Torcida mantém Botafogo na primeira divisão
Apesar da vocação deste time para disputar a Série B, o Botafogo encontrou, quase que por milagre, o caminho para permanecer na primeira divisão. Como há muito tempo não se via, a torcida fez a diferença nos últimos dois jogos disputados no Engenhão, contra o São Paulo e o Palmeiras.
Os rivais adoram brincar que a torcida do Botafogo cabe numa Kombi. Como a auto-estima do botafoguense não é lá essas coisas, estamos sempre precisando provar que temos uma torcida de verdade, apaixonada e dedicada, capaz de lotar qualquer estádio.
O Engenhão, nesse sentido, veio bem a calhar. Ele parece perfeito para as dimensões atuais do Botafogo. Um estádio moderno, com capacidade para 44 mil torcedores, capaz de produzir aquele efeito que os jogadores sentem em campo.
Depois de levar 26 mil pessoas ao Engenhão contra o São Paulo, o Botafogo, desesperado, atraiu 38 mil torcedores neste último domingo, contra o Palmeiras. É verdade que a diretoria reduziu o preço dos ingressos, mas na situação em que o time estava, precisando vencer um dos líderes do campeonato para se salvar, esse número mostra que a torcida deu prova de coragem, dedicação e amor pelo time.
Curiosamente, essa reta final do Brasileiro, triste para o Botafogo, lutando contra o rebaixamento, coincide com o lançamento de uma nova fornada de livros sobre o time. São quatro títulos que, ao iluminar as glórias e lembrar os heróis que já vestiram a camisa alvinegra, ajudam a explicar a paixão de seus torcedores.
Três desses livros integram a coleção “Paixão Entre Linhas”, da editora Leitura, dedicada aos doze principais times do Brasil. Os volumes vem acondicionados em uma caixa com as cores da bandeira do time. O livro principal, “Botafogo: o Glorioso!”, é de autoria de um dos mais famosos jornalistas botafoguenses, o apaixonado Roberto Porto, autor de outro livro essencial para o torcedor alvinegro, “Botafogo, 101 Anos de Histórias”.
Neste “O Glorioso!”, Porto relembra histórias saborosas, desde os primórdios, detendo-se, naturalmente, nos períodos mais gloriosos (décadas de 50 e 60) e chegando até 1995, ano da conquista do Brasileiro pelo Botafogo. Como todos os títulos desta coleção, o do Botafogo é acompanhado por um livro infantil, “Uma Estrela Solitária que Conduz”, de Eduardo Ávila, e um pequeno volume com dados históricos sobre o time.
O outro lançamento é “Os Dez Mais do Botafogo”, do jornalista Paulo Marcelo Sampaio. O livro integra uma coleção da Maquinária Editores, que já lançou livros semelhantes sobre outros times.
Como nos demais volumes, a seleção dos “dez mais” é feita a partir das indicações de dez torcedores ilustres. O que diferencia o livro dedicado ao alvinegro é a qualidade dos dez nomes escolhidos: Heleno de Freitas, Nilton Santos, Garrincha, Didi, Zagallo, Manga, Gerson, Jairzinho, Paulo Cezar e Túlio.
Não preciso dizer nada sobre esses dez jogadores que brilharam com a camisa do Botafogo. É em nome deles, e de muitos outros que não couberam no livro de Paulo Marcelo Sampaio, que os torcedores foram ao Engenhão neste domingo empurrar o time. Que o Botafogo volte, em 2010, a honrar a sua tradição. A sua torcida merece.
No iG Esporte há uma enquete para saber, entre os dez mais do Botafogo, qual é o preferido do leitor.
Crédito da foto da torcida, domingo, 6 de dezembro, no Engenhão: Gazeta Press
Dois documentários programados na 33ª Mostra de Cinema de São Paulo recolocam em questão um tema espinhoso: boxe, jiu-jitsu e outras formas de luta podem ser consideradas esportes? Tanto “Tyson”, de James Toback, quanto “Os Gracies e o Nascimento do Vale Tudo”, de Victor Cesar Bota, defendem essa idéia com unhas e dentes, ao mesmo tempo em que as cenas violentas que exibem os contradizem o tempo todo.
A brutalidade de Tyson, não é preciso ser psicólogo de botequim para notar, está intimamente relacionada à sua história de vida. E é dessa história que Toback tira a força do seu filme. Longe do esforço de objetividade, que caracteriza um documentário próximo do modelo jornalístico, “Tyson” propõe ao espectador um encontro íntimo com o ex-boxeador.
Já os Gracies emergem do documentário de Victor Cesar Bota como uma família cujo destino de todos os homens parece traçado antes do nascimento: ter um nome iniciado com a letra “R” e ser lutador – de jiu-jitsu, luta greco-romana ou vale tudo.
Cada um à sua maneira, Diego Maradona e Eric Cantona encarnaram o mais sedutor dos tipos que rondam o mundo do futebol – o do craque magnífico e indomável, tanto dentro quanto fora de campo. (Romário é o brasileiro que primeiro me ocorre quando penso em jogadores deste quilate com este perfil.)
Chamado de “Deus”, Maradona é idolatrado em toda a Argentina e em Nápoles, na Itália. Conquistou “sozinho” a Copa de 86 e deu à equipe italiana os dois únicos títulos da Série A de sua história. Chamado de “rei”, Cantona é herói entre os torcedores do Manchester United. O time não vencia o campeonato inglês desde 1967 quando ele chegou, em 1991, dando início a uma temporada de glórias e conquistas.
Já o craque francês, cujo filme que protagoniza abriu a Mostra nesta quinta-feira, é igualmente homenageado com a generosa exibição do seu talento como jogador, relembrado em várias passagens, e expõe também os seus curiosos conhecimentos filosóficos. Com real habilidade para interpretação,
Tudo isso para falar de um técnico que parece não ter a menor vocação para ser técnico – Diego “Dios” Maradona, maior jogador da história da Argentina, hoje no palco à frente da cambaleante seleção de seu país.
Todos os 80.354 assentos no Santiago Bernabeu são numerados. Com o jogo marcado para começar às 20h45, cheguei ao estádio, de metrô, por volta das 20h. Em 10 minutos, estava sentado no meu lugar. Segundo o diário “Marca”, a partida teve um público de 65 mil espectadores.
Não vou aqui falar da partida, vencida pelo Real por 3 a 0. O iG Esporte trouxe um
Em dois momentos, fui surpreendido por manifestações de entusiasmo da torcida do Real, sem que nada estivesse ocorrendo em campo que justificasse a alegria. A primeira, quando o placar do estádio anunciou que o Zurique estava vencendo o Milan, do mesmo grupo na Liga dos Campeões, por 1 a 0 – resultado final da partida, disputada em Milão. A segunda, quando foi anunciado que o Porto venceu o Atlético de Madrid por 2 a 0.
Com uma foto de Kaká na capa, convidando o leitor a conhecer a estratégia do Real Madrid para conquistar a sua décima Liga dos Campeões, a revista “Trivela” chega esta semana às bancas pela última vez. O editor Caio Maio informa no editorial que, por enquanto, a revista seguirá apenas com o seu 


