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	<title>Mauricio Stycer &#187; televisão</title>
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		<title>Problema crônico em reality: falta de transparência</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 18:13:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Votações encerradas”, anunciou Britto Jr. diante de Sheila Mello, Ana Paula Oliveira e Mateus Rocha, os três peões no paredão da primeira semana. Menos de um minuto depois, o apresentador comunicou: “Sheila Mello, você está salva!”. O mundo se curva diante da Record por esta que foi, até onde eu sei, a apuração mais rápida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/11/Fazenda-Sheila-e-Bombom-300x210.jpg" alt="Fazenda Sheila e Bombom" width="300" height="210" class="alignleft size-medium wp-image-5160" /><em>“Votações encerradas”, anunciou Britto Jr. diante de Sheila Mello, Ana Paula Oliveira e Mateus Rocha, os três peões no paredão da primeira semana. Menos de um minuto depois, o apresentador comunicou: “Sheila Mello, você está salva!”. O mundo se curva diante da Record por esta que foi, até onde eu sei, a apuração mais rápida da história das eleições no mundo. Nem o BBB, com seus critérios pouco claros, chegou perto. A ex-loira do Tchan respondeu à altura: “Obrigado, Brasil. Oi, galinhas. Estou de volta”.</em></p>
<p>Começa assim o texto <a href="http://afazenda.ig.com.br/afazenda2/?p=2029">“Como no BBB, falta transparência na apuração”</a>, que publiquei nesta segunda-feira no <a href="http://afazenda.ig.com.br/afazenda2/">blog</a> do iG dedicado ao programa A Fazenda 2. Aproveito para comentar também o histórico momento em que Adriana Bombom e Sheila Mello compararam seus bumbuns na tevê. </p>
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		<title>Luciano Huck acusa programa do Gugu de plágio e é chamado de “babaca” e “covarde” pelo diretor do rival</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 04:21:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Twitter foi palco neste domingo de uma discussão acalorada entre Luciano Huck, apresentador da Globo, e Homero Salles, diretor do programa de Gugu Liberato na Record. A briga terminou por chamar a atenção para um problema crônico da televisão brasileira: o mau hábito de copiar programas alheios ou repetir fórmulas prontas.
Huck indignou-se ao ver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Twitter foi palco neste domingo de uma discussão acalorada entre Luciano Huck, apresentador da Globo, e Homero Salles, diretor do programa de Gugu Liberato na Record. A briga terminou por chamar a atenção para um problema crônico da televisão brasileira: o mau hábito de copiar programas alheios ou repetir fórmulas prontas.</p>
<p>Huck indignou-se ao ver o apresentador da Record exibir na noite deste domingo um quadro semelhante ao “Lata Velha”, que ajuda donos de carros velhos a reformarem seus veículos, apresentado no programa da Globo desde 2006. </p>
<p>“Agora o Gugu quer ‘se inspirar’ também no Lata Velha!!! Hahahaha&#8230;ô falta de imaginação!!!! Tem gente que acha que povo é burro, né não?”, escreveu Huck, por volta das 21h15, aos seus 1,4 milhão de seguidores &#8211; o maior número no Twitter brasileiro. E logo acrescentou, com ironia: “Faça o bem, para receber o bem. Vou acreditar que 80% do Programa do Gugu é uma ‘homenagem’ ao Caldeirão. Obrigado, nobre colega.”</p>
<p>Com apenas 1,5 mil seguidores no Twitter quando começou a discussão, Homero Salles aproveitou a deixa para desferir uma série de ataques a Huck. Por uma hora e meia, ao longo de mais de 20 mensagens sobre o assunto, o diretor da Record não negou ter copiado o programa do rival, apenas argumentou que o apresentador da Globo não tinha autoridade para falar de cópias.</p>
<p>“@huckluciano , deixa de ser babaca&#8230;você dirige um TAXI que o Gugu dirigia e pensa que pode falar dos outros?”, começou Salles, lembrando que Huck apresentou um quadro na Globo muito semelhante a um que Gugu mantinha no SBT. </p>
<p>Irônico, Salles lembrou que o quadro “Lata Velha” é baseado num formato estrangeiro, sugerindo que não está copiando a atração do “Caldeirão do Huck”, mas de programas  da tevê americana: “amiguinho&#8230;TODOS nós assistimos os programas de reforma de carros americanos&#8230;nem vc nem nós inventamos isso” </p>
<p>Ainda com sarcasmo, Salles afirmou que Huck utiliza em seu programa vários quadros “importados” de produtores estrangeiros. “ô nobre colega&#8230;até três anos atrás vc perdia pro Raul Gil, a Globo teve de gastar uma nota preta comprando formatos&#8230;”, escreveu Salles. O diretor da Record citou os quadros “Barco do Amor” e “Acorrentados” como exemplos de atrações “importadas”. E, logo, no Twitter, vários leitores que assistiam a discussão lembraram de outros quadros exibidos no programa de Huck que seriam “inspirados” em atrações estrangeiras, como “Soletrando” e “Lar Doce Lar”. </p>
<p>“Nunca tive vergonha de adaptar bons quadros &#8230;mas tem de ser homem e assumir”, escreveu o diretor do programa do Gugu. Chamado de “covarde” por fazer suas críticas quando o programa do concorrente ainda estava no ar, Huck apagou do Twiiter, ainda na noite de domingo, os dois comentários que publicou. Um pouco antes de eliminá-los, dirigindo-se a colegas que se impressionaram com o tom da discussão, Huck escreveu que suas críticas foram apenas “um dasabafinho”, mas que não tinha a intenção de polemizar com Salles.</p>
<p>Atribui-se a Abelardo Barbosa (1917-1988) a célebre frase: “Em televisão, nada se cria, tudo se copia”. É um exagero, evidentemente – e o próprio Chacrinha, original em vários aspectos, está aí para desmentir a si próprio. Mas a briga feia entre Luciano Huck e Homero Salles diz muito do nível da televisão brasileira atual. </p>
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		<title>Especial sobre Cazuza “reabilita” Ney Matogrosso</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 15:10:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O programa sobre Cazuza (1959-1990) exibido pela Globo nesta quinta-feira, dentro da série “Por Toda a Minha Vida”, fez justiça, finalmente, ao cantor Ney Matogrosso, vetado e suprimido do filme “Cazuza, O Tempo Não Para” (2004), uma produção da Globo Filmes, dirigida por Sandra Werneck e Walter Carvalho. 
Ney aparece de várias formas no especial. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O programa sobre Cazuza (1959-1990) exibido pela Globo nesta quinta-feira, dentro da série “Por Toda a Minha Vida”, fez justiça, finalmente, ao cantor Ney Matogrosso, vetado e suprimido do filme “Cazuza, O Tempo Não Para” (2004), uma produção da Globo Filmes, dirigida por Sandra Werneck e Walter Carvalho. </p>
<p>Ney aparece de várias formas no especial. Ele fala sobre o relacionamento amoroso de três meses que teve com Cazuza, dá um depoimento sobre a obra do músico (elege “O Tempo Não Para”, “Blues da Piedade” e “Brasil” como suas obras-primas) e faz parte da encenação de um episódio fundamental na trajetória do Barão Vermelho: a sua decisão de gravar a canção “Pro Dia Nascer Feliz”, que deu visibilidade, no início dos anos 80, à jovem banda de rock.</p>
<p>Apenas por isso, o especial sobre Cazuza já mereceria todos os elogios. Mas o programa, com direção de Gustavo Fernandez, roteiro de George Moura e Teresa Frota e colaboração de Fernanda Scalzo, vai além. </p>
<p>Com ótimos depoimentos, inclusive do colega de escola Pedro Bial, do parceiro Roberto Frejat e do pai João Araujo, que raramente fala sobre Cazuza, o programa apresenta histórias pouco conhecidas ou inéditas sobre a breve vida do músico. </p>
<p>Bial descreve o dia em que os dois, crianças, foram recebidos por Vinicius de Moraes na banheira de sua casa e convidados a beber um uísque. Com muita sinceridade, Frejat relata a briga que teve com Cazuza e como reagiu à decisão do cantor de deixar o Barão Vermelho: “Fiquei puto”, diz. João Araujo aparece numa encenação aos tapas com o filho adolescente e, em outro trecho, emociona-se ao falar do legado de Cazuza.</p>
<p>Lucinha Araujo, mãe de Cazuza e co-autora do livro “Só as Mães São Felizes”, que serviu de fonte para o filme “O Tempo Não Para”, também é ouvida no especial, mas seu papel na história parece ter sido redimensionado. </p>
<p>O especial apresenta os vários Cazuzas que a sua geração conheceu: o compositor genial, o boêmio inconveniente, o hedonista irresponsável, o rebelde indomável, o artista corajoso, o exagerado em tudo. Entende-se claramente, ao final do programa, porque ele faz tanta falta.</p>
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		<title>A alegria de ouvir bobagens na “Fazenda”</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 18:06:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para quem freqüenta este blog e, ao mesmo tempo, aprecia os textos do autor sobre televisão, informo que meus comentários sobre “A Fazenda” serão publicados às segundas e quintas no blog específico que o iG mantém sobre o programa. No texto desta quinta-feira, eu falo da alegria de ouvir bobagens no reality. 
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem freqüenta este blog e, ao mesmo tempo, aprecia os textos do autor sobre televisão, informo que meus comentários sobre “A Fazenda” serão publicados às segundas e quintas no <a href="http://afazenda.ig.com.br/afazenda2/">blog</a> específico que o iG mantém sobre o programa. No texto desta quinta-feira, eu falo da <a href="http://afazenda.ig.com.br/afazenda2/?p=1029">alegria de ouvir bobagens</a> no reality. </p>
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		<title>“A Fazenda”: mais enxuta, sem reza e sem comercial</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 03:26:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na essência, “A Fazenda” continua o mesmo: subcelebridades de terceiro e quarto escalão em busca de um lugar ao sol, Britto Jr. tentando ser Pedro Bial e a Record falando da Record. Mas, em relação ao programa que estreou há cinco meses e meio, a segunda edição do reality show começou com alguns melhoramentos. 
Em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na essência, “A Fazenda” continua o mesmo: subcelebridades de terceiro e quarto escalão em busca de um lugar ao sol, Britto Jr. tentando ser Pedro Bial e a Record falando da Record. Mas, em relação ao programa que estreou há cinco meses e meio, a segunda edição do reality show começou com alguns melhoramentos. </p>
<p>Em primeiro lugar, no lugar das duas horas e quarenta minutos da primeira estreia, desta vez foram apenas 120 minutos. Sem enrolação, direto ao ponto, os candidatos foram brevemente apresentados, não tiveram a chance de falar muita besteira e ainda foram submetidos a uma prova divertida.</p>
<p>Outro progresso foi visto no final. Na primeira estreia, os candidatos tomaram uma taça de espumante e, em círculo, comandados por Babi, fizeram uma prece.  “Senhor, que a gente aprenda a ser um ser humano melhor”, começou a moça, antes de pedir: “Jesus, que todos nós tenhamos um <a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/2009/06/01/%E2%80%9Ca-fazenda%E2%80%9D-comeca-com-oracao-a-deus-por-%E2%80%9Csalto-na-carreira%E2%80%9D-das-subcelebridades">salto em nossas carreiras</a>”.  Desta vez, repetiu-se a oferta de bebida, mas, na hora em que os participantes começaram a formar um círculo, o programa saiu do ar sem que pudéssemos ouvir qualquer oração.</p>
<p>É claro que houve espaço para inúmeras piadas involuntárias. A melhor de todas, sem dúvida, a frase de Sheila Melo, apresentada por Britto como “uma das loiras mais conhecidas do Brasil”, que disse: “Não precisa ser verdadeiro&#8230; Me tratando bem já tá bom.” Eis uma reflexão que vale como mantra para a vida.</p>
<p>MC Leozinho, como se estivesse no palco do Gugu ou do Faustão, agradeceu: “Estou muito feliz pelo convite”. Mauricio Manieri observou: “Não sou muito de me expor”. E Karina Bacchi nos informou: “Me arrependi muito de ter posado nua”.  </p>
<p>Quase todos os participantes mereceram um “bem-vindo” do apresentador, mas Cacau Melo, depois de participações inexpressivas em novelas e programas da Globo, mereceu algo mais: “Bem-vinda à Record”, saudou Britto. </p>
<p>Mais uma vez, a emissora subverteu a lógica capitalista que rege o negócio da comunicação no Brasil, segundo a qual a publicidade financia a produção. O programa entrou no ar imediatamente depois do Gugu, sem intervalos comerciais, por volta das 22h20, e só foi interrompido às 23h45, depois de uma hora e vinte e cinco minutos. </p>
<p>Houve, então, um intervalo comercial de seis minutos, seguido de um segundo bloco do programa que durou oito minutos, um segundo intervalo de cinco minutos e, finalmente, um terceiro bloco do reality de quinze minutos. Resumindo, ao longo de duas horas, houve onze minutos de comerciais, alocados em dois blocos na última meia hora da atração. </p>
<p>Com essa estratégia, “A Fazenda” espera <a href="http://babado.ig.com.br/noticias/2009/11/16/a+fazenda+em+sua+estreia+reality+show+lidera+audiencia+e+record+bate+a+globo+9104962.html">vencer a guerra da audiência</a> nas noites de domingo.</p>
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		<title>Record briga ao vivo com a Globo por entrevista</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 15:01:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma repórter da Rede Record tentou invadir uma área reservada onde o secretário-executivo do Ministério das Minas e Energia aguardava para dar uma entrevista à Rede Globo, na manhã desta quarta-feira, em Brasília.
A cena, muito incomum, foi ao ar no programa “Hoje em Dia”, da Record. Marcio Zimmermann havia se comprometido a falar com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma repórter da Rede Record tentou invadir uma área reservada onde o secretário-executivo do Ministério das Minas e Energia aguardava para dar uma entrevista à Rede Globo, na manhã desta quarta-feira, em Brasília.</p>
<p>A cena, muito incomum, foi ao ar no programa “Hoje em Dia”, da Record. Marcio Zimmermann havia se comprometido a falar com a emissora, ao vivo, depois que desse uma entrevista à Globo, que também seria exibida ao vivo. </p>
<p>O apresentador do programa, Celso Zucatelli, reclama que a Globo está “segurando” o secretário “propositalmente” e pede para a repórter Venina Nunes “insistir” na entrevista com Zimmermann. Constrangida, a repórter reconhece que “é falta de ética tentar atrapalhar o trabalho dos outros”, mas dirige-se mesmo assim à área onde a repórter da Globo prepara-se para entrevistar o secretário.</p>
<p>Ao tentar, então, fazer a sua entrevista, Venina Nunes é confrontada por uma repórter da Globo e pelo assessor de imprensa de Zimmermann. Este último afirma que a repórter da Record está invadindo a área da concorrente e que deve aguardar a sua vez. </p>
<p>Horas depois do incidente, a própria Record divulgou em seu portal o <a href="http://videos.r7.com/reporter-da-record-tenta-em-vao-entrevistar-secretario-de-minas-e-energia-/idmedia/9c5fd244755d28bfad5f2811309e7edb.html">vídeo</a> que mostra a briga. </p>
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		<title>Muricy tem razão de reclamar do horário da partida</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 21:42:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi preciso esperar o sol surgir forte no domingo para as reclamações sobre o horário dos jogos aparecerem. Muricy foi o primeiro a chiar, encerrado Palmeiras e Corinthians, ainda no gramado. Lembrando que estamos em horário de verão, o técnico sublinhou que o jogo começou, de fato, às 15hs, sob sol de mais de 30º. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi preciso esperar o sol surgir forte no domingo para as reclamações sobre o horário dos jogos aparecerem. Muricy foi o primeiro a chiar, encerrado Palmeiras e Corinthians, ainda no gramado. Lembrando que estamos em horário de verão, o técnico sublinhou que o jogo começou, de fato, às 15hs, sob sol de mais de 30º. </p>
<p>Ouvido pela rádio CBN, falou do “poder econômico”, que impôs este horário, sendo imediatamente replicado pelo comentarista da emissora, que observou: Muricy deveria reclamar com os dirigentes de Palmeiras e Corinthians, que acertaram a partida no oeste do Estado de São Paulo.</p>
<p>Muricy, de fato, deveria ter reclamado antes. A escolha do local do clássico deu-se no dia 22 de setembro – e o horário do jogo estava marcado há uma semana, pelo menos. A questão central, no entanto, e que parece ter escapado ao comentarista da CBN, é que o horário dos jogos é definido pela Globo, detentora dos direitos de transmissão do campeonato, com o aval da CBF, responsável pela organização e gerência do evento.</p>
<p>Em período de horário de verão, todas as partidas marcadas para as 16hs deveriam, automaticamente, ser transferidas para as 17hs. Muito simples. </p>
<p>Sou velho o suficiente para lembrar que as partidas de futebol no Rio de Janeiro, aos domingos, começavam às 17hs – antes disso, era desumano, por causa do calor. </p>
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		<title>Histórias de uma “videocracia” chamada Itália</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 18:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um documentário que explica a Itália de Berlusconi ou, ainda, um filme que mostra como o império de mídia do empresário ajudou a idiotizar o país e a entronizá-lo no poder. Essas parecem ser as ambições de “Videocracia”, de Erik Gandini, que tem exibição nesta quinta-feira na Mostra. Ao menos, o filme tem sido apresentado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/10/Mostra-Selo7.jpg" alt="Mostra Selo" width="120" height="60" class="alignleft size-medium wp-image-4969" />Um documentário que explica a Itália de Berlusconi ou, ainda, um filme que mostra como o império de mídia do empresário ajudou a idiotizar o país e a entronizá-lo no poder. Essas parecem ser as ambições de “Videocracia”, de Erik Gandini, que tem exibição nesta quinta-feira na Mostra. Ao menos, o filme tem sido apresentado dessa forma, o que é um pouco demais para ele. </p>
<p>“Videocracia” trata de três temas que o brasileiro conhece bem: o mundo da televisão de baixas calorias, o circo de subcelebridades que gravita em torno desse universo e o sonho maluco, compartilhado por milhões de pessoas, de ficar famoso a qualquer preço. </p>
<p><img src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/10/videocracia-cartaz-3-212x300.jpg" alt="videocracia cartaz 3" width="212" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-4967" />Silvio Berlusconi é o quarto elemento desta história – e, felizmente, personagem igual a esse não há por aqui. Crooner em cruzeiros marítimos na juventude, empresário de sucesso na vida adulta, ergueu um império de comunicação, hoje formado por três emissoras de televisão, revistas, jornais, editora de livros etc. Também é dono do Milan, um dos principais times da Itália.</p>
<p>Ao aventurar-se na política, na década de 90, Berlusconi criou o próprio partido e chegou ao cargo de primeiro-ministro da Itália por três vezes, entre 1994 e 1995, entre 2001 e 2006 e, agora, desde 2008. No posto mais alto do governo, Berlusconi controla, além das suas emissoras privadas, os três canais públicos (o sistema RAI), o que faz dele “dono” de 90% dos meios de comunicação do país.  </p>
<p>“Videocracia” apresenta três personagens fascinantes e descreve as suas aventuras nesta Itália de Berlusconi. O primeiro é um mecânico chamado Riccardo, cujo único sonho na vida é ser famoso. Suas armas para isso são o físico, que cultua em rigorosas sessões de musculação, e a voz, que usa para imitar cantores pop. Riccardo acha que tem chances de explodir na televisão italiana como uma rara mistura de Van Damme com Ricky Martin.</p>
<p><img src="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/files/2009/10/videocracia-2-300x162.jpg" alt="videocracia 2" width="300" height="162" class="alignleft size-medium wp-image-4966" />A câmera de Erik Gandini acompanha o patético Riccardo em seu esforço de conseguir aparecer num programa qualquer de auditório. Além da natural falta de talento, seu objetivo é também comprometido pela preferência que esses programas dão a mulheres bonitas, que se dispõem a mostrar o corpo e rebolar no palco. </p>
<p>O segundo personagem de “Videocracia” é Lele Mora. Ex-cabeleireiro, é hoje empresário e agente de artistas e celebridades de segunda categoria. Fã confesso de Mussolini, é amigo de Berlusconi. Lele Mora já foi condenado mais de uma vez por fraude fiscal, mas exibe um sorriso de orelha a orelha no filme. </p>
<p>O empresário é filmado em sua mansão na Sardenha, cercado de atores e ex-participantes do Big Brother italiano, quase todos sem camisa, Ali ele explica como a sua intuição o ajuda a descobrir o talento escondido de figuras anônimas e como faz para transformá-las em celebridades.</p>
<p>O terceiro, e último, personagem do filme chama-se Fabrizio Corona. Empresário, é dono de uma agência de fotógrafos, especializada em obter flagrantes indiscretos de celebridades. “Vídeocracia” explica que antes de vender suas fotos para as revistas de fofocas, Corona prefere oferecê-las para os personagens fotografados. Ou seja, a vítima dos paparazzi tem a chance de pagar pelas imagens, de maneira que elas nunca sejam exibidas.</p>
<p>Parece chantagem e extorsão, e a Justiça italiano já entendeu, em mais de uma ocasião, que é isso mesmo. Corona responde a diversos processos e já passou uma temporada de 80 dias na cadeia. Personagem tão repugnante quanto fascinante, fala de si e do seu trabalho com enorme orgulho. É amigo de Lele Mora, também.</p>
<p>Berlusconi e suas emissoras de tevê compõem uma espécie de pano de fundo para este mundo cão e cafona. Difícil saber se a Itália teria chegado ao ponto em que chegou hoje se o empresário tivesse se mantido fora da política. Mas é evidente que esse duplo papel que Berlusconi exerce ajuda a passar a impressão de que o país virou um grande programa de auditório. Ao menos é isso que “Videocracia” nos faz pensar.</p>
<p><strong>Em tempo</strong>: Gandini é italiano, mas vive na Suécia. Um dos co-produtores do filme é a Zentropa, que vem a ser a produtora do dinamarquês Lars Von Trier. </p>
<p><em>“Vídeocracia” tem mais duas sessões: nesta quinta-feira, às 22h40, no Espaço Unibanco Pompéia, e domingo (1/1), às 16h20, na Cinemateca. Mais informações no <a href="http://www.mostra.org/exib_filme.php?filme=24">site da Mostra</a>.</em></p>
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		<title>Proposta de mudar horário de jogos noturnos virou pó</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 13:59:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Menos de duas semanas depois de Ricardo Teixeira ter levantado o assunto, parece enterrada a discussão sobre a mudança no horário noturno dos jogos da Série A do Brasileiro. Para quem não se lembra, o presidente da CBF observou que o horário das 21h50, escolhido pela Rede Globo, está longe de ser o ideal para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Menos de duas semanas depois de Ricardo Teixeira ter levantado o assunto, parece enterrada a discussão sobre a mudança no horário noturno dos jogos da Série A do Brasileiro. Para quem não se lembra, o presidente da CBF observou que o horário das 21h50, escolhido pela Rede Globo, está <a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/2009/10/17/cbf-quer-mesmo-mudar-horario-dos-jogos-noturnos/">longe de ser o ideal</a> para o torcedor. “Como presidente da CBF, não posso ficar preocupado com o índice da televisão. Eu tenho que ficar preocupado também com o torcedor. Não adianta fazer jogo com o campo vazio”, disse Teixeira.</p>
<p>A declaração do presidente da CBF foi vista como uma reação à proposta da Globo, encaminhada dias antes aos clubes, de alterar o sistema de disputa do Brasileiro. A emissora, detentora dos direitos de transmissão do campeonato, sonha em reintroduzir o mata-mata na fase final, em lugar da classificação ser definida pela soma de pontos.</p>
<p>Segundo a coluna <a href="http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/televisao/guerra-e-paz/">“Radar”</a>, na “Veja”, Globo e CBF selaram um acordo de paz há uma semana: a emissora desiste de propor a volta do mata-mata e a confederação deixa de reclamar do horário dos jogos depois da novela. </p>
<p>Além do acordo, também há um argumento supostamente objetivo contra a mudança do horário noturno. Segundo a “Folha” desta quarta-feira, os jogos noturnos, às quartas, apresentam média de público no estádio (20,1 mil pagantes) superior à média geral do campeonato (16,5 mil). E segundo a Globo, as partidas exibidas depois da novela têm audiência superior (cinco pontos, em média) às exibidas aos domingos, às 16h.</p>
<p>Esses números, creio, são fáceis de explicar. Apenas 25 jogos, de um total de 310, foram realizados às 21h50. Os jogos programados para este horário envolvem sempre times muito populares – em São Paulo, quase sempre o Corinthians. Isso puxa para cima tanto a presença de público no estádio quanto o índice de audiência. </p>
<p>Em resumo, a boa notícia é que parece não haver riscos, no futuro próximo, de alteração do sistema de pontos corridos. A má notícia é que seguiremos com jogos neste horário esdrúxulo. </p>
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		<title>CBF quer mesmo mudar horário dos jogos noturnos?</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 15:16:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É preciso ler com cautela a notícia de que Ricardo Teixeira pretende alterar o horário dos jogos noturnos da Série A do Brasileiro, às quartas-feiras. Em entrevista a três jornais (“Globo”, “Folha” e “Estadão”), o presidente da CBF reconheceu o óbvio, ou seja, que as partidas noturnas, programadas de acordo com a grade da Rede [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É preciso ler com cautela a <a href="http://esporte.ig.com.br/futebol/2009/10/17/cbf+quer+mudar+o+horario+de+partidas+do+brasileirao+8856904.html">notícia</a> de que Ricardo Teixeira pretende alterar o horário dos jogos noturnos da Série A do Brasileiro, às quartas-feiras. Em entrevista a três jornais (“Globo”, “Folha” e “Estadão”), o presidente da CBF reconheceu o óbvio, ou seja, que as partidas noturnas, programadas de acordo com a grade da Rede Globo, terminam muito tarde, o que afugenta o público dos estádios.</p>
<p>À medida em que, nos últimos anos, a chamda “novela das 8” foi mudando de horário e virando “novela das 9”, o horário das partidas de quarta-feira foi sendo empurrado para mais tarde. Atualmente, as partidas começam às 21h50, e terminam por volta da meia-noite.  </p>
<p>O horário das partidas é determinado em contrato entre a Rede Globo, que detém os direitos de transmissão, e os clubes, sob as bençãos da CBF. Um dos argumentos da emissora para exibir as partidas depois da novela é que esse horário seria de interesse dos patrocinadores dos clubes, interessados na exposição de suas marcas num momento em que a televisão tem altos níveis de audiência.</p>
<p>É a esse argumento que Ricardo Teixeira se refere na entrevista, ao dizer: “Como presidente da CBF, não posso ficar preocupado com o índice da televisão. Eu tenho que ficar preocupado também com o torcedor. Não adianta fazer jogo com o campo vazio”.</p>
<p>Cabe lembrar que Teixeira é presidente da CBF há 20 anos e, até onde me recordo, é a primeira vez que se manifesta publicamente de forma crítica sobre o horário noturno das partidas da Série A.</p>
<p>Também é preciso lembrar que esta declaração ocorre ao final de uma semana em que a Rede Globo apresentou uma proposta aos clubes para mudar o sistema de disputa do Brasileiro, reintroduzindo o “mata-mata” na fase final, em lugar da classificação ser decidida por pontos corridos. Teixeira, como se sabe, é contra essa mudança. Daí a sua declaração: “Querem discutir esse assunto, vamos discutir tudo”.</p>
<p>Em resumo, gostaria de acreditar que o presidente da CBF está interessado em discutir, de fato, o estranho horário das partidas noturnas de futebol no Brasil. Mas temo que, com suas declarações, ele esteja apenas demarcando território no campo de batalha. </p>
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		<title>Galvão Bueno não vai a Rosário e equipe da Band tripudia</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 19:58:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Nós estamos aqui”, sublinhou Neto, o comentarista da Band, logo no início da transmissão de Argentina e Brasil, na noite de sábado. “A pressão aqui é muito forte”, repetiu mais de uma vez o narrador Luciano do Valle. “Esses dias todos que estamos aqui, deu pra sentir a pressão”, confirmou Neto. “Aqui dentro, o gol [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Nós estamos aqui”, sublinhou Neto, o comentarista da Band, logo no início da transmissão de Argentina e Brasil, na noite de sábado. “A pressão aqui é muito forte”, repetiu mais de uma vez o narrador Luciano do Valle. “Esses dias todos que estamos aqui, deu pra sentir a pressão”, confirmou Neto. “Aqui dentro, o gol do Brasil deveria valer por dois”, disse Luciano após narrar o gol de Luisão, que abriu o placar. E ainda disse, depois do gol de Luis Fabiano: “O peso desses dois gols finalmente silencia a torcida argentina aqui em Rosário”.</p>
<p>Quem viu a partida pela Band deve ter estranhado a insistência do narrador e do comentarista em realçarem o fato de estarem em Rosário, local da partida. Dada a importância do encontro, seria surpreendente se não estivessem “aqui”.</p>
<p>Mas depois de ouvir o terceiro “aqui” em menos de cinco minutos, resolvi sintonizar na Globo. Qual não foi a surpresa ao me dar conta que Galvão Bueno e Falcão não estavam no estádio, em Rosário, mas transmitindo a partida em um estúdio fechado, em outro lugar. Se havia alguma dúvida, no intervalo da partida isso ficou claro – Galvão e Falcão apareceram à frente de uma parede com o logotipo da Globo, e não tendo uma imagem do estádio ao fundo, como é normal quando estão no local.</p>
<p>Pela internet, em alguns blogs, corre a versão que o principal narrador da Globo não viajou a Rosário por medo da gripe suína. Este blog apurou uma história parecida. O departamento médico da Globo determina uma quarentena de sete dias a qualquer funcionário que viaja para a Argentina neste momento. Se narrasse a partida em Rosário, Galvão não poderia atuar na partida de quarta-feira, contra o Chile, em Salvador. Em função desta quarentena recomendada pela emissora, os repórteres que a Globo enviou para Rosário estão de folga até o final da semana que vem.</p>
<p>O fato é que a equipe da Band reinou sozinha na tevê aberta. E se divertiu. Neto, soltinho como sempre, foi quem mais falou a palavra “aqui”, a sublinhar que estava testemunhando, de fato, o encontro. Também riu muito do técnico da Argentina: “Fala a verdade, nunca vi um cara comer tanta unha como o Maradona”. Tripudiou do zagueiro rival: “Esse Sebá jogar na seleção argentina é a baba na baba”. E fez piada com Verón, apelidado na Argentina de La Bruja: “Verón está mais pra velho do que pra bruxa”, disparou Neto.</p>
<p>A presença no estádio não ajudou muito Luciano do Valle a identificar os jogadores em campo. Sua narração vibrante é repleta de expressões como “cruzamento perigoso!”, “bateu!”, “tirou!”, “corte bem feito”, sem que o espectador ouça o nome dos autores das jogadas.</p>
<p>Outra marca das transmissões da Band são os recados que a equipe envia ao longo do jogo. Entre um lance e outro de perigo, Luciano do Valle mandava um abraço para o prefeito de Foz do Iguaçu e pedia votos para a cidade ser eleita uma das sete maravilhas da natureza. Já Oscar Roberto Godói, comentarista de arbitragem, mandou um abraço “para o pessoal da Itaipava” depois de criticar um cartão amarelo “perfeitamente desnecessário de ser mostrado”.</p>
<p>O que importa, enfim, como disse Neto, é que o Brasil aplicou “um chocolate” na Argentina. E fomos todos dormir mais felizes na noite de sábado.</p>
<p><strong>Em tempo (atualizado às 11h30 de 7 de setembro)</strong>: Vários leitores estranharam o uso que fiz da palavra &#8220;quarentena&#8221; associado a um período de isolamento de sete dias, e não a 40 dias. Recorro ao dicionário &#8220;Houaiss&#8221; para explicar.  Quando se refere a &#8220;infectologia&#8221;, a palavra &#8220;quarentena&#8221; significa: &#8221;conjunto de restrições e/ou isolamento, <strong>por períodos de tempo variáveis</strong>, impostos a indivíduos ou cargas procedentes de países em que ocorrem epidemias de doenças contagiosas&#8221; (<em>o grifo é meu</em>).</p>
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		<title>A desastrada aventura de Xuxa pelo Twitter</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 13:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na segunda-feira, 3 de agosto, 23 dias atrás, Xuxa Meneghel começou a brincar no Twitter. Atraída pela nova mídia, mas sem traquejo, logo estava digitando suas mensagens em caixa alta, como esta, comentando convite recebido de Zeca Pagodinho: “ZECA CHAMOU PRA IR A XEREM. E ELE JA SABE EU NAO BEBO, NAO FUMO E NAO [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na segunda-feira, 3 de agosto, 23 dias atrás, Xuxa Meneghel começou a brincar no Twitter. Atraída pela nova mídia, mas sem traquejo, logo estava digitando suas mensagens em caixa alta, como esta, comentando convite recebido de Zeca Pagodinho: “ZECA CHAMOU PRA IR A XEREM. E ELE JA SABE EU NAO BEBO, NAO FUMO E NAO COMO CHURRASCO, MAS FICO COM AS CRIANÇAS. TIPO BABÁ.VOU AMAR XEREM.”</p>
<p>Os fãs digitalmente mais alfabetizados logo informaram a Xuxa que escrever em caixa alta equivale a gritar. Assim, depois de pouco mais de duas semanas no Twitter, a apresentadora foi obrigada a se explicar pela primeira vez: “EU NÃO ESTOU GRITANDO, NEM QUERO SER MAL EDUCADA, GALERA. SEMPRE QUE ESCREVO NO COMPUTADOR, ESCREVO ASSIM. É O MEU JEITINHO!”</p>
<p>Como muitas celebridades já perceberam, o Twitter permite um contato inédito com o fã. As mensagens alcançam o usuário, e são lidas, independentemente da sua disposição para respondê-las. Xuxa deu um primeiro sinal de que não estava acostumada com esse novo tipo de assédio na segunda-feira, 24. Em meio a outras tuitadas, desabafou: “PÔ PAREM DE CRITICAR”.</p>
<p>Nesse mesmo dia, mais uma vez, se viu obrigada a se explicar com os fãs, que já somam 72 mil seguidores: “OUTRA COISA , NÃO FIQUEM TRISTE POR EU NÃO RESPONDER TUDO EU FICO DOIDINHA , VOU APRENDER AOS POUCOS TÁ”. Desajeitada com a língua portuguesa, como pode-se notar, ela tentou se corrigir em seguida, mais uma vez tropeçando na gramática e na ortografia: “OPS , ESCREVI SEM LER SAIU ERROS DE PORTUGUES”.</p>
<p>Chateada com as críticas ao seu “jeitinho” de escrever, Xuxa passou a digitar as suas mensagens em caixa  baixa, como todos os demais usuários do serviço. Mas deixou claro que não gostou das críticas: “eu adoro esse jeitinho, mas falaram tanta coisa feia q tô eu aqui de igual prá igual”.</p>
<p>Em seu último dia no Twitter, na terça-feira, 25 de agosto, Xuxa avisou que estava tuitando do set de filmagens de “Xuxa e o Mistério de Feiurinha”. Informou que Sasha estava participando das filmagens e relatou que iria trabalhar até de madrugada. Depois contou que o filme tem Hebe Camargo no papel de sogra e Angélica como cunhada, além de Fafi Siqueira, Alexandra Richter e Bruna Marquezine no papel de bruxas.</p>
<p>O caldo entornou já de noite, depois de Xuxa avisar: “sasha filmou com um bode e agora vai filmar com uma cobra”. Na sequência, a filha da apresentadora escreveu: “Sou eu Sasha. Estou aqui filmando e vai ser um ótimo filme. Tenho que ir&#8230; Vou fazer uma sena com a cobra”.</p>
<p>Os fãs de Xuxa logo começaram a fazer observações sobre o erro de ortografia cometido pela menina de 11 anos (“sena” no lugar de “cena”). Magoada, a apresentadora reagiu com um palavrão: “pra quem não sabe minha filha foi alfabetizada em inglês, vou pensar muito em colocar ela pra falar com vcs, ela não merece ouvir certas m&#8230;”</p>
<p>Como as críticas e ironias não cessaram, Xuxa, muito irritada, encerrou seu dia no Twitter com um desabafo: “fui vcs não merecem falar comigo nem com meu anjo”. E, como observou <a href="http://lulacerda.ig.com.br/home/index.php?contentId=25696" target="_blank">Lu Lacerda</a>, às 2h50 da manhã, eliminou a mensagem com erro da filha.</p>
<p>Naturalmente, o erro de Sasha e a reação de Xuxa ganharam as páginas com velocidade. Na manhã de quarta-feira, a palavra “Xuxa” estava entre as dez mais mencionadas por brasileiros no Twitter. E as mensagens que ela escreveu na noite anterior estavam entre as três mais reenviadas (retuitadas) por outros usuários.</p>
<p>Wagner Martins, o <a href="http://twitter.com/mrmanson" target="_blank">Mr. Manson</a>, criador do célebre blog Cocadaboa, foi quem talvez resumiu melhor a nova situação: “Celebridades no Twitter tornaram possível um sonho de infância: xingar a TV. E ser ouvido. Obrigado Internets.” Xuxa, com certeza, não se esquecerá desta lição.</p>
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		<title>&#8220;A Fazenda&#8221;: Uma reflexão sobre os sentidos da imitação</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 15:36:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para alegria dos leitores que reclamaram dos meus textos sobre o “BBB9”, não pude dedicar a mesma atenção ao reality show “A Fazenda”, da Record. Assisti apenas alguns episódios e não cansei de me espantar com a semelhança, em inúmeros aspectos, com o reality global.
Não é novidade nenhuma que o projeto da Record leva em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para alegria dos leitores que reclamaram dos meus textos sobre o “BBB9”, não pude dedicar a mesma atenção ao reality show “A Fazenda”, da Record. Assisti apenas alguns episódios e não cansei de me espantar com a semelhança, em inúmeros aspectos, com o reality global.</p>
<p>Não é novidade nenhuma que o projeto da Record leva em conta, numa mão, a grade da Globo – um fenômeno que transparece em inúmeros programas, tanto na área de entretenimento quanto de jornalismo. </p>
<p>Assistindo ao duelo entre Dado Dolabella e Danni Carlos no último episódio de “A Fazenda” me dei conta, no entanto, de algo talvez óbvio, mas que vinha me passando despercebido: o sucesso da imitação de uma emissora pela outra só ocorre porque há uma cumplicidade de desejos entre a Record e o seu público – este último quer ver na sua tela uma imitação da emissora líder, com tudo que há de tosco nela. Convido os visitantes deste blog a lerem texto que escrevi a respeito, defendendo essa idéia, intitulado <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/mauricio_stycer/2009/08/24/a+fazenda+publico+deseja+que+a+record+imite+a+globo+8058910.html" target="_blank">Público deseja que a Record imite a Globo</a>, publicado na segunda-feira, 24, no <strong>Último Segundo</strong>.</p>
<p>Para quem, por acaso, tiver interesse em mais textos sobre o assunto, escrevi sobre &#8221;A Fazenda&#8221; em três outras ocasiões: na desastrada <a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/2009/06/01/%E2%80%9Ca-fazenda%E2%80%9D-comeca-com-oracao-a-deus-por-%E2%80%9Csalto-na-carreira%E2%80%9D-das-subcelebridades/" target="_blank">estréia</a>, quando Dado e Britto Jr. <a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/2009/06/25/a-fazenda-ensina-ao-bbb-roupa-suja-se-lava-em-publico/" target="_blank">discutiram publicamente</a> por causa de um remédio e no dia em que descobri que o cachorro do programa era parte de uma ação de <a href="http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/2009/07/13/nem-o-cachorro-e-de-verdade-na-%E2%80%9Cfazenda%E2%80%9D/" target="_blank">merchandising</a>.</p>
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		<title>Briga de mulheres: de “Seinfeld” a “Caminho das Índias”</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 14:04:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No último episódio da oitava temporada de “Seinfeld”, intitulado “The Summer of George”, Elaine e dois colegas de escritório fazem fofoca sobre Sam, uma moça desengonçada que trabalha na mesma empresa. Um deles diz que os braços de Sam, ao andar, balançam como “salames”. O outro o corrige e diz: “Ela anda como um orangotango”. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último episódio da oitava temporada de “Seinfeld”, intitulado “The Summer of George”, Elaine e dois colegas de escritório fazem fofoca sobre Sam, uma moça desengonçada que trabalha na mesma empresa. Um deles diz que os braços de Sam, ao andar, balançam como “salames”. O outro o corrige e diz: “Ela anda como um orangotango”. Elaine comenta: “Melhor chamar o zoológico”. O primeiro colega faz um som, imitando um gato: “Grrrr&#8230;”. “O quê?”, pergunta Elaine. “Ssssss”, responde o outro colega. E o primeiro acrescenta: “Felina&#8230;”</p>
<p>Indignada por ficar com a fama, Elaine comenta a cena ocorrida no escritório com Jerry Seinfeld, que apenas observa e grunhe: “Grrrrr&#8230;” Não vou entrar em detalhes sobre os desdobramentos do episódio – genial como sempre e que inclui uma participação especialíssima da atriz Raquel Welch, no papel de uma prima donna decadente chamada Raquel Welch.</p>
<p>O fato é que, a certa altura, Elaine pergunta a Jerry porque os homens gostam tanto de ver brigas entre mulheres. Ou “catfight”, como diz Kramer. A resposta do humorista é puro Seinfeld: “Os homens acham que quando duas mulheres estão se agarrando e arranhando existe uma possibilidade, sabe-se lá como, de elas se beijarem&#8221;.</p>
<p>Dois episódios na última semana me fizeram voltar a Seinfeld. O primeiro ocorreu no lançamento da “Playboy” que traz a ex-BBB Priscila na capa. Quem não acompanhou o programa deve ter estranhado que Priscila vetou a entrada de Ana, colega de confinamento, na festa da revista, num bar, no Rio. “Grrrrr”, diria Seinfeld. Priscila foi alvo de várias intrigas durante o BBB9, protagonizadas por Maíra, Josy, Naiá e Ana. E mostrou que, passados quatro meses do encerramento do programa, não esqueceu de nada. “Sssss&#8230;.”</p>
<p>A outra briga foi mais pesada. Deu-se no horário nobre da Globo, na novela “Caminho das Índias”. Depois de descobrir que seu marido havia presenteado uma amiga sua, Yvone (Letícia Sabatella), com jóias caríssimas, a perua Melissa (Christiane Torloni) parte para o ataque. Na sala de massagens do clube, Melissa tira o chapéu antes de dar uma surra em Yvone com uma violência que não se via desde que Maria Clara (Malu Mader) trancou o banheiro e acabou com Laura (Claudia Abreu) na novela “Celebridade” (2003).</p>
<p>A discussão sobre qual briga foi melhor, digo, mais bem encenada, já corre solta na Internet. Pelas participantes envolvidas, gostei mais da briga na novela de Gilberto Braga, mas reconheço que a cena exibida na novela de Gloria Perez não é uma pancadaria de se jogar fora. “Catfight”&#8230;</p>
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		<title>Comprei a “Playboy” só para ler o poema do Bial</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 12:51:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Stycer</dc:creator>
				<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>
		<category><![CDATA[BBB]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Bial]]></category>
		<category><![CDATA[Playboy]]></category>
		<category><![CDATA[Priscila]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi, por muito tempo, uma piada, mas dizia muito sobre a qualidade do conteúdo da edição brasileira da “Playboy”: “comprei a revista só para ler a entrevista do mês”. E não apenas a longa entrevista, normalmente resultado de várias sessões com o entrevistado, mas também as reportagens e textos de ficção, toda edição de “Playboy” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi, por muito tempo, uma piada, mas dizia muito sobre a qualidade do conteúdo da edição brasileira da “Playboy”: “comprei a revista só para ler a entrevista do mês”. E não apenas a longa entrevista, normalmente resultado de várias sessões com o entrevistado, mas também as reportagens e textos de ficção, toda edição de “Playboy” oferecia, para além dos ensaios fotográficos, muita coisa para ler.</p>
<p>Depois de muitos anos sem comprar, fui às bancas atrás da edição especial de aniversário, que comemora 34 anos da revista. Na capa, acompanhada apenas de um ponto de exclamação ao lado de seu nome, um sapato de salto alto e notas de dólares presas a uma liga, Priscila olha para o leitor com uma cara entre safada e surpresa.</p>
<p>Levei um susto, lendo o editorial, ao descobrir que hoje a revista destina-se a um leitor de &#8220;mãos viris&#8221;. Mas segui em frente. Lá dentro, em quase 30 páginas, Priscila Pires exibe as suas qualidades num ensaio que se propõe a simular uma fantasia, intitulado “Princesa devassa”, mas que mostra a sul-mato-grossense exatamente como os espectadores do BBB9 a viram, apenas sem nenhuma roupa.</p>
<p>A cereja do bolo, diferentemente do anunciado, não é o piercing na região mais íntima, mas o “poema” que Pedro Bial se propôs a escrever sobre a moça. Intitulado “Para minha princesa”, a obra em 22 versos termina assim: “Eu sou súdito da Princesa Priscila! / Súdito da Princesa Priscila, e isso não é para quem pode. / É só para quem quer”.</p>
<p>A entrevista do mês, com a atriz Christiane Torloni, ocupa oito páginas, mas não se compara, em interesse e diversão, às 20 perguntas dedicadas a Joel Santana, no finzinho da revista. Além de desancar Dunga, o técnico da seleção da África do Sul fala com a sinceridade habitual sobre vários assuntos – o seu inglês precário, os críticos, a sua experiência fracassada no Corinthians e diz o que pensa de jogadores que não gostam de treinar: “O cara tem que escolher se quer ser jogador de futebol ou pagodeiro.” Vale a pena.</p>
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