A estranha Copa que o Brasil ganhou, mas não ficou feliz
Advertência: Esse blog não faz pregação de VERDADES ABSOLUTAS. O que você vai ler aqui é a reprodução de um ESTADO DE ESPÍRITO, num determinado tempo e lugar.
Sexta-feira, 17 de julho: há 15 anos, neste dia, o Brasil venceu a Itália, nos pênaltis, na final da Copa de 94. É um título especialmente importante por encerrar um período de 24 anos (ou cinco copas seguidas) sem conquistas.
Acompanhei a Copa direto dos Estados Unidos, enviado pela “Folha de S.Paulo”. Participei da equipe que, como carrapato, seguiu a seleção brasileira por 45 dias – basicamente na Califórnia. Foi uma experiência profissional fantástica, mas ao mesmo tempo muito dura.
A insistência do técnico Carlos Alberto Parreira num esquema muito cauteloso e pouco criativo gerou críticas pesadas, do início ao fim da Copa. Em resposta, a seleção, de uma maneira geral, tratou com pouca simpatia, quando não com aberta hostilidade, a imprensa brasileira.
Até hoje, 15 anos depois, essa vitória é considerada uma conquista “menor”, por conta do desempenho esquemático, eventualmente tedioso, da seleção de Parreira. O troféu levantado pelo capitão Dunga não suporta a comparação com as outras quatro copas vencidas e chega a ser questionado até mesmo diante da derrota em 1982. Para piorar, a final contra a Itália, debaixo do sol de meio-dia, no estádio Rose Bowl, em Pasadena, terminou 0 a 0 depois de 120 minutos e foi decidida nos pênaltis – fato inédito e inusitado em uma final de Copa do Mundo.
Acabooou! É teeeeetra!!! – Lembranças agridoces da Copa de 94
Resolvi reler a edição de 18 de julho de 1994 da “Folha”. O “day after” da Copa. É um trabalho do qual eu me orgulho muito de ter feito parte e que deixou para a história um registro forte, até um pouco amargo, do que foi essa conquista. Todos os trechos a seguir, com a exceção de um, foram publicados no dia seguinte à conquista do tetra.
Johan Cruyff (colunista da “Folha” na Copa de 94): “A partida (final) foi ruim e não vale a desculpa de que dificilmente em uma final se pode ver bom futebol. O que acontece é que o Brasil jogou demasiadamente preocupado com seu rival e em nenhum momento conseguiu impor seu domínio de bola”
Telê Santana (colunista): “Taticamente, a seleção brasileira encerrou sua participação na Copa devendo alguma coisa. Jogou da mesma maneira, do primeiro ao último dos 600 minutos disputados”.
Alberto Helena Jr (enviado especial aos EUA): “O Brasil é o primeiro tetracampeão do mundo da história, mesmo que o futebol que o conduziu ao título seja o anti-Brasil”. Sobre a entrada de Viola no segundo tempo da prorrogação, Helena observou: “Em 15 minutos, Viola jogou mais, agrediu mais, criou mais do que Zinho ao longo de todo o campeonato”.
José Simão (enviado especial): “Essa é a filosofia do Parreira: quem quer bola na rede que vá assistir basquete. Rarará. Muda de esporte”.
Marcelo Fromer e Nando Reis (colunistas): “Ninguém nos convence de que foi este esquema medroso que garantiu nosso sucesso nesta Copa.”
Romário, ao receber a medalha de campeão, disse que o título ia “calar a boca” dos críticos. Dirigiu-se aos fotógrafos – que pediam que ele se virasse para facilitar a foto da premiação – com as seguintes palavras: “Vocês todos foram contra. Se quiserem fotografar agora vão ter que ir lá na puta que o pariu”.
Dunga: “Agora é fácil me elogiar. Mas na hora difícil a equipe teve que se unir para suportar as críticas”. Ao receber o troféu, ao lado de Al Gore, vice-presidente dos Estados Unidos, gritou “porra”, virou-se para os fotógrafos e disse: “Traíras!” Também disse naquele dia: “Foi uma vitória de homens!”
Este repórter escreveu: “O técnico Carlos Alberto Parreira foi vaiado pelo público ao ter seu nome anunciado pelos microfones do estádio antes do jogo. Essa cena se repetiu nas sete partidas que o Brasil disputou na Copa”.
Carlos Alberto Parreira: “O que as pessoas não entendem no Brasil é que a fantasia, a magia, o sonho e o show acabaram no futebol. Agora, o importante é ser competente” (a frase foi dita numa entrevista no meio da Copa e relembrada na edição de 18 de julho)
Zagallo (na véspera do jogo): “Fui burro em 70, sou burro em 94. Mas não reclamo”. Indagado sobre a possibilidade de ser o único tetra-campeão do mundo, um dia antes da final, disse a Mario Magalhães: “Vão ter que me engolir!”
E você, leitor, qual é a sua lembrança desta Copa?
No iG Esporte: Por andam os heróis do tetra?
Crédito da foto: Getty Images
Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Crônica, Esporte Tags: Brasil e Itália, Copa de 94, Cruyff, Dunga, Parreira, Romário, Telê Santana, Zagallo



Não estou de acordo com esse artigo. Acho que os jornalistas ficaram tristes porque no final Parreira ganhou. e a maioria dos brasileiros ficou contente. deviam estar esses jornalistas agoureiros na celebração do tetra na chegada da seleção a Recife. eu estava lá. foi inesquecivel. eu fiquei feliz. todos estávamos felizes. Para qué futebol espetáculo e perder? para viver a frustração outra vez de 82, com aquela Seleção dos sonhos? Parreira mostrou estar certo e deu para todos os brasileiros tremenda alegria ao ganhar o tetra.
PARA O KADU….VC NÃO SABE NADA MOLEQUE!!! PRECISA SE INFORMAR MELHOR PARA DIZER O QUE DISSE…NÃO LI NENHUMA LINHA PARA ME CONTRADIZER….VC NÃO SABE NADA!!!!
Não ficou feliz?Fala sério.Foi um dos grandes momentos do Futebol que me lembro.Brasileiro é triste mesmo.Dos politicos aceitam tudo.Da seleção ficam viajando em um mundo de fantasias, onde nada é bom o bastante.Salvo para a imprensa paulista, nessa, qualquer coisa das frangas é maravilhoso.
Perfeita a descrição do sentimento pós-título de 1994.
O que eu não consigo entender é o fato de tantos jormalistas futebolísticos não enxergarem que o futebol brasileiro (não só o brasileiro, mas principalmente ele) está em franca decadência há muito tempo. Eu penso como o Bernardinho da seleção brasileira de voley: mesmo numa vitória, há que se buscar algo em que se possa melhorar. Mas muitos ficam contentes apenas com a conquista em si, seguindo a filosofia Parreriana: “o futebol arte acabou; agora o que vale são as conquistas!”.
Mentira! É possível, sim, jogar um futebol vistoso e conseguir bons resultados. O que falta é um técnico (no mundo) de visão que deixe de explorar tanto a parte física dos atletas e permita que voltem a ser jogadores de bola. Quando esse cara aparecer, será considerado um gênio revolucionário, porém estará apenas permitindo que o futebol volte a ser futebol.
Na minha opinião, os jornalistas futebolísticos que defendem a decadência do futebol são, no mínimo, muito burros, uma vez que vivem do futebol e deveriam ser os primeiros a lutar por melhorias.
Mas, existe um ditado que diz: “O óbvio só é óbvio para um olho preparado”.
Eu sou sonhador e espero, sinceramente, que apareça um salvador do esporte bretão.
Abraços.
Voce achar que o país nao ficou feliz é uma idiotice sem tamanho, só vindo de um frustado pseudo-jornalista que estava torcendo contra a seleção para poder vender seus jornalecos de merda. Traíra sim, desonestos sim, e muito mais todos os jornalistas que jogaram contra uma seleção muito boa, com garra, técnica e competencia. VÃO VIVER SEMPRE MAGOADOS COM A SELEÇÃO DO TETRA. BABACAS.
Na verdade, Botafoguense não tem moral para falar de Futebol.Só tem capacidade de ser azedo e procurar defeitos nos outros que ganham.
Poxa como tem gente com uma mentalidade tão ruim?
Se é o seu time de coração que ganha com um gol roubado ou de mão ninguem fala nada agora só pq a seleção ganhou uma copa com dificuldades falam mal?
Revejam seus conceitos e dêem mas valor à seleção Brasileira.
Eu era apenas um adolescente e começa a entender de futebol e foi inesquecivel aquela copa.
É!É muito complicado o futebol;se compararmos tudo que já aconteceu e o que vemos hoje fica mais complicado ainda,haja vista,alguém imaginaria o Brasil fazer a final da Copa das Confederações com a África?Claro que os mais sinceros dirão que não,pois todos esperavam a Espanha invicta ou a Itália,considerada a 2ª melhor seleção do mundo(claro que depois da nossa) na final com o Brasil e deu no que deu:Cadê a Espanha?Cadê a Itália,mas no entanto,o Brasil novamente está lá,no mesmo lugar que Copa sim,Copa não é nosso:Campeão!Então gente,sinto em concordar que o Brasileiro,por muitas vezes é exigente demais,pois se perder,não podia;e se ganhar,não fez mais do que deveria.Será?Sim,será sempre assim,sempre faltará alguma coisa,nem todos estarão contentes,assim se faz o FUTEBOL;o esporte mais complicado e apaixonante do mundo!
E bom,ou ruim,vai lá Brasil,faça-nos mais uma vez,melhores,ou pelo menos tentem!!!Dunga neles!!!
Quem tem mais de trinta anos, sabe que a copa de 82, apesar do Brasil não ter ganho, foi mais emocionante que a de 94!
Eu só sei que eu era criança e para mim e para toda a minha geração aquela copa foi fantástica! Guardamos ela na memória com muito carinho. Hoje eu sei que aquela seleção não foi brilhante, mas teve tantos elementos interessantes: Romário, Bebeto, Branco, Taffarel, os jogos sofridos. Está marcada a ferro e fogo na memória. Não tinha consciência de que a imprensa pegava tanto no pé da seleção e isso me faz ver como nós adultos somos ranzinzas.
Minha lembrança dessa copa é o Galvão Bueno tão chato, imparcial e ridículo como sempre, se esguelando pra comemorar o título. Galvão sempre estraga tudo!
O que importa é levantar o caneco. 58, 62, 70, 94, 02 – PENTA!!!!! Não há do que se queixar. Somos PENTA!!!!!!!!!!! E ano que vem……… HEXA!!!!!!!!!!!!!!!!!
vagabundo, depois do primeiro mundial em 62 essa foi a mais importante, o Brasil chorou de alegria, até hoje nós amamos essa seleção, bando de jornalista safado, vc tiveram q engolir, cala a tua boca
O futebol pode ter sido feio. E foi. Mas a seleção foi bem sucedida, ao contrário do que ocorreu em 1998 e 2006.
Melhor, muito melhor mesmo, ganhar jogando mal, sem
jogadas plásticas e firulas, do que lamentar derrotas jo-
gando bonito e lamentando pra sempre, como ocorreu em
1982.
ME DESCULPA AMIGÃO, MAS NÃO TEVE NADA MELHOR DO QUE ASSISTIR BAGGIO PERDENDO AQUELE PÊNALTI……
O importante é ser campeão o resto é resto,se joga mal ou bem, mas sendo campeão o que basta, em 82 era uma seleção de encher os olhos, e virão o que deu, arte e magia acabou…
ganha hoje quem tem melhor esquema tatico..
o importante é ser campeão.
e acabou
Como assim, o Brasil não ficou feliz? Quem não ficou feliz foi a imprensa que em 90 crucificou o DUnga e teve que engoli-lo levantando a taça. Eu tinha 20 anos e acho que nunca tinha me emocionado daquela maneira, só me lembro do povo na rua comemorando, soltando fogos.
Apesar da arrogânc ia, só tinha Romário que ainda demonstrava algum brilho, os outros pareciam bonecos de marionete guiados por um técnico mediocre, que nunca chutou uma bola um dia e que o Gol (objetivo maior do futebol) para ele era apenas um detalhe. Seleção ruim igual a de 94 só a de 90 e 2006. Só não foi esquecida completamente por causa do título. Ninguém tem saudades daquela coisa que jogavam e que diziam que era futebol. Muitas seleções foram mágicas e não ganharam o título, mesmo assim são lembradas com saudades e lágrimas nos olhos – Hungria 54 , Holanda 74 e 78 e Brasil 82. De Parreira e seus esquemas não é bom nem lembrar. Pra mim, a mais mediocre seleção que se viu jogar.
Foi mil vezes melhor que a de 2002. E nem se fala a de 2006. Só existiam estrelas APAGADAS. Ningu´m jogou nada. Os grandes medalhões só queria fzer comerciais da Nike. E o grande atleta foi um zagueiro – é ridículo. Esquemas de retrancas, etc. Fruto de um futebol feio e milionário. A ultima grande Copa, foi a de 94, onde só tinhamos o Romário eo Baggio de grandes estrelas. Mesmo assim, surgiram atletas brilhantes como Hagi, Stoichkov, Berckamp, entre muitos outros. Foi lindo e muito competitivo, a emoção imperava em todos os jogos. Futebol virou somente comercio, onde atletas e técnicos ganham mais que empres´rios, medicos, engenheiros, …
Temos que ver futebol = emoção; não futebol = $$$$$.
Devemos criar regras com a exportação de jogadores menores de 24 anos. Daí, eles representarão seus clubes (nos quais cada dia que passa fica mais degradado devido as exprotações e iminencia de astros e futebol, e não atletas de futebol) com amor àqueles que os projetaram. Tem que existir uma relação de amor aos clubes.
PENSEM…………………………………………………………………..
É o seguinte:
Quando o Brasil ganhou a copa eu tinha apenas 16 anos, e, pra mim, o que importou não foi ganhar de forma “pragmática” como vocês, jornalistas, gostam de afirmar, e sim a festa que foi no Brasil inteiro com uma conquista importante depois de 24 anos! Então, acho que as críticas àquela seleção são demais, e, quer queira quer não, ajudou o Brasil a ser o maior vencedor de todas as copas, coisa que o tão decantado Brasil de 82, com aquele monte de craque, não conseguiu. Eu acho demais a profissão de jornalista, mas tem péssimos jornalistas na crônica (principalmente esportiva), e eu acho que você fez uma crônica infeliz.
Abraços.