Qual é o sentido de uma Mostra de Arte Mineira em SP?
Realiza-se desde quarta-feira, e até domingo, no Sesc Pompéia, em São Paulo, a Mostra Contemporânea de Arte Mineira. Confesso que tenho alguma dificuldade de compreender um evento dessa natureza em 2008. Um show de Lô Borges e Samuel Rosa foi atração principal do primeiro dia. É preciso realizar um evento deste tamanho, ao custo de R$ 800 mil, com apoio da Lei Rouanet, para ouvir o vocalista do Skank? Lô Borges e Samuel Rosa são “músicos mineiros”? O que é isso?
Faz sentido falar em “arte mineira” no mundo de hoje? As manifestações culturais (música, teatro, cinema, artes visuais) de artistas que vivem em Minas são diferentes daquelas realizadas por artistas que vivem no Rio Grande do Sul, no Ceará ou em São Paulo? Antes disso: existe algo em comum aos chamados “artistas mineiros”? O que seria a “arte paulista”? Ou a “arte carioca”?
Enfim, tenho a sensação que a realização deste evento parte de uma compreensão ultrapassada sobre arte. Pode-se argumentar que esta mostra é uma forma de chamar a atenção, na maior cidade do país, para produções culturais que estão “escondidas” em Minas Gerais. Isso é realmente necessário hoje?
Autor: Mauricio Stycer - Categoria(s): Cultura Tags: Lô Borges, Mostra de Arte Mineira, Samuel Rosa



Francamente… um escritor que se preze dizer essas babagens é deprimente!
Além de não reconhecer a singularidade das produções mineiras, seja de arte, ou qualquer outra coisa ainda se acha uma autoridade no assunto… Ora! Cada lugar faz suas manifestações culturais de modo próprio. Se realizam um festival sobre determinada região, como no caso Minas Gerais, é porque tem sua importância e tal evento com certeza tem o intuito de levar aos “não tão cultos” e entendedores do assunto maiores detalhes.
Se ficou com dor de cotovelo porque não fazem uma mostra de arte paulista, carioca ou outra qualquer, talvez seja hora de voc~e ou qualquer outra pessoa interessada sugerir ou até mesmo organizar um evento deste tipo…
Maurício, você não teve nenhuma outra idéia de pauta, mesmo?
Em primeiro lugar, o Sesc é uma instituição privada, que pode acertar mais ou menos, mas nunca erra em promover um evento que une teatro, música e exposições.
Quanto ao “sentido” do nome Arte Mineira, a lógica é a mesma que críticos e imprensa especializada usam para nomear os “estilos” que surgem dia a dia… por causa de VOCÊS existe a denominação de um “funk carioca”, um “indie” ou “garage band”.
Existe, sim, arte mineira, se quem faz a arte parte de algo que PARA ELE seja inerente às Minas Gerais.
Aliás, eu gostaria de saber como está sendo, e a imprensa não tem feito a cobertura a contento. Você fez esse trabalho, ou só decidiu falar sobre o “nome sem sentido”?
Maurício, você não conhece o Brasil.
Você não sabe que cada região deste país tem um aspecto cultural diferente?
Acho que você está confundindo o cotidiano das grandes metrópolis com cultura.
Saia do seu “mundinho” e procure conhecer nosso país.
o de cima disse tudo
Se vc mesmo disse: produções culturais que estão escondidas em Minas…então nada melhor que mostra-la certo?
Acho que um país como o nosso é preciso sim não so a mostra da arte mineira mas de demais estados pois Brasil é a terra de muitos … de muita arte e história.
Concordo.É forçar a barra agrupar artistas mineiros em cima de um conceito tão vago como Arte de Minas.Isso não existe,são artistas que se desenvolvem baseados no que acontece em todo o Brasil ou mundo.Não tem nada de mineiro no som pseudo-beatles do Lô Borges.Minas barroca é outro papo.mas juntar uma mineirada louca para mudar pro Rio e chamar de arte mineira é muitop.Muito mais ainda gastando 800 paus em ão de queijo.Sossega programação.Invente outra.
A arte nas cidades grandes não se diferem a ponto de se caracterizar uma arte mineira,paulista etc.Ainda mais com estes artistas desta mostra.São em maioria mainstream,já manjados por aqui.A parte musical é muito previsivel,sem graça total.Esses artistas vivem por aí (aliás por ali no SESC)Se fosse para mostrar alguma coisa de musica de Minas não seriam o Lô e o Samuel a representa-la.Um negócio sem sentido total.
.O SESC precisa decidir se é publico ou privado.Fica nesta meia bomba se portanto como público mas se declara privada.Afinal a FIAT esta pagando e colocando o que ela acha que é arte mineira? Sem sentido,sem graça principalmente.Fraca a mostra.Sem razão de existir.
Arte mineira é muito vago nos dias de hoje.Se fosse uma mostra do século 17 tudo bem mas hoje em dia chamar de Arte Mineira o trabalho de artistas que só residem em Belô é muita pretenção.Conheço o elenco musical e francamente não tem nada de “só em Minas” neles.Na verdade se pudessem todos estariam (au estão) morando no Rio ou em São Paulo justamente por considerarem que sua arte é “universal” e nestas duas cidades existe um ligeiro cosmopolitismo.O dinheiro poderia ser melhor usado,faltou imaginação.Não existe sequer uma música meneira moderna.Nem Milton,nem nada.Todo mundo se picou pro Rio faz tempo.Os que moram lá fazem som como em qualquer lugar fariam.Ou será que pão de queijo pela manhã inspirra?
Poxa, vc foi mexer com mineiro….O pessoal daí de cima não entendeu o espirito da coisa. Aliás mineiro adora criticar paulistas e cariocas e vc deu uma brecha.
Melanie,
A mostra é sem graça para o SEU gosto; nenhum curador ou produtor vai conseguir, em vida, agradar a todos. Existiam outras opções melhores e com mais cheiro de “novidade”? Claro que sim. Mas a opção foi esta. Não gostou, é só não ir.
Eu não fui. Mas acho muito bom que a opção esteja lá, para quem quiser. E com o nome que os artistas acharem por bem colocar, pois a arte é deles. A gente gosta ou não; assiste ou não.
E, Paula: eu sou paulistano, não critico minha cidade. Só achei a pauta fraca; achei que pareceu uma “picuinha” com os artistas ou com a agenda cultural por parte do Maurício, sei lá. Não achei relevante. E também não vi nenhuma crítica embasada, que pudesse dar “corpo” ao restante do texto.
Cara, essa é a terceira ou quarta vez que leio um texto seu, e sinceramente, você infelizmente não acrescenta em nada. Muito fraco, sem idéias, críticas rídiculas sem nenhum fudamento. Não sei como tem um espaço dentro de um site da grandeza do IG. Enfim, deve ser por isso que esteja tão rodado. Um playboy carioca que não sabe nada da diversidade cultural brasileira e da necessidade de intercâmbio entre as diversas culturas para o fortalecimento da identidade nacional.
O problema dos paulistas é esse: achar que são o centro do universo e que o resto do Brasil só existe para reconhecer essa superioridade dos seres da terra da garoa.
Se toca Mauricio!
Para uma escritor, pega mal falar tanta besteira.
Mauricio….
Sabemos que o Brasil é imenso e que São Paulo, aceitem ou não, é a Capital cultural, onde muita coisa acontece. Por onde muitas pessoas que consomem transitam.
Como chamar atenção dos consumidores? citando “Mostra de Arte Mineira em São Paulo”. Se me dissessem: Mostra de Arte, talvez não chamasse a atenção, mas com esse título desperta interesse, quero apoiar, quero participar.
Maurício: – Uma questão de marketing.
– Um questão de que o nosso Brasil tem muita riqueza, de querem uma chance para mostrar o que eles tem.
Mauricio,
Quando vc estiver sem inspiração comente com seus superiores.
É mais profissional mas será entendido.
Porque vc acha que a cultura do pais se limita a São Paulo?
Francamente, essa foi mt feia!
É, Mauricio. Seu comentário tornou-se unanimidade. Mexeu com os mineiros, principalmente em São Paulo, onde o número passa de 2 milhões de pessoas. Não foi uma atitude muito inteligente, não. Tiro no pé.
Mauricio,
Você não deve ter se informado corretamente a respeito dessa Mostra de Arte já que Lô Borges e Samuel Rosa foram apenas uma apresentação que aconteceu. Todas as peças que estão sendo apresentadas são inéditas na cidade de São Paulo, de grupos que têm muita relevancia em Minas mas, não possuem grande reconhecimento nos palcos paulistas.
Existem também intervenções artísticas de cunho cultural popular como os meninos contadores de histórias e um grupo indigina que apresenta seus ritos sagrados. Qualquer forma de arte deve ser valorizada e Minas tem, sim, uma arte própria fruto de seu passado e de sua cultura regional. Perder a oportunidade de participar de uma Mostra como essa é, também, perder a oportunidade de se enriquecer culturalmente, expandir horizontes e conhecer um movimento cultural que acontece em Minas.
Você como jornalista deveria procurar aprofundar suas pesquisas e, com isso,melhorar a qualidade dos textos postados aqui.
O sentido de qualquer Mostra de Arte, é reunir pessoas que se identificam com determinadas formas de expressão e arte.
A arte mineira como sempre, se destaca por seus Compositores e Cantores, que fazem com que lembremos de coisas simples de nossos cotidianos…nada mais agradável ter participado deste evento que foi simplesmente lindo…
Maurício,
ao se falar de arte, preconceitos e moralismos não cabem no discurso, para não correr o risco de cometer dirigismo cultural. Por seu preconceito, em acreditar que por serem famosos e consagrados Lô borges e Samuel Rosa não podem apresentar nada de novo, deixou de saber que o resultado desse encontro resultou em grandes mudanças para ambos os asrtístas. Lô passou a fazer roteiro de show e Samuel a compor utilizando mais dois acordes. O show é de um frescor impressionante. Acho relevante a escolha dessa atração, que nunca tinha se apresentado em São Paulo, para abrir a Mostra de tantas atrações inéditas em São Paulo.
Fui em dois shows da Mostra e ví uma galera jovem com um som novo e provocativo que me deixaram muito bem impressionado e feliz com a descoberta.
A cultura não está precisando de desserviços como o que vc prestou. Se quiser questionar procure se informar antes.
Pau no seu cu, Maurício!
Seus questionamentos sempre fizeram parte dos questionamentos dos idealizadores e produtores do Festival… e as respostas pra eles estão e sempre estiveram no site da Mostra. Antes de maldizer o trabalho sério de tantos artista, é preciso se informar minimamente:
http://www.mostramineira.com.br/sobre.asp