“Quem Quer Ser um Milionário?”: miséria com mão pesada
Uma advertência inicial: Se você ainda não assistiu o filme, talvez seja melhor não ler este comentário. Não que eu conte o final do filme, mas posso estragar o prazer da descoberta.
Leio nos jornais que “Quem Quer Ser um Milionário?” superou “O Curioso Caso de Benjamin Button” nas bolsas de apostas para o Oscar de melhor filme. Imagino as razões. Não gosto de nenhum dos dois, mas a “mensagem” embutida no filme de Danny Boyle me desagrada muito, ao passo que a fábula de David Fincher não me afeta em nada, é apenas melosa.
“Quem Quer Ser um Milionário?” acompanha a vida de três crianças nascidas numa favela de Mumbai. A capital financeira da Índia é, também, mostra o filme, habitat de uma população miserável, submetida às mais degradantes condições de vida e de todo um universo de exploradores, em torno.
Para sublinhar a miséria e as duras condições de vida dessa população favelada, o filme vai, literalmente,
jogar o protagonista numa fossa, entre outras cenas lamentáveis (vou poupar o leitor da descrição delas) em que Boyle, com a mão pesando uma tonelada, tenta nos convencer a ter piedade de seus protagonistas.
Narrada de forma engenhosa, a fábula mostra, desde o início, o esforço de um dos meninos no sentido de explicar como acertou as difíceis perguntas formuladas no concurso de televisão que ele participa. A questão central é: como um garoto miserável, capaz apenas de servir chá num call-center, pode acertar perguntas tão difíceis?
A resposta a cada pergunta foi aprendida da pior forma possível, na luta pela sobrevivência. O menino que passou pelas piores coisas da vida aprendeu alguma coisa em cada uma dessas suas “tarefas de Hércules” e, como se manteve íntegro e honesto, finalmente, vai encontrar a redenção num programa de perguntas na televisão. Não bastasse, a sua trajetória alimenta a esperança de milhões de outros miseráveis que se reúnem em frente à televisão para assistir o programa. Triste.
Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Blog, Cultura Tags: Danny Boyle, Oscar, Quem Quer Ser um Milionário?



Que perverso! Bota triste nisso.
Concordo plenamente com a exploração da pobreza, e ainda vejo muitos outros problemas no filme, que para mim nada mais é que um conto de fadas teen totalmente sem pé nem cabeça. Não me lembro de ter visto um ano tão medíocre para o cinema americano.
[...] poucos palpites antes do Oscar, mas posso dizer, com orgulho, que errei todos. Não gostei nem um pouco de “Quem Quer Seu um Milionário?”, o grande vencedor da noite, com oito prêmios, incluindo [...]
milk,talvez seja mais recomendavel, nao pela luta homo,mas pela perseverança de um homem(Milk)em alcançar um objetivo tido como inatingível,ao menos á época. Sean Pen está convincente.O filme indiano, estranhamente premiado, reduz a miseria a um conto de fadas,prefiro os nossos desemparados pois aqui tem o Lula.Os outros filmes,não despertam maiores interesses, A suspeita não traz novidades ler jornais e temos novos casos.Enfim o Oscar foi um tédio ,embora a industria cinematrografica sempre valha a pena .
adorei o filme.
[...] Neder acabou parando aqui no blog – imagino que graças a um texto que escrevi recentemente, falando mal do filme, o grande vencedor do Oscar 2009. O comentário de Renata é bem mais profundo e bem [...]
Postei um comentário anteriormente afirmando que assistiria ao filme. Promessa cumprida! Estive, ontem mesmo, com minha esposa, atento do começo ao fim.
Em primeiro lugar, fique admirado com a falta de observação, crítica e bom senso do meu não tão nobre xará blogueiro e sua escudeira onguista. A mancada de ambos foi transpor para o presente elementos que o filme deixa no passado de Jamal. A intolerância religiosa na infância, a exploração infantil e a pobreza extrema mal aparecem no tempo ‘presente’ do filme, aliás, outubro de 2005 (se me lembro bem da data impressa no cheque).
A acusação de que o filme reproduz estereótipos é semelhante às construções do jogadores de futebol criticados por este blog “Eu vou dar tudo de si” rs. A diferença é que partiu da pseudo-intelectualidade de pessoas que já há algum tempo percebo limitações críticas e lógicas. i.e. se eu não sei bem o que dizer, digo que está estereotipado e pronto… receita de bolo!
Confesso que não achei o filme tão fantástico quanto algumas pessoas, mas repudiá-lo é dar as mãos a outra forma de ignorância e preconceito. Há falhas de construção e inverossimilhanças que mereceriam críticas: Alguém realmente acha que uma criança pularia em uma fossa aberta, sairia com facilidade, não se incomodaria com o cheiro e não sentiria nem o ardor nos olhos que a decomposição do enxofre provoca???
Para encerrar meu longo comentário, não por falta de palavras, mas por falta de tempo, gostaria de relembrar a todos os intelectulóides de plantão que no final da película estava escrito, no canto esquerdo da tela, a reprodução de uma das frases de Jamal no desfecho:
“D: Está escrito”
Esse elemento metalingüístico intra e intertextual é o arremate inteligente que significa: “Isso não é realidade, é algo que foi escrito por alguém e UNICAMENTE por isso se deu desta maneira”. Como ‘está escrito’, um “cachorro imundo” deve tornar-se milionário para sublimar o desejo de milhares de depressivos em redor do mundo; por esta causa, o protagonista foi capaz de sagrar-se campeão sem ter idéia da resposta correta.
PS.: Seu blog, Xará, está entre os mais criticados; inclusive vc, entre os bloguistas mais rebatidos. Um conselho: continue acreditando que é tudo incompreensão e não mude um milímetro até a sua demissão. ; )
Também não gostei. Nem um pouco. Parece dramalhão de telenovela mexicana transposto para uma favela. Não emociona e dá tudo mastigadinho para o espectador. É dose cavalar de pieguice barata goela abaixo. Não tem sutilezas cinematograficas. Dezenas de furos de roteiro. O cara ser torturado a mando do apresentador de TV é demais! Patético. Se o programa ganha com a audiencia muito mais do que com a premiação, não tem lógica a tortura a la ditadura militar. O filme , pelo que tenho aferido, atinge pessoas mais insensíveis, que não sabem o que é uma emoção verdadeira, e precisam de overdose de situações pretensamente tristes para se emocionarem. Uma pessoa com sentimentos mais elevados se sensibiliza com filmes mais profundos do ponto de vista emocional e psicológico, Não essa papinha de arroz com açafrão.
estou pasma com tanta prepotencia em torno desse filme,
ao visto RENATA ja achou seus fas intelectualoides tal como ela.
a garota de “sentimentos elevados!……… filme para pessoa insensiveis………….
filme sofrivel…………..como podem aplaudirem um filme desses?……..
enfim, comentarios desse tipo mostram a pobreza de espirito das pessoas em julgar alguem q ñ conhece, ñ vão conhecer pelo gosto ou ñ
por um simples………FILME.
P/ mim , q as pessoas sejam felizes, aplaudam o q gostem se quiser, eu gostei mas fiquem a vontade p/ assitir e ñ gostar.
Pessoas mais elevadas respeitam as diferenças sem julgar.