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Arquivo da Categoria Blog

05/11/2009 - 16:06

Verbete de Danilo Gentili na Wikipédia é alvo de disputa e manipulação

Na manhã desta quinta-feira, o humorista Danilo Gentili anotou no Twitter, onde é seguido por 438 mil pessoas: “Wikipedia diz q sou ‘ator’. Apaguei pois não sou. Reescreveram. Algum idiota por ai acha q sabe + da minha vida do q eu.”

Intrigado com o assunto, entrei imediatamente no verbete dedicado a Gentili. Não constava mais qualquer referência ao problema apontado pelo humorista, mas algo me chamou a atenção. Na última linha do perfil, estava escrito: “PS: todo preto tem mania de perseguição”.

Dado o histórico de Gentili – há quatro meses causou polêmica ao fazer um comentário de cunho racista no Twitter –, imaginei que o tal “PS” foi acrescentado a seu perfil apenas por provocação. Imediatamente, anotei no Twitter: “Verbete de @danilogentili na Wikipedia termina com um PS: ‘Todo preto tem mania de perseguição’. Pegadinha?”.

Seis minutos depois, voltei ao perfil de Gentili na enciclopédia online e o “PS” já havia sido removido. No entanto, vários internautas me mandaram cópias da página onde aparece a frase. Numa prova evidente de como os perfis na Wikipédia são alvo de disputa, @ALuizCosta verificou: “O verbete sobre Danilo Gentili teve 35 edições e contraedições nos últimos 2 dias”, enviando o link que mostra esta estranha movimentação.

O episódio em si não é tão importante, mas reforça o justo coro daqueles que enxergam a Wikipédia com cautela e ceticismo. Trata-se de uma ferramenta útil, mas que não deve ser usada como fonte única nem última de informação.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Cultura, Internet Tags: , , ,
23/10/2009 - 08:23

Maradona e Cantona, gênios imperfeitos

Mostra SeloCada um à sua maneira, Diego Maradona e Eric Cantona encarnaram o mais sedutor dos tipos que rondam o mundo do futebol – o do craque magnífico e indomável, tanto dentro quanto fora de campo. (Romário é o brasileiro que primeiro me ocorre quando penso em jogadores deste quilate com este perfil.)

Imprevisíveis com a bola no pé, mas também com a língua, Maradona e Cantona (e também Romário) sempre falaram o que achavam que deviam falar, e não o que os dirigentes ou assessores programavam. Profissionais, mas não fantoches, exigiam respeito – de colegas, dirigentes, jornalistas e torcedores.

Muitas vezes, perderam o controle da situação e, literalmente, meteram os pés pelas mãos. A carreira de Cantona sofreu um baque quando agrediu um torcedor que o ofendeu depois de ser expulso de campo. Ficou dez meses suspenso. (Romário também agrediu torcedores que o ofenderam durante um treinamento, mas não foi punido.)

Maradona não apenas fez um gol com a mão contra o maior inimigo da Argentina em 1986, a Inglaterra, como ainda reconheceu o “crime” e tripudiou: “Foi a mão de Deus”. Depois, violou a mais sagrada das regras do esporte: utilizou drogas (cocaína) e ainda foi pego jogando dopado.

maradona kusturicaChamado de “Deus”, Maradona é idolatrado em toda a Argentina e em Nápoles, na Itália. Conquistou “sozinho” a Copa de 86 e deu à equipe italiana os dois únicos títulos da Série A de sua história. Chamado de “rei”, Cantona é herói entre os torcedores do Manchester United. O time não vencia o campeonato inglês desde 1967 quando ele chegou, em 1991, dando início a uma temporada de glórias e conquistas.

Maradona e Cantona são as estrelas indiscutíveis deste primeiro fim de semana da 33ª Mostra de Cinema de São Paulo. O primeiro é objeto de um documentário do sérvio Emir Kusturica, que o retrata sem nenhum distanciamento, mas com grande energia. O segundo atua como ator, no papel de si mesmo, num divertido filme do inglês Ken Loach.

Como escrevi no Ultimo Segundo (Filme de Kusturica ajuda a entender a Argentina de Maradona), além das dezenas de gols e jogadas que exibe, há momentos impressionantes no filme sobre o craque argentino – o culto na Igreja Maradoniana, a confissão que o ex-jogador faz sobre os efeitos da cocaína e a sua relação com Fidel Castro, entre outros.

cantonaJá o craque francês, cujo filme que protagoniza abriu a Mostra nesta quinta-feira, é igualmente homenageado com a generosa exibição do seu talento como jogador, relembrado em várias passagens, e expõe também os seus curiosos conhecimentos filosóficos. Com real habilidade para interpretação, como escrevi, Cantona distribui pílulas de sabedoria a um carteiro infeliz, ajudando-o a superar os seus problemas com a ex-mulher e com os enteados.

Numa passagem já famosa de “Maradona”, o craque afirma que, não fosse pela cocaína, teria sido ainda maior do que foi como jogador. Ou seja, teria sido Deus de fato. Em outro momento, o dono de uma casa noturna de Buenos Aires diz que as go-go girls reclamam quando a tevê exibe antigos gols de Maradona porque os frequentadores do inferninho preferem ver os gols aos shows das dançarinas seminuas.

Já Cantona, em diálogo com Eric, o carteiro que ajuda, ensina que o momento que mais aprecia em sua carreira como jogador não é nenhum gol em especial, mas um passe perfeito que deu, propiciando o gol de um colega. Pode parecer filosofia de botequim, mas o passe foi realmente maravilhoso.

Entre esta sexta-feira e domingo, há três chances de ver ambos os filmes. “À Procura de Eric” passa hoje, às 16h40, no Unibanco Artplex; sábado, às 23h50, no Cinema da Vila; e domingo, às 15h50, no Cine Bombril. “Maradona” será exibido hoje, às 21h30, no Cine Bombril; sábado, às 12h, no Reserva Cultural; e domingo, às 22h, no Cinemark, Shopping Eldorado. Ambos os filmes serão exibidos no circuito comercial, depois da Mostra.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Crônica, Esporte Tags: , , , ,
21/10/2009 - 10:39

Eu sou normal, eu estou no Twitter

No intervalo de três dias, participei de dois debates em São Paulo sobre o Twitter. No primeiro, na Livraria Cultura, o professor José Luis Goldfarb contou que tuitou durante a defesa de uma tese de doutorado, na USP. No segundo, no MIS, o publicitário Michel Lent falou do prazer que sente ao ser reconhecido na rua como o “Lent do Twitter”.

Enquanto debatíamos no MIS, o jornalista William Bonner, editor-chefe e apresentador do “Jornal Nacional”, escrevia: “Hoje é o aniversário do meu triozinho. Quem quer que eu transmita os parabéns por favor diga EU!”. Um pouco antes disso, o jogador Kaká, um dos melhores do mundo, pedia: “Queria lançar para vocês a CAMPANHA WALLPAPER. Preciso de um wallpaper legal e criativo para colocar aqui no twitter!!”

No debate promovido pela produtora de diversão digital Pix, o psicólogo André Camargo foi convocado à mesa para tentar explicar o fenômeno. Não conseguiu. Um repórter da MTV pediu a Lent que definisse o Twitter em 140 caracteres. Ele também não conseguiu.

Wagner Martins, o Mr. Manson, saiu-se melhor. Para ele, o Twitter é um “papo de boteco” – uma definição em 14 caracteres. Pessoalmente, acho que é mais que isso, mas também não me julgo capaz de explicar o fenômeno.

Em resposta a um estudante da UNB, que há duas semanas me pediu para definir o Twitter em 140 caracteres (ô perguntinha original), escrevi: “O Twitter me parece ser uma ótima ferramenta para trocar informações relevantes, ouvir piadas novas e saber da irrelevância da vida alheia”.

Tenho consciência que não é uma definição que dá conta da complexidade desta ferramenta. Ao contrário, relendo hoje, vejo que a minha frase é pobre e ignora diferentes efeitos que o Twitter começa a provocar.

Fui convidado a participar destes dois debates porque nos últimos meses escrevi alguns textos sobre o Twitter. Relatei a hilária tentativa de Marcos Mion e amigos de convencer um ator americano a gritar “fora Sarney” (Ashton Kutcher dá lição de política a brasileiros no Twitter), levantei uma discussão sobre as primeiras iniciativas de promover propaganda disfarçada por aqui (Publicidade velada no Twitter causa polêmica) e narrei o famoso incidente que ocorreu com a apresentadora Xuxa (A desastrada aventura de Xuxa pelo Twitter ).

Ah, e como acaba de me lembrar @juhsuedde (pelo Twitter, é claro), antes disso eu havia feito a experiência de passar 24 horas tentando me comunicar com o mundo exclusivamente por meio da nova ferramenta (Um dia no Twitter).

Nenhum deste textos me transformou num especialista no Twitter, mas confesso ter muito interesse pelo assunto. Depois de pouco mais de um ano postando (e me divertindo), tenho muito mais dúvidas do que certezas. Um fenômeno, porém, me parece claro. O Twitter produz, num primeiro momento, um deslumbramento. É impossível não se deixar encantar pela velocidade e proximidade da “relação” que se estabelece com os seus seguidores.

Com o tempo, o usuário vai percebendo os limites e problemas desta relação. Alguns, como a Xuxa, tropeçam; outros, parecem entender melhor. Para quem tem a vocação e/ou a alma da publicidade e da auto-promoção, observo que parece ser mais difícil temperar o deslumbramento. São pessoas que acreditam, como Biz Stone, criador da ferramenta, que “o Twitter não é um triunfo da tecnologia, mas um triunfo da humanidade”. Lamento por estes.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet Tags: , , , , , ,
19/10/2009 - 15:53

Menino no balão: um “viral” que deu errado

O caso do menino que (não) sumiu no balão permanece na mídia mesmo depois dos 15 minutos de fama obtidos pelos envolvidos. A razão é a perseguição legal aos pais do garoto, que possivelmente serão presos e processados por fraude.

A proliferação de boatos e notícias falsas ganhou grande impulso na era da Internet – e mais ainda nestes tempos de Twitter, em que a informação circula quase na velocidade da luz.

Na confusão instalada nos dias de hoje, misturam-se diferentes tipos de fraudes. Há de tudo, para todos os gostos, desde vídeos publicitários disfarçados até “informações” plantadas com o objetivo de prejudicar políticos, artistas ou jornalistas.

O caso do menino no balão se enquadra na categoria das mentiras que, em tese, não fazem mal a ninguém e, ao final, podem até ser engraçadas. Para usar a linguagem do meio, foi um “viral”.

Nesta categoria, conseguir disseminar um vídeo ou uma informação falsa na rede tornou-se motivo de glória para seus autores – normalmente publicitários ou humoristas profissionais, que vivem disso e divertem a audiência com seus “virais” e piadas.

Segundo a polícia, a história do balão teria sido pensada com o objetivo de chamar a atenção para a família e promover um futuro “reality show”. A ser verdade esta versão, não é difícil imaginar onde Richard e Mayumi Heene tiveram a ideia. A velocidade com que a história se disseminou, transformando-os em questão de horas em celebridades mundiais, mostra que pensaram corretamente.

O problema no caso, e esta é a lição que outros inventores de notícia devem tirar da história, é que o “sumiço” do menino colocou a engrenagem do Estado (polícia, bombeiros etc) em ação. Deixou de ser apenas uma brincadeira com o objetivo de chamar a atenção para se transformar num trote, que causou prejuízos a terceiros.

Em resumo, ninguém pode impedir você de lutar desesperadamente pelos seus 15 minutos de fama, mas você pode ser preso se envolver as pessoas erradas na brincadeira.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Crônica, Internet Tags: , , , ,
09/10/2009 - 07:48

Novo Tarantino agrada somente a seus fãs

Bastardos 3Há duas maneiras de ver “Bastardos Inglórios” (ou, se preferir, “Sacanas Sem Lei”, como foi traduzido em Portugal): como mais um filme de Quentin Tarantino ou como uma diversão sem maiores consequências. Encarado de qualquer outra forma, é uma produção destinada à decepção ou ao tédio.

Para os fãs de Tarantino, “Bastardos Inglórios” oferece os deleites de sempre. Citações variadas, homenagens a diretores europeus, piadas internas, referências ao universo pop, trilha sonora da melhor qualidade – com direito, até, a Ennio Morricone, o maestro dos filmes de Sergio Leone.

Para quem procura apenas diversão no cinema, “Bastardos Inglórios” cumpre razoavelmente bem a tarefa, com cenas brilhantemente dirigidas, um roteiro bem estruturado, bons diálogos e algumas ótimas interpretações – ainda que as suas duas horas e meia de duração possam desagradar a quem prefira emoções mais rápidas.

Se você ainda não leu nada sobre o filme, ai vai um breve resumo: “Bastardos Inglórios” é o nome de uma divisão do exército americano formada por soldados judeus, enviada à Europa em 1941 para exterminar nazistas. Um deles, o sargento Donny Dnowitz (Eli Roth), é especializado em matar alemães com o taco de beisebol.

Além de matar, eles tiram o escalpo das vítimas – uma tara do chefe do batalhão, o tenente Aldo Raine, vivido por Brad Pitt, que tem sangue índio. Os nazistas que sobrevivem para contar a história ganham uma suástica na testa, desenhada com o facão de Raine.

Bastardos 5O antagonista principal do militar americano é o coronel Hans Landa, apelidado “o caçador de judeus”. Interpretado pelo ator austríaco Christoph Waltz, Landa domina o filme de tal maneira que transforma o personagem de Pitt quase num coadjuvante. Não por acaso, Waltz ganhou o prêmio de melhor ator em Cannes, onde “Bastardos” foi exibido pela primeira vez, em maio deste ano.

A ação de “Bastardos Inglórios” converge para Paris, onde o Estado Maior nazista se reunirá para a exibição de um filme, dentro de um cinema dirigido pela judia Shosanna (Melanie Laurent). A moça escapou da fúria de Lando na magnífica cena de abertura do filme e vive disfarçada em Paris, junto com o amante, um homem negro, projecionista do cinema. Bastardos 4

Há inúmeros bons achados ao longo do filme – o principal deles, a possibilidade de acabar com a Segunda Guerra dentro de um cinema. Como se estivesse filmando uma história em quadrinhos, Tarantino dá asas à imaginação, e produz entretenimento de ótima qualidade.

Para quem não vai ao cinema só por causa de Tarantino ou apenas para se divertir, porém, “Bastardos Inglórios” pode ser uma decepção. Não surpreende que tenha sido entendido nos Estados Unidos como um filme sem pé nem cabeça, cansativo, amoral, cujo pano de fundo histórico – a ocupação nazista na França e a perseguição aos judeus – serve como biombo para várias piadas de mau gosto.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog Tags:
07/10/2009 - 19:21

Paulo Coelho chega ao topo no Twitter “clonando Confúcio”

Sem apelar a Ashton Kutcher ou contar com a ajuda de qualquer campanha, o escritor Paulo Coelho emplacou nesta quarta-feira uma expressão de sua autoria – “Cloning Confucius” (“Clonando Confúcio”) – como um dos assuntos mais falados no Twitter (os chamados “Trending Topics”).

Como vem fazendo quase que diariamente já há dois meses, Coelho publicou em sua página, em inglês (às vezes, também escreve em português), uma frase curta, inspirada em um ditado popular. A frase desta quarta-feira dizia: “Quando você está certo, ninguém lembra. Quando você se engana, ninguém esquece”.

A frase agradou aos seus seguidores (hoje na casa dos 150 mil) e foi muito retuitada. Por volta das 17hs (horário do Brasil), o escritor anunciou, eufórico, no Twitter: “I created my CLONING CONFUCIUS two months ago, today it is in the Trending Topics! Thanks to all my followers!”

“Pílulas de sabedoria”, as frases de Paulo Coelho da série “Clonando Confúcio” versam sobre assuntos variados. Na terça-feira, por exemplo, escreveu: “Perdoe seus inimigos; é a coisa que mais os enlouquece.” Um dia antes mandou: “Esqueça o orador, e preste atenção no que é dito”. Ou, ainda, escreveu na sexta-feira: “Experiência é o pente que a vida nos dá quando já estamos carecas”.

O escritor afirma ter batizado a série com o nome de Confúcio por conta da dimensão política das reflexões do pensador chinês: “Confúcio era um personagem que estava mais comprometido com política do que qualquer outra coisa, e achei que seria bom usá-lo. No fundo todas as frases do ‘clone’ nada tem de espiritual”, disse ao blog.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet Tags: , ,
07/10/2009 - 11:46

A hipermnésia e o Facebook

Apenas três ou quatro pessoas no mundo sofrem deste estranho e cruel transtorno da memória, a hipermnésia. Segundo o neurobiologista James L. McGaugh, que estudou o fenômeno, trata-se de uma síndrome que leva as pessoas a terem uma memória perfeita, ou seja, guardam involuntariamente todos os detalhes da sua vida. Nada se apaga, nada se esquece. Um tormento. Por sorte, as possibilidades de sofrer desta síndrome são irrisórias.

O problema, escreve a publicitária e romancista Emma Riverola, no diário “El País”, é que hoje em dia estamos sujeitos a ser lembrados involuntariamente de passagens de nossas vidas que estavam completamente esquecidas, e que não queríamos mais recordar, em ambientes compartilhados por milhões de pessoas.

A rede social é o local exemplar, na avaliação da autora, deste fenômeno. Este ataque repentino de memória ocorre, normalmente, pela mão de alguém tão inocente quanto um antigo colega de escola, a namorada da infância ou o colega do acampamento de 1981 que nos localizou no Facebook. Escreve Riverola:

“A vida é evolução. Todos nós temos o direito de mudar, de nos contradizer, de fazer quantas viagens ideológicas quisermos e de defender, em qualquer momento, o nosso modo de pensar e agir. A diferença é que essa evolução, até agora, era um périplo interior. Um trajeto que, às vezes, compartilhávamos com outras pessoas. Companheiros de aventuras que o acaso da travessia obrigava a nos separar em diferentes estações, em função do destino escolhido por cada um. Agora, Facebook, Twitter, Tuenti e outras redes sociais estão convertendo este desenvolvimento pessoal em um cruzeiro de massas”.

A íntegra do artigo de Emma Riverola, em espanhol, pode ser lida aqui . Ela não é contra as redes sociais, mas lembra que “a solidão também é uma fonte de riqueza em nossas vidas. Rende uma boa discussão, acredito.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet Tags: , , , , ,
06/10/2009 - 15:46

Quando o Super-Homem vai ao psicanalista

super-homem

“Eu estou muito bem, mas Clark Kent não consegue encontrar um jornal que esteja contratando”.

(Cartoon de Tom Cheney publicado na edição de 5 de outubro da revista “New Yorker”)

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog Tags: ,
18/09/2009 - 14:24

Pausa para descanso

Em atividade há quase 14 meses sem interrupção, esse blog poupa os leitores por 15 dias enquanto o autor recarrega as baterias. Volto no dia 5 de outubro. Até lá.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog Tags: , ,
16/09/2009 - 20:20

Ela procura o pai do filho no You Tube. Será verdade?

Ela apresenta-se como Karen e, com um bebê no colo, chamado August, dirige-se ao público, informando que é dinamarquesa e diz: “Estou fazendo esse vídeo porque estou tentando encontrar o pai de August”. E conta a história de como, meio bêbada, tropeçou em um estrangeiro nas ruas de Copenhague, começaram a conversar e acabaram a noite juntos.

De manhã, quando acordou, prossegue Karen, ela não encontrou o sujeito ao seu lado. Não se lembra do nome nem da nacionalidade dele. Não faz idéia alguma de quem seja. Por isso, pede a quem assiste o vídeo, caso tenha alguma pista, que a ajude.

Em questão de dias, o vídeo postado no You Tube e chamado “Danish mother seeking” foi visto por mais de um milhão de pessoas em 150 países. O link do vídeo apontava para um site, em que inúmeras fotos da loirinha com seu bebê eram exibidas. O caso explodiu, com direito a reportagens na mídia dinamarquesa e estrangeira.

Logo surgiram dúvidas se o vídeo contava uma história verdadeira ou era uma peça de marketing – o chamado marketing viral – financiado por uma marca de preservativos. Dois dias atrás, o diário “Politiken” informou que o vídeo era parte de uma campanha publicitária do Visit Denmark, o órgão oficial de turismo do país.

Segundo o presidente do órgão, a intenção era propor uma imagem positiva do país e “gerar um buzz”, um assunto, na mídia mundial sobre a Dinamarca. Não passou pela cabeça dele, disse, que o vídeo pudesse ofender pessoas mais sensíveis ao também sugerir que um dos encantos da Dinamarca é a possibilidade de encontrar lindas garotas para uma agradável noite de amor.

Ao perceber a mancada, o Visit Denmark retirou o vídeo do ar, mas inúmeras cópias podem ser encontradas no You Tube. Ficou mal para o órgão, mas a Dinamarca caiu na boca do povo – como eles sonhavam.

Na Internet blogueiros discutem as razões do fracasso deste viral. Não é o primeiro, nem será o último. O sonho de todo publicitário parece ser emplacar um viral na grande rede. Para quem não é do ramo, só resta permanecer alerta e reticente. Parodiando o célebre ditado futebolístico, não tem mais bobo na Internet.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet Tags: , ,
08/09/2009 - 12:18

Luciano Huck soletrou errado. E não gostou de ser corrigido

Expostas como nunca no Twitter, as celebridades nacionais estão sofrendo na mão dos fãs que acompanham seus comentários com lupa e não perdoam seus erros. Depois de Xuxa dar show (ou “xou”, se preferirem) de falta de intimidade com a língua portuguesa, a vítima da vez é Luciano Huck. De Toronto, no Canadá, em pleno 7 de setembro, o apresentador não resistiu e mandou ver no Twitter:

“No Brasilian Day em Toronto, muita gente!!! Se fosse em SP, seria a Praça da República lotada!!! Brasucada morrendo de saudades de casa.”

A apresentadora Rosana Hermann foi uma das primeiras a notar o errinho (“brasilian” com “s” e não com “z”) e escreveu no Twitter: “O @huckluciano pode escrever ‘brasilian’ que ninguém briga  #TadinhaDaSasha”

Outros leitores também fizeram piada, sugerindo a Huck melhorar o seu inglês (“improve your english!!!”) e elogiando o novo estilo do apresentador (“BRASILIAN I like it the new style”). Também houve quem pedisse: “ou escreve em português ou em inglês”.

Teria sido um episódio de menor importância não fosse a surpreendente reação de Huck às críticas e ironias. Menos de uma hora depois de soletrar a palavra “brazilian” com erro, o apresentador escreveu, furioso:

“BraZilian Day porr…nenhuma! Vou continuar escrevendo BraSilian Day! Sou braSileiro! Melhor, vou começar a escrever o Dia do Brasil. Pronto.”

Um leitor, gaiato, percebeu o novo erro do apresentador e observou: “Melhor seria Dia do Brasileiro” (ou Dia Brasileiro). Já @eversonu2cover, observou: “hahahahaha… então escreve BRASILIAN DEI… não seja Xuxa, diga q se enganou e pronto”. E @chapeleiro foi direto ao ponto: “em breve teremos o @huckluciano ‘Vocês não merecem falar comigo, nem com minha Angélica!’”

Sem jogo de cintura e bom humor, as celebridades continuarão a sofrer no Twitter.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet Tags: , , , , ,
02/09/2009 - 11:14

Twitter: uma boa piada por dia

Não acompanho o Twitter em outros países, mas no Brasil noto uma tendência interessante: os melhores assuntos do dia sempre viram piada. Não que assuntos sérios não prosperem e rendam boas discussões, mas quanto maior o potencial humorístico do tema em pauta, mais ele gera comentários.

Talvez seja coincidência, mas o ranking de popularidade do Twitter mostra, entre os 100 perfis com mais seguidores, muita gente que ganha a vida fazendo humor na tevê, como o pessoal do CQC, do Pânico e do Casseta & Planeta. Também são muito populares os perfis de humoristas consagrados em outras mídias, como Millôr Fernandes (imprensa), KibeLoco (blog) e Pretinho Básico (rádio). E estão igualmente no top 100 do Twitter brasileiro perfis protegidos por pseudônimos, como Christian Pior e O Criador, que fazem piada de tudo.

Influenciados por esses humoristas, ou não, há toda uma turma no Twitter (impossível citar todos) que prefere perder o seguidor a perder a piada. Politicamente incorretos, não deixam pedra sobre pedra. Às vezes, tenho a sensação que os usuários disputam uma competição pela melhor piada. Nos últimos dias, quem anda pelo Twitter riu muito da Xuxa, do Belchior, da Vanuza, do Fluminense…  

Nem todo mundo gosta, é verdade. As piadas sobre Rubinho Barrichello, já reparei, fazem muito sucesso, mas sempre geram protestos. No dia em que escrevi uma gracinha sobre Belchior, em pouco mais de 15 minutos perdi seis seguidores, possivelmente ofendidos – ou irritados com a falta de graça do meu comentário.

Na terça-feira, 1º de setembro, o assunto que mais gerou piadas no Twitter foi a pane no Gmail. Problema grave para milhares de usuários do serviço, o e-mail do Google foi tema de muitas piadas – algumas ótimas, outras nem tanto. A melhor de todas, enviada por @danilocorci, era uma que dizia: “Google avisa que, como era versão beta, o gmail foi descontinuado” e deixava um link para ser clicado. Quem se arriscava topava com uma foto de Sergio Malandro e a legenda: “Hahahaha. Pegadinha do Malandro”. Também ri com a piada enviada pelo perfil da @revistamad: “Maldito gmail! Se fosse bom, não era de graça!” E com a piada de @ivanadriel, inspirada na frase que Xuxa tornou famosa: “google says: vocês não merecem falar com meu anjo”.

Se o Twitter, de fato, expressa uma espécie de sistema nervoso, capaz de medir o pulso dos interesses dos seus seguidores, tenho a impressão que essa predileção pelo humor seja mais do que falta do que fazer, como criticam algumas pessoas. Gostaria, realmente, de saber como é em outros países, mas arrisco dizer que essa mania de fazer piada de qualquer assunto seja um traço distintivo do Twitter brasileiro.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet Tags: , , , , , , ,
29/08/2009 - 12:34

Xuxa tenta passar borracha no “show do Twitter”

Para quem acompanha o permanente esforço feito por Xuxa no sentido de reescrever sua biografia e lapidar sua imagem, o fato mais significativo da confusão envolvendo sua passagem pelo Twitter não foi o palavrão que soltou, mas a borracha que passou em seguida, apagando duas anotações importantes feitas no calor da hora.

Ainda na noite de terça-feira, 25, depois de discutir com os fãs que a ofenderam, Xuxa tirou do ar a mensagem de Sasha, que deu início ao imbróglio. A filha da apresentadora, de 11 anos, havia cometido um erro banal de português, trocando o “c” pelo “s” ao escrever a palavra “cena: “Sou eu Sasha. Estou aqui filmando e vai ser um ótimo filme. Tenho que ir… Vou fazer uma sena com a cobra”.

Na esteira da repercussão do episódio, que tomou conta da Internet na quarta-feira, 26, Xuxa tomou duas atitudes. Em primeiro lugar, avisou, pela imprensa, que ia “dar um tempo” do Twitter. Mais importante – sem avisar ninguém, porém – apagou uma segunda mensagem que escreveu durante a briga com os fãs, justamente a observação mais agressiva, que dizia: “pra quem não sabe minha filha foi alfabetizada em inglês, vou pensar muito em colocar ela pra falar com vcs, ela não merece ouvir certas m…”

Quem abre agora a página de Xuxa no Twitter não conseguirá entender o que, de fato, aconteceu. Ali se encontra apenas um breve traço da confusão – a última mensagem que a apresentadora publicou: “fui vcs não merecem falar comigo nem com meu anjo”.

Outro sinal de que alguma se passou no Twitter de Xuxa é o número de pessoas que a seguem. Ao longo dos 23 dias que escreveu no serviço, a apresentadora atraiu 72 mil seguidores. Desde que abandonou os fãs, chateada, há quatro dias, outras 30 mil pessoas decidiram seguir o perfil por ora inativo.

Acho que a repercussão do episódio está ligada, portanto, menos ao prazer de ver a “derrapada” de uma celebridade, mas à possibilidade de acompanhar, em tempo real, uma rápida fissura em sua imagem pública. Uma imagem, como se sabe, construída à base de muita borracha e sabão, no esforço de higienização contra fatos e fotos que mostram outras facetas da rainha dos baixinhos.

Como em outros casos, o registro da confusão no Twitter ficará como uma lembrança difusa de que Xuxa tem alguma coisa para esconder, mas não sabemos bem o que é, nem por que ela faz isso.

Em tempo: O texto que publiquei na manhã de quarta-feira, 26, aqui no blog, A desastrada aventura de Xuxa pelo Twitter, alcançou uma repercussão inédita. Graças ao Wordpress, que notifica quando algum post é linkado em outro blog, soube que há links dele em 32 blogs. Agradeço a todos. 

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet Tags: , , ,
27/08/2009 - 11:18

Tentando decifrar Bob Dylan

Quem já passou por este blog mais de uma vez deve ter percebido que sou fã de Bob Dylan. Isso não quer dizer que eu compreenda Bob Dylan. Ouço o músico e leio o que escrevem sobre ele já há 35 anos, mas com frequência me pego pensando, sem ter resposta, sobre os possíveis significados de algumas músicas e sobre o sentido de certas atitudes.

No magnífico documentário “No Direction Home”, Martin Scorsese tenta jogar alguma luz nos primeiros anos da carreira do músico (1961-1965), sem chegar a uma conclusão. Scorsese se detém num episódio-chave da trajetória de Dylan, o momento em que trocou o violão pela guitarra, causando profunda decepção nos fãs da música de protesto – o gênero que o tornou famoso naqueles conturbados anos de lutas pelos direitos civis, nos Estados Unidos.

Da soma de tudo que se vê e ouve no documentário, emerge a impressão que Dylan nunca foi um músico engajado nas causas dos anos 60. Não que fosse alheio ao que acontecia ou que não acreditasse no teor das músicas que escreveu – canções como “Blowin´ in the Wind” ou “The Times They are a Changin´”, que se tornaram verdadeiros hinos. Mas tenho a impressão, vendo o filme, que Dylan parece mais preocupado consigo mesmo do que com os anos 60.

E acho que essa é uma característica que percorre muitas das suas escolhas – pessoais e artísticas – ao longo do tempo. Não vejo isso como defeito, que fique claro. As idas e vindas na carreira, as diferentes opções religiosas, as escorregadas e os triunfos, Dylan nunca demonstra preocupação com o que vão pensar ou dizer dele e parece ter como único interlocutor a sua própria insatisfação.

Pensando nisso tudo, comento duas notícias aparentemente bizarras que circularam esta semana envolvendo Dylan. A primeira, a de que o músico está negociando emprestar a sua voz a um sistema de GPS; a segunda, que vai gravar um disco apenas com canções de Natal.

O próprio Dylan anunciou, na terça-feira, 25 de agosto, a novidade do GPS em seu programa de rádio, nos Estados Unidos. “Estou conversando com duas empresas”, disse o músico, cuja voz cada vez mais fanhosa parece ser tudo que você não quer ouvir quando estiver perdido procurando um endereço no carro.

Dylan fez piada sobre o assunto no rádio. “À esquerda na próxima rua. Não, à direita. Quer saber? Vá reto”. Em seguida, comentou: “Eu não deveria fazer isso porque, para onde quer que eu vá, eu sempre acabo no mesmo lugar – em Lonely Avenue”. E acrescentou: “Por sorte, não estou totalmente sozinho. Ray Charles me encontra lá.” A piada é uma referência ao blues “Lonely Avenue”, que Charles gravou com muito sucesso nos anos 50 e que teve posteriormente inúmeras versões. 

E na quarta-feira, 26 de agosto, Dylan anunciou em seu ótimo site que vai lançar, no dia 13 de outubro, um álbum com canções de Natal, cuja renda será revertida integralmente para entidades beneficentes. A notícia causou algum espanto, inicialmente, em função do músico ter nascido numa família de origem judaica, ter se convertido ao cristianismo na década de 70 e voltado a praticar o judaísmo.

O projeto do disco de Natal, no entanto, vai muito além de um compromisso religioso. O músico doou todos os royalties a que tiver direito por este disco, para sempre, nos Estados Unidos, a uma ONG chamada Feeding America e está negociando um acordo semelhante com duas entidades na Inglaterra.

Dylan comentou no site: “É uma tragédia que 35 milhões de pessoas neste país (os EUA) – sendo 12 milhões de crianças – costumam ir para a cama com fome e acordem no dia seguinte sem saber quando vão comer novamente”. Mais claro, impossível.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog Tags: , , , , , , ,
26/08/2009 - 10:51

A desastrada aventura de Xuxa pelo Twitter

Na segunda-feira, 3 de agosto, 23 dias atrás, Xuxa Meneghel começou a brincar no Twitter. Atraída pela nova mídia, mas sem traquejo, logo estava digitando suas mensagens em caixa alta, como esta, comentando convite recebido de Zeca Pagodinho: “ZECA CHAMOU PRA IR A XEREM. E ELE JA SABE EU NAO BEBO, NAO FUMO E NAO COMO CHURRASCO, MAS FICO COM AS CRIANÇAS. TIPO BABÁ.VOU AMAR XEREM.”

Os fãs digitalmente mais alfabetizados logo informaram a Xuxa que escrever em caixa alta equivale a gritar. Assim, depois de pouco mais de duas semanas no Twitter, a apresentadora foi obrigada a se explicar pela primeira vez: “EU NÃO ESTOU GRITANDO, NEM QUERO SER MAL EDUCADA, GALERA. SEMPRE QUE ESCREVO NO COMPUTADOR, ESCREVO ASSIM. É O MEU JEITINHO!”

Como muitas celebridades já perceberam, o Twitter permite um contato inédito com o fã. As mensagens alcançam o usuário, e são lidas, independentemente da sua disposição para respondê-las. Xuxa deu um primeiro sinal de que não estava acostumada com esse novo tipo de assédio na segunda-feira, 24. Em meio a outras tuitadas, desabafou: “PÔ PAREM DE CRITICAR”.

Nesse mesmo dia, mais uma vez, se viu obrigada a se explicar com os fãs, que já somam 72 mil seguidores: “OUTRA COISA , NÃO FIQUEM TRISTE POR EU NÃO RESPONDER TUDO EU FICO DOIDINHA , VOU APRENDER AOS POUCOS TÁ”. Desajeitada com a língua portuguesa, como pode-se notar, ela tentou se corrigir em seguida, mais uma vez tropeçando na gramática e na ortografia: “OPS , ESCREVI SEM LER SAIU ERROS DE PORTUGUES”.

Chateada com as críticas ao seu “jeitinho” de escrever, Xuxa passou a digitar as suas mensagens em caixa  baixa, como todos os demais usuários do serviço. Mas deixou claro que não gostou das críticas: “eu adoro esse jeitinho, mas falaram tanta coisa feia q tô eu aqui de igual prá igual”.

Em seu último dia no Twitter, na terça-feira, 25 de agosto, Xuxa avisou que estava tuitando do set de filmagens de “Xuxa e o Mistério de Feiurinha”. Informou que Sasha estava participando das filmagens e relatou que iria trabalhar até de madrugada. Depois contou que o filme tem Hebe Camargo no papel de sogra e Angélica como cunhada, além de Fafi Siqueira, Alexandra Richter e Bruna Marquezine no papel de bruxas.

O caldo entornou já de noite, depois de Xuxa avisar: “sasha filmou com um bode e agora vai filmar com uma cobra”. Na sequência, a filha da apresentadora escreveu: “Sou eu Sasha. Estou aqui filmando e vai ser um ótimo filme. Tenho que ir… Vou fazer uma sena com a cobra”.

Os fãs de Xuxa logo começaram a fazer observações sobre o erro de ortografia cometido pela menina de 11 anos (“sena” no lugar de “cena”). Magoada, a apresentadora reagiu com um palavrão: “pra quem não sabe minha filha foi alfabetizada em inglês, vou pensar muito em colocar ela pra falar com vcs, ela não merece ouvir certas m…”

Como as críticas e ironias não cessaram, Xuxa, muito irritada, encerrou seu dia no Twitter com um desabafo: “fui vcs não merecem falar comigo nem com meu anjo”. E, como observou Lu Lacerda, às 2h50 da manhã, eliminou a mensagem com erro da filha.

Naturalmente, o erro de Sasha e a reação de Xuxa ganharam as páginas com velocidade. Na manhã de quarta-feira, a palavra “Xuxa” estava entre as dez mais mencionadas por brasileiros no Twitter. E as mensagens que ela escreveu na noite anterior estavam entre as três mais reenviadas (retuitadas) por outros usuários.

Wagner Martins, o Mr. Manson, criador do célebre blog Cocadaboa, foi quem talvez resumiu melhor a nova situação: “Celebridades no Twitter tornaram possível um sonho de infância: xingar a TV. E ser ouvido. Obrigado Internets.” Xuxa, com certeza, não se esquecerá desta lição.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet, televisão Tags: , , , ,
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