iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
15/04/2009 - 10:35

Recorde da Copa de 1994 reforça lobby americano por 2018

Como relatei aqui no blog há duas semanas, os Estados Unidos estão seriamente empenhados em ganhar o direito de hospedar a Copa do Mundo de 2018 ou 2022 – ambas as sedes serão anunciadas conjuntamente pela FIFA no ano que vem.

Nesta terça-feira, o lobby americano encorpou definitivamente, com o anúncio que o presidente Barack Obama entregou pessoalmente ao presidente da FIFA, Joseph Blatter, uma carta na qual fala da sua ligação com o futebol, que jogou na infância “numa rua suja” de Jacarta, na Indonésia, e que tinha a capacidade de “unir as crianças” da sua vizinhança. Hoje, como pai, escreve Obama, “eu vejo o mesmo espírito de unidade nos campos onde minhas próprias filhas jogam futebol em Chicago”.

Parêntesis que interessa ao Brasil: Obama também está pessoalmente empenhado em garantir a Chicago, que disputa com o Rio de Janeiro, o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016. O presidente americano enviou recentemente um vídeo no qual defende a candidatura da cidade onde se projetou como político (era senador pelo Estado de Illinois).

A favor do lobby americano junto à FIFA pesam, também, os números que o país pode exibir da sua primeira experiência com o futebol. Embora tenha sido um evento que provocou pouco interesse da mídia e tenha aparentemente passado quase em brancas nuvens, a Copa de 1994 mobilizou diferentes comunidades hispânicas no país, lotando os estádios.

Tanto o público total quanto a média de espectadores por jogos disputados foram recordes – até hoje não superados. Até 1994, ano da Copa nos EUA, eram disputadas 52 partidas por competição, contra 64, a partir de 1998. Mesmo assim, o público total que compareceu aos jogos em 1994 (3,59 milhões) foi superior ao público da Copa de 2006 (3,36 milhões), disputada na Alemanha, que ostenta o segundo melhor resultado.

Veja a tabela abaixo, com dados da FIFA sobre a média de público por jogo.

Alemanha (2006) – 52.491 espectadores
Coréia e Japão (2002) – 42.269 (Japão: 44.957; Coréia: 39.580)
França (1998) – 43.517
EUA (1994) – 68.991
Itália (1990) – 48.411
México (1986) – 46.297
Espanha (1982) – 35.698

Fonte: FIFA

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Esporte Tags: , , , , , , , , ,

4 comentários para “Recorde da Copa de 1994 reforça lobby americano por 2018”

  1. Se a Alemanha tivesse estádios do tamanho dos americanos, acho que essa média mostraria outro retrato. Os estádios dos EUA eram quase todos gigantescos. Todos eles abrigam equipes de futebol americano e beisebol dominantes em estados com milhões de pessoas, muitas delas hispânicas e mais interessadas por futebol. A alta média de público dizia pouco sobre o interesse dos ianques por soccer. Além disso, daquela época para cá a preocupação maior é de que os estádios tenham padrão Fifa de comforto. A média de público de 1994 não é importante para mensurar o interesse dos EUA em relação a outros países. Serve apenas para dizer que um país de 300 milhões de pessoas, entre as quais milhões de hispânicos e imigrantes, enfiou mais gente em estádios gigantescos do que os outros países-sede, que contam com menos estádios com capacidade para mais de 70 mil pessoas.

    Resposta do Mauricio
    Bom argumento, xará. Obrigado

  2. Fernando resende disse:

    O que impressiona aqui e’ como as mulheres se interessam muito mais pelo futebol (soccer) ,do que os homens. Em parques,escolas,voce esta vendo sempre as meninas na faixa de 15-17 anos jogando bola e os meninos outros esportes.

  3. Vives disse:

    Vale lembrar também que a Copa dos EUA teve maior público porque os estádios eram bem maiores – creio que cabiam por volta de 60 mil pessoas em cada, em média, talvez um pouco mais. Os estádios europeus e asiáticos tinham média não maior que 45 mil, 50 mil.

  4. Samuel disse:

    Se o Obama conseguir levar pra la as olimpiadas de 2016 já estará ajudando demais o Brasil… Olimpíada aqui é uma desculpa para alguns levarem muito dinheiro. SOU TOTALMENTE CONTRA RIO-2016.

Deixe um comentário:

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

Os campos com * são de preenchimento obrigatório






Voltar ao topo