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20/02/2009 - 10:53

Uma semana de clichês no futebol paulista

O clichê, a frase feita, é o porto seguro do jogador de futebol. Fico impressionado como, dia após dia, eles repetem as mesmas frases para os repórteres, em resposta a perguntas que, também, não mudam. Esta semana, em que os times de São Paulo enfrentaram algumas dificuldades, foi um festival. Vejam alguns exemplos:

“Estou aqui para contribuir e ajudar a equipe”, disse Marcão, ao ser apresentado como novo jogador do Palmeiras. Que novidade! Imagine se ele falasse: Estou aqui porque sou jogador de futebol e preciso trabalhar. Mais uma coisa. Li várias referências a ele como “o experiente” Marcão. Atenção: jogador com mais de 30 anos (ele tem 33) e nenhuma outra qualidade digna de nota é sempre chamado de “experiente”.

Ainda no Palmeiras, Keirrison falou uma ótima essa semana: “Aprendemos bastante hoje contra o campeão da Libertadores, eles foram malandros. Nós que somos novos, vamos tirar proveito”. Alguém pode traduzir essa frase? O que o Palmeiras aprendeu com a LDU?

Na mesma linha, a explicação de Jean para a decepção do São Paulo na estréia da Libertadores é um festival de lugares-comuns: “Libertadores não aceita erro e desatenção. É preciso estar atento durante os 90 minutos para não perder foco, senão os adversários marcam mesmo. Temos que manter a concentração em qualquer bola”. E no Campeonato Paulista não precisa ficar atento? E no Brasileiro? E na Copa do Brasil?

No Corinthians, disputar cada bola como se ela fosse a última e demonstrar humildade conta muitos pontos junto à torcida. Não há um jogador que ignore isso, desde Ronaldo até o jovem Diego, que terá sua chance esta semana. “Estou pronto para ir a campo. Sou um jogador que dá muita raça e procura fazer o feijão com arroz , dando tranquilidade à defesa”.

No Santos, também, é preciso fazer média com a torcida, como pode-se ler na declaração de Leo: “Sempre me entrego de corpo e alma aos clubes que estou defendendo. Estou trabalhando para entrar no ritmo ideal o mais rápido possível e sinto que estou evoluindo”. Imagine se Leo não se entregasse de corpo e alma?

Saindo de São Paulo, mas indo ali perto, a Belo Horizonte, não posso deixar de comentar a primeira partida de Kleber no Cruzeiro. Jogador quando estréia em um time sempre elogia a torcida e o “grupo”. É tiro e queda. Ouça o que ele disse ontem, após a sua “participação especial” de 14 minutos, dois gols e dois cartões amarelos, na vitória do Cruzeiro sobre o Estudiantes: “Acho que o time está de parabéns e a torcida deu um grande exemplo de como apoiar o time”.

Para encerrar por hoje, uma frase que mostra como o recurso ao lugar-comum na falta de algo melhor para dizer não é um truque usado apenas por jogadores de futebol. Veja o que disse Felipe Massa depois de um dia de treinos: “Hoje tivemos um bom dia de trabalho, apesar dos problemas elétricos”.  Um bom dia ou um dia com problemas?

PS: Para quem se interessa pelo assunto, em novembro, escrevi no blog um post intitulado “O time deles é muito grande para cair” e outros novos clichês do futebol

Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Esporte Tags: , ,

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64 comentários para “Uma semana de clichês no futebol paulista”

  1. José disse:

    Só faltou algum jogador treinar forte.

  2. Mauricio disse:

    Vocês estão promovendo um verdadeiro linchamento com o meu xará. Ele apenas está na sua razão de jornalista estúpido.
    Respeitem!!

  3. Marcel disse:

    Jogador é pago pra jogar e nunca estudou…pior é vc Maurício…que pagou pra estudar e nunca aprendeu nada…
    Materiazinha mediocre…
    Melhor é vc ficar quieto e as pessoas acharem que vc é um idiota, do que escrever besteira e as pessoas terem certeza de que vc é um idiota…

  4. Flávio disse:

    Acabaram com vc em Maurício rsrsrs

    Vamos usar mais uma frase pronta então, do nosso saudoso Milton Leite: “Que Beleza” de máteria rsrs

  5. Vânio disse:

    Não sei porque a dor de corno do pessoal que esta comentando, a matéria tem razão no que diz, realmente é mediocre o que falam os jogadores, e não tem nada a ver com estudo alguém ser inteligente e articulado,

    Estas frases prontas são apenas a indicação de que jogador não tem cérebro nem personalidade, respondem o que mandam os seus agentes, ou treinadore não tiram nada da cabeça deles,

    Repito, não tem nada a ver com estudo

  6. Thaís disse:

    Cada argumento fraco desses comentários… frases clichês de jogadores, perguntas clichês de jornalistas, comentários clichês…
    todos falam que jogadores são humildes e não tiveram chances de estudar.
    Acredito que estudo é diferente de cultura.
    Se o cara não estudou e não sabe conjugar um verbo, ok.
    Mas contruir uma frase com significado não depende de estudo, depende de raciocínio.

    Sim, a matéria foi clichê, as frases também, já vimos várias dessas por aí.
    Existem 3 possibilidades pro jornalista formular uma pergunta: quando o time ganha, quando o time empata ou quando o time perde.
    Parem de passar a mão na cabeça dos jogadores e apedrejar o jornalista.
    Todas essas perguntas já foram feitas mais de uma vez e continuarão a ser respondidas de maneira idiota por muito tempo ainda.

  7. Mauricio, você critica as repetitivas respostas dos jogadores de futebol, mas não critica as repetitivas perguntas dos repórteres.
    O que você faria no lugar dos jogadores de futebol que dão as mesmas respostas para as mesmas perguntas?

  8. Sou Maloqueiro disse:

    Quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha?Quem é mais imbecil o jornalista em fazer perguntas que vão levar as mesma resposta ou o jogador que responde a mesma resposta?Eu acho que é o jornalista e vcs o que acham?Pessima materia de mal gosto total falta do que escrever vai ler mais livros sobre futebol e escreva sobre sera bem mais interessante.

  9. Bianca disse:

    Maurício, faz com políticos e celebridades também… Vai ser uma beleza…

  10. Vânio disse:

    Esses comenários vão de encontro as mediocridades das respostas dos milionários jogadores , coitadinhos que não estudaram,

    Não interessa se a pergunta é a mesma, as situações vividas no jogo nunca vão ser iguais,
    portanto se pergunta porque não se ganhou o jogo, é óbvio que vai ser a mesma pergunta sempre,

    mas um descerebrado sem personalidade vai responder as mesmas imbecilidades de sempre,

    perguntem para um analista da bolsa porque a mesma caiu, podem perguntar 500 vezes nunca vai ser a mesma resposta.

    este povo compra cada idéia de que jornalista tem que perguntar outras coisas, pensem, ou se tornarão iguais os patéticos jogadores que vocês defendem.

  11. lima disse:

    a diferenca e que o cerebro do jogador e nos pes

  12. Marcelo disse:

    Nem consegui ler tudo.

  13. Guilherme disse:

    Independente do que foi escrito na matéria, o blog é dele, e ele escreve o que ele quer oras, o leitor gostar ou não, será inerente às postagens para toooodo o sempre! haha

    AGora, chato mesmo são esses repórteres de campo meu, acaba o primeiro o tempo, nego saindo do gramado depois de correr sem parar 45 minutos, num guenta nem respirar, tem pouquissimo tempo pra se reunir com a equipe no vestiário e ainda tem que que ficar respondendo “o que vc acha que faltou pra sair o gol no primero tempo?” … “O que vc acha q vcs precisam fazer pra melhorar no segundo tempo e sair daqui com os 3 pontos?” …”Aquele lance do jogador tal , vc ali de dentro do campo, acha q foi falta mesmo?” —– AVE MARIA SENHOR… !!!

  14. Guilherme disse:

    “perguntem para um analista da bolsa porque a mesma caiu, podem perguntar 500 vezes nunca vai ser a mesma resposta”

    Vânio, a sua comparação foi tão desacerebrada qto o tipo de jogador q vc citou …

  15. Felipe disse:

    Quando se fala de burrice, muita gente parece ofendida…

  16. Geraldo disse:

    Pode acreditar! Os torcedores ficam irritados com as perguntas dos repórteres e jornalistas fracos e repetitivos, e não com o que o jogador responde. Ora, eles respondem à altura, se é que você pode entender, o que eu imagino que sim. Por exemplo: Não há pergunta mais ridícula do que esta, após uma derrota de um clube qualquer; ” E aí, fulano, o que você achou desta derrota?” O jornalista que que o jogador responda o quê? Que foi uma derrota maravilhosa? Que o clube em que ele joga é fraco?

  17. igao disse:

    o cara tem falta de assunto! so pode!

  18. nicu disse:

    Mas se vocês repórteres idiotas também sempre perguntam a mesma coisa, a resposta será sempre a mesma. Ou tentam perguntar algo para apimentar os jogos, ou seja, falar algo que se o jogador concorda ele estará provocando o adversário. Acorda rapaz, os jornalistas têm que cobrar dos próprios jornalistas perguntas melhores, e os torcedorem têm que cobrar dos jornalistas matérias mais inteligentes!

  19. nicu disse:

    Cartão vermelho para jornalista mal preparado como esse que escreveu! Depois os caras ainda querem abolir obrigatoriedade de curso de jornalismo, se fazendo curso já é ruim assim, sem curso então ….

  20. Marcos R disse:

    Não devemos levar jogadores de futebol tão a sério com faz a imprensa paulista…eles são apenas jogadores de futebol; entrevista coletiva; dezenas de microfones…o que vale é FUTEBOL, ou seja, bola na rede. O resto não me interessa.

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