‘Salve Geral’ dá recado forte sobre crise da segurança
Pelo assunto que escolheu e pelo ponto de vista que adotou, “Salve Geral”, de Sergio Rezende, está destinado a se tornar o lançamento cinematográfico brasileiro mais polêmico do ano. O filme conta uma história ficcional ambientada em maio de 2006, em São Paulo, nos dias em que ocorreram os ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) a postos policiais em diferentes pontos da cidade.
O título do filme refere-se à ordem (o “salve”) espalhada a partir dos presídios, e para fora dele, no sentido de atacar o Estado. Ao longo de três dias, entre sábado e segunda-feira, os ataques causaram a morte de 46 agentes de segurança, além de terem provocado pânico entre a população. A ação foi orquestrada dentro dos presídios, pela liderança do PCC, em resposta à transferência de quase 800 presos para um presídio de segurança máxima.
O filme gira em torno de Lucia, professora de piano, classe média empobrecida, vivida por Andrea Beltrão, cujo filho, Rafa (Lee Thalor), envolve-se em um crime e é preso. Na tentativa de ajudar Rafa, Lucia conhece Ruiva (Denise Weinberg), advogada dos líderes do PCC.
A partir daí, “Salve Geral” convida o espectador a uma viagem por um mundo terrível, sem meios tons, protagonizado por criminosos cruéis e policiais sem escrúpulos. Violência de lado a lado, corrupção, miséria, despudor moral: não há mocinhos neste filme, talvez o mais ousado de Sergio Rezende (“Homem da Capa Preta”, “Lamarca”, “Zuzu”, “Mauá”).
“Salve Geral” será possivelmente acusado de “humanizar” criminosos, de manifestar pena de presidiários ou tomar partido do crime. Não acho que esta seja a mensagem do filme, que estreia no próximo dia 2 de outubro. Com orçamento de U$ 9 milhões, e apoios da Globo Filmes e da Sony Pictures, o longa-metragem de Sergio Rezende fala de um mundo desgovernado, violento, sem ética.
“O filme aborda a situação de perda de controle, na vida como um todo. Ninguém tem o controle de nada. O Estado não tem o controle da situação, assim como as pessoas também não. A vida é um cavalo em disparada”, disse Rezende a Jorge Antonio Barros, um respeitado jornalista especializado em segurança pública. É esse, exatamente, o recado que “Salve Geral” tenta dar.




MEU DEUS!!!
QUANDO ESSES CINEASTAS BRASILEIROS VÃO PARAR DE MOSTRAR SOMENTE O LIXO NAS TELAS???
E AINDA COM DINHEIRO NOSSO, INCENTIVO À CULTURA . . . ISSO É PIADA. . .
QUE CULTURA ESSE TIPO DE FILME MOSTRA???
Edna minha kra…acho que esta na hora de vc acordar para o mundo que está ao seu redor. Esse filme assim como outros (Carandiru, Cidade de Deus, Tropa de Elite etc) é um tapa na kra de todos nós, que assistimos a tudo isso de braços cruzados, Salve Geral mostra muito bem o nível em que esta o nosso poder público, não dá pra acreditar que em todos os foruns onde o assunto é o filme, as pessoas só repetem este seu discurso, e a questão da corrupção, esse sistema prisional falido, a questão cultural do “jeitinho” Brasileiro p/ se conseguir as coisas ignorando as leis essas coisas ninguem fala….ACORDA BRASIL!!!
Se quem comenta aqui tivesse o mínimo de conhecimento do que é um presídio brasileiro, de condicionamento pavloviano e do que é dar a cara à morte todo o dia ao vestir uma farda, não escreveria tanta barbaridade. Polícia e bandido é um dos assuntos mais sérios que nós todos, cidadãos, haveremos de cruzar em nossas vidas, mas é quase sempre tratado com uma fúria que ultrapassa o grotesco. Autoridades: empilhar 60 numa cela que cabem 12 é fabricar Exterminadores do Futuro. Extremistas de direita: fuzilar só trará ressentimento, do tipo que dura décadas, como na extinta Iugoslávia. Vítimas: ninguém tem mais direito de ter a dor ouvida do que vocês. Apenas não erguam um altar à vingança – não porque devamos ser apenas contra, mas porque as leis de nenhum país ocidental a sustentam, além do fato que essa dor não se sacia com a dor alheia, apenas soma amargor ao que já é doído demais. Mas finalizo dizendo que se a solução para isso fosse fácil, já teríamos resolvido.