Arquivos da categoria "Blog":
02/07/2009 - 12:16
Como tenho andado muito pelo Twitter acabei achando o seu perfil, onde você se apresenta como “cantor, compositor, poeteiro, blogueiro e AGORA jornalista”. Acredito. Mas, lendo o texto que você postou nesta quinta-feira em seu blog, “Sarney VENCEU”, não posso deixar de pensar que essas qualificações todas não foram suficientes para te fazer entender o que aconteceu nos últimos dias. Nem te ajudaram a ter uma perspectiva histórica dos acontecimentos.
Escrevi há algumas semanas um longo texto contra a obrigatoriedade do diploma de jornalista, no qual dizia, entre outras coisas:
1. O que é preciso saber e aprender para ser jornalista? É uma questão polêmica. Há alguns consensos: é preciso ter cultura geral e domínio total da língua portuguesa. Conhecer história é fundamental. Matemática e estatística são conhecimentos necessários. Ética. Direito. É preciso ter o hábito de ler jornais e revistas, ter gosto pela informação. Ter espírito crítico, ser capaz de compreender a realidade em que vive, é outro atributo obrigatório.
Tenho a impressão, lendo o seu blog, que te faltam todos esses atributos. Um sinal evidente disso é a sua idéia de que o movimento “Fora Sarney” começou e acabou na Internet no espaço de uma ou duas semanas. Quer dizer, você propõe uma manifestação contra um político que está aí, na estrada, há mais de 50 anos, só aparecem uns gatos pingados e você conclui que o movimento fracassou? Como assim?
Esse teu texto também me lembra aquele garoto que leva a bola para o playground, se irrita porque perdeu a primeira partida e vai embora, levando a bola e impedindo o jogo de continuar.
Neste caso, porém, nem isso é possível. Se você se preparar um pouco mais para os embates da política, verá que essa partida que você quis jogar – e acaba de de desistir – já está em andamento há muito tempo, e não tem data, ainda, para terminar.
Atualização às 13h: Tico Santa Cruz responde:
Cerca de 30 minutos depois de entrar no ar minha carta-aberta, Tico Santa Cruz manifestou-se sobre o texto por meio de curtas mensagens enviadas via Twitter. O músico disse, primeiro: “Caro jornalista, reconhecer uma derrota como PESSOAL, significa uma reflexão interna, não geral. A meu ver é 1 passo p mudar”. Em seguida, postou: “Reconhecer a derrota não significa DESISTIR, significa que sou capaz de mudar a estratégia, não me julgue sem conhecer.” E completou: “Caso o contrário estará repetindo o mesmo padrão dos TANTOS internautas que emitem opiniões sem se aprofundar nas ações”.
Ontem, Santa Cruz havia escrito no Twitter: “Vocês estão cobertos de razão. Desculpem. Estou me retirando. Reconheço quando perdi. Não consigo + argumentar.” Em seu texto, no blog, também escreve, dirigindo-se a Sarney: “devamos entender que eles e vossos pares estão certos e que por conseguinte o Senhor deve seguir as orientações do Querido Presidente LULA e permanecer presidindo a casa.”
Fica aqui, em todo caso, a posição oficial de Tico Santa Cruz: ele não desistiu do “Fora Sarney”. Ainda bem.
Enviado por: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Brasil, Cultura, Internet
Tags relacionadas: Fora Sarney, Tico Santa Cruz, Twitter
30/06/2009 - 16:01
Ashton Kutcher é conhecido no Brasil por três motivos principais: fazia o garotão mais bobão no seriado “That´s 70 Show”, casou-se com a atriz Demi Moore e é o perfil mais popular do Twitter, seguido por 2,5 milhões de pessoas.
Bem-humorado, no último domingo, provocou os brasileiros que o seguem no Twitter enquanto os Estados Unidos venciam o Brasil por 2 a 0 na Copa das Confederações. Encerrada a partida, foi alvo de um massacre virtual, aos gritos de “chupa!”. Aceitou a brincadeira com fair-play, tanto que postou a palavra “chupa” no seu Twitter, elevando-a, para orgulho nativo, à categoria de assunto mais quente da rede por algumas horas.
Embalados por essa ajudinha do boa-gente Kutcher, o apresentador Marcos Mion, o músico Junior Lima e o ator Bruno Gagliasso, entre outros, se juntaram num grupo chamado Os Piratas numa campanha para convencer o ator americano a postar as palavras “fora Sarney” no seu Twitter. A campanha transformou-se numa das maiores piadas da curta história do Twitter brasileiro.
Primeiro, enviaram uma mensagem para Kutcher, em inglês: “Hey, Ashton, por favor diga #forasarney e ajude o Brasil a afastar seu senador corrupto”. Como Kutcher não respondeu, o irmão da Sandy insistiu: “Estamos lutando pelo fim da corrupção no nosso governo! Precisamos da sua ajuda! Apenas escreva #forasarney”.
Depois foi a vez de Marcos Mion. Sua primeira mensagem dizia: “Ashton, sou um VJ da MTV Brasil. Veja um trecho do meu programa”. Em seguida, foi a vez de Junior, de novo: “Vamos lá, cara. É só para finalidades midiáticas. Você é importante para fazer nossa opinião importante. #forasarney”. Mion insistiu: “Ashton, o Brasil precisa da sua ajuda! Escreva #forasarney para nos ajudar a combater a corrupção no nosso país! Por favor! O Brasil te ama! Feijoada! Samba!”.
Até que Kutcher se encheu e respondeu: “Para os brasileiros; só VOCÊS têm o poder de afastar seu senador. É o SEU país. VOCÊS devem lutar pelo que acreditam. Eu não tenho voto”. Mion então escreveu: “Putz… O Ashton disse que não pode ajudar! Que nós temos que lutar pelo nosso país. Fuck…”
Minha sugestão, caso alguém se interesse em saber, é a seguinte: Marcos Mion, Junior Lima e companhia limitada deveriam, como prêmio por este desempenho no Twitter, ser convidados a participar da próxima edição de “A Fazenda”.
Hit no Twitter, um vídeo muito divertido, criado pelo blogueiro Carlos Cardoso, resume esta história aqui.
Enviado por: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Colunismo social, Esporte
Tags relacionadas: Ashton Kutcher, Bruno Gagliasso, Fora Sarney, Junior Lima, Marcos Mion, Sandy, Twitter
28/06/2009 - 11:09
Rubens Barrichello é um personagem fascinante, para o bem e para o mal. É alvo permanente de críticas e, sobretudo, de piadas por conta de seu desempenho algo errático, para não dizer frustrante, nas pistas. De um modo geral, o piloto reage com fleuma às ironias – o que conta muitos pontos a seu favor.
Rubinho estreou no Twitter na última terça-feira, 23 de junho, alguns dias depois de Nelsinho Piquet. No dia seguinte, passei 17 horas conectado na nova rede social com o objetivo de escrever uma reportagem para o Último Segundo, Um dia no Twitter, publicada neste domingo.
Fiquei impressionado com a quantidade de piadas dedicadas a Rubinho e seu perfil no Twitter. Cheguei a pensar em propor à turma do Casseta & Planeta a realização de um concurso de piadas sobre o piloto. Helio de la Peña, autor de um dos gracejos sobre o assunto, poderia organizar. Ou então Felipe Andreoli, do CQC, autor de outra piada. Reproduzo abaixo algumas que rolaram na rede na última quarta-feira e uma, a última, que li na sexta-feira:
@julianoromao: É impressão minha ou depois q o @rubarrichello entrou no Twitter….o Twitter ficou mais lento?!?!?! Hahaha
@pedrotourinho: Em ultimo lugar não fico mais, @rubarrichello no twitter!
@andreolifelipe: Parece: impossível, mas sim dá pra ficar atrás do Rubinho…é só segui-lo no twitter. Agora vai…(@rubarrichello).
@jaymefreitas: O Barrichello gosta do twitter porque pelo menos aqui alguém o segue
@renatacarolina: Meu computador está mais lento que o Barrichello na F1 ;(
@bernardoleitao: Rubens Barrichello se rende ao Twitter http://migre.me/2M8O Bem que eu notei o twitter esta mais lento
@rafaMONDINI: E olha que não é muito difícil seguir o Barrichello ein! Difícil é conseguir não ficar na frente dele! Hahahahaha
@nettaum86: Barrichello é o “segundo” piloto brasileiro a ter twitter… que sina hein.. eu tento segui-lo.. mas eu sempre o ultrapasso!.. =P
@RicaPerrone: Rubinho Barrichello - O segundo brasileiro na F-1 a ter um Twitter. É impressionante… hahahahahaha
@lapena: rubinho tá no twitter.(@rubarrichello).ele só segue uma pessoa. acho que é o piloto inglês jenson button
@Cardoso: Fora Sarney, Fora Gilmar, Fora reitora da USP… se sair todo mundo, o Rubinho chega em primeiro?
Enviado por: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet, televisão
Tags relacionadas: Casseta & Planeta, Helio de la Peña, piadas, Rubens Barrichello, Rubinho, Twitter
18/06/2009 - 20:57
Quando Mariana Castro, minha editora no Último Segundo, sugeriu que eu fizesse uma reportagem sobre blogs de policiais, respondi com uma cara de interrogação tão grande que ela deve ter ficado preocupada. Nunca tinha ouvido falar de blogs escritos por policiais – e não fazia idéia sobre como estava desinformado.
Ao longo dos últimos dias descobri um verdadeiro mundo, a chamada “blogosfera policial”, um conjunto hoje formado por 74 blogs, de diferentes lugares do Brasil, nos quais policiais militares, civis e federais discutem questões como o autoritarismo dos chefes, ações mal efetuadas, problemas salariais, bem como fornecem informações sobre concursos públicos, serviços de saúde etc.
Como relato na reportagem Blogosfera policial brasileira cresce e atrai interesse da Unesco, publicada nesta quinta-feira, há muitas dificuldades envolvidas nesta atividade, já que os blogueiros estão submetidos a regimentos e regulamentos muitas vezes restritivos. Há vários casos de blogueiros punidos e de autores que preferem manter os seus blogs no anonimato, para evitar punições.
Conversei com três blogueiros. Um deles, o tenente Alexandre de Sousa, da PM do Rio, autor de um dos blogs mais acessados da “blogpol”, O Diário de um Policial Militar, também mantém um perfil no Twitter. Foi lá que, antenado e bem-humorado, comentou o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalistas: “sou jornalista. desde ontem :P”.
Enviado por: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Brasil
Tags relacionadas: Alexandre de Sousa, blogosfera policial, blogpol, Diário de um Policial Militar
16/06/2009 - 12:39
A Fifa promete divulgar ainda nesta terça-feira um comunicado em resposta ao protesto do Egito relativo à marcação do pênalti que decidiu a partida contra o Brasil, na primeira rodada da Copa das Confederações.
Como se sabe, o lance ocorreu no finalzinho da partida. Daniel Alves cobrou falta pelo alto, a bola sobrou para Lúcio, que chutou em direção ao gol. A bola provavelmente ia para o fundo das redes, mas foi desviada pelo braço direito de Ahmed Al Muhamadi, saindo pela linha de fundo. O árbitro inglês Howard Webb, imediatamente, apontou escanteio a favor do Brasil – marcação idêntica à do auxiliar. Os jogadores do Brasil cercaram Webb, pedindo o pênalti. As imagens da TV mostram que, num primeiro momento, o árbitro rechaçou a reclamação, mas em seguida voltou atrás de sua decisão e, então marcou pênalti e expulsou Ahmed Al Muhamadi. Foi, então, a vez de os egípcios cercarem o árbitro em protesto (foto).
O que se passou entre a marcação inicial e a seguinte é o xis da questão. Tudo indica que Webb foi alertado pelo quarto árbitro, o australiano Matthew Breeze. Não terá ocorrido problema algum se Breeze apenas viu que foi pênalti e advertiu Webb do erro que ele estava cometendo. O que se suspeita, porém, é que Breeze teria visto a repetição do lance num monitor de tevê – que não deixa dúvidas sobre o pênalti.
O uso de imagens de vídeo para esclarecer dúvidas no meio de uma partida de futebol é uma idéia colocada em discussão já há muito tempo. Utilizado nas ligas de basquete e futebol americano, o recurso é vetado pela Fifa. O presidente da entidade, Joseph Blatter, já se manifestou mais de uma vez contrário a esta possibilidade. O uso de imagens gravadas é hoje aceito apenas em tribunais esportivos, para auxiliar na punição de agressões ocorridas em campo, mas não relatadas na súmula dos árbitros.
Na final da Copa do Mundo de 2006, o árbitro Horacio Elizondo não viu a cabeçada de Zidane em Materazzi, mas foi advertido a respeito pelo quarto árbitro, o espanhol Luis Medina Cantalejo. O técnico da França, na ocasião, acusou Cantelejo de ter recorrido a um vídeo para ver a agressão, o que obrigou a Fifa a divulgar um comunicado negando que isso tenha ocorrido. Aposto que este será o tom do comunicado que a entidade divulgará hoje sobre a polêmica marcação do pênalti contra o Egito. (atualizado às 13h54: a Fifa rejeitou o protesto dos egípcios, afirmando que Webb não recebeu apoio da tevê)
Qual é a opinião do leitor: a Fifa deveria aceitar o uso de imagens de vídeo durante uma partida para esclarecer dúvidas?
Crédito da foto: AP
Enviado por: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Esporte
Tags relacionadas: Brasil, Egito, Fifa, Horacio Elizondo, Howard Webb, Joseph Blatter, Luis Medina Cantalejo, Materazzi, Matthew Breeze, pênalti, uso de vídeo, Zidane
15/06/2009 - 13:17
Apesar da torcida e do patriotismo de sempre, Galvão Bueno conseguiu se dar conta, aos 35 minutos do segundo tempo, que o resultado (3 a 3) se explicava não apenas por conta da atuação do Brasil: “Joga melhor o Egito”, admitiu.
Tudo mudou aos 45 minutos do segundo tempo. Num lance em que a bola pareceu ter saído (e a tevê não exibiu replay), Daniel Alves partiu para a área e foi derrubado. Na sequência, o pênalti, que o juiz não viu, mas foi levado a assinalar – sabe-se lá por quem. 4 a 3.
Como de hábito, quando o Brasil tem dificuldades em campo, a “culpa” é sempre de alguém. Galvão criticou Alexandre Pato e Gilberto Silva. E a falta de “atitude” da seleção. Arnaldo Cesar Coelho achou de bom tom acrescentar: “Não podemos justificar o resultado pela arbitragem”.
Falcão, é bom que se diga, em mais de um momento deixou de lado o seu jeito “chuchu” de comentar futebol, e observou: o Egito jogava bem, entrou com “outra postura” no segundo tempo, passou a atuar com três atacantes e mudou a formar de marcar a seleção brasileira.
Uma análise séria deveria incluir as palavras de Milton Leite, no SporTV: “uma atuação horrorosa do Brasil”, ou de Paulo Cesar Vasconcelos, na mesma emissora: “a pior atuação do Brasil no ano”.
Uma análise isenta deveria concluir com as seguintes palavras: “resultado injusto”.
Enviado por: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Esporte, televisão
Tags relacionadas: 4 x 3, Arnaldo Cesar Coelho, Brasil e Egito, Falcão, Galvão Bueno, Globo, Milton Leite, Paulo Cesar Vasconcelos, SporTV
14/06/2009 - 12:08
A notícia apareceu na madrugada de sábado (13) e atravessou o dia: Boninho desistiu do Twitter. O diretor da Globo publicou no seu miniblog uma mensagem de despedida, depois de duas semanas de muito barulho. “A morte anunciada! Não tenho paciência, mas bom humor. Em 15 dias me diverti muito, mas minha verdadeira ética e profissionalismo dizem não. By”.
Nesses 15 dias em que se divertiu muito, Boninho riu abertamente da estreia do reality “A Fazenda”, na Record, anunciou que Grazi Massafera entrou para a “lista negra” do “Vídeo Show” e polemizou com Britto Jr, que o acusou de ser antiético por criticar a concorrência, afirmando: “Não sou jornalista, não preciso ter ética!”. Escrevi na quinta-feira, 11, um texto, Boninho, o Twitter e a falta de ética, sobre o assunto, no qual observei:
É difícil acreditar que uma pessoa com alguma instrução fale isto a sério – logo, tendo a acreditar que Boninho está brincando, reforçando o personagem que criou. “O Boninho é engraçado porque ele faz questão de manter a fama de mau”, disse Pedro Bial ao Último Segundo, em março. Ou seja, ao defender que não precisa ter ética, Boninho está apenas fazendo uma brincadeira de mau gosto, o que ajuda a explicar muita coisa que assistimos na tevê.
No mesmo dia, o texto foi respondido pelo diretor no próprio miniblog de forma enigmática. “Mauricio, brincadeira nunca foi defesa, e fazer TV não é! Fake ou real, no twitter nada se cria, mas se transforma“.
O “twittercídio” de Boninho, como está sendo chamado, causou grande comoção entre os seus 8.500 seguidores. Centenas de usuários do Twitter enviaram mensagens a ele, pedindo que reconsidere a decisão. Um blogueiro, Paulo Ferraz, “ator, videomaker, escritor, consultor em redes sociais e web marketing”, chegou a me responsabilizar pela opção de Boninho, o que me deixou muito honrado, mas infelizmente não é verdade.
O colunista Daniel Castro, da “Folha”, publicou em seu Twitter: “A pedidos: Boninho confirma “twittercídio”! Não aguentou o assédio e a pentelhação. Alguns foram agressivos com ele!” Recém-chegado ao miniblog, o apresentador Luciano Huck também lamentou: “não se vá, Boninho!!! Agora que eu cheguei!!! Poxa”.
Aproveitei a pesquisa para deixar Boninho de lado e conhecer o Twitter de Huck. Descobri que o apresentador foi passar o final de semana em Campos de Jordão com o governador José Serra. “Nesta noite em Campos do Jordão, temperatura em baixa, twitter em alta. José Serra ao meu lado xereta o que estou escrevendo! Tô bombando!!!”
Pensei: deve ser brincadeira. Corri então para o Twitter do governador. “O @huckluciano contou no twitter dele e eu confirmo (fazer o quê?): estamos em Campos do Jordão e, no momento, xereto o que ele escreve”, anotou Serra. Huck retribuiu: “Já viram o twitter dele? @joseserra_. Pegou o vírus. Também trata-se de uma excelente ferramenta para se debater ideias!!!”
Volta Boninho! Você vai fazer falta aqui.
Enviado por: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet
Tags relacionadas: A Fazenda, Blog, Boninho, Britto Jr., José Serra, Luciano Huck, Twitter, twittercídio
13/06/2009 - 12:12
Caminhando pelos jardins da PUC do Rio, um casal passa em revista o seu relacionamento. A menina anuncia que está indo embora, o menino tenta entender o que a motivou. Em alguns “flashbacks”, o casal troca confidências sobre os seus gostos e afinidades – basicamente, cultura pop, ícones do entretenimento e todo aquele lixo que faz parte do cardápio de referências de quaquer jovem de classe média alta.
“Apenas o Fim” resume-se a isso. Por 80 minutos, acompanhamos o passeio e o diálogo dos dois protagonistas – vividos pelos atores Erika Mader e Gregório Duvivier – numa conversa sobre amor nos tempos do MSN.
O principal atrativo do filme é o fato de o diretor, Matheus Souza, ter levado a bom termo a produção com apenas R$ 8 mil – o equivalente a seis mensalidades do curso de Cinema na PUC, onde ele estuda. Souza teve o apoio da universidade, que emprestou o equipamento, e a ajuda de amigos e alunos para fazer o filme.
“Apenas o Fim” filia-se a uma tradição de comédias leves, sobre relacionamentos amorosos, tendo como moldura o ambiente e a cultura da zona sul do Rio. Uma novidade em relação aos filmes recentes de Domingos de Oliveira, por exemplo, é o fato de levar às telas o universo e as referências de uma geração que já tinha banda de rock – Los Hermanos – mas ainda não dispunha de um espelho para se contemplar.
É nesse sentido um filme de geração, atraente não apenas para estudantes da PUC, mas também para jovens que desconhecem esse universo, bem como para os que o idealizam. Comparado ao modelo de sucesso do cinema brasileiro (“Se Eu Fosse Você 2” e “Divã”), é um sopro de ar. Mas, curiosamente, por trás do seu aparente frescor, “Apenas o Fim” deixa a impressão de filme velho.
Enviado por: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Cultura
Tags relacionadas: Apenas o Fim, cinema, Erika Mader, Gregorio Duvivier, Matheus Souza, PUC Rio, PUC-RJ
08/06/2009 - 09:47
Levantamento do jornal “The Salt Lake Tribune” indica que ao menos 55 críticos de cinema foram demitidos ou mudaram de área na imprensa americana desde 2006. O dado, citado em reportagem na edição dominical do “New York Times”, ilumina um aspecto da crise que afeta os jornais americanos e, em particular, ajuda a compreender uma mudança significativa que vem ocorrendo na relação de Hollywood com a imprensa.
O “New York Times” dedica-se a tentar entender a perda de importância dos jornais – e o crescimento da influência dos blogs – no processo de divulgação dos filmes pelos grandes estúdios. O sinal mais aparente deste fenômeno – importante pelo volume de recursos que Hollywood movimenta em marketing – é que os jornais contribuem cada vez menos com aquelas publicidades repletas de frases retiradas de críticas.
Uma das mais antigas ferramentas de marketing de um filme, a citação tirada de uma crítica de cinema (coisas como “eletrizante” “imperdível”, “muito engraçado”, “ri do início ao fim”) já foi motivo de muita polêmica. Há alguns anos, descobriu-se que um estúdio, a Sony, havia publicado um anúncio com uma frase inventada, dita por um crítico que não existia. Também é comum tirar palavras ou frases de contexto, mudando o sentido do que o crítico quis dizer para realçar qualidades inexistentes de um filme.
O que inquieta o “New York Times” agora é o fato de que os grandes estúdios de Hollywood preferem recorrer a críticas publicadas em blogs do que em jornais. Escreve o diário:
“Os seis grandes estúdios gostam de ir à Internet em busca de frases para usar em publicidade porque há uma variedade muito grande de sites de onde tirar a palavra ou a frase certa. Alguns sites, é claro, são sérios. Outros, incluindo sites como Ain´t It Cool News, não fazem segredo do seu olhar de ‘animador de torcida’ em relação a alguns gêneros de filmes”.
Em outras palavras, raciocina o “New York Times”, os estúdios preferem recorrer a sites e blogs porque eles tratam os filmes de forma mais generosa e complacente que os jornais. O grande diário americano está, evidentemente, fazendo uma generalização injusta, já que há também muitos críticos em jornais que funcionam mais como “animadores de torcida” do que, propriamente, como analistas sérios e isentos.
Em todo caso, dois entrevistados do jornal reforçam a tendência de recorrer a sites e blogs no lugar dos jornais na leitura das críticas de cinema. Um vice-presidente da Universal, Michael Moss, diz ao jornal: “Alguns dos melhores críticos de cinema e a maioria das boas críticas são encontradas online”.
Já Mike Vollman, presidente de marketing da MGM e United Artists, afirma que vai preferir se basear mais em blogs do que na revista “Time” para promover o remake do filme “Fama”. “A realidade, e lamento dizer isso para você, é que os jovens que vão ao cinema são mais influenciáveis por um blog do que por um crítico de jornal”.
A reportagem, em resumo, confirma as previsões mais pessimistas dos que enxergam na revolução promovida pela nova mídia um sinal de empobrecimento e decadência cultural. Ainda assim, o próprio “New York Times” reconhece que há sites “sérios”, publicando textos sobre cinema com o mesmo grau de rigor que os jornais ditos de prestígio.
E o Brasil? – algum leitor perguntará. O problema, ainda que em grau menor, até porque a indústria de cinema nacional é minúscula comparada a Hollywood, já aparece por aqui. Ainda estamos, pelo que observo, numa etapa anterior. Há um crescimento impressionante de sites e blogs dedicados ao cinema, mas o mercado ainda observa com desconfiança, procurando entender – e separar o joio do trigo de toda essa movimentação. Em todo caso, é possível observar que alguns produtores já utilizam frases retiradas de sites e blogs para divulgação de seus filmes.
Enviado por: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Cultura, Internet
Tags relacionadas: Ain´t ir Cool News, blogs, Crítico de cinema, Internet, New York Times, nova mídia
05/06/2009 - 16:21
A polêmica aberta por Paulo Coelho – primeiro no Twitter, em seguida neste blog – não se encerrou. O escritor relatou ter ouvido de dois pilotos que, por pressão para economizar combustível, muitas vezes evita-se contornar as “cumulus nimbus” (nuvens com tempestades dentro).
Entrevistado por Marcelo Ambrosio, do “Jornal do Brasil”, o diretor de segurança do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Carlos Camacho, confirmou que “existe uma pressão implícita das empresas aéreas nacionais para evitar a alteração de rotas, que os pilotos seguem mais por complacência do que por obrigação.”
Ouvido pelo mesmo repórter, a francesa Carole Arnaud-Battandier, coordenadora técnica e internacional do Sindicato Nacional dos Pilotos, garante que esse tipo de situação não ocorre na França. “Não há a menor chance de uma pressão dessas acontecer aqui. Nós não brincamos quando o assunto é a segurança dos passageiros e das tripulações”, disse ela ao JB.
Enviado por: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Brasil
Tags relacionadas: AF 447, Air France, Paulo Coelho, pressão, tempestade
04/06/2009 - 11:52
Para realizar a reportagem publicada nesta quinta-feira no Último Segundo, sobre o crescimento exponencial de alguns perfis no Twitter (Sob suspeita, Twitter de Mano Menezes já é um dos 200 mais populares do mundo), pedi a ajuda a um dos mais famosos e respeitados usuários da rede, o jornalista Marcelo Tas. Ao final da entrevista, realizada por telefone, sugeri a Marcelo que me adicionasse no seu Twitter, para eu ver o que aconteceria. Marcelo foi além e postou dois comentários no seu miniblog, informando que eu estava fazendo uma reportagem a respeito do assunto e procurava gente para entrevistar.
O primeiro post do apresentador do “CQC”, às 11h06 de 27 de maio, dizia: “Jornalista quer saber: como instalar robozinho e turbinar seguidores no twitter. Please, adicionem e ensinem o cara @mauriciostycer”. Nove minutos depois, Marcelo escreveu: “Jornalista quer só ENTREVISTAR a galera do twitter para uma reportagem. Quem estiver afim, clique o cara: @mauriciostycer”.
O que aconteceu em seguida me deixou tonto. Há seis meses no Twitter, eu era seguido, até então, por 200 pessoas. Em uma hora, 200 novos usuários me adicionaram aos seus Twitters. Em duas horas, eu já era seguido por 600 pessoas. No final do dia, eram 800 os que me seguiam.
Diante da enxurrada de mensagens de usuários extremamente gentis, colocando-se à disposição para serem entrevistados, sem saber direito o assunto, publiquei no meu Twitter que o objetivo da reportagem era tentar entender as razões que levam ao repentino crescimento de alguns perfis.
Recebi todo o tipo de ajuda. Desde gente que mandou mensagens divertidas, dizendo “entrevista eu!!!”, até usuários que enviaram links com reportagens sobre o assunto que eu estava pesquisando.
O truque dos “scripts”, um programa de computador que “rouba” listas de seguidores de outros Twitters, foi lembrado por vários usuários, como @diogoduarte, @renatogarcia, @msdaibert, @atabraga, @andresartorelli e @jabour_rio.
O truque dos robôs, possível explicação para a explosão de seguidores de Mano Menezes e do “Fantástico”, foi lembrado por vários leitores, como @decows e @NakaAlves.
Uma explicação mais básica para a popularidade de alguns perfis deve ser buscada na fama que o twitteiro tem fora da rede. É o caso de Marcelo Tas e tantas outras personalidades e celebridades. O sucesso no Twitter é apenas uma extensão do sucesso na “vida real”. Essa explicação foi apontada por grande número de usuários. Cito alguns: @luciano_ribeiro, @Lippertt, @thierryassis, @consuelozurlo, @bowmanz9; @piordospiores, @Tockaos; @lmoherdaui, @samyferreira e @Jorgeponte.
A twitteira Luciana Moherdaui, estudiosa do assunto, lembrou muito bem que o sucesso no Twitter está relacionado à “capacidade de estabelecer laços”. A curiosidade pela vida alheia e o exibicionismo também foram apontados como causas da explosão de popularidade de alguns perfis por @aniiinhhaaa e @dabliuW.
Por fim, vários usuários observaram que a popularidade no Twitter pode ser alcançada graças a um empurrãozinho de alguém famoso e respeitado – exatamente o que Marcelo Tas fez comigo. Não sem ironia, @paimzera, @bandajhs, @msdaibert, @caimuitachuva e @luciano_ribeiro lembraram que sem a ajuda de Tas eu continuaria um anônimo no Twitter.
Em tempo: Tentei resumir aqui as principais colaborações. Peço desculpas por não ter conseguido citar todo mundo que ajudou. Fiquei realmente tocado pela disposição e generosidade de tantas pessoas que se manifestaram.
Enviado por: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet
Tags relacionadas: colaboração, jornalismo colaborativo, Mano Menzes, Marcelo Tas, popularidade, robôs, scripts, Twitter
03/06/2009 - 19:36
Diante das reações dos leitores ao post publicado na manhã de quarta-feira, Paulo Coelho cobra explicações da Air France, o escritor enviou um texto ao blog no meio da tarde. Coelho critica o título do meu post (“é de inteira responsabilidade do Mauricio”) e esclarece dúvidas sobre os comentários que colocou no Twitter. Segue abaixo a íntegra do comentário do escritor:
Muito bem, vamos lá:
a] “Paulo Coelho cobra explicações da AF” é de inteira responsabilidade do Maurício. Se eu fosse cobrar alguma coisa da AF, não seria utilizando o Twitter. Hoje mesmo uma agência de notícias francesa me procurou, e eu expliquei que não se trata absolutamente disso.
b] Há dois anos, durante a Copa do Mundo, eu estava no lobby de um hotel na Alemanha conversando com dois pilotos. Eles levantaram o tema: muitas vezes evita-se contornar as CBs (nuvens com tempestades dentro) para economizar combustível. Acredita-se que o avião resista. Normalmente resiste.
c] Não estou absolutamente afirmando que a AF utiliza esta prática. O que me surpreende é que várias notícias, como na Folha hoje, mostram que os pilotos não seguiram a rota programada com antecedência.
d] Sim, viajo muito, muitíssimo de avião. E por causa disso, procuro saber tudo a respeito. Considero a viagem aérea como segura, e acho que as cias. são responsáveis.
e] Como cidadão brasileiro, quero uma explicação para o que aconteceu. Tenho esse direito, como qualquer um. Essa caixa preta dificilmente será encontrada (eu diria que as possibilidades são nulas), mas existem outras maneiras de se apurar. Por que o avião não seguiu a rota indicada no plano de vôo? Essa é a pergunta-chave.
f] Neste momento existem centenas, talvez milhares de aviões no ar. Um Airbus moderno, novo, sem qualquer falha mecânica antes de decolar do Galeão, que simplesmente desintegra-se no ar coloca muitos pontos de interrogação na cabeça de todos.
g] A primeira coisa que pedi no Twitter foram orações para as famílias. Acho que isso é o mais importante, e continuo achando.
h] Por outro lado, comecei a notar que se falava tudo na imprensa, inclusive em atentado(!!!), mas ninguém se perguntava por que os circuitos elétricos deixaram de funcionar.
i] O Airbus em questão tem quatro circuitos elétricos alternativos. E se todos falharem, ainda assim o piloto pode manobrá-lo manualmente.
j] Toda a segurança aeronáutica vem, infelizmente, do aprendizado através de acidentes. E no caso deste vôo, como as chances da caixa preta ser encontrada são praticamente nulas, alguém precisa vir a público e dizer o que se supõe ter acontecido. Será uma suposição? Sim. Mas especialistas podem ter uma suposição muito aproximada. Não acredito de maneira nenhuma em atentado, raio, coisas do tipo.
h] Isso dito, continuo - junto com as pessoas que usam o Twitter, pedindo para que se amplie a corrente de orações.
Obrigado
Paulo Coelho
P.S. - Quanto aos outros comentários (insultos) não faz muita diferença. Mas eu sugeria que gastassem a energia cobrando uma cobertura melhor do caso.
Atualizado às 20h13 pelo autor do blog: Ao final da quarta-feira, desanimado, Paulo Coelho voltou ao Twitter para lamentar: “Explicações patéticas para o AF 447. Ninguém apura porque o piloto não seguiu a rota indicada. Apenas publicam isso, e ponto final. Patético”. E, por fim, jogou a toalha: “Não adianta twittar sobre o AF 447. Espero que cedo ou tarde algum jornalista consiga a verdade. Agora vou apenas rezar pelas vítimas. RIP”
Enviado por: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog
Tags relacionadas: AF 447, Air France, Blog, Paulo Coelho, resposta, Twitter
03/06/2009 - 08:15
O escritor Paulo Coelho voltou a escrever, na noite de terça-feira, no Twitter sobre o acidente com o avião da Air France que partiu do Rio de Janeiro na noite de domingo e caiu no Atlântico. Freqüentador assíduo da rota Rio-Paris, ele está aflito com a falta de informações sobre as causas do acidente: “AF 447: quase 48 hs e tudo que leio: ‘um mistério’. ‘Mistério’ não serve. Sei q é preciso esperar, mas não há um simples indício? Insistam”, escreveu na noite de terça-feira, conclamando seus 32.545 seguidores a encontrarem informações sobre o assunto.
Há dois dias, o escritor vem batendo na mesma tecla: o vôo AF-447 entrou, ou não, em um “cumulus nimbus” (CB), nuvens com tempestades dentro, capazes de ter provocado o acidente? Numa mensagem direta à Air France, Coelho insiste: “Basta q declarem q o avião não entrou (confiante) em uma CB. O radar meteorológico avisa. Se entrou, ñ foi por falta de aviso. Isso é sério.”
Para Coelho é importante esclarecer essa questão. Como relatei segunda-feira no Último Segundo, o autor de “O Alquimista” sustenta ter ouvido de um piloto comercial que as companhias aéreas pressionam os pilotos a não desviar muito da rota quando há zona de tempestade no meio do caminho com o objetivo de “economizar combustível”. Coelho acrescentou no seu primeiro comentário sobre o assunto: “Rezo p/ que não seja o motivo”.
Algum piloto teria algo a dizer sobre essa hipótese levantada por Paulo Coelho?
Atualizado às 16h58: O blog recebeu há dez minutos um comentário do escritor Paulo Coelho, o qual agradeço, no qual ele faz observações sobre o meu texto e os comentários dos leitores. Está na área de comentários. Atualizado às 19h35: Fiz um novo post, no qual dou destaque ao texto de Coelho.
Enviado por: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet, Mundo
Tags relacionadas: Air France, causas do acidente, Paulo Coelho, Rio-Paris, vôo AF-447
21/05/2009 - 08:33
Final de 2007, se não me engano. A ESPN Brasil exibia o “Bate-bola - segunda edição”. O apresentador João Carlos Albuquerque informou que Kaká havia acabado de ser premiado com a Bola de Ouro, o tradicional prêmio concedido pela revista “France Football” ao melhor jogador do ano. O programa então mostrou uma entrevista gravada com o jogador, ao longo da qual Kaká falou da alegria de ter sido escolhido e informou: “Esse prêmio vai para a minha sala de TROFÉIS”.
A entrevista prosseguiu por mais alguns instantes até que a transmissão voltou para o estúdio. Albuquerque tomou a palavra e falou (cito de cabeça): “Esse é um programa assistido por muitos jovens. Então, temos também uma função educativa. O plural de palavras terminadas em ‘éu’ é sempre ‘éus’. Chapéus, troféus, réus e assim por diante”.
Sem citar Kaká e o seu atentado gramatical, Albuquerque deu uma lição magnífica, ao vivo – mostrando que um bom jornalista precisa ter cultura e jogo de cintura, além de consciência sobre o seu papel num país com tantas deficiências quanto o Brasil.
Nesta quarta-feira, mais uma vez, me lembrei dessa história. A Rede Globo havia começado a transmissão de Fluminense e Corinthians e o narrador Cleber Machado descrevia o clima festivo no Maracanã – lotado para a partida. A câmera deteve-se então numa menina, vestida com as cores do Fluminense, que exibia um cartaz com uma declaração de amor a Ronaldo. A última frase dizia: “Torço muito por você, MAIS não hoje”.
O que fazer? Situação complicada, reconheço. Devo dizer que também não corrijo os erros de português que, eventualmente, aparecem em comentários aqui no blog. Deveria? Penso muito neste assunto, mas ainda não cheguei a uma conclusão.
Enviado por: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, televisão
Tags relacionadas: "troféis", Blog, Cleber Machado, erros de português, ESPN Brasil, João Carlos Albuquerque, Kaká
20/05/2009 - 10:25
A notícia tem dois dias, o que é uma eternidade em tempos de Internet, mas acho que ainda vale a pena comentar. A revista “Newsweek”, a segunda grande revista semanal americana de informações, depois da “Time”, chegou às bancas nesta segunda-feira totalmente reformulada.
No editorial, intitulado “Uma nova revista para um mundo em transformação”, o editor Jon Meachan anuncia na primeira linha: “Não é segredo que o negócio do jornalismo está enfrentando problemas. Instituições veneráveis estão diante de um futuro incerto”.
De uma sinceridade impactante, Meachan observa: “Achamos importante o que fazemos, mas no fim das contas o que interessa mais é se você pensa o mesmo e, pensando assim, se considera que o nosso trabalho vale o investimento do seu tempo”.
O editor fala em “reinvenção” da “Newsweek”, uma revista que pertence ao mesmo grupo do jornal “Washington Post”, outro ícone do jornalismo americano (revelou o caso Watergate), também passando por dificuldades.
As revistas semanais surgiram para organizar e dar sentido ao noticiário dos jornais diários. Com o tempo, ganharam diferentes formas e projetos, mas permaneceram como uma alternativa ao leitor interessado em, uma vez por semana, adquirir informações e conhecimento mais aprofundados sobre o que ocorreu nos sete dias anteriores.
À medida em que a internet começou a fornecer notícias em tempo real bem como opiniões e análises “instantâneas”, o modelo dos jornais foi colocado em xeque, observa Meachan, levando muitos diários a optarem por uma “revistização”, ou seja, reportagens mais densas e análises mais ambiciosas.
O editor da “Newsweek” não teme a concorrência dos jornais – afinal, sugere, o leitor não tem tanto tempo, durante o dia, para ler jornais com cara de revista. O papel que cabe a uma revista semanal neste momento é justamente aprofundar a sua vocação: reportagens de fôlego e ensaios críticos.
“Sabemos que você sabe o que é notícia. Não pretendemos ser o seu guia no caos da Era da Informação. O que podemos oferecer é um trabalho cuidadoso para a descoberta de fatos novos e para o estímulo de pensamentos inesperados”, promete Meachan. Tomara que consiga.
Enviado por: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Internet
Tags relacionadas: Internet, Newsweek, reforma, semanais de informação