags: , , , , , , , ,
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