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23/04/2009 - 23:02

Morre o fotógrafo Otto Stupakoff

Descendente de russos e sicilianos, Otto Stupakoff (1935-2009) construiu sua carreira entre o Brasil, os Estados e a Europa, com um pé na publicidade e outro no jornalismo. Tive a oportunidade de entrevistá-lo em junho de 2005, quando regressou ao Brasil, em busca de trabalho. “Pela primeira vez na vida, estou pobre”, ele me disse.

Para quem não o conhecia, o seu portfólio falava por si: um retrato fortíssimo de Truman Capote, uma foto campestre de Richard Nixon com a filha nos jardins da Casa Branca, um registro debochado de Jack Nicholson em Nova York e inúmeras imagens da ex-mulher, uma Miss Universo sueca.

Primeiro fotógrafo de moda no Brasil (“Já disse isso algumas vezes e nunca fui questionado”), Otto foi requisitado, nesta sua volta, para vários trabalhos neste ambiente. Conseguia, ao apontar a câmera para este mundinho, conciliar o olhar irônico com a reverência necessária para cumprir as tarefas pedidas.

Sua principal referência era Richard Avedon (1922-2004), que trabalhou até os últimos dias de vida. “Mas ele era um gênio, eu não sou”, disse na entrevista, publicada na revista “CartaCapital”. Otto (na foto ao lado) morreu nesta quinta-feira, 24, em seu apartamento, em São Paulo.

Ao regressar ao país, em 2005, Otto foi acolhido, inicialmente, por dois fotógrafos declaradamente fãs do seu trabalho, Bob Wolfenson e Fernando Laszlo, que escreveram:

Nos dias de hoje, quando a pressa rege quase tudo e a superexposição é a norma, Otto tornou-se mais raro, talvez porque não haja mais espaço para a delicadeza, a graça e o imenso humanismo de seu olhar. Suas imagens resistiram à erosão dos vários modismos que se seguiram à sua produção, são diamantes, e orgulho de nosso garimpo sobre uma vida e uma carreira que não conheceram meios-tons.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Cultura Tags: , , , ,

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6 comentários para “Morre o fotógrafo Otto Stupakoff”

  1. Eduardo disse:

    Não sou fotógrafo mas gosto de fotografia bem tirada. Sinto a fotografia como algo mágico, apesar de estática adquire movimento (paradoxo). Nos faz viajar no tempo, é memória viva.
    Por um momento me detive neste artigo. Nunca ouvi falar de Otto Stupakkof. Sou leigo, mas pensei por que não existem mais pessoas como ele para registrar as coisas boas da vida, por que somos obrigados a ver pela televisão, internet cenas que nos distituem de nossa humanidade. Desejo que o trabalho dele permaneça vivo,bem como sua memória.

  2. fábio disse:

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    ………………………………………………..É,……………………………………………………
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    …………………………………….engraçado,….né,……………….
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    ………………………………eu nuuuuunca ouví falar
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    …………………………………………….no tal,..
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    ………………………………………..Stúfatósse…!
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    ……………………………………………Agóra,..
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    …………………………. com você colocando éssas fótos,
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    ……………..maaaaaaaaaaaaa- raaaaaaaa- viiiiiiiiiii-lhóóóóóóó-……….
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    ………………………………………………..sas..,
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    …………………………………………..aí em cima,….
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    ………………………………………………ESTOU,
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    ………………………………………….StúlpeFácto..!
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    …………….Vejam,…que fóto éssa do Nixon com a filinha,.
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    ……………………………………………no banco,…..
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    ………………………………………………isso é
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    …………………………………….COISA de GÊNIO,..
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    …………………………………………….GENTÉN,….
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    …………………………………………seis não achãm..?
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  3. meneses disse:

    O mundo da arte da fotografia se empobrece com o falecimento de Otto Stupakoff. Espera-se que o seu nome seja sempre lembrado através do seu belíssimo trabalho __ verdadeira obra de “GÊNIO”.

  4. Renato V.S disse:

    O comentário do Sr.Fábio é o melhor! Hahahahaha.

  5. [...] IG (Coluna Maurício Stycer) Editora Cosac [...]

  6. mario ivo disse:

    stycer, vc bem q podia republicar a matéria original da cartacapital – é fantástica, e não está no sítio da revista.

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