“Lei antifumo dissemina a doença do autoritarismo”
Jornalista e professor de jornalismo, Marco Antonio Araujo abriu, três anos atrás, o Barão da Itararé, um bar na esquina das ruas Peixoto Gomide e Itararé, em São Paulo. O nome do bar presta homenagem ao jornalista Aparício Torelly (1895-1971), criador do personagem Barão de Itararé, famoso pelo jornalismo político temperado com humor e ironia. Um dos motes do Barão, que inspira o dono do bar, era: “Viva cada dia como se fosse o último; um dia você acerta”.
Atendendo a um pedido deste blogueiro, seu amigo de longa data, Araujo enviou um texto sobre a lei antifumo, aprovada pelo governo de São Paulo. Enquanto aguarda alguma liminar que suste a entrada em vigor da lei, critica o que, a seu ver, mostra o autoritarismo da nova legislação.
Marco Antonio Araujo
A lei antifumo a ser implementada no Estado de São Paulo combate um vício terrível, mas dissemina uma doença ainda mais grave, a do autoritarismo. E precisa ser combatida. Assim como a lei seca, já desmoralizada pelos seus excessos, a campanha segregacionista contra os fumantes serve para tornar nossa sociedade mais conservadora, careta e depressiva.
A diferença é que a guerra contra o tabaco terá fiscais mais eficientes que o poder público (e suas blitze tão espetaculares quanto efêmeras). O não-fumante poderá agora exercer sua notória intolerância sob o respaldo de normas higienistas que desconsideram conquistas seculares da democracia e seu direito das minorias.
A questão é muito simples. O cigarro é uma substância legal e seu usuário não pode ser submetido a constrangimento ou tratamento discriminatório, não pode ser jogado numa calçada, ao relento, exposto a uma condição humilhante. Nenhuma regra pode exterminar o direito do convívio social a qualquer que seja o grupo, a origem ou a preferência.
Não se vê mais viciados que se atrevam a acender cigarros em hospitais, filas de banco, supermercados ou elevadores lotados. Nesse ponto, houve uma ação civilizatória, justa e irreversível, que retirou os fumantes dos devidos lugares. Afinal, são ambientes públicos em que não se escolhe estar. Nesses locais poderia ser permitido até que dependentes químicos de nicotina fossem açoitados ou empalados. Ninguém reclamaria.
Só que essa lógica não se aplica a um bar, um restaurante, uma casa noturna. Vamos a esses lugares, e os escolhemos entre milhares de opções, à procura de diversão, convívio, relaxamento. Muitos restaurantes e pizzarias optaram por proibir o uso de cigarros em suas dependências e se deram muito bem. Mas por que um empresário não pode pagar seus impostos e abrir um pub ou uma choperia em que o fumo seja tolerado? Entra quem quer. Um não-fumante simplesmente não é obrigado a entrar em uma boate em que o cigarro seja aceito. Ele que freqüente outro cabaré.
As estatísticas mais alarmistas dizem que apenas 25% da população é fumante. Por que essa maioria arrebatadora de 75% até hoje não conseguiu expulsar o fumo e a bebida de ambientes festivos e de descontração? Porque Baco é um deus mais conhecido que Apolo, embora menos poderoso. Mesmo as pessoas completamente saudáveis gostam de freqüentar ambientes criados por aqueles que cantam, dançam, brindam e aspiram à raça humana. Evoé.
Mas, na falta de um inimigo comum, já que comunistas e fascistas encontram-se soterrados pela história, nada melhor que oferecer em holocausto os rebeldes subversivos que insistem em dar baforadas alegres e suicidas. Depois que forem extirpados, que venham os obesos, os poetas e os devassos.
As autoridades são muito cínicas quando alegam ser esta uma questão inadiável de saúde pública. Não é razoável ignorar que sejam alarmantemente nocivos a fumaça e os gases cancerígenos emitidos pelos milhões de veículos que circulam em nossas ruas. Estes não mereciam uma ação mais urgente dos nossos governantes? Como automóveis não são seres humanos, fica mais difícil combatê-los. Só pode ser isso.
Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): São Paulo Tags: Aparicio Torelly, Barão da Itararé, Lei antifumo, Marco Antonio Araujo



concordo com Sr. Marco Antonio, já existe lei federal que regulamenta toda essa questão a de Nº 9.294 de 15/07/96, sou fumante, mais sei onde posso ou não fumar tenho consiencia disto, acho que pago meus impostos e tenho o direito de ir e vir, não podemos deixar as pessoas mandarem em nossas vidas impor regras, espero que os sindicatos dos bares e restaurantes consiguem que permanesa a lei federal que já existe.
Acho que todo mundo tem que ser livre! Se eu quero fumar tenho que ter a conciencia que em alguns lugares não devo falzê-lo.
mas daí discriminar o uso é o mesmo que proibir e já sabemos que esta atitude só aumenta o consumo. Os Pub’s são muito bem vindos, pois na minha opinião seria a solução do problema. Entra quem quer e trabalha nele quem quer.
Alguém já fez as contas de quanto a corrupção é prejudicial aos cofres publicos e a saúde pública. Acho que isso não é interessante, né !?!?
Prefiro fumar meu cigarro e morrer de cancer, acho bem mais digno do que roubar !
E outra: todo mundo por aqui falando de egoísmo pra lá e pra cá.
Fumantes mandam não fumantes procurarem outro bar e não fumantes mandam fumantes fumarem na rua.
Esta porcaria de problema seria resolvida se tudo voltasse a ser como antes: ÁREA DE FUMANTES E ÁREA DE NÃO FUMANTES.
Assim, podemos frequentar os mesmos lugares e exercer nossa individualidade sem incomodar o próximo, pois, como já coloquei, a questão não é saúde, e sim INCÔMODO.
Por que erradicaram essa norma que funcionava tão bem até pouco tempo atrás??? Acho que a melhor solução para os nossos problemas como sociedade educada e civilizada seria essa.
Essa Lei jé exite aqui em Brasília mas, sempre que sou afrontada por esta norma lembro de um texto que escrevi quando estudante da UnB, numa época não muito distante:
NÃO QUERO SER CIDADÃO
Há pouco tempo, o eixo estratégico definia-se pela disputa da hegemonia, pelo acúmulo de forças tanto nos movimentos sociais como na ocupação de espaços na institucionalidade. Pouco a pouco esta ação coloca no papel central a questão da cidadania.
Tudo passa a ser reinterpretado em função desse eixo. Os direitos políticos, as necessidades elementares de moradia, transporte, saúde, educação, etc. A expressão da vontade de segmentos como o das mulheres, negros, crianças, que passam a produzir vasta gama de encontros e publicações. O consenso está formado.
Assim, torna-se necessária uma atitude de indignação que leve a afirmação: “Eu não quero ser um cidadão!”.
O termo cidadão tem sua origem na boa e velha Grécia, para denominar aqueles que pertenciam a certa cidade e que possuíam direitos políticos. Assim como a palavra civilização, que serve para diferenciar aqueles que são cidadãos dos que não são, traz implícito um caráter de exclusão. As lutas entre a aristocracia, proprietários de terras, comerciantes, armadores e proprietários de oficinas, camponeses e trabalhadores rurais na Antiga Grécia levaram a uma série de alterações ou estágios políticos. Entre eles a Tirania de Pisistrato (de 561 a 527 a.C.) e a Democracia de Clisteros (506 a.C.).
Clisteros empreendeu reformas visando reduzir o poder da aristocracia, criou divisões políticas territoriais (os demos), aperfeiçoou representações políticas como os Conselhos dos Quinhentos (formados por representações das Tribos) e a famosa Assembléia do Povo ou Eclésia. Não eram considerados cidadãos: os estrangeiros, metecos, as mulheres e os escravos.
No caso do escravo, a demarcação era nítida. Ele era considerado um instrumento que fazia parte do conjunto de propriedades de seus senhores. Como afirmava Aristóteles: “o escravo é uma propriedade instrumental animada (…) todo aquele que não tem de melhor para nos oferecer que o uso de seu corpo e de seus membros é condenado pela natureza a escravidão. É melhor para ele servir que ser abandonado a si próprio” (A Política, Aristóteles, pg. 30 e 32).
Assim tão transparentemente estabelecidas as diferenças, não correríamos o risco de vermos proprietários e escravos irmanando-se em praças e manifestações por alguma causa em comum.
Mas veio a Revolução Francesa. A burguesia, em sua luta contra os segmentos feudais, fez saltar as formas estamentais e afirmou a igualdade entre os homens. “Todos nascem livres e iguais perante a lei”. Os cidadãos marcham de armas e porretes na mão, pondo por terra a Bastilha e o velho regime, entre eles industriais, artesãos, operários, enfim, o povo.
A igualdade e a cidadania oriundas da democracia capitalista continuam a marcar uma exclusão, exatamente daqueles que, não tendo outra coisa a oferecer senão seu corpo e seus membros, são naturalmente escravos assalariados.
O mascaramento tem indubitáveis vantagens. Hoje podemos ver assalariados e proprietários se abraçando nas ruas e no parlamento e tornando comum linguagens e anseios.
Todos somos cidadãos, todos temos direitos. Podemos caminhar livremente, votar, ser votados, expressar opinião. A exclusão se manifesta não na afirmação dos direitos, mas nos meios de exercê-los, meios que são comprovadamente mal distribuídos entre os cidadãos. Para contornar esta contradição, os adeptos da cidadania resolveram estender sua aplicação a direitos mais paupáveis, como moradia, trabalho, condições de vida, saúde, educação e outros. No entanto, a exclusão não é menor.
Todos os cidadãos têm direitos e os expressam votando em cidadãos que podem ser eleitos e que têm o extraordinário desejo cívico de atender a vontade da maioriia, principalmente daqueles que menos têm e mais precisam.
Um dos direitos do cidadão é ter propriedade e contratar, como mercadoria, a força de trabalho daquele cidadão que não tem propriedade. No exercício deste direito, o cidadão proprietário acumula riqueza na forma de capital. Repassa uma parcela para o cidadão eleito na forma de imposto. O cidadão eleito recebe a visita dos cidadãos eleitores que pedem o cumprimento da promessa que lhes permita estender a cidadania ao direito de morar, ter água, luz, assistência médica, uma educação decente e tudo o mais. Mas acontece que o conjunto dos cidadãos proprietário acumula privadamente o capital e aquilo que passam para o poder público é insuficiente para o atendimento generalizado das reivindicações.
Desta forma, o cidadão proprietário tem garantida sua qualidade de vida, reinveste seu capital, contrata força de trabalho e acumula mais capital. Enquanto isso o cidadão eleito terá que explicar aos outros cidadãos que não há verba e, portanto, não haverá cidadania por moradia, água, luz, assistência médica, educação e tudo o mais.
Pode-se fazer manifestações, organizar-se, reclamar, afinal isto é normal e temos que aceitar. A cidadania está garantida e a ordem preservada. Para contornar este novo impasse, as mentes prenhas de cidadania imaginaram então que a solução para este problema, logicamente respeitando todos os direitos estabelecidos, inclusive o de propriedade, encontra-se no “crescimento econômico com distribuição de renda”. O proprietário que acumulasse mais, pagaria mais impostos até que fossem suficientes para gerar recursos que atendessem às necessidades básicas da maioria.
O pequeno problema que existe para essa linha de raciocínio é que quem a defende teria que demonstrar que onde há grande crescimento econômico esta pretensão se realiza.
A nova ordem nos afirma cinicamente que, para sobreviver, o sistema terá que excluir o terceiro mundo e boa parte da população trabalhadora do centro. Quem são os excluídos para que a cidadania preserve a ordem? Os estrangeiros, as mulheres e os escravos?
Os modernos metecos são os latino-americanos, africanos, asiáticos, árabes, e tantos outros barrados pela polícia de imigração, perseguidos nos bairros pobres da Europa, agredidos na nova Alemanha, atacados na civilizada Bruxelas. As mulheres, não tendo outra coisa a vender senão seu corpo, são as que estão nas vitrines da progressista Amsterdã, ou as que sobrevivem nos cortiços e favelas da América Latina, ou as que abraçam o esqueleto de um menino na faminta Somália. E os modernos escravos assalariados são os que se contentam em garantir o direito de voto.
A cidadania está inseparavelmente ligada a um tipo de Estado, que legaliza e consolida uma ordem, estabelece direitos, normas e limites. O cidadão é aquele que se submete a esta ordem. Não é uma luta contra a ordem, é um termo de rendição.
Não vejo como alguém pode afirmar com orgulho a posição de cidadão. Prefiro então a condição de excluído, pelo menos a companhia é mais honrosa. O termo cidadão, enquanto afirma a igualdade formal, mascara e obscurece a desigualdade de fato que continua a se reproduzir e garantir o caráter excludente e opressor das relações sociais estabelecidas.
Eeeh lá!!!! assim como a coisa anda, a gente ainda vai ter que subir o morro na calada da noite pra comprar cigarro…
Mas tem outra coisa, eu gosto muito de ir a bares, mas detesto o barulho, a música, as vozes das pessoas… quero uma lei do silêncio. E viva ao autoritarismo!!!!
Nunca vi tanta besteira junta. O povo realmente tem o governo que escolheu. Tanta coisa importante para se preocupar no Brasil e a gurizada gastando os dedos contra o cigarro.
Gostei muitíssimo da colocação do ADEMIR…
INFELIZMENTE presenciei isso com uma pessoa que veio pra família, mas já foi embora graças a Deus…rsss…
É MUITO ROUBO!!!
Se fosse pra escolher, preferiria mesmo FUMAR!!! kkkkk
é um assunto que envolve varios aspectos sociais, como fumante eu diria que me sinto completamente constrangido e coagido perante esta lei. o que me faz ter repudio a certos comentários aqui. o texto está completamente bem inserido no que tange a total falta de senso de extirpar o direito dos individuos de fazerem o que bem entendem da sua vida. para aqueles que não suportam o cigarro: que fiquem em suas casas.
Quanta besteira!!!!Acho que quem quer fumar que fume, mas respeite o que não fuma, é simples.O problema é que quem fuma se acha no direito de POLUIR o ambiente e isso é HORRIVEL, é uma questão de respeito ao próximo.
Aí eu pergunto – Quem gosta de sentir o AROMA e por que não dizer a catinga de um CHARUTO OU DE UM CACHIMBO????
Que me perdoem os fumantes mas eles são os causadores da polemica, porque é simples,FUMAM E POLUEM, CAUSAM DESAGRADOS,CONTAMINAM O AMBIENTE E SE ACHAM NO DIREITO DE FAZER COM QUEM NÃO FUMA OS TOLEREM.
FUMAR é uma escolha, se voce FUMA, nada contra, porém não obrigue as pessoas a te AGUENTAREM.
FUMANTE É CATINGUENTO E DEIXA O AR UM HORROR, FAÇA QUE NEM OS VEÍCULOS, POLUA LÁ FORA, AONDE SE DISSIPA.
Sou EX FUMENTE e sempre me achei HORROROSO, ADORO FUMAR, MAS OPTEI POR NÃO MAIS FUMAR E ISSO FOI MUITO BOM, NÃO TENHO NADA CONTRA A QUEM FUMA, MAS DESDE QUE RESPEITE E SE POSSIVEL PARE DE FUMAR, É MUITO MAIS PRAZEROSO.
ABS.
Primeiro ponto a se observar nesta lei é sua INCONSTITUCIONALIDADE.
A competência para legislar sobre este assunto é da UNIÃO e não do Estado ou Munícipio.
Importante ressaltar que, a ANVISA deveria regular as áreas direcionadas a fumantes, porém, ela não o fez e deu no que deu.
Eu sou fumante e concordo que deva ter ambientes onde o fumo é proibido, porém não da forma como estão fazendo.Isso é discriminação.É fácil para quem não fuma, mas para quem é fumante é bastante complicado.Imaginem um boicote a essa lei?? Ninguém comprar cigarro?? A economia depende muito dessa área, podemos perceber até pelo IPI que aumentou o valor do cigarro. Quantas pessoas vão perder o emprego e isso fará com que prejudique a economia.Foram proposta diversas emendas para esta lei e nenhuma foi aceita. Porque não pegam tanto no pé de quem usa drogas, do alcool??? É ESSA LEI QUE VAI MUDAR ALGO NO BRASIL???
Concluindo (ou tentando),
O fato de algum produto ser legal não torna o seu uso legal em quaisquer circunstâncias, da mesma maneira que alguns atos são legais e legítimos quando praticados em ambiente privado e não o são em público.
O fato de alguém pagar seus impostos não o torna titular do direito de desrespeitar a direitos mais abrangentes e elevados para a satisfação de algum interesse ou fraqueza pessoal.
Sociedade que se pretenda com a mais ínfima intenção de um dia se tornar educada e civilizada não é sociedade em que seus membros se pretendam e advoguem para si o direito de serem deseducados e bárbaros, fumando em ambientes fechados, públicos ou privados. Mesmo em ambientes abertos, as pessoas que não fumam e que sejam portadoras de enfermidades respiratórias (que não escolheram ter!) são severamente afetadas pelos efeitos da fumaça advinda de cigarros de quem escolheu acender. Eu não estou bem certo se quando, e se, alcançarmos outros patamares (evidentemente mais elevados) em termos de civilização, o simples ato de fumar já não será amplamente considerado evidência forte e incontestável de desequilíbrio, incompatível com um ser em harmonia consigo mesmo e com o ambiente que o cerca, destinado a preencher de maneira tão rasa ao vazio existencial de pessoas com conflitos, frustrações ou carências, que não conseguiram contorná-los de maneiras mais eficientes e menos autodestrutivas.
Quanto a utilização de cigarros para “acalmar” a dependentes químicos em drogas muito mais pesadas, é um caso extremo, em que se opta por um mal de pequeno porte em relação a um mal muito maior. É um recurso extraordinário, de utilização apenas em casos muito especiais, da mesma maneira que se administram drogas, aceitando-se seus efeitos colaterais, em pacientes internados em hospitais, já que, naquelas circunstâncias, a relação custo/benefício é favorável ao paciente. E não pode ser confundido com o ato de envenenar aos transeuntes e frequentadores de ambientes públicos!
A única coisa mais chata que um não fumante “ativo” é um ex fumante……
As leis são exatamente feitas para, entre outras coisas, constranger e coagir a quem esteja com tendência de agir em desrespeito ao que determinam e que, grosso modo, devem ou deveriam garantir ou restaurar direitos e impedir o desrespeito dos mesmos.
Se você está pensando em desrespeitar aos direitos de outras pessoas e está sentindo-se constrangido e coagido pela lei, entenda que é EXATAMENTE este o espírito das coisas. É só respeitar aos outros que as leis não o incomodarão mais.
Entendo perfeitamente que nem todas as leis são tão boas e perfeitas como seria de se desejar e que há e houve muitas injustas e inadequadas. Mas, a princípio, tem como função balizar e sinalizar aos membros de determinada sociedade o que pode e que não pode ser feito, além de gerar exatamente o constrangimento e o temor naqueles que estejam em vias de descumpri-las e desta maneira evitar que a intenção se torne fato.
Abraços a todos.
Obrigado, Sr. Mauriucio! Creio que o meu comentário deve estar no DOPS ou no SNI. Se alguém do blog buscar nos arquivos do IG, deve encontrar.
Esta inocente polêmica é mais um exemplo, e dos bem pequenininhos, do que acontece quando seres humanos, mesmo cultos, instruídos, bem educados e bem intencionados, usam a sentimentos, emoções e interesses pessoais ou corporativos como critério para a tomada de decisões ou posições a respeito de qualquer assunto, em vez de princípios fundamentados na ética e na justiça. Compara-se desta maneira fatos com expectativas e desejos e não com princípios. Não foram utilizados argumentos solidamente alicerçados em conceitos ou princípios e sim em achologia aplicada.
Sem o firme apoio de princípios, no discurso e na análise das questões, são equiparados atos e situações discutíveis e contestáveis com atos e situações francamente condenáveis, para que os primeiros, por comparação bem menos graves, passem a ter aparência de inocentes ou mesmo de valiosos em vez de todos serem comparados com padrões desejáveis de conduta ou adequação as nossas necessidades. Isto serve para confundir e distrair a opinião pública com uma miríade insuportável de pequenas questões e assim, por infinita repetição e fadiga dos oponentes, tentar manter o privilégio de desrespeitar a direitos naturais e legítimos dos demais membros da sociedade e ainda parecer, cinicamente, vítima em vez de algoz. É como se o proprietário de escravos reclamasse por estar sendo discriminado pelos abolicionistas por não libertar aos seus escravos e ainda os acusasse de insuflar a opinião pública contra eles, que estariam exercendo um DIREITO que a lei lhes conferia. Ora, a lei humana não pode tornar legítimo um ato execrável e tornar direito o que é torto, apesar de ter o nome legal de direito.
E isto em um país pacífico e tolerante como o nosso tem a fama de ser. Em países menos tolerantes e muito menos pacíficos, este nosso (humano, demasiadamente humano) costume de atribuir a qualquer outra coisa que não seja a princípios firmemente apoiados na Ética e na Justiça valor de critério para a tomada de decisões, temos a triste rotina de conflitos sem fim entre os seus próprios habitantes e entre estes e os de outros países. Só que neles os meios utilizados não são tão civilizados como os acirrados e heróicos debates entre fumantes e não fumantes aqui travados e geralmente usam de meios extremamente severos para eliminar a disputa através exatamente da eliminação física dos oponentes.
Leon Trotsky nos deixou a triste dicotomia de escolher entre “o socialismo ou a barbárie” e como a primeira hipótese faliu a segunda, que está ganhando o jogo sim senhor, não me parece palatável, talvez fosse hora de escolher algo menos radical tal como Ética, Justiça, Fraternidade, Igualdade, Liberdade, Empatia e os princípios neles apoiados para tentar virar o jogo. Se der tempo.
PS. Espero que a pessoa que não quer ser cidadã mantenha a sua decisão de se manter livre e insubmissa mas não jogue os princípios de ética, justiça e civilização no lixo para tornar-se bárbara, truculenta ou troglodita.
A rede pública de saúde gasta mais de R$ 300 milhões por ano em tratamentos de doenças relacionadas ao tabagismo e arrecada 4.4 bilhões por ano com impostos sobre o cigarro. Ninguem fuma hoje e morre imediatamente como pode ocorrer com outras drogas como o alcool por exemplo. Não fumo e nunca fumei também não tem fumantes em minha familia. E nos lugares em que frequento já existiam ambientes separados para fumantes e não fumantes. Entretanto as questões que realmente nos afetam este governo hipocrita não ataca, são 35.000 assassinatos por ano no Brasil e não fazem nada, muito pelo contrario acatam toda esta podridão. O que eu realmente gostaria era ter o DIREITO de ir e vir sem riscos. A falta de segurança atinge a todos nos e o governo fica soltando folgos com estas leis ridiculas, saude publica? Preocupação com a saude do povo? Gastos? Tudo falsidade. Queremos é justiça.
[...] o Barão da Itararé, um bar na esquina das ruas Peixoto Gomide e Itararé, fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
Antes de ser dedurado e fuzilado quero lembrar que todo RADICALISMO é burro! Sou fumante sim, fumei por 20 anos, parei e recentemente voltei! Sei de TODOS os malefícios do fumo, e não só do fumo… alias temos tantos por ai!! Os que atacam os fumantes por aqui, talvez devessem andar de bicicleta até a Amazônia e por lá ficarem pelados e comendo folhas cruas!Viveriam até os 300 anos!
Mas “radicalismo” de lado, percebem o “antagonismo” generalizado e gerado por este assunto?Não se equipara nem mesmo as discussões de futebol, religião etc.
Mas preparem-se aqueles que defendem essa PROIBICAO, este é apenas o começo, seus filhos e netos saberão daqui ha 50 anos do que eu falo hoje: um mundo onde TUDO é controlado, cheio de regras, sem opções, sem criatividade com a Mao estatal não sua cabeça desde o nascimento… filhos somente nas datas do rodízio de procriação!…E assim por diante,
Alias será mais ou menos assim:
“Ministério da Saúde Adverte: Procriar pode causar Derrame, Infarto, Taquicardia” Estudo comprava que 98% das pessoas durante um ato de “fornicacao” sofrem alterações significativas em seu metabolismo!!
Disque/Call: 0800 NO 4 NICK
Detalhe que TODOS os anúncios no futuro serão em 2 línguas….em em 100 anos ….apenas uma!…para facilitar a vida do ESTADO!
Ninguém me tira da cabeça que a ANARQUIA seria a melhor opção, mas fala de uma ANARQUIA ORGANIZADA, seria possível? Duvido!!
Então vamos esquecer os sistemas políticos, e vamos ao que rege o mundo com significativo sucesso!! A LIVRE ECONOMIA DE MERCADO!
Isso mesmo, REGRA BASICA DA ECONOMIA:
OFERTA X PROCURA
Recentemente viajei a Dubai, para quem não sabe pais predominantemente muçulmano, onde beber nas ruas é proibido, e TODOS os bares e casas noturnas fecham pontualmente as 02h00min da manha.
Até ai sem novidades, um paraíso para freiras e chatos de plantão!…Mas o lugar tem seus encantos.
No aeroporto Internacional de Dubai, dentro da ala de embarque Internacional no dos tantos corredores, tem 2 Bares , um deles FUMANTE e o outro NAO FUMANTE. Perguntem qual deles estava sempre cheio, animado, fétido e cheio de fumaça?….No outro bar limpinho, lembro de umas famílias com caras de Canadenses, tomando água e alguns sucos!…a tinha uma velhinha na cadeira de rodas com eles também….detalhe, que a pobre senhora não parava de olhar pra o bar de FUMANTES , acho que ela queria PITAR também! Ela estava triste e oprimida pela família dela, assim como todos nós seremos oprimidos pela mao PESADA do estado e pela alienação em massa da mídia do POLITICAMENTE CORRETO!
Façam a LEI , mas deixem o mercado regular, quero ver Bares e Restaurantes e Boates NAO FUMANTES sobreviverem!
Completando: Com relação a “pesquisas” de opinião publica, informo que além das manipulações de PRAXE, a forma que perguntam sobre a questão é no mínimo COERCIVA ou IMBECIS!
do tipo: O CIGARRO FAZ BEM?….Lógico que faz mal, qualquer fumante sabe disso!
Então não me venham com dados de pesquisas MONTADAS , deveriam sim deixar o MERCADO/CONSUMIDORES decidir
Por falar em pesquisas MONTADAS, lembrei do Referendo do DESARMAMENTO, quanto era mesmo a porcentagem a favor???…..Puxa não deu né…..O POVO VOTOU CONTRA
FUMANTES UNIVOS , NÃO ESTAMOS SOZINHOS!!!
Medidas de natureza ambiental ninguem toma. Vejam a poluição do ar provocados pelas motos, carros velhos, caminhões, ônibus e industrias. Onde esta o governo para zelar pela nossa saúde? Para um bar vai quem quer. E selecionar o ar que se respira em toda cidade, existe opção? Todos respiram a mesma porcaria ricos ou pobres. É demagogia demais deste governo seboso. E o pior o povo aprova e bate palmas. Esta lei em nada vai me beneficiar, não fumo e ninguem de minha familia fuma. Alguem acha mesmo que ficar como fumante passivo em um bar 2 ou 3 horas por semana vai dar cançer e respirar este ar terrivel de SP o tempo todo não tem problema algum?