Crônica social: procurando Marc Jacobs, encontrei Elke Maravilha
O evento da noite de sexta-feira, em São Paulo, foi a festa que Natalie Klein, dona da loja NK Store, ofereceu para Marc Jacobs, famoso e criativo estilista americano, numa boate no centro de São Paulo.
Mais de 500 pessoas passaram pela Cantho, uma boate gay, no Largo do Arouche, fechada exclusivamente para a festa. O site oficial da boate, inclusive, advertia: “A Cantho informa aos seus clientes que a casa estará fechada no próximo dia 20 para um evento corperativo (sic)”. Apesar da grafia errada, a mensagem está clara: uma festa de firma, de negócios – para celebrar a primeira loja de Jacobs na América Latina, inaugurada em São Paulo.
Eu poderia resumir a festa da seguinte forma: muitos fotógrafos de revistas e sites de celebridades, bebida boa (champagne Veuve Clicquot), música bate-estaca, dois go-go boys de short, viseira e óculos escuros, dançando num palco improvisado, e uma “área vip”, no mezanino. Esse espaço, fechado para a maioria dos presentes, acolhia os convidados “vips”, que, na falta de algo melhor para fazer, ficavam olhando para baixo, encarando o pessoal sem acesso à área exclusiva. Enquanto isso, embaixo, sem ter o que fazer, os demais convidados ficavam olhando para cima, imaginando como a festa estava lá.
Jacobs chegou por volta das 1h30 da manhã, mas não o vi. Chegou de saia, acompanhado do namorado, para orgulho nativo, um brasileiro, chamado Lorenzo Martone (fotos aqui, no iG Gente). Foi conduzido direto à área vip, onde ficou até ir embora. Em seu primeiro romance, “A Ditadura da Moda”, a jornalista Nina Lemos descreve uma semana de desfiles em São Paulo e observa: “Nunca entendi porque as pessoas vêm aqui sem serem obrigadas”.
Como eu não era obrigado – fui apenas por curiosidade –, deixei o local por volta das 2h da manhã. Deveria ter ido para casa, mas acabei levado para outra casa noturna, o Clube Glória, no Bixiga. Ali acontece, uma vez por mês, uma festa chamada “Vai!”, que convida os freqüentadores a irem vestidos de acordo com um determinado tema proposto.
É um evento que reúne gente engraçada e maluca, no bom sentido. A festa desta sexta-feira tinha o tema de “Vai! Futurista” e, como atração principal, Elke Maravilha no papel de DJ. A “hostess” da festa, Aline Prado (à esq. na foto), ajudou Elke na seleção musical, divertidíssima, da noite.
Para escrever este texto, fiz uma rápida pesquisa e vi como sabia pouco sobre Elke – ela nasceu em São Petersburgo, filha de um russo e uma alemã, fala nove línguas e, antes de fazer carreira como modelo e atriz, foi bancária, secretária, bibliotecária e professora. Por volta das 3h da manhã, enfim, Elke deu por encerrada a sua participação como DJ e, tal como se espera de uma celebridade, recolheu-se à área vip da casa noturna, dando a senha para o blogueiro partir.














