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Arquivo de março, 2009

21/03/2009 - 13:09

Crônica social: procurando Marc Jacobs, encontrei Elke Maravilha

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O evento da noite de sexta-feira, em São Paulo, foi a festa que Natalie Klein, dona da loja NK Store, ofereceu para Marc Jacobs, famoso e criativo estilista americano, numa boate no centro de São Paulo.

Mais de 500 pessoas passaram pela Cantho, uma boate gay, no Largo do Arouche, fechada exclusivamente para a festa. O site oficial da boate, inclusive, advertia: “A Cantho informa aos seus clientes que a casa estará fechada no próximo dia 20 para um evento corperativo (sic)”. Apesar da grafia errada, a mensagem está clara: uma festa de firma, de negócios – para celebrar a primeira loja de Jacobs na América Latina, inaugurada em São Paulo.

Eu poderia resumir a festa da seguinte forma: muitos fotógrafos de revistas e sites de celebridades, bebida boa (champagne Veuve Clicquot), música bate-estaca, dois go-go boys de short, viseira e óculos escuros, dançando num palco improvisado, e uma “área vip”, no mezanino. Esse espaço, fechado para a maioria dos presentes, acolhia os convidados “vips”, que, na falta de algo melhor para fazer, ficavam olhando para baixo, encarando o pessoal sem acesso à área exclusiva. Enquanto isso, embaixo, sem ter o que fazer, os demais convidados ficavam olhando para cima, imaginando como a festa estava lá.

Jacobs chegou por volta das 1h30 da manhã, mas não o vi. Chegou de saia, acompanhado do namorado, para orgulho nativo, um brasileiro, chamado Lorenzo Martone (fotos aqui, no iG Gente). Foi conduzido direto à área vip, onde ficou até ir embora. Em seu primeiro romance, “A Ditadura da Moda”, a jornalista Nina Lemos descreve uma semana de desfiles em São Paulo e observa: “Nunca entendi porque as pessoas vêm aqui sem serem obrigadas”.

Como eu não era obrigado – fui apenas por curiosidade –, deixei o local por volta das 2h da manhã. Deveria ter ido para casa, mas acabei levado para outra casa noturna, o Clube Glória, no Bixiga. Ali acontece, uma vez por mês, uma festa chamada “Vai!”, que convida os freqüentadores a irem vestidos de acordo com um determinado tema proposto.

É um evento que reúne gente engraçada e maluca, no bom sentido. A festa desta sexta-feira tinha o tema de “Vai! Futurista” e, como atração principal, Elke Maravilha no papel de DJ. A “hostess” da festa, Aline Prado (à esq. na foto), ajudou Elke na seleção musical, divertidíssima, da noite.

Para escrever este texto, fiz uma rápida pesquisa e vi como sabia pouco sobre Elke – ela nasceu em São Petersburgo, filha de um russo e uma alemã, fala nove línguas e, antes de fazer carreira como modelo e atriz, foi bancária, secretária, bibliotecária e professora. Por volta das 3h da manhã, enfim, Elke deu por encerrada a sua participação como DJ e, tal como se espera de uma celebridade, recolheu-se à área vip da casa noturna, dando a senha para o blogueiro partir.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Colunismo social Tags: , , ,
21/03/2009 - 12:06

Notícias que trazem preocupação e alívio ao país

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Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Colunismo social Tags: , ,
20/03/2009 - 15:39

O blogueiro vai ao Pacaembu e leva o Twitter

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Muito antes de o Twitter ganhar a capa do “Link” do “Estadão” e também a da revista “Época”, este blogueiro já estava, como se diz por aí, twittando – seja enviando informações sobre as atualizações do blog, seja avisando os leitores sobre novas reportagens publicadas no Último Segundo.

Neste domingo, vou fazer a minha primeira cobertura em tempo real, via Twitter. Direto do Pacaembu, vou transmitir as minhas impressões sobre Corinthians e Santos em pílulas de até 140 caracteres.

Se você quiser entrar no Twitter, acesse o site e, se quiser me seguir, adicione o meu endereço, ou clique ali, no atalho, colocado na barra lateral direita do blog. 

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog Tags: , ,
20/03/2009 - 11:59

Uma aula sobre o NX Zero

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Você descobre que está ficando velho quando, passando na avenida Paulista, vê uma multidão de adolescentes, cerca de mil, fazendo fila para entrar em um prédio, pergunta para uma menina o motivo da concentração e não entende o que ela diz em resposta. “Como?”, eu indago. E ela repete, desta vez mais didaticamente, soletrando letra por letra: “NX Zero”.

Você se dá conta que está totalmente desatualizado quando se vira para a mesma menina e pergunta: “É um grupo brasileiro?” E ela, sem demonstrar ofensa com a ignorância do que acabou de ouvir, diz apenas: “É a melhor banda brasileira hoje”.

Você percebe que tem uma longa pesquisa para fazer quando pergunta: “Por que essa banda é tão boa?” E a sua entrevistada, de 16 anos, com o auxílio de mais duas amigas, uma de 13 e outra de 14, te oferecem uma aula: “O carisma da banda é impressionante”, diz uma. “O vocalista quebrou a perna e mesmo assim continuou fazendo shows, em uma cadeira de rodas”, diz outra. “As letras são incríveis, falam de amores não correspondidos”, explica a terceira.

Minhas entrevistadas chegaram à entrada do prédio, onde funciona a rádio 89 FM, por volta das 8 da manhã de quarta-feira. Elas estão entre as 240 que obtiveram uma senha para subir na emissora por volta das 4 da tarde e ter o prazer de fazer uma foto e ganhar um autógrafo dos integrantes do NX Zero. “Parece que vamos ter o direito a ficar dois minutos com eles”, me diz uma.”Já jogaram balde de água na gente e papel higiênico molhado”, reclama, apontando para o alto do prédio de escritórios, na esquina da Paulista com a rua Augusta.

Camila Caggiano, 14, Tainá Brambila, 13, e Giovanna Andre, 16 (da esq. para a dir. na foto acima), minhas fontes nesta pesquisa, encerram a lição a este velho jornalista explicando que os fãs do NX Zero são chamados de “emos”, o que é uma injustiça, dizem. “Eu não sou”, diz Giovana. “As pessoas que dizem não sabem o que é isso”, acrescenta, com desdém. Não tenho o que argumentar. Desejo boa sorte às meninas, recolho-me à minha ignorância e prometo estudar melhor o assunto. 

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Cultura Tags: , ,
18/03/2009 - 17:45

O que Dolabella e o taxista têm em comum? Foram pegos pela Lei Maria da Penha

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O caso que se segue me foi relatado dentro de um táxi, a caminho do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, no início deste ano. É a versão de um agressor. Não ouvi a versão da agredida, mas resolvi colocar aqui este relato porque me chamou a atenção para um assunto que eu desconhecia e que acaba de ganhar as manchetes com a prisão de Dado Dolabella, cuja história lembra muito a que eu ouvi.

Silvio (nome fictício) é casado há 26 anos. Tem três filhos. Em uma fase boa da vida, quando tinha algum dinheiro sobrando, “aprontou” (palavras suas) algumas. Teve alguns casos fora do casamento. Certa vez, diz, irada com o seu comportamento, sua mulher picotou as suas roupas.

Hoje, Silvio dirige um táxi, que não é seu. Afirma que não apronta mais. Teve uma discussão séria com a mulher. “Me exaltei”, ele reconhece. Ameaçou a mulher. Mas não a agrediu fisicamente, garante.

A mulher deu queixa na delegacia. O caso foi enquadrado dentro da chamada Lei Maria da Penha, sancionada em agosto de 2006, com o objetivo de coibir a violência doméstica contra mulher. A lei tipifica a ameaça de agressão como um crime, uma forma de violência contra a mulher. A lei também prevê “medidas protetivas de urgência”, a serem determinadas pelo juiz enquanto o caso não se conclui, para evitar riscos à mulher.

O juiz deste caso determinou que Silvio não retornasse à sua casa enquanto o processo não terminasse. Em consequência da briga de Dado Dolabella com Luana Piovani, o juiz determinou como medida protetiva que o ator mantivesse, em qualquer situação, uma distância mínima de 250 metros da atriz.

Silvio diz que estava acatando a determinação até que uma audiência que teria para discutir o caso foi adiada. Perdeu então a paciência e resolveu voltar para a casa. Sua mulher comunicou à Justiça que o marido havia violado a decisão. No caso de Dolabella, se entendi, ele não respeitou a decisão em duas situações, no carnaval e em uma festa, aproximando-se de Luana num raio inferior ao determinado pela Justiça.

Quando a audiência de Silvio finalmente ocorreu, o juiz determinou a prisão do taxista. Ele foi enviado para a Polinter – como Dolabella. Ficou duas semanas numa cela superlotada, segundo ele, junto com criminosos do Comando Vermelho. Conseguiu, pagando R$ 6 mil, ser transferido para uma cela “especial”. Ficou mais uma semana preso (três semanas no total). Hoje aguarda o desfecho do processo criminal (por ameaça de agressão à mulher) e o cível (separação litigiosa). 

Entendo o espírito da lei, mas reconheço que é polêmica. O que o leitor – e a leitora – acham?

Observação: Como de costume, acolho todos os comentários, com elogios, críticas ou sugestões. Apenas não aceito, e excluo, comentários com ofensas, acusações sem provas, injúrias e difamação a pessoas citadas aqui ou a terceiros. Se deixei escapar algum, peço desculpas e solicito que me alertem. Obrigado

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Brasil Tags: , ,
18/03/2009 - 10:41

O apelido “gordo” vai pegar em Ronaldo

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Para o bem e para o mal, o brasileiro prefere a conciliação à briga, a piada à ofensa. Veja o caso do apelido “gordo”. Diferentemente das mulheres, os homens não se ofendem quando chamados assim. Jô Soares chegou a incorporar ao seu marketing o apelido (“um beijo do gordo”). Agora, é a vez de Ronaldo. Semana passada, no jogo do Corinthians contra o São Caetano, vi mais de um torcedor, vestido com a camisa do time, incentivar Ronaldo aos gritos: “Vai, gordo!!!”. Até mesmo o presidente do clube, Andrés Sanches, se refere ao seu tesouro dessa forma. Ao ser questionado se planeja realmente contratar Zidane para jogar no time, Sanches foi ouvido (pela coluna de Monica Bergamo, da “Folha de S.Paulo”) dizendo: “Já tenho um gordo lá. Vou querer outro pra quê?”

Crédito da foto: Gazeta Press

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Esporte Tags: , , ,
17/03/2009 - 12:28

Flashes de uma noite palmeirense

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Duas cenas me chamaram a atenção na noite de segunda-feira, durante o lançamento de “Os Dez Mais do Palmeiras”, livro de Mauro Beting que integra a coleção “Ídolos Imortais”, da Maquinária Editora – responsável, também, por “Os Dez Mais do Flamengo”, de Roberto Sander, e os “Dez Mais do Corinthians”, de Celso Unzelte.

Estava chegando à livraria, no Shopping Eldorado, em São Paulo, quando vi uma pequena multidão cercando um homem de terno, em pé, de costas para mim. Ele assinava autógrafos. Imaginei: deve ser um ex-jogador. Mas ex-jogador não usa terno, logo pensei. Aproximei-me e vi: era o presidente do Palmeiras, o grande Luiz Gonzaga Belluzzo, tratado como ídolo, cercado por fãs (muitas crianças) e colocando a sua assinatura num livro que trata dos maiores jogadores da história do clube. Presidente de clube dando autógrafos? O que isso significa? Não sei a resposta… mas não é espantoso?

A segunda cena vi ao sair do lançamento. Ademir da Guia atendia algumas dezenas de fãs. Desde crianças a idosos, torcedores de todas as idades. Muitos faziam fila para tirar uma foto com o ídolo. Outros pediam uma assinatura na camisa – qualquer camisa. E muitos solicitavam um autógrafo – no livro, numa folha em branco, num pedaço de papel qualquer. Além da paciência e da simpatia, me chamou a atenção o ritmo de Ademir da Guia ao assinar um autógrafo – parecia o craque em campo. Falso lento, desenha cada letra do seu nome caprichosamente e passa o livro adiante, como quem conduzia a bola no meio de campo do Palmeiras e, com um passe preciso, colocava um atacante na cara do gol.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Esporte Tags: , ,
17/03/2009 - 11:37

Os ídolos do futebol na sala de aula – na França e no Brasil

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Com alguns dias de atraso, ai vai um comentário sobre “Entre os Muros da Escola”, o impressionante filme de Laurent Cantet, em cartaz no Brasil desde a última sexta-feira. Palma de Ouro em Cannes, em 2008, o filme retrata um semestre dentro de uma sala de aula de uma turma formada por jovens entre 13 e 15 anos em uma escola pública, em Paris.

“Entre os Muros da Escola” é baseado num romance do escritor François Bégaudeau, que é também corroteirista e ator principal do filme. Ele interpreta o papel do professor de francês, colocado na linha de frente, numa batalha com os alunos – grande parte formada por filhos de imigrantes árabes e africanos.

Embora Bégaudeau assegure que livro e filme tenham a intenção, apenas, de discutir “os mal entendidos entre um adulto e um adolescente em um ambiente escolar” (veja entrevista concedida à “Folha”), há claramente outras questões em jogo.

Um dos temas mais visíveis é o da adaptação dos imigrantes à cultura francesa. E aqui entra um aspecto muito interessante de “Entre os Muros da Escola”: o papel dos jogadores de futebol na formação da identidade dos jovens filhos de africanos. O filme deixa claro, pela repetição com que são citados, que esses craques são uma referência fundamental no imaginário dos jovens.

Numa das cenas de maior impacto, os filhos de imigrantes discutem sobre os seus ídolos. O primeiro, filho de um antilhano, fala de Thierry Henry, cujo pai nasceu em Guadalupe e a mãe, na Martinica – duas ilhas nas Antilhas, colonizadas pela França. Outro fala de Zinedine Zidane, cujos pais nasceram na Argélia. Tanto o árabe Zidane quanto o negro Henri são franceses e responsáveis, em boa parte, pelo sucesso do futebol da França no cenário mundial nos últimos anos.

Até que um terceiro estudante fala de Didier Drogba. Apesar de sua família ter imigrado da Costa do Marfim para a França, onde iniciou a sua carreira, Drogba sempre defendeu a seleção de seu país de origem – da mesma forma, aliás, que outros africanos, como George Weah e Samuel Eto´o, para citar apenas mais dois. A discussão no filme não se prolonga. Mas o menino que evoca Drogba parece sugerir que, na sua visão, o fato de o jogador atuar por uma seleção africana dá um valor especial ao seu ídolo na comparação com os craques, filhos de imigrantes, que atuam pela França.    

Em todo o caso, “Entre os Muros da Escola” faz pensar sobre o papel que todos esses jogadores representam para uma geração de jovens de origem humilde. Descontadas as diferenças, sobretudo a questão da imigração, é um quadro que tem muito a ver com o Brasil. Mesmo que não queiram, jogadores como Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e tantos outros são vistos como heróis pelas crianças e, de alguma forma, como modelos a serem seguidos. É uma grande responsabilidade.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Cultura, Esporte Tags: , , , , , , ,
16/03/2009 - 10:34

BBB9 – Em defesa de Boninho, o estressado

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Como disse o Bial no programa de domingo, estão todos “destroçados pelo estresse”.  Já estamos há mais de dois meses confinados nesta casa e começamos a perder a paciência. Quando falo “nós” estou me referindo a todo mundo: ao público, à produção e aos candidatos – estamos todos confinados, certo?

A bronca que alguém da produção (quem será?) deu em Ana na noite de sábado deixa claro que, talvez, já tenha passado da hora de terminar com esta edição. Preste atenção no vídeo  que expõe a bronca. Ninguém na casa dá sinais de espanto com o que ouve. 

“Dona Ana Carolina, esse aviso é pra senhora e pra dona Naiá: esse alicate não está esterilizado, a dona Naiá é diabética, se essa merda inflamar, eu vou arrancar o seu braço. Então para de brincar com o alicate”.

Os ânimos estão exaltados. Sei que vou levar pedradas, mas se eu estivesse no lugar de quem acompanha esses coitados 24 horas por dia, há 61 dias, teria explodido muito antes. E acho que teria explodido, também, com a Ana. Outro dia ouvi a loirinha reclamar com a Josi que Max não lavou a louça direito. “Se vai fazer alguma coisa faz direito”, protestou Ana. “Lava você, menina”, eu teria respondido, mal educado.

Ao tentar provocar uma intriga entre Francine e Max, Ana elogiou um ex da “amiga”: “Pela carta, ele (um certo Dejota) gosta muito de ti. E demonstrava gostar de ti mesmo quanto tu não era nada”, disse Ana para Fran. Do jeito que estou mal-humorado, eu seria capaz de responder: “Vai cuidar da sua vida, minha filha!”

Por essas e outras, até entendo a irritação da Voz que ameaçou arrancar o braço de Ana se “essa merda” (o dedo de Naiá) inflamar. Já imaginou o problema? Arrumar um podólogo, um médico, atendimento especial… Enfim, se já está difícil a Naiá deixar a casa, caso o seu dedo inflamasse ela iria morar no Projac até o fim do ano – e o estresse do Boninho iria parar na lua!

PS. Escrevi no domingo à noite, no site especial do iG, sobre um momento muito divertido do programa. Depois de ouvir Bial interrogar os confinados sobre vários acontecimentos ocorridos ao longo do dia na casa, Naiá se disse surpresa com o nível de conhecimento do apresentador e desabafou, aparentemente sem saber que ainda estava no ar: “O que o Bial faz de tarde? Com esse salário dele… Vai trabalhar, Bial”. A íntegra do texto pode ser lida aqui.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): televisão Tags: , , , , , , ,
15/03/2009 - 17:52

Leituras dominicais

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“As academias, por exemplo, por mais que tenham mil atividades, não são voltadas para as crianças. E no clube você pode largar as crianças, sabendo que ali as pessoas têm o mesmo nível. Não é a mesma coisa que soltar no shopping. Ali no Eldorado, por exemplo, tem um ponto de ônibus bem do lado, então mistura, né?”

(Maria Botelho de Souza, que trabalha no mercado financeiro, explicando por que não hesitou em pagar R$ 20 mil por um título do Clube Pinheiros, segundo reportagem em “O Estado de S. Paulo”, de 15 de março de 2009)

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): São Paulo Tags: ,
15/03/2009 - 12:47

O carro de luxo como suporte da arte

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No início da década de 70, a BMW começou a montar uma coleção de “carros de arte”. Desde então, artistas famosos vem sendo convidados (desafiados) a transformar diferentes modelos BMW em telas, com a liberdade de fazer o que bem entenderem com os carros. A coleção ostenta hoje 16 veículos, que são eventualmente exibidos em museus. Uma pequena mostra será vista ainda em março em Nova York, relata o “New York Times” neste domingo.

Sempre haverá quem diga que “estragaram” os carros. Não vejo assim. Para além da boa publicidade que a marca conquista, a iniciativa resultou, até hoje, em belos trabalhos de arte. Alguns exemplos nesta página (clique na imagem para ampliá-la): acima, à esquerda um modelo BMW Zi pintado pelo alemão A.R. Penck em 1991, e à direita um 320i revisto pelo artista pop Roy Lichtenstein, em 1977; abaixo, à esquerda, modelo 525i, transformado pela sul-africana Esther Mahlangu (1991), e à direita um 850 CSi adaptado por David Hockney em 1995.

 

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Cultura Tags: , , , , ,
13/03/2009 - 19:47

Ronaldo é um anúncio que joga

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Há alguns anos, ao observar a comercialização de tudo ligado ao universo do futebol, o escritor uruguaio Eduardo Galeano anotou: “Hoje em dia, cada jogador de futebol é um anúncio que joga”.

Penso nisso depois de ler no iG Esportes que, no intervalo de pouco mais de uma hora, uma montadora de motocicletas anunciou que iria estampar a sua marca no uniforme do Corinthians e em seguida desistiu. Motivo: Mano Menezes anunciou que Ronaldo não jogará contra o Santo André domingo.

A globalização do futebol prometia muitas maravilhas – entre elas a idéia de que os clubes se tornariam empresas modernas, rentáveis, eventualmente com ações nas Bolsas de Valores. Poucas dessas promessas se cumpriram no Brasil. Pior, com a penúria geral, os clubes passaram a vender o espaço da manga de camisa, do calção e até da meia para eventuais patrocinadores.

Agora, com Ronaldo, o Corinthians viu a possibilidade de ir para o varejão e vender espaços publicitários em doses homeopáticas, jogo a jogo. Mano Menezes, aparentemente, foi forte e causou um prejuízo ao clube. Se o salário no fim do mês atrasar, ele poderá ouvir reclamações. Por que não escalou Ronaldo naquele jogo? Tínhamos um ótimo patrocinador – alguém poderá dizer. Parafraseando Galeano, Ronaldo é um anúncio que joga. Uma tristeza.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Esporte Tags: , , ,
13/03/2009 - 08:19

A arte de detonar um blogueiro

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Sou ainda um bebê de sete meses em termos de internet – esta invenção que está saindo da adolescência e entrando no mundo adulto. Não sei quase nada, mas acho que estou aprendendo muito. As críticas dos leitores têm sido uma das mais importantes fontes de aprendizado – e diversão – na manufatura deste blog.

Mesmo anônimo, o leitor que entra neste espaço – sabendo quem eu sou em detalhes (veja o perfil ao lado) – e opta por me criticar pesado, merece todo o meu respeito. Não me importa que a sua crítica não tenha nada de “construtiva”, ao contrário,  seja “destrutiva” mesmo, destinada apenas a esculhambar o autor deste blog. Com exceção das ofensas pesadas, das injúrias e difamações, a mim e a pessoas citadas, não excluo comentários no blog.

É óbvio que prefiro as críticas construtivas, os incentivos e os elogios verdadeiros. Quem não prefere? Mas, realmente, aprendo e me divirto neste exercício de ouvir desaforos. Publico, a seguir, uma breve seleção de comentários acima da medalhinha que recebi nas últimas semanas, só para dar uma idéia do que está em jogo nesta tarefa.

Ao relatar a paixão da Fiel por Ronaldo e transcrever as opiniões de um corintiano doente durante a partida entre Corinthians e São Caetano, tive que ouvir de Matusquela: “Parceiro, Sua matéria é Ridicula, Lastimável e Lamentável. Jornalista? Formado na FAPONE?”

Não posso reproduzir algumas coisas que tenho ouvido desde que comecei a assistir e escrever sobre o Big Brother Brasil. Ganhei muitos amigos e admiradores no período, a quem agradeço pelas dicas que tenho recebido, mas também tenho lido cada uma. O que me espanta mais são os comentários criticando ou elogiando coisas que eu nunca disse.

Ao escrever, por exemplo, sobre os leitores que me acusam de torcer por Priscila, acabei gerando mais confusão ainda. Camila escreveu: “Eu concordo plenamente com você, Mauricio. Acho a Ana um porre mimado e a Naiá muito falsa e ainda usa a Ana pra fazer o jogo dela e a bobona, nem percebe.” Nunca escrevi isso! Da mesma forma que nunca escrevi algo parecido com o que agradou ao leitor chamado Boninho – ele entendeu o oposto de Camila: “Realmente vc tem razão, a Priscila é muito superior a qualquer um participante que está confinado na casa e merece vencer a competição”.

Outro dia me meti a comentar a situação do atacante Amauri, da Juventus, cotado para ser convocado a jogar pela seleção italiana, mas boicotado por vários jogadores da Azzurra: Um leitor, que assina apenas Eu, foi definitivo: “Perda de tempo comentar tal assunto”.

Alguns dias antes, havia escrito sobre o meu espanto ao ver Alexandre Pato falar de si mesmo na terceira pessoa, em entrevista a Galvão Bueno. O fã-clube do craque do Milan me fuzilou. Escreveu João: “Prezado Stycer, já vi você em melhor forma.”

Esse negócio de blog vicia. Estava no Rio, de folga, no dia do desfile das campeãs, no Sambódromo. Não precisava escrever nada, mas não resisti. Caí na besteira de comentar sobre o excesso de loiras famosas no desfile da Grande Rio. Para quê? O leitor Carlos não perdoou e acabou comigo: “Para quem estava de olho (na avenida) e viu seis escolas, o comentário é um tanto quanto pobre.”

Um dia antes, me diverti no Leblon com o bloco Mulheres de Chico, dedicado exclusivamente ao repertório do grande Chico Buarque. Para quê? Foi uma pancadaria. Ricardo mandou: “Para ter um blog desse era melhor não escrever nada”. Luis Henrique foi além: “É esse o tipo de matéria que “repórter especial” faz? Deve ter sido contratado na cota dos deficientes.”. Alan pegou na veia: “Tinha que ser botafoguense”.

Você nunca sabe de onde virá o bombardeio. Comentei, feliz, que havia sido confirmada a participação de Arnold Schwarzenegger no próximo filme de Sylvester Stallone. Um comentário rápido, despretensioso, observando que será um encontro histórico num momento de baixa da carreira de Stallone. Andre mandou a seguinte pergunta: “Maurício, vc é gay?”. ANDRESON, em caixa ala, ou seja, gritando, detonou: “MAURÍCIO, FILME DE AÇÃO TEM QUE TER MUITA ADRENALINA, E NÃO MUITO CÉREBRO, JÁ QUE NÃO É PRODUTO DE MEDITAÇÃO. VC PARECE VIADO COM ESSE SEU PAPO.”

Para encerrar, porque já estou me alongando demais, e certamente vou ouvir poucas e boas, reproduzo o irônico comentário de Darlan depois de ler, aqui no blog, que Rodrigo Santoro ganhou entre R$ 80 mil e R$ 150 mil para mostrar a sua cara num camarote no Carnaval carioca: “MINHA VIDA MUDOU COMPLETAMENTE AO SABER DESSE FATO!!!”

Vou dizer algo que pode soar como demagogia, mas juro que não é: minha vida mudou completamente desde que comecei a escrever e publicar na internet.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog Tags: , ,
12/03/2009 - 10:09

Corintiano dá instruções ao time e pede o salário de Mano

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Assisti Corinthians e São Caetano no Pacaembu. Atrás de mim sentou-se um daqueles torcedores fanáticos, que passam o jogo inteiro dando instruções aos jogadores e fazendo comentários críticos. O sujeito só não criticou Ronaldo. Os demais… Douglas, André Santos, Felipe, ninguém escapou da fúria do torcedor. Mas o seu principal alvo era o meia Boquita. “O Boquita é preso”, começou ele, reclamando da falta de mobilidade do jogador. “Olha esse Boquita!”, suspirava, a cada passe errado. “Esse Boquita é uma merda!”, decretou ao final do primeiro tempo.

Antes do início do segundo tempo, o placar eletrônico anuncia. Sai Boquita, entra Dentinho. Consagrado, o torcedor atrás de mim enche o peito e diz: “Viu? E eu não ganho 450 paus!”. A referência, claro, era ao técnico Mano Menezes (salário de R$ 350 mil mensais), que fez a substituição.

O meu relato da noite consagradora de Ronaldo está publicado no Último Segundo (Fiel se rende a Ronaldo; só falta inventar um grito de guerra para Ele), em texto que descrevo o clima de paixão entre a torcida e o Fenômeno. Neste link aqui, também há uma reportagem em vídeo da noite gloriosa do atacante.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Esporte Tags: , , , ,
11/03/2009 - 09:27

BBB9 – Leitores denunciam: crítico torce por Priscila

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Conhecidos escrevem para lamentar que eu agora escreva sobre o BBB aqui no blog. Amigos lamentam a minha ausência em programas noturnos (“hoje é dia de paredão”, sou obrigado a dizer). Leitores enviam e-mails, a qualquer hora do dia, com alertas sobre cenas exibidas no programa, pedindo para eu “denunciar a perseguição” sofrida por alguns candidatos. Espectadores do programa, de passagem por aqui, tripudiam de mim – todo dia alguém observa, com ironia, e não sem razão, que eu deveria ir para o paredão.

Há quase dois meses dedicado à tarefa de acompanhar o programa e escrever críticas para o site especial do iG, sou obrigado a dizer que a minha rotina foi totalmente alterada. Pior, percebi que, querendo ou não, fui incorporado (abduzido?) por esta espécie de família maluca, formada por espectadores apaixonados, cada um com seu candidato (time) do coração e toda sorte de ressentimento em relação aos candidatos (times) adversários.

Na noite de terça-feira, escrevi um texto (As ações de Priscila sobem mais; as de Ana e Naná sofrem queda) com comentários sobre a edição do programa que culminou na eliminação de Maíra. Observei que, na minha opinião, o programa aproveitou para, mais uma vez, mostrar uma imagem positiva de Priscila. E, pela primeira vez, ressaltar aspectos negativos na relação de Ana e Naiá. Escrevi primeiro:

Passaram-se três dias, mas finalmente o programa exibiu um pedaço da cena em que Maíra, Josy e Ana riem da “dançarina” Priscila e insinuam que ela é uma moça de mil utilidades. (…) Mr. Edição mostrou outros quatro ótimos momentos de Priscila (que nunca mais foi chamada de Princesa). Primeiro, bem-humorada, se benzendo antes de atender ao Big Fone. Depois, ironizando Francine, por fazer “tempestade em copo d´água” (gostaria de saber se Fran, a professora, entende o sentido da expressão). Num terceiro momento, riu da futilidade de Maíra e Ana (a loirinha disse: “Eu tenho tesão por promoção”). E, por fim, ao ser homenageada por Bial no discurso que antecedeu a eliminação de Maíra – Priscila ensinou a Milena que é preciso saber rir de si mesma, uma qualidade de pessoas superiores.

Sobre Ana e Naiá, anotei:

Ana e Naiá passaram por um “VT investigativo” destinado a ajudar a esclarecer um dos episódios mal explicados do BBB9 – a eliminação de Ralf, uma semana atrás. O vídeo deixou no ar a sugestão de que Ana e Naiá formaram um time – apesar da vovó ter pedido, no início do confinamento, que a netinha fosse indicada para o Paredão, porque não aguentava mais a moça. Outra sugestão oferecida por Mr. Edição: como sabe o efeito que isso causaria junto ao público, Naiá programou o choro durante o Paredão de Ana com Ralf. Um diálogo histórico, do ponto de vista do BBB, foi exibido neste “VT investigativo”. Naiá está no banheiro. Ana quer entrar. Ana diz: “Quero fazer xixi.” Naiá responde: “Ah, azar o seu, estou fazendo coco”. Ana: “Então faz coco rápido”.

Por conta desses dois parágrafos fui acusado por dezenas de leitores de estar fazendo campanha por Priscila. É, então, a hora de fazer uma revelação: apesar de todo o meu envolvimento com o BBB, asseguro aos leitores que não torço por time nenhum neste campeonato. Ainda não. E, se começar a torcer, prometo logo revelar a minha preferência.

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): televisão Tags: , , , , ,
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