iG

Publicidade

Publicidade

Arquivo da Categoria Internet

11/08/2009 - 16:48

Como a Internet mudou minha percepção sobre jornalismo

Compartilhe: Twitter

No dia 11 de agosto de 2008, exatamente um ano atrás, este blog deu início às suas atividades. Minha experiência como jornalista na internet começou logo com dois posts – um sobre o topete do cineasta David Lynch e outro sobre a visita do governador José Serra ao MIS  (Museu da Imagem e do Som) no dia de sua reinauguração.
 
Convidado por Caio Túlio Costa e Alessandra Blanco a ser repórter do Último Segundo (iG), ganhei este blog como uma espécie de complemento do trabalho. Ambas as atividades – repórter do portal e blogueiro – me fizeram entender, com atraso, como havia alimentado preconceitos em relação à Internet. Não que os problemas que sempre enxerguei nesta mídia inexistissem, muito pelo contrário, mas minha atitude distante, até então, me impedia de perceber as suas potencialidades.

A Internet é incompatível com a atitude, muito comum, de indiferença, quando não de arrogância, dos jornalistas com os seus “clientes” (leitores, espectadores, ouvintes). Não é possível fazer jornalismo nesta mídia sem levar em conta o impacto (ou a falta dele) no receptor da notícia. Da mais alta autoridade ao leitor menos instruído, cuja dificuldade de compreensão nos obriga a repensar nossa maneira de comunicar, esta mídia provoca um ímpeto de participação que altera, de fato, o fazer jornalístico.

Correção imediata de erros, sugestões de assuntos, dicas sobre enfoques, críticas duras, ofensas pesadas – esse diálogo com o leitor, que muitos colegas classificam como inútil, infrutífero ou demagógico, renovou, realmente, a minha percepção sobre o meu trabalho como jornalista. 

Eu teria inúmeros exemplos para contar aqui sobre como foi feliz esse meu primeiro ano de blog e de internet. Ao leitor que estiver interessado sugiro a leitura do post anterior, no qual faço um balanço numérico da minha atividade neste primeiro ano e relato alguns casos. Aos demais, que chegaram até aqui, apenas informo que acabo de assinar a renovação de meu contrato com o iG por dois anos, o que sinaliza para mim a possibilidade de desenvolver um aprendizado que tem se revelado fascinante. Obrigado.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet Tags: , ,
11/08/2009 - 16:35

Um ano em números

Compartilhe: Twitter

Nunca escrevi tanto como jornalista quanto neste primeiro ano de atividades na Internet. Foram 140 textos publicados no Último Segundo – uma série de reportagens sobre adoção, uma série sobre a Cracolândia e a visita ao ex-jogador Nilton Santos estão entre as matérias mais emocionantes que fiz no período. A de maior repercussão foi uma entrevista com Pedro Bial, durante o BBB9, no qual o apresentador fez uma série de revelações e inconfidências sobre o programa.

Mariana Castro, editora do Último Segundo, tem sido minha guia neste mundo da Internet. Devo a ela, e a seus jovens pupilos, muitas lições neste período. Todo jornalista sabe que notícia não tem hora para acontecer; na nova mídia, aprendi, notícia não tem hora para ser publicada.

No blog, nestes 365 dias, publiquei 446 posts. São quase 900 mil caracteres – 332 páginas no arquivo Word onde escrevo a primeira versão de cada texto. Publico abaixo links dos 20 posts mais comentados neste primeiro ano de atividade. Eles dão uma pista dos interesses dos leitores e da popularidade de certos assuntos na internet.

1. BBB9 – Globo se recusa a esclarecer dúvida sobre votação (31/03/2009) – 2.185 comentários

2. BBB9 – Globo deve explicação sobre placar da eliminação (04/03/2009)  – 1.760 comentários

3. Galvão: “O Brasil é Vettel desde criancinha”. Hã?! (02/11/2008)  – 1.606 comentários

4. Suspeitas de “acerto” pró e contra o Corinthians em 2007 (20/12/2008) – 576 comentários

5. Mentiras de Mano Menezes incomodam a imprensa (18/05/2009)  – 570 comentários

6. “Lei antifumo dissemina a doença do autoritarismo” (26/05/2009)  – 493 comentários

7. Fifa proíbe propaganda religiosa e adverte o Brasil (11/07/2009)  – 455 comentários

8. Fervor religioso nos gramados causa constrangimento (02/07/2009 – 10:49)  – 445 comentários

9. Madonna cai e a música continua igual, Será playback? (16/12/2008) – 392 comentários

10. Publicidade deforma Ronaldo (15/04/2009)  – 357 comentários

11. BBB9 – O fantasma da teoria da conspiração (05/03/2009) – 355 comentários

12. Gretchen, Caroline, Thamy, Sula: a saga da família Miranda (23/09/2008) – 317 comentários

13. Por que gostamos tanto de Ronaldo? (05/03/2009) – 307 comentários

14. Como convenci minha filha a desistir dos Jonas Brothers (23/05/2009) – 293 comentários

15. Sobre torcida, patriotismo e comentário dos leitores (03/11/2008)  – 292 comentários

16. No futebol, só a audiência importa, lamenta Tostão (08/07/2009)  – 283 comentários

17. BBB9 – Em defesa de Boninho, o estressado (16/03/2009)  – 279 comentários

18. Nem tudo é espontâneo: “CQC” também ensaia piadas (14/10/2008)  – 274 comentários

19. “A Fazenda” ensina ao “BBB”: roupa suja se lava em público (25/06/2009) – 265 comentários

20. BBB9 – Duas dúvidas: Boninho acredita em enquetes? Por que a aula de sexo anal sumiu? (02/04/2009)  – 265 comentários

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet Tags: , , ,
11/08/2009 - 10:58

Perfil de Suzane Richthofen no Twitter tinha cara de falso

Compartilhe: Twitter

Quando descobri, há uma semana, que Suzane Richthofen (@surichthofen) estava me seguindo no Twitter, o sucesso imediatamente subiu à cabeça e pensei: é a glória! Segundo depois, caiu a ficha: por que uma mulher condenada a 38 anos de prisão por assassinar os pais iria seguir um cara como eu no Twitter? Estava na cara que era uma piada.

Busquei informações sobre os nomes citados por ela em seus tweets. Vi que o perfil mencionava como recentes situações que haviam ocorrido anos atrás, falava de advogados que não estão mais envolvidos no caso e tratava com intimidade pessoas que tinham todo o jeito de crianças.

Cheguei a pensar em fazer uma piada no Twitter e escrever: “Tirem as crianças da sala: Suzane Richthofen chegou ao Twitter”. Mas desisti, por entender que iria apenas alimentar uma brincadeira de mau gosto, criada por outra pessoa.

Entendo que caiba a Justiça averiguar qualquer possibilidade, o que explica a decisão de investigar a autenticidade do perfil. Mas acho que, com a ajuda de algum viciado em Twitter, a Promotoria das Execuções Criminais de Taubaté teria chegado à conclusão que não era necessário pedir à Justiça uma investigação sobre esse caso.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet Tags: , , ,
04/08/2009 - 17:28

Novidade nos anos 90, a “sabotagem criativa” está de volta

Compartilhe: Twitter

Em fevereiro de 1997, o caderno “Mais!”, da “Folha”, deu capa para uma longa reportagem que escrevi sobre os chamados “novos rebeldes”.  A matéria começava assim:

Em tempos de ceticismo total, fim da história, fim das ideologias e fim do milênio, muita gente pode achar que não há mais espaço para a rebeldia e a subversão. Engano. Pequenas iniciativas isoladas, a maioria nos Estados Unidos, mostram que “contestar o sistema”’ não é um termo fora de moda.

Nesta edição são apresentados alguns dos grupos ou indivíduos que acreditam, em plenos anos 90, em variadas formas de ativismo político e transgressão. (…) A rebeldia se expressa por meio de atos não-belicosos e mais discretos, de denúncia, quase imperceptíveis aos olhos do chamado grande público.

Os alvos principais dos novos rebeldes não são os Estados e nações, mas a publicidade, os meios de comunicação, as grandes corporações empresariais. A Internet, a rede mundial de computadores, por ser um meio em que as idéias e informações circulam com quase total liberdade, se tornou um dos canais preferidos dos novos rebeldes.

Eu descrevia, então, alguns atos chamados de “sabotagem criativa”, como o do programador de computador que foi demitido de uma grande empresa fabricante de jogos eletrônicos após ter alterado um joguinho que ele próprio desenvolvia. O programador introduziu uma cena homossexual no jogo, para criticar a falta de personagens gays no universo dos videogames.

A sabotagem atingiu menos de 80 mil jogos, logo recolhidos pelo fabricante, mas o efeito obtido pela sabotagem foi infinitamente maior: o caso foi noticiado pelos principais meios de comunicação do planeta, entre os quais o jornal ”The New York Times”.

Escrevo essa longa introdução para comentar um ato de “sabotagem criativa” que o músico Tico Santa Cruz está tentando promover. Como relatei há duas semanas (Músico revela pressão e ingerência de gravadora para música tocar na rádio ) Santa Cruz está em conflito aberto com a rádio Mix FM, que não toca músicas do novo disco de seu grupo, o Detonautas.

Esta semana, o músico publicou dois textos em seu blog, convocando seus fãs a falarem, ao vivo, na rádio, uma frase de protesto, contra a Mix. O fã que conseguir ludibriar a emissora e falar a frase solicitada pelo músico será presenteado com um iPhone, prometeu Santa Cruz.
 
Não apoio a iniciativa do músico. Ao contrário. Acredito que a solução de conflitos deve ser resolvida de acordo com as regras estabelecidas. Nesse caso, se Santa Cruz considera-se lesado pela rádio, e não dispõe mais de canais de comunicação com a sua direção, deveria buscar os seus direitos na Justiça.

Mas achei curioso, nostálgico até, ele adotar publicamente uma tática de sabotagem criativa. Em 1997, poderíamos chamar Tico Santa Cruz de um “novo rebelde”. Hoje, talvez, deveríamos chamá-lo de um “velho novo rebelde”.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Cultura, Internet Tags: , , ,
21/07/2009 - 10:33

O assassinato de Michael Jackson e outros e-mails graves

Compartilhe: Twitter

Abro a caixa de entrada de uma de minhas contas de e-mail e logo uma mensagem me chama a atenção. O título, em caixa alta, diz: Salam. E a mensagem, num inglês à moda de Joel Santana, informa:

Dear Friend,
 
I am the Senior Staff in File Department of Micro Bank BF, Ouagadougou-Burkina Faso. I kindly needed your foreign partnership for Re-Transferring an amount of US$9.900, 000 Million Only into your account. For more Details, I wait your urgent reply. 
 
Regards,
Dr .Ali Hassan.

Quase US$ 10 milhões na minha conta… Dá tanta vontade de responder… Mas logo vejo outros e-mails importantes. Vídeo de Michael Jackson sendo assassinado dentro do hospital. Impossível não abrir para ler a mensagem. Ei-la:

Uma necrópsia que durou cerca de três horas  detectou “traumas externos” ou “circustâncias suspeitas” no corpo do cantor Michael Jackson, que morreu na quinta-feira (25/06/2009). Esse video gravado por telefone celular, mostra Michael Jackson sendo assasinado dentro  do hospital. Clique aqui para assisti-lo.

Resisto à tentação e não clico no link – um vírus, seguramente. Pulo para o próximo e-mail, mais atraente ainda: Método Como ganhar na LOTERIA. Diz o e-mail:

Revelado como ganhar na Loteria! Você gosta de jogar na loteria mas nunca ganha nem o que investiu? Então aprenda como ganhar o que você investiu, e aumentar as chances em 70%.

Outra boa notícia: A PROMOÇÃO da TV ONLINE DIGITAL foi prorrogada. É mesmo? Não sabia. Leio o e-mail.

Você é mesmo uma pessoa de SORTE! A Grande PROMOÇÃO da TV ONLINE DIGITAL, foi prorrogada até Quarta-Feira (22/07/2009) Então você ainda tem a chance de adquirir a TV ONLINE DIGITAL POR APENAS R$ 19,90!

Mas não só de boas notícias vive a minha caixa de entrada. Título eleitoral cancelado, grita o título da mensagem. O que eu fiz de errado para merecer isso?

Informamos que seu titulo eleitoral teve um Cancelamento provisório. O motivo do cancelamento foi sua ausência como mesário nas ultimas eleições, a qual motivou o cancelamento do mesmo e irregularidades em seu Cadastro de Pessoa Física (CPF). Para saber mais detalhes sobre esta irregularidade, e quais providências tomar, leia o regulamento clicando no link abaixo. Após clicar no link, será exibida uma janela, onde a opção “Abrir” deve ser clicada.

Sou obrigado a confessar: admiro a imaginação e a criatividade dos golpistas da internet. Lamento muito por aqueles que já caíram em golpes desses tipo, mas esses e-mails tem o estranho efeito de me fazer sorrir.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Internet Tags: , ,
14/07/2009 - 18:37

Pirataria com celular dentro do cinema é ficção, afirma diário britânico

Compartilhe: Twitter

Como ocorreu há uma semana, durante a sessão para a imprensa de “Harry Potter”, a exibição para jornalistas na noite de segunda-feira, 13, do filme “Bruno”, de Sacha Baron Cohen, foi cercada de cuidados com a segurança. Os cerca de 200 jornalistas presentes passaram pelo constrangimento de serem revistados com um detector de metais antes de entrarem no cinema.

Como relatei aqui no blog (Seguranças vigiam jornalistas em sessão de “Harry Potter”), a deselegante medida visa o combate à pirataria. É necessário dizer que cuidados desse tipo são hoje tomados pela indústria cinematográfica em todo o mundo, não apenas no Brasil, e que os jornalistas são advertidos antes de irem ao cinema que passarão por algum tipo de controle.

O temor da indústria é que algum jornalista ou convidado dessas sessões vips faça uma cópia do filme utilizando o aparelho celular. O que, em tese, é possível com os aparelhos de última geração disponíveis no mercado.

A novidade, revela nesta terça-feira o diário britânico “The Guardian”, um dos mais importantes do mundo, é que a principal preocupação da indústria não procede. O jornal ouviu executivos ligados a diferentes entidades de combate à pirataria e chegou à conclusão que não existe um único caso conhecido de filme pirateado dessa forma.

Todos os casos conhecidos – e a cópia de “Wolverine” é o mais recente e famoso – foram feitos a partir de matrizes obtidas dentro dos próprios estúdios ou junto a fornecedores das empresas cinematográficas.

O jornalista do “Guardian” afirma que o risco de um jornalista fazer uma cópia pirata de um filme dentro do cinema é tão grande quanto o risco, nos casos em que é obrigado a deixar o seu aparelho de telefone sob custódia na entrada, de ver roubados dados essenciais guardados nele.

Recomendo a leitura da reportagem do diário britânico aos executivos da indústria de cinema no Brasil. Quem sabe não desistam de causar estes constrangimentos a quem vai ao cinema por obrigação, para escrever sobre os filmes.

Em tempo: o texto que escrevi sobre o novo filme de Sacha Baron Cohen, Mais escrachado, “Bruno” repete a fórmula de “Borat” foi publicado na manhã desta terça-feira no Último Segundo. A dica sobre a reportagem do “Guardian” me foi passada pelo jornalista Leandro Meireles Pinto, do iG.

Atualizado às 19hs. Logo que este texto entrou no ar, leitores afirmaram conhecer vários sites piratas, que permitem “baixar” filmes, cujas cópias foram obtidas por meio de câmeras dentro de salas de cinema. Via Twitter, o leitor Carlos Cardoso foi enfático: “TODOS os sites de torrents estão CHEIOS de versões “CAM” filmadas de dentro do cinema, com camcorders”. Eduardo Honorato também escreveu: “Uma vez vi um via torrent que um vulto se levantava e voltava com pipoca e refrigerante, no meio do filme. rs” Joâo Freire me chamou a atenção que o foco da reportagem do “Guardian” é o uso de celulares, e não de câmeras, como apressadamente cheguei a escrever também.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Cultura, Internet Tags: , , , , ,
07/07/2009 - 17:57

Twitter faz piada no “showneral” de Michael Jackson

Compartilhe: Twitter

A homenagem fúnebre a Michael Jackson foi ”o” assunto desta tarde de terça-feira nas tevês e na Internet. Como não poderia deixar de ser, o “showneral”, como alguém definiu, foi acompanhado minuto a minuto (ou segundo a segundo) no Twitter. Muita gente se emocionou com a homenagem, muita gente reclamou dos excessos e muita gente achou graça de tudo isso.

Tenho grande admiração por quem é capaz de ver humor mesmo nas situações mais difíceis. Por isso, com todo respeito a quem se comoveu com a cerimônia, publico abaixo as melhores piadas que colhi no Twitter ao longo das duas horas de homenagem a Michael Jackson.

@lapena: sacanagem! rabecão do michael jackson não fez o moonwalk…

@Cardoso: Segurança forte no enterro do MJ. Besteira, ele é legal, quem iria tentar matá-lo?

@alexprimo: Uma última homenagem legal seria carregar o caixão do MJ fazendo moonwalking. ;-P

@dafnesampaio: nem morto eu queria a mariah carey…

@ruivamuller: Escuto I’ll Be There e lembro de Sandy e Jr. Ninguém merece…

@christianpior: Gente, qdo a Xuxa morrer será q vai ser igual? Show das ex-paquitas na casa rosa?? Não quero nem pensar…. Meu coração já se comprime!

@fernandomolica: E se a moda do velórioshow pegar? Com todo o respeito: imagina o enterro de próceres da música sertaneja. Vida longa para eles!

@Cardoso: Estou prevendo uma enorme liquidação de luvas de lantejoula -mão direita- amanhã.

@verbofeminino: Da série verbo masculino: um barrigudo meio flácido aqui ao lado vê Brook Shields na TV e diz, sabe o quê? “Como ela está velha!” Pode?Pode.

@pedrow: admiro a praticidade. jennifer hudson, por exemplo, já tá com aquela roupinha pré-parto.

@silviamarques: Datena e a outra não sabem quem é a Jennifer Hudson. Que mico. //mas o Theo Becker eles sabem.

@barbaragancia: Tá tudo meio desengonçado, mas também, mesmo sendo a capital do entretenimento, os caras só tiveram uma semana e pouco pra ensaiar

@r_rrodrigues: O funeral do MJ tá mais agitado que a missa do Padre Marcelo Rossi. Falta agora o defunto querer dar uma de Lázaro!

@christianpior: Brooke Shields tá chorando pq cancelaram Lipstick Jungle…

@davidbutter: Puta merda. O Jermaine Jackson é a versão crescida do minicraque Jorge Henrique, do Curíntia.

@pablovillaca: No funeral do Michael Jackson, quem está ficando soterrado é o Twitter.

@ascanioseleme: michael never stopped giving, disse a oradora. michael nunca parou de dar, traduziu cristiana pelagio. faz sentido, diria ancelmo gois.

@doni: Hoje vejo o que o funeral do Mussum poderia ter sido. :-( (hahahhahahahaaaha)

@Cardoso: A Fox está repetindo! So Michael Jackson para ter um funeral com BIS!

Deixei passar alguma boa? Pode mandar que eu incluo…

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Cultura, Internet Tags: , , , ,
06/07/2009 - 16:19

Marcelo Tas e Luciano Huck trocam farpas pelo Twitter

Compartilhe: Twitter

O apresentador Luciano Huck, da Rede Globo, superou seu colega Marcelo Tas, da Band, e já é o terceiro perfil mais popular do Twitter no Brasil, atrás apenas de Mano Menezes e do programa “Fantástico”. A notável escalada de Huck, hoje seguido por 148 mil pessoas, se deu por meio de um artifício: o apresentador ofereceu brindes (telefones de última geração e aparelhos de tevê) aos seus seguidores.
 
Huck escreveu no início da tarde desta segunda-feira: “Hoje vamos bater os 150.000!! Tem gente morrendo de ciúme da nossa turma daqui. Vamos com tudo!!!”. Em seguida, observou: “Um monte de gente me criticou. Achei que seria mais bacana distribuir para a turma, do que vender patrocínio do meu twitter e só eu ganhar.”

Em resposta a este texto, Marcelo Tas foi irônico em seu Twitter: “Distribua também o patrocínio do Caldeirão!” Seguido por 135 mil pessoas, Tas caiu para a quinta posição no ranking brasileiro, atrás também de seu colega de CQC Rafinha Bastos, que tem 137 mil seguidores.

Falei agora há pouco, por volta das 15hs, com Tas. “Não tenho nada contra distribuição de brindes. A Internet é livre. Cada um faz o que quer”, disse. “Só acho que isso é a aplicação do modelo da televisão do século passado. Aquela coisa de ‘quem quer bacalhau?’, ‘quem quer dinheiro’. Se tem quem ache isso legal, não é um problema meu”.

Para quem não sabe, Tas está comparando a prática de Huck, que oferece, como diz, “mimos” aos internautas, com os apresentadores Chacrinha, que atirava bacalhau para o público, e Silvio Santos, famoso por jogar dinheiro para a platéia do seu auditório. “Com a Internet, a gente passou para outra fase do relacionamento com o leitor, espectador”, acredita Tas.

Questionei o apresentador, ao final da conversa, se as suas críticas a Huck não seriam vistas como ressentimento ou ciúmes por ter perdido o posto de twitteiro mais popular do país. Eis o que respondeu:  “Previ que ele ia me passar na semana em que ele entrou no Twitter. Não é surpresa. Agora, posso garantir que não tenho seguidores falsos ou que criam um perfil para participar de um concurso e nunca mais me seguem”.

Atualizado às 21h51: No início da noite, o humorista Helio de la Peña, do Casseta&Planeta, escreveu: “sobre a polêmica @huckluciano x @marcelotas: opinião é que nem bunda. é por isso que não dou a minha.” Em resposta ao humorista, Huck minimizou o conflito, dizendo não ver nenhuma polêmica no caso, e fez piadas sobre a aparência de Tas (é careca) e a sua própria: “Que polêmica? Só se for sobre dicas de shampoo ou plástica de nariz.”

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Internet, televisão Tags: , , ,
02/07/2009 - 12:16

Caro Tico Santa Cruz,

Compartilhe: Twitter

Como tenho andado muito pelo Twitter acabei achando o seu perfil, onde você se apresenta como “cantor, compositor, poeteiro, blogueiro e AGORA jornalista”. Acredito. Mas, lendo o texto que você postou nesta quinta-feira em seu blog, “Sarney VENCEU”, não posso deixar de pensar que essas qualificações todas não foram suficientes para te fazer entender o que aconteceu nos últimos dias. Nem te ajudaram a ter uma perspectiva histórica dos acontecimentos.

Escrevi há algumas semanas um longo texto contra a obrigatoriedade do diploma de jornalista, no qual dizia, entre outras coisas:

1. O que é preciso saber e aprender para ser jornalista? É uma questão polêmica. Há alguns consensos: é preciso ter cultura geral e domínio total da língua portuguesa. Conhecer história é fundamental. Matemática e estatística são conhecimentos necessários. Ética. Direito. É preciso ter o hábito de ler jornais e revistas, ter gosto pela informação. Ter espírito crítico, ser capaz de compreender a realidade em que vive, é outro atributo obrigatório.

Tenho a impressão, lendo o seu blog, que te faltam todos esses atributos. Um sinal evidente disso é a sua idéia de que o movimento “Fora Sarney” começou e acabou na Internet no espaço de uma ou duas semanas. Quer dizer, você propõe uma manifestação contra um político que está aí, na estrada, há mais de 50 anos, só aparecem uns gatos pingados e você conclui que o movimento fracassou? Como assim?

Esse teu texto também me lembra aquele garoto que leva a bola para o playground, se irrita porque perdeu a primeira partida e vai embora, levando a bola e impedindo o jogo de continuar.

Neste caso, porém, nem isso é possível. Se você se preparar um pouco mais para os embates da política, verá que essa partida que você quis jogar – e acaba de de desistir – já está em andamento há muito tempo, e não tem data, ainda, para terminar. 

Atualização às 13h: Tico Santa Cruz responde:

Cerca de 30 minutos depois de entrar no ar minha carta-aberta, Tico Santa Cruz manifestou-se sobre o texto por meio de curtas mensagens enviadas via Twitter. O músico disse, primeiro: “Caro jornalista, reconhecer uma derrota como PESSOAL, significa uma reflexão interna, não geral. A meu ver é 1 passo p mudar”. Em seguida, postou: “Reconhecer a derrota não significa DESISTIR, significa que sou capaz de mudar a estratégia, não me julgue sem conhecer.” E completou: “Caso o contrário estará repetindo o mesmo padrão dos TANTOS internautas que emitem opiniões sem se aprofundar nas ações”.

Ontem, Santa Cruz havia escrito no Twitter: “Vocês estão cobertos de razão. Desculpem. Estou me retirando. Reconheço quando perdi. Não consigo + argumentar.” Em seu texto, no blog, também escreve, dirigindo-se a Sarney: “devamos entender que  eles e  vossos pares estão certos e que por conseguinte o Senhor deve seguir as orientações do Querido Presidente LULA e permanecer presidindo a casa.”

Fica aqui, em todo caso, a posição oficial de Tico Santa Cruz: ele não desistiu do “Fora Sarney”. Ainda bem.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Brasil, Cultura, Internet Tags: , ,
28/06/2009 - 11:09

Rubinho Barrichello é alvo de piada até no Twitter

Compartilhe: Twitter

Rubens Barrichello é um personagem fascinante, para o bem e para o mal. É alvo permanente de críticas e, sobretudo, de piadas por conta de seu desempenho algo errático, para não dizer frustrante, nas pistas. De um modo geral, o piloto reage com fleuma às ironias – o que conta muitos pontos a seu favor.

Rubinho estreou no Twitter na última terça-feira, 23 de junho, alguns dias depois de Nelsinho Piquet. No dia seguinte, passei 17 horas conectado na nova rede social com o objetivo de escrever uma reportagem para o Último Segundo, Um dia no Twitter, publicada neste domingo.

Fiquei impressionado com a quantidade de piadas dedicadas a Rubinho e seu perfil no Twitter. Cheguei a pensar em propor à turma do Casseta & Planeta a realização de um concurso de piadas sobre o piloto. Helio de la Peña, autor de um dos gracejos sobre o assunto, poderia organizar. Ou então Felipe Andreoli, do CQC, autor de outra piada. Reproduzo abaixo algumas que rolaram na rede na última quarta-feira e uma, a última, que li na sexta-feira:

@julianoromao: É impressão minha ou depois q o @rubarrichello entrou no Twitter….o Twitter ficou mais lento?!?!?! Hahaha

@pedrotourinho: Em ultimo lugar não fico mais, @rubarrichello no twitter!

@andreolifelipe: Parece: impossível, mas sim dá pra ficar atrás do Rubinho…é só segui-lo no twitter. Agora vai…(@rubarrichello).

@jaymefreitas: O Barrichello gosta do twitter porque pelo menos aqui alguém o segue

@renatacarolina: Meu computador está mais lento que o Barrichello na F1 ;(

 @bernardoleitao: Rubens Barrichello se rende ao Twitter http://migre.me/2M8O Bem que eu notei o twitter esta mais lento

@rafaMONDINI: E olha que não é muito difícil seguir o Barrichello ein! Difícil é conseguir não ficar na frente dele! Hahahahaha

@nettaum86: Barrichello é o “segundo” piloto brasileiro a ter twitter… que sina hein.. eu tento segui-lo.. mas eu sempre o ultrapasso!.. =P

@RicaPerrone: Rubinho Barrichello – O segundo brasileiro na F-1 a ter um Twitter. É impressionante… hahahahahaha

@lapena: rubinho tá no twitter.(@rubarrichello).ele só segue uma pessoa. acho que é o piloto inglês jenson button

@Cardoso: Fora Sarney, Fora Gilmar, Fora reitora da USP… se sair todo mundo, o Rubinho chega em primeiro?

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet, televisão Tags: , , , , ,
22/06/2009 - 12:52

EUA discutem decisão de publicar reportagem investigativa apenas em versão online de jornal

Compartilhe: Twitter

Neste momento delicado que a imprensa escrita vive nos Estados Unidos, qualquer movimento diferente feito por algum jornal é acompanhado com lupa pelos demais. A situação da imprensa brasileira parece ser diferente, mas não deixa de ser instrutivo acompanhar os lances dessa crise americana, e como está se dando a transição da mídia impressa para a mídia online.

O “New York Times” desta segunda-feira dedica um bom espaço para discutir uma decisão editorial de um concorrente, o “Washington Post”. O que surpreendeu o “Times” foi o fato de o “Post” ter publicado apenas na sua edição online uma longa reportagem especial, sobre um misterioso caso policial não resolvido.

“A decisão de manter o texto fora da edição impressa enfureceu muitos leitores que ainda pagam pelo jornal. Também chamou a atenção para as espinhosas questões que os editores de jornais ainda enfrentam ao atender tanto aos leitores das edições impressas quanto online”, escreve o Times. “A maioria dos editores concorda que a edição impressa ainda é o lugar para publicar reportagens investigativas profundas, ao menos para dar a certos leitores uma razão de continuar pagando por notícias”.

Com 7 mil palavras (mais de 40 mil caracteres), a reportagem do “Post” se enquadrava claramente neste critério. O texto é tão longo para os padrões jornalísticos que, mesmo na Internet, foi publicado em duas partes.

Ao investigar as motivações do “Post”, o Times conclui que a decisão de publicar o texto online deveu-se a causas econômicas – economizar papel – e não a uma experiência com o jornalismo online. Editores do “Post” disseram que chegaram considerar a possibilidade de publicar o texto na edição impressa, mas concluíram que ele era muito longo num momento em que os gastos com papel estão entre os custos que devem ser cortados pela empresa. 

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Internet, jornalismo Tags: , , , ,
14/06/2009 - 12:08

Boninho, Luciano Huck e Serra: conversas no Twitter

Compartilhe: Twitter

A notícia apareceu na madrugada de sábado (13) e atravessou o dia: Boninho desistiu do Twitter. O diretor da Globo publicou no seu miniblog uma mensagem de despedida, depois de duas semanas de muito barulho. “A morte anunciada! Não tenho paciência, mas bom humor. Em 15 dias me diverti muito, mas minha verdadeira ética e profissionalismo dizem não. By”.

Nesses 15 dias em que se divertiu muito, Boninho riu abertamente da estreia do reality “A Fazenda”, na Record, anunciou que Grazi Massafera entrou para a “lista negra” do “Vídeo Show” e polemizou com Britto Jr, que o acusou de ser antiético por criticar a concorrência, afirmando: “Não sou jornalista, não preciso ter ética!”. Escrevi na quinta-feira, 11, um texto, Boninho, o Twitter e a falta de ética, sobre o assunto, no qual observei:

É difícil acreditar que uma pessoa com alguma instrução fale isto a sério – logo, tendo a acreditar que Boninho está brincando, reforçando o personagem que criou. “O Boninho é engraçado porque ele faz questão de manter a fama de mau”, disse Pedro Bial ao Último Segundo, em março. Ou seja, ao defender que não precisa ter ética, Boninho está apenas fazendo uma brincadeira de mau gosto, o que ajuda a explicar muita coisa que assistimos na tevê.

No mesmo dia, o texto foi respondido pelo diretor no próprio miniblog de forma enigmática. “Mauricio, brincadeira nunca foi defesa, e fazer TV não é! Fake ou real, no twitter nada se cria, mas se transforma“.

O “twittercídio” de Boninho, como está sendo chamado, causou grande comoção entre os seus 8.500 seguidores. Centenas de usuários do Twitter enviaram mensagens a ele, pedindo que reconsidere a decisão. Um blogueiro, Paulo Ferraz, “ator, videomaker, escritor, consultor em redes sociais e web marketing”, chegou a me responsabilizar  pela opção de Boninho, o que me deixou muito honrado, mas infelizmente não é verdade.

O colunista Daniel Castro, da “Folha”, publicou em seu Twitter: “A pedidos: Boninho confirma “twittercídio”! Não aguentou  o assédio e a pentelhação. Alguns foram agressivos com ele!” Recém-chegado ao miniblog, o apresentador Luciano Huck também lamentou: “não se vá, Boninho!!! Agora que eu cheguei!!! Poxa”.

Aproveitei a pesquisa para deixar Boninho de lado e conhecer o Twitter de Huck. Descobri que o apresentador foi passar o final de semana em Campos de Jordão com o governador José Serra. “Nesta noite em Campos do Jordão, temperatura em baixa, twitter em alta. José Serra ao meu lado xereta o que estou escrevendo! Tô bombando!!!”

Pensei: deve ser brincadeira. Corri então para o Twitter do governador. “O @huckluciano contou no twitter dele e eu confirmo (fazer o quê?): estamos em Campos do Jordão e, no momento, xereto o que ele escreve”, anotou Serra. Huck retribuiu: “Já viram o twitter dele? @joseserra_. Pegou o vírus. Também trata-se de uma excelente ferramenta para se debater ideias!!!”

Volta Boninho! Você vai fazer falta aqui.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet Tags: , , , , , , ,
08/06/2009 - 09:47

Crítico de cinema: profissão em extinção?

Compartilhe: Twitter

Levantamento do jornal “The Salt Lake Tribune” indica que ao menos 55 críticos de cinema foram demitidos ou mudaram de área na imprensa americana desde 2006. O dado, citado em reportagem na edição dominical do “New York Times”, ilumina um aspecto da crise que afeta os jornais americanos e, em particular, ajuda a compreender uma mudança significativa que vem ocorrendo na relação de Hollywood com a imprensa.

O “New York Times” dedica-se a tentar entender a perda de importância dos jornais – e o crescimento da influência dos blogs – no processo de divulgação dos filmes pelos grandes estúdios. O sinal mais aparente deste fenômeno – importante pelo volume de recursos que Hollywood movimenta em marketing – é que os jornais contribuem cada vez menos com aquelas publicidades repletas de frases retiradas de críticas.

Uma das mais antigas ferramentas de marketing de um filme, a citação tirada de uma crítica de cinema (coisas como “eletrizante” “imperdível”, “muito engraçado”, “ri do início ao fim”) já foi motivo de muita polêmica. Há alguns anos, descobriu-se que um estúdio, a Sony, havia publicado um anúncio com uma frase inventada, dita por um crítico que não existia. Também é comum tirar palavras ou frases de contexto, mudando o sentido do que o crítico quis dizer para realçar qualidades inexistentes de um filme.

O que inquieta o “New York Times” agora é o fato de que os grandes estúdios de Hollywood preferem recorrer a críticas publicadas em blogs do que em jornais. Escreve o diário:

“Os seis grandes estúdios gostam de ir à Internet em busca de frases para usar em publicidade porque há uma variedade muito grande de sites de onde tirar a palavra ou a frase certa. Alguns sites, é claro, são sérios. Outros, incluindo sites como Ain´t It Cool News, não fazem segredo do seu olhar de ‘animador de torcida’ em relação a alguns gêneros de filmes”.
 
Em outras palavras, raciocina o “New York Times”, os estúdios preferem recorrer a sites e blogs porque eles tratam os filmes de forma mais generosa e complacente que os jornais. O grande diário americano está, evidentemente, fazendo uma generalização injusta, já que há também muitos críticos em jornais que funcionam mais como “animadores de torcida” do que, propriamente, como analistas sérios e isentos.

Em todo caso, dois entrevistados do jornal reforçam a tendência de recorrer a sites e blogs no lugar dos jornais na leitura das críticas de cinema. Um vice-presidente da Universal, Michael Moss, diz ao jornal: “Alguns dos melhores críticos de cinema e a maioria das boas críticas são encontradas online”.

Já Mike Vollman, presidente de marketing da MGM e United Artists, afirma que vai preferir se basear mais em blogs do que na revista “Time” para promover o remake do filme “Fama”.  “A realidade, e lamento dizer isso para você, é que os jovens que vão ao cinema são mais influenciáveis por um blog do que por um crítico de jornal”.

A reportagem, em resumo, confirma as previsões mais pessimistas dos que enxergam na revolução promovida pela nova mídia um sinal de empobrecimento e decadência cultural. Ainda assim, o próprio “New York Times” reconhece que há sites “sérios”, publicando textos sobre cinema com o mesmo grau de rigor que os jornais ditos de prestígio.

E o Brasil? – algum leitor perguntará. O problema, ainda que em grau menor, até porque a indústria de cinema nacional é minúscula comparada a Hollywood, já aparece por aqui. Ainda estamos, pelo que observo, numa etapa anterior. Há um crescimento impressionante de sites e blogs dedicados ao cinema, mas o mercado ainda observa com desconfiança, procurando entender – e separar o joio do trigo de toda essa movimentação. Em todo caso, é possível observar que alguns produtores já utilizam frases retiradas de sites e blogs para divulgação de seus filmes.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Cultura, Internet Tags: , , , , ,
04/06/2009 - 11:52

O dia em que Marcelo Tas me adicionou no Twitter

Compartilhe: Twitter

Para realizar a reportagem publicada nesta quinta-feira no Último Segundo, sobre o crescimento exponencial de alguns perfis no Twitter (Sob suspeita, Twitter de Mano Menezes já é um dos 200 mais populares do mundo), pedi a ajuda a um dos mais famosos e respeitados usuários da rede, o jornalista Marcelo Tas. Ao final da entrevista, realizada por telefone, sugeri a Marcelo que me adicionasse no seu Twitter, para eu ver o que aconteceria. Marcelo foi além e postou dois comentários no seu miniblog, informando que eu estava fazendo uma reportagem a respeito do assunto e procurava gente para entrevistar.

O primeiro post do apresentador do “CQC”, às 11h06 de 27 de maio, dizia: “Jornalista quer saber: como instalar robozinho e turbinar seguidores no twitter. Please, adicionem e ensinem o cara @mauriciostycer”. Nove minutos depois, Marcelo escreveu: “Jornalista quer só ENTREVISTAR a galera do twitter para uma reportagem. Quem estiver afim, clique o cara: @mauriciostycer”.

O que aconteceu em seguida me deixou tonto. Há seis meses no Twitter, eu era seguido, até então, por 200 pessoas. Em uma hora, 200 novos usuários me adicionaram aos seus Twitters. Em duas horas, eu já era seguido por 600 pessoas. No final do dia, eram 800 os que me seguiam.

Diante da enxurrada de mensagens de usuários extremamente gentis, colocando-se à disposição para serem entrevistados, sem saber direito o assunto, publiquei no meu Twitter que o objetivo da reportagem era tentar entender as razões que levam ao repentino crescimento de alguns perfis.

Recebi todo o tipo de ajuda. Desde gente que mandou mensagens divertidas, dizendo “entrevista eu!!!”, até usuários que enviaram links com reportagens sobre o assunto que eu estava pesquisando.

O truque dos “scripts”, um programa de computador que “rouba” listas de seguidores de outros Twitters, foi lembrado por vários usuários, como @diogoduarte, @renatogarcia, @msdaibert, @atabraga, @andresartorelli e @jabour_rio.

O truque dos robôs, possível explicação para a explosão de seguidores de Mano Menezes e do “Fantástico”, foi lembrado por vários leitores, como @decows e @NakaAlves.

Uma explicação mais básica para a popularidade de alguns perfis deve ser buscada na fama que o twitteiro tem fora da rede. É o caso de Marcelo Tas e tantas outras personalidades e celebridades. O sucesso no Twitter é apenas uma extensão do sucesso na “vida real”. Essa explicação foi apontada por grande número de usuários. Cito alguns: @luciano_ribeiro, @Lippertt, @thierryassis, @consuelozurlo, @bowmanz9; @piordospiores, @Tockaos; @lmoherdaui, @samyferreira e @Jorgeponte.

A twitteira Luciana Moherdaui, estudiosa do assunto, lembrou muito bem que o sucesso no Twitter está relacionado à “capacidade de estabelecer laços”.  A curiosidade pela vida alheia e o exibicionismo também foram apontados como causas da explosão de popularidade de alguns perfis por @aniiinhhaaa e @dabliuW.

Por fim, vários usuários observaram que a popularidade no Twitter pode ser alcançada graças a um empurrãozinho de alguém famoso e respeitado – exatamente o que Marcelo Tas fez comigo. Não sem ironia, @paimzera, @bandajhs, @msdaibert, @caimuitachuva e @luciano_ribeiro lembraram que sem a ajuda de Tas eu continuaria um anônimo no Twitter.

Em tempo: Tentei resumir aqui as principais colaborações. Peço desculpas por não ter conseguido citar todo mundo que ajudou. Fiquei realmente tocado pela disposição e generosidade de tantas pessoas que se manifestaram. 

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet Tags: , , , , , , ,
03/06/2009 - 08:15

Paulo Coelho cobra explicações da Air France

Compartilhe: Twitter

O escritor Paulo Coelho voltou a escrever, na noite de terça-feira, no Twitter sobre o acidente com o avião da Air France que partiu do Rio de Janeiro na noite de domingo e caiu no Atlântico. Freqüentador assíduo da rota Rio-Paris, ele está aflito com a falta de informações sobre as causas do acidente: “AF 447: quase 48 hs e tudo que leio: ‘um mistério’. ‘Mistério’ não serve. Sei q é preciso esperar, mas não há um simples indício? Insistam”, escreveu na noite de terça-feira, conclamando seus 32.545 seguidores a encontrarem informações sobre o assunto.

Há dois dias, o escritor vem batendo na mesma tecla: o vôo AF-447 entrou, ou não, em um “cumulus nimbus” (CB), nuvens com tempestades dentro, capazes de ter provocado o acidente? Numa mensagem direta à Air France, Coelho insiste: “Basta q declarem q o avião não entrou (confiante) em uma CB. O radar meteorológico avisa. Se entrou, ñ foi por falta de aviso. Isso é sério.”

Para Coelho é importante esclarecer essa questão. Como relatei segunda-feira no Último Segundo, o autor de “O Alquimista” sustenta ter ouvido de um piloto comercial que as companhias aéreas pressionam os pilotos a não desviar muito da rota quando há zona de tempestade no meio do caminho com o objetivo de “economizar combustível”. Coelho acrescentou no seu primeiro comentário sobre o assunto: “Rezo p/ que não seja o motivo”.

Algum piloto teria algo a dizer sobre essa hipótese levantada por Paulo Coelho?

Atualizado às 16h58: O blog recebeu há dez minutos um comentário do escritor Paulo Coelho, o qual agradeço, no qual ele faz observações sobre o meu texto e os comentários dos leitores. Está na área de comentários. Atualizado às 19h35: Fiz um novo post, no qual dou destaque ao texto de Coelho.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet, Mundo Tags: , , , ,
Voltar ao topo