E se Rogério tivesse ido à Copa de 70?
Nas minhas lembranças futebolísticas da infância, o primeiro dos muitos dramas que me recordo diz respeito a Rogério. O ponta-direita integrou uma linha de frente dos sonhos, certamente responsável por toda uma geração escolher o Botafogo como time do coração. Era formada (na ordem em que aparecem na foto) por Rogério, Gerson, Roberto, Jairzinho e Paulo Cesar. Com esses cinco, o Botafogo foi bi-bi, ou seja, bi-campeão da Taça Guanabara e do Campeonato Carioca, que eram disputados separadamente, em 1967 e 1968.
Em 1970, o camisa 8 (Gerson) já estava no São Paulo, mas os camisas 7 (Rogério), 9 (Roberto), 10 (Jairzinho) e 11 (Paulo Cesar) continuavam no Botafogo e eram presença constante nas convocações da seleção brasileira. Um pouco antes da Copa, porém, Rogério se machucou. Eu tinha 9 anos, recém-completados, mas me lembro bem de acompanhar a dramática novela sobre a capacidade, ou não, do ponta se recuperar a tempo de ir para o México.
Não deu, mas Rogério era tão próximo do grupo, que foi levado à Copa na condição de “espião” de Zagallo. Acompanhou vários jogos e transmitiu informações importantes sobre o desempenho dos adversários do Brasil ao técnico da seleção.
Com Rogério cortado, Zagallo fixou Jairzinho na ponta-direita. E, bem, o resto vocês já sabem. O camisa 10 do Botafogo transformou-se no Furacão da Copa, marcando gols em todos os seis jogos do torneio.
Sempre me perguntei: e se Rogério tivesse ido à Copa de 70? Esta semana tive uma oportunidade de ouro para fazer esta pergunta a quem entende do assunto. Convidado do programa “Loucos por Futebol”, exibido quinzenalmente na ESPN Brasil, tive a chance de conversar sobre este assunto com Marcelo Duarte, Paulo Vinicius Coelho e Celso Unzelte.
Um dos temas do programa foi justamente uma reportagem com Rogério – onde anda o ex-jogador? Ele é hoje pastor de uma igreja messiânica em São Paulo e guarda, com o maior carinho, as planilhas que preencheu com observações sobre os adversários do Brasil na Copa.
Perguntei a PVC, meu colega na primeira redação do “Lance!”, o que ele achava: e se Rogério tivesse ido à Copa? Paulo Vinicius me chamou a atenção para o fato de que, no primeiro semestre de 1970, a seleção brasileira disputou cinco amistosos – em três, Jairzinho foi escalado na ponta-direita e Rogério ocupou a posição em dois. Ou seja, Zagallo já tinha em mente esta opção tática – colocar o camisa 10 do Botafogo com a 7. Afinal, Jair jogava muito, mas a camisa 10 da seleção tinha dono, né?
Em tempo: o Loucos por Futebol será exibido na ESPN Brasil à 0h30 deste domingo. Vi no quadro de programação que estão previstas algumas reprises: segunda-feira, dia 30, às 9h e às 16h, terça, 31, às 20h, e quinta, 2 de abril, às 20h45.




Caro Maurício,
Não podemos nos esquecer que naquela época, bons jogadores era o que não faltava.
E Dirceu Lopes, Ademir da Guia, Dudu?
Se Rogério fosse a Copa, como ficaria a situação do Jair?
Abraço
José Carlos
Ilmo Sr.
Eu gostaria muito de saber por onde anda zequinha ponta do botafogo que foi tracado por zelio na epoca depois esteve no são paulo gremio e depois não se soube mais deste ponta que deu muitas vitórias ao botafode futebol e regatas ,apesae de eu ser vascaino eu gosto do bom futebol e zequinha fazia o estilo gil .
atenciosamente
José Xavier Caldeira
José Xavier, muito boa a sua lembrança. O Zequinha hoje vive em Dallas -EUA.
Recentemente o Jornal Leopoldinense fez uma entrevista com ele,
Rogério foin o ponta´direita que mais se aproximou de Garrincha, um exímio driblador.Caso jogasse a Copa de 70 teria sedo muito melhor que Jair,não tenho dúvida.Zico perdeu em 82 nem por isso Tostão foi melhor que ele.Jairzinho,apesar de grande jogador do meu time,teve a sorte de jogar naquela seleção.Por fim, deixo uma sugestão ‘a atual diretoria do Botafogo de prestar uma homenagem a este grande jogador, Rogério.
Concordo que bons jogadores, não faltavam a epóca, mas tenho certa lembrança que alguns deles não rendia na seleção, o que rendia nos seus clubes , tais como Dirceu lopes e o próprio Ademir da Guia.
pensei q estavam falando do Rogerio ceni..pois é o unico jogador imortal com esse nome..p…que pariu é o melhor goleiro do Brasil Rogérioooooooooooooo
Para renato 16:59
Você deve ser bambi mesmo monta um barraco e chama o RC para morar juntos
Me desculpe Jorge Avelar, mas Tostão foi muito melhor do que o Zico e quanto a Rogerio era apenas um bom ponta direita e acredito que Zagallo o colocaria no banco, pois gostava do time com os cinco camisas 10.
Não adianta montar um barraco para os dois, vai precisar de dois homens para formar os casais.
SE… E pronome que não sei… SE ROGERIO TIVESSE JOGADO, SE FULANO, SE BELTRANO… rogerio ceni nunca foi titular na seleção pq? pq nao e o melhor sempre. Valeu ganhou pq mereceu.viva a seleção canarinho.
Em 70 tinha o Edu bala e mais alguns pontas melhores que o Rogerio, o unico prejudicado no caso do não corte do Rogerio seria o Leão, já mascaradão na epoca que foi convocado como terceiro goleiro e nem no banco ficou, assistiu a copa na arquibancada junto com o Dadá.
Apesar de ótimo jogador, não tinha como ele jogar naquele ataque, seria um excelente reserva como foram o Roberto e o P Cesar. E eta bambi ignorante!!!
Rogerio e Zequinha(onde anda) foram os melhores ponta direita que o Brasil ja teve. Obvio depois de Garrincha. Quem via estes cara jogar ficava deslumbrado!
TENTE DESCOBRIR ONDE ESTÁ O ZEQUINHA.
Não foi por culpa do Sobrenatual de Almeida!!!!
Cada um defende seus ídolos e times de coração. Nasci em BH. Morei quando criança na cidade de Goiânia. Claro que isto não tem nada a ver com o assunto. Pelo contrário. Imaginem um menino de 10 anos com saudades de tudo o que acontecia na sua cidade de coração. Imaginem um menino de coração Atleticano, e seus grandes ídolos eram nada menos: João Leite, Nelinho, Luizinho, Éder Aleixo, Toninho Cerezo, Paulo Isidoro (o original), e o Centro-avante mais completo que existiu no Brasil e no Mundo. Falo do Rei, Reinaldo é nosso Rei !!!! Este cara foi o mais fenomenal dentro da área. E se ele tivesse ido a copa de 1982 ?
Caro amigos, Zico já falava. Pelé elogiava, e todos aplaudiam juntos, e cantavam o Hino do Galo, depois gritavam em coro: “Rei, Rei, Reinaldo é nosso Rei !!!! Minha mãe não me deixou ver a final do brasileiro de 1977, tinha 8 anos. Preferiu assistir Sílvio Santos, e me poupou de ver o Galo perder nos pênaltis para o grande São Paulo da época. Minhas lembranças dos grandes embates entre o Galo e Flamengo são inesquecíveis. Árbitro ladrão, safado, que não pode vir a BH, se vier apanha. E se Reinaldo estivesse na Copa. A seleção não perderia pra ninguém. Lembrem quem o substituiu ? foi um péssimo desportista. Serginho chulapa, chulapa no minúsculo, pois só sabia dar porrada. Rei no maiúsculo. Caro amigo, amante do futebol. Venha a BH, desfrute as belezas e conheça a História de um dos maiores times do mundo. Hoje não mais, mas a realidade é outra. A propósito. Narrarei uma jogada que seria a maior de todos os tempos em minha mente: Ou melhor, Luciano do Vale na Globo narra: ” Sai jogando Valdir Perez nos pés de Luizinho, Luizinho toca para Toninho Cerezo, Toninho Cerezo, toca para Paulo Isidoro, Paulo Isidoro volta a bola para Cerezo, Cerezo enfia a bola para Éder, Éder se livra de dois adversários e lança na entrada da área no alto para o Rei, Reinaldo no domínio da bola no peito tira o zagueiro no contra-pé, o segundo zagueiro entra de primeira e toma uma caneta, Rei fica de frente para o goleiro Dino Zofe, balança o corpo, o goleiro cai para um lado, Rei sai pelo outro e entra com bola e tudo. Esta jogada se dá no último minuto da partida, contra a Itália e no jogo final. Brasil capeão do mundo, e Reinaldo consagrado. Viu colega, este gol saiu com participação somente de jogadores do Galo.
Caro Alex, agora entendi, o motivo pelo qual o Brasil não ganhou a copa de 1982.
Diferente da preparação para a Copa de 66, quando selecionou-se mais de 40 jogadores, os cortes se resumiram a apenas quatro jogadores nas vésperas do embarque para o México em 1970. Salvo engano; Arilson, Dirceu Lopes, Zé Carlos, além do talentoso Rogério foram os cortados. Isto demonstra que a lição do fiasco da Copa anterior foi aprendida, pois o escrete estava bem definido. O grande sucesso que foi a formação inusitada do quinteto avante (todos camisa 10 nos respectivos clubes, e aí incluindo Gerson) desautoriza-nos a conjecturar sobre paralelelismos, mesmo que tratando-se do craque Rogério. Acho mais instigante perguntar – E se Telê Santana tivesse levado Renato Gaúcho e Marinho para a Copa de 1986?
Tudo bem que o Rogério foi um dos últimos pontas especialistas que o futebol brasileiro teve, mas o que eu gostaria mesmo é de ver um time com o seguinte ataque:
Garrincha, Didi, Pagão, Pelé e Pepe, ou podia ser o Rivelino, ou ainda o Edú, enfim na ponta esquerda não teve um que se possa dizer que tenha sido absoluto, mas eu desafio a quem puder substituir um dos quatro primeiros neste ataque dos sonhos relacionado aí em cima.
Alex,
Reinaldo já tinha problemas no joelho em 1981. Não pode jogar a Copa de 1982 porque estava bixado.
Além disso, embora grande jogador, ele não fora bem em 1978. E fizera poucos grandes jogos entre 1978 e 1981 pela seleção.
Mais jogador que o Serginho? Claro. Até o Dinamite era. Faria a diferença em 1982. Acho que sim, se estivesse bem físicamente. Tinha entrosamento com Éder. Faria tabelas incríveis com Zico e Sócrates.
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Se Rogério tivesse jogado (foi titular nas eliminatórias de 1969), Jair e Pelé ficariam na ponta de lança. Ou seria Pelé e Roberto, porque se Zagalo já achava melhor ter um centro-avante típico com Jair e Rivelino nas extremas (um ponta de lança e um meia), que dirá com Rogério, que driblava deus e o mundo apenas para cruzar para o centro-avante de plantão.
E quem disse aí q o Edu Bala jogava mais que o Rogério deve ter fumado um bagulho muito forte…
Belas linhas de ataque:
> PARA 1958:
Garrincha, Didi, Mazzola, Pelé e Canhoteiro.
Julinho, Didi, Mazzola, Pelé e Canhoteiro.
Julinho, Didi, Mazzola, Pelé e Pepe.
> PARA 1962:
Garrincha, Didi, Coutinho, Pelé e Pepe.
Garincha – Pelé – Ciro – Canhoteiro -
Melhor ataque de todos os tempos, de 1958 à 2010