Eu sou normal, eu estou no Twitter
No intervalo de três dias, participei de dois debates em São Paulo sobre o Twitter. No primeiro, na Livraria Cultura, o professor José Luis Goldfarb contou que tuitou durante a defesa de uma tese de doutorado, na USP. No segundo, no MIS, o publicitário Michel Lent falou do prazer que sente ao ser reconhecido na rua como o “Lent do Twitter”.
Enquanto debatíamos no MIS, o jornalista William Bonner, editor-chefe e apresentador do “Jornal Nacional”, escrevia: “Hoje é o aniversário do meu triozinho. Quem quer que eu transmita os parabéns por favor diga EU!”. Um pouco antes disso, o jogador Kaká, um dos melhores do mundo, pedia: “Queria lançar para vocês a CAMPANHA WALLPAPER. Preciso de um wallpaper legal e criativo para colocar aqui no twitter!!”
No debate promovido pela produtora de diversão digital Pix, o psicólogo André Camargo foi convocado à mesa para tentar explicar o fenômeno. Não conseguiu. Um repórter da MTV pediu a Lent que definisse o Twitter em 140 caracteres. Ele também não conseguiu.
Wagner Martins, o Mr. Manson, saiu-se melhor. Para ele, o Twitter é um “papo de boteco” – uma definição em 14 caracteres. Pessoalmente, acho que é mais que isso, mas também não me julgo capaz de explicar o fenômeno.
Em resposta a um estudante da UNB, que há duas semanas me pediu para definir o Twitter em 140 caracteres (ô perguntinha original), escrevi: “O Twitter me parece ser uma ótima ferramenta para trocar informações relevantes, ouvir piadas novas e saber da irrelevância da vida alheia”.
Tenho consciência que não é uma definição que dá conta da complexidade desta ferramenta. Ao contrário, relendo hoje, vejo que a minha frase é pobre e ignora diferentes efeitos que o Twitter começa a provocar.
Fui convidado a participar destes dois debates porque nos últimos meses escrevi alguns textos sobre o Twitter. Relatei a hilária tentativa de Marcos Mion e amigos de convencer um ator americano a gritar “fora Sarney” (Ashton Kutcher dá lição de política a brasileiros no Twitter), levantei uma discussão sobre as primeiras iniciativas de promover propaganda disfarçada por aqui (Publicidade velada no Twitter causa polêmica) e narrei o famoso incidente que ocorreu com a apresentadora Xuxa (A desastrada aventura de Xuxa pelo Twitter ).
Ah, e como acaba de me lembrar @juhsuedde (pelo Twitter, é claro), antes disso eu havia feito a experiência de passar 24 horas tentando me comunicar com o mundo exclusivamente por meio da nova ferramenta (Um dia no Twitter).
Nenhum deste textos me transformou num especialista no Twitter, mas confesso ter muito interesse pelo assunto. Depois de pouco mais de um ano postando (e me divertindo), tenho muito mais dúvidas do que certezas. Um fenômeno, porém, me parece claro. O Twitter produz, num primeiro momento, um deslumbramento. É impossível não se deixar encantar pela velocidade e proximidade da “relação” que se estabelece com os seus seguidores.
Com o tempo, o usuário vai percebendo os limites e problemas desta relação. Alguns, como a Xuxa, tropeçam; outros, parecem entender melhor. Para quem tem a vocação e/ou a alma da publicidade e da auto-promoção, observo que parece ser mais difícil temperar o deslumbramento. São pessoas que acreditam, como Biz Stone, criador da ferramenta, que “o Twitter não é um triunfo da tecnologia, mas um triunfo da humanidade”. Lamento por estes.




Eu não tenho. Não sou normal não?
Twiter me parece algo vazio, “é um estágio avançado de blognite…” É o cúmulo da perda de tempo…. , Não é absolutamente nada novo…, Afff esse negócio de seguidores de twiter, chega a dar azia…. ” Eu sou seguidor do fulano” ahuummmmmmmmmmm. Twiter é Tosko.
A grande sacada do twiter foi as celebridades. Um tempo atrás o twiter já estava na degola, foram necessários alguns investimentos em marketing (milhões de dolares) para criar essa moda. Caiu no gosto das celebridades, porquê? era a forma de combater as notícias “vinculadas” e não confirmadas de outras “fontes”. Com o twiter as celebridades poderiam desmentir informações e manter o seus fãs por perto (seguidores), é mais um meio de promoção e segurança na especulação da vida alheia. Para os outros, simplesmente, moda e diário eletrônico. Se é válido vai da subjetividade de cada um.
Nossa, estou me sentindo uma E.T., pois não possuo Orkut e nem sei como funciona o Twiter (na verdade não tenho interesse), já basta o MSN que me consumia por várias horas.
Deixei de fazer muitas coisas por conta disso.
Continuo com o MSN, acessando blogs (inclusive já fiz amizades), mas limito o meu tempo.
Abraços,
Helen
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This post was mentioned on Twitter by HelenaDuncan: Bacana! RT @mauriciostycer Eu sou normal, eu estou no Twitter. http://migre.me/9zD0...
queria mais 65 caracteres pra acrescentar, no fim da sua definição:
“…e deixar as pessoas saberem da irrevelância da sua própria vida”.
obrigado. Vamos propor um Twitter do B, com 205 caracteres…
Acho sensacional e super normal, rápido e objetivo.
Eu sou normal porque NÃo estou no twitter.
E não tenho a menor vontade de estar lá.
Só quem tem Twitter e segue gente relevante (para quem os lê, óbvio) é que gosta e entende.
Não adianta nada alguém seguir o perfil da minha mãe por exemplo, ele não é relevante para ninguém além das amigas dela.
Eu tenho blog, sigo os blogueiros mais influentes e que me servem de algo no Twitter. Basta apenas descobrir quem pode te oferecer algo em 140 caracteres.
Não somos apenas seguidores, somos espectadores com poder de interagir imediatamente e diretamente.
eu tenho já fiz até comunidade, sou tão normal que tô me sentindo como no orkut
aliás tem uma pra vc que não usa
http://twinester.com/twitter-o-que-e-isso
Prefiros os blogs, porque o twiter é muito cotidiano e simplificado demais. Que interesse eu teria em saber que os gemeos fizeram aniversário, ou a filha da Xuxa não sabe escrever?
Existe uma frase mais ou menos assim “Posso tudo, mas nem tudo me convém” . Eu também não tenho twitter, mas acho legal, com certeza se algum dia eu me interressar vou fazer um.
Celebridades? pessoas famosas você quer dizer. Celebridade pra mim é Ghandi, Einstein, Madre Tereza, Chaplin, Irmã Dulce, Chico Xavier, etc, etc, etc
hoje em dia com a evolução da internet tudo fazemos qdo estamos conectados tipo orkut msn ate entendo o uso dessas ferramentas , mas algo pra seguir supostas celebridades , ah fala sério ne tenho coisa melhor pra fazer , e ainda tem gente q se submete a isso .Onde vamos parar ……….
Me julgo um dinossauro no meio de tanta rasgação de seda sobre esste tal de “Tuite”. Acho que é uma barulheira danada, um monte de mensagens privadas que não tem pé nem cabeça para quem não é da panela, enfim, uma grande bobagem. Sou muito mais blogs, de onde se extrai alguma coisa de bom.
Da wikipedia, sobre o Hemingway:
The original short short story. In the 1920s, Hemingway bet his colleagues $10 that he could write a complete story in just six words. They paid up. His story: “For sale: Baby shoes, Never worn.”
Triunfo da humanidade é um pouco demais, não é?
Imagina isso eh coisa da sua cabeca, eh claro q quem nw tem twitter eh normal. Eu tenho e estou odiando.
Q exagero